quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Diversificando II - Coisas de primeiro mundo(?)...

...ou de psicanalista :

Angela - Cuidando do animal como se fosse 1 humano 11:32 :
Que tem gente que chama o cachorro de filho, faz aniversário com bolo, pôe roupinha e mima como bebê, isso eu já sabia.
Afinal também sou cachorreira, embora muito mais comedida.
Mas ontem soube de uma cachorra que toma Prozac.
O casal que era seu dono se separou e ela passou a desenvolver um hábito nervoso - roía unhas até tirar sangue.
A veterinária que contou a história também não tinha acreditado quando sua cliente telefonou. Mas viu que era verdade e hoje diz que com o tratamento de Prozac o animal melhorou muito. 19/10 Angela Marsiaj
Já meu cachorro, que tem sopro assintomático no coração, bronquite e alergias, começou a desenvolver tiques nervosos.
Depois de perder seu melhor amigo - um humano que ele acreditava ser seu pai - passou a inventar coceiras inexistentes e se a gente não cuida, pode ficar sem pelo em alguns lugares.
A veterinária apesar disso acredita que ele até está bem.
Além do caso do Prozac, contou de cachorros que deixaram de comer e adoeceram de modo bem mais grave quando perderam um humano.
Combinamos com meu cachorro que ele não vai chegar a esse ponto - não precisará do Prozac. Acho que ele entendeu e concordou.
Depois dessa história, decidi rever com outros olhos uma pesquisa realizada pela Synovate em 9 mercados globais com mais de 6 mil pessoas, parte delas dona de bichos de estimação.
Mostra a tendência de grande crescimento do setor de seguro-saúde animal.
Sei, é um pouco deprimente falar disso quando o atendimento médico decente nao chega até todo mundo (falo dos humanos).
Mas é uma tendência...
Os britânicos são campeões na proteção aos seus bichos.
O Reino Unido já tem cerca de 400 seguros-saúde animal e 51% dos donos têm ou pensam comprar um seguro-saúde para pets.
Sao seguidos por filipinos (28%) e americanos (22%).
O mercado pode ficar interessante se se considerar que têm bichos em casa 3/4 dos ingleses e 2/3 dos moradores dos EUA.
O artigo de divulgação da pesquisa menciona depoimentos da APPMA (American Pet Products Manufactuers Association).
Segundo a associação, o avanço em tratamentos para bichos de estimação é uma das 6 principais tendências da indústria para 2006.
Isso deve explicar em parte o aumento da demanda por seguro-saúde animal.
Afinal, já estão disponíveis procedimentos caros como cirurgia do cérebro, tratamentos para câncer, diálise canina e até correçao dos dentes com aparelhos ortodônticos.
Leia mais sobre a pesquisa aqui.
Tenho saudades do tempo em que bastava dar um ossobuco para prevenir o tártaro de cães e que uma alimentação saudável incluía sobras ao invés de raçoes especiais.
Hoje veterinários já recomendam até escovação diária dos dentes e uma remoção periódica de tártaro que envolve anestesia geral.
Pode?
Todas da Angela no Blue Bus, escolha uma entre as colunas aqui.
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- Será que é indefinição de personalidade ?...

2 comentários:

ARTEMINORCA disse...

Olá Jaime!
A ligação é agora estabelecida graças à amiga comum Isabella!
Obrigada pelas palavras divertidas e simpáticas acerca do meu trabalho.
Acabei de ler o artigo sobre os exageros que a nossa sociedade provoca na relação entre humanos e animais. Apesar de ser activista animal, não entendo, de facto, este exagero. Talvez fosse mais simples que todos os humanos respeitassem a vida animal, com tudo o que ela tem de natural, e gastassem o dinheiro que aplicam em aparelhos para os dentes dos seus cães em psiquiatras e/ou psicanalistas em si próprias.
Parabéns pelo blog, é interessantíssimo!
Um abraço
Luísa.

gotaelbr disse...

Tá certa, Amiga ! É caso de "analise" mesmo, já que os "bichinhos" não têm culpa de tanta "maluqueira" e acabam "contaminados" pela "doideira" dos donos!
...E, com tanta "coisa" pra fazer por esse mundo afora!!!!...
Grato pela visita aí vai um beijão Amigo e disponha do

Jaime Luis Gabão