segunda-feira, 25 de abril de 2005

Descolonização !

Descolonização

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Descolonização é o processo pelo qual uma ou várias colónias adquirem ou recuperam a sua independência, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação. Este processo é geralmente antecedido por um conflito entre as “forças vivas” da colónia e a administração colonial, que pode tomar a forma duma guerra de libertação (como foi o caso de algumas colónias portuguesas) ou por um golpe de estado, em que as organizações na colónia substituem a administração colonial, como aconteceu na formação dos Estados Unidos da América.

No entanto, houve casos em que a potência colonial, quer por pressões internas ou internacionais, quer por verificar que a manutenção de colónias lhe traz mais prejuízos que benefícios, como aconteceu com várias das ex-colónias francesas.

O crescimento populacional e económico em vários países da Europa e da Ásia (os mongóis e os japoneses) levou a um tipo de colonização, com o carácter de dominação (e, por vezes, extermínio) de povos que ocupavam territórios longínquos e dos seus recursos naturais, criando grandes impérios coloniais. Um dos aspectos mais importantes desta colonização foi a escravatura, com a “exportação” de uma grande parte da população africana para as Américas, com consequências nefastas, tanto para o Continente Negro, como para os descendentes dos escravos, que perduram até hoje.

Esta foi a primeira forma de imperialismo, em que vários países europeus, principalmente Portugal, Espanha, França, a Holanda e a Inglaterra (mais tarde o Reino da Grã-Bretanha), constituiram grandes impérios coloniais abrangendo praticamente todo o mundo. A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados, levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.

Resumo da descolonização de África

Quando os estados da Europa no final da Idade Média começaram a "descobrir" a África, encontraram aí reinos ou estados, quer de feição árabe ou islamizados, principalmente no norte e ocidente daquele continente, quer de tradição bantu. Os primeiros contatos entre estes povos não foram imediatamente de dominação, mas de carácter comercial. No entanto, os conflitos originados pela competição entre as várias potências europeias levaram à dominação política desses reinos, que culminou com a partilha do Continente Negro pelos estados europeus na Conferência de Berlim, em 1885.

No entanto, as duas grandes guerras que fustigaram a Europa durante a primeira metade do século XX deixaram aqueles países sem condições para manterem um domínio económico e militar nas suas colónias. Estes problemas, associados a um movimento independentista que tomou uma forma mais organizada na Conferência de Bandung, levou as antigas potências coloniais a negociarem a independência das colónias.

Resumo da descolonização das Américas

Nas Américas, em que a colonização tinha tido o carácter de quase extermínio da população autóctone, foram os próprios colonos que, a certa altura, decidiram que deviam separar-se da potência colonial e declarar unilateralmente a independência dos vários países. Os Estados Unidos da América foram as primeiras colónias a declarar a sua independência em 1776, mas só a viram reconhecida sete anos depois, como resultado da Guerra pela Independência dos Estados Uidos da América, que terminou com o Tratado de Paris de 1783. No início do século XVIII, com o conhecimento desta independência e ainda como efeitos da Revolução Francesa, apareceram movimentos independentistas em praticamente todas as colónias espanholas da América, que resultaram nas independências dos actuais países de língua espanhola.

Já o Canadá iniciou o seu processo de autonomização com a declaração da Confederação Candense, em 1867, como forma de se defenderem dos Estados Unidos que os tinham invadido. a dependência do Canadá com os ingleses foi diminuida em 1931, pelo Estatuto de Westminster.

As únicas excepções foram as ex-colónias holandesas, entre as quais o Suriname se tornou um território dependente, mas com autonomia interna, em 1954, tendo acedido à independência em 1975, por negociação entre um dos partidos políticos e o governo da Holanda. As restantes colónias holandesas e algumas francesas do Caribe decidiram, geralmente por referendo, manter-se ligadas à potência colonial, mas com autonomia interna, tendo os seus habitantes cidadania total, estando representados nos parlamentos dos países-“pais”. Entre estas, contam-se Guadalupe e Martinica, que são dependências de França, as Antilhas Holandesas e a Bermuda, dependente do Reino Unido.

Resumo da descolonização da Ásia e Oceânia

Polémica sobre a descolonização das ex-colónias portuguesas em África
Ver também:
Os artigos sobre a história dos países e ainda:
Cronologia da colonização de África
Cronologia da colonização das Américas
Cronologia da colonização da Ásia e Oceânia
Cronologia da descolonização de África
História da colonização de África
História da colonização das Américas
História da colonização da Ásia e Oceânia
História da descolonização de África
História da descolonização das Américas
História da descolonização da Ásia e Oceânia
Império Britânico
Império Colonial Espanhol
Império Colonial Francês
Império Colonial Holandês
Império Colonial Português
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TRINTA E UM ANOS DEPOIS DO 25 DE ABRIL DE 1974, CONTINUAMOS ESPERANDO E EXIGINDO QUE SE CONCRETIZE A "REVOLUÇÃO" SOCIAL APREGOADA E PROMETIDA AOS POVOS DE MOÇAMBIQUE, ANGOLA, GUINÉ, CABO-VERDE, TIMOR, PORTUGAL...
E, AO FALAR DE "POVOS" REFERIMO-NOS ÀS MAIORIAS OPRIMIDAS PELA POBREZA, DESESPERANÇA E FALTA DE OPORTUNIDADE DE VIVER COM DIGNIDADE NUM MUNDO CADA DIA MAIS DESIQUILIBRADO, CRUEL, INJUSTO GOVERNADO POR ELITES DESAVERGONHADAS.
Jaime Luis Gabão

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito, muito interessante, o teu 'post' e, também, muito rico, obrigada, Jaime, abraço-IO.

gotaelbr disse...

Tardiamente mas ainda a tempo retribuo a Amizade e o Abraço IO.