sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Quase sem palavras...ou imagens de uma viagem ! (4)



Com suas bonitas praias e amplos calçadões, moderna infra-estrutura hoteleira, população amigável e vida noturna trepidante, Fortaleza tornou-se uma das principais portas de entrada do turismo do Nordeste Brasileiro.
Agraciada com um sol forte que esquenta suas belezas pela maior parte do ano, a cidade vem atraindo cada vez mais visitantes, de todas as partes do Brasil de do mundo.
Lamentavelmente e a par dos extremos sociais que chocam o visitante, parte desse turismo é “desviado” quase que explicitamente para os prazeres do sexo fácil onde a pobreza de jovens se transforma em exploração, estímulo e incremento para o denominado turismo-sexual. Que deveria ser combatido, punido com rigor e exemplarmente.
Fortaleza é cheia de contrastes.
Não existe meio termo.
A extrema pobreza contrasta com a opulência e luxo de edifícios imponentes que dividem as ruas com casas coloniais.
Jangadas rústicas deslizam pelos mares, não distantes de lanchas modernas.
Shopping center's oferecem opções de lojas de grife, ao passo que o Mercado Central expõe o que há de melhor no artesanato local.
Crianças pobres circulam em torno a carros importados de luxo oferecendo sacos de castanha de caju, tapioca e roletes de cana de açúcar, geralmente a preços baixíssimos.
E a mendicidade é notória e chocante.
Visitamos também o Centro de Fortaleza que era composto de casarões em total estado de abandono.
Entretanto, e depois de projeto de restauração e pelos resultados visíveis acreditamos que este é um dos locais mais bonitos de Fortaleza.
Ali encontramos o "Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura", uma construção arrojada,de paredes brancas e tetos vermelhos, misturando com ousadia, imaginação e criatividade que abriga um museu antropológico, dedicado a preservar a cultura dos índios que habitavam - e ainda o fazem - o Ceará.
Há também um pequeno museu de História Natural e o Memorial da Cultura Cearense, que oferece exposições itinerantes.
Os funcionários, muito atenciosos, não poupam explicações sobre os mais variados itens representativos das mais diversas facetas da cultura local.
Com tudo isso e muito mais que aqui não cabe, a Fortaleza hospitaleira também deixou saudades em alguns dias que ali permanecemos e que já vivenciavam o rufar dos tambores deste carnaval.

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