sábado, 11 de março de 2006

O assassínio do deputado da RENAMO.

RENAMO ameaça reagir fortemente contra assassínio de deputado.
O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, ameaçou hoje reagir "fortemente" contra os assassinos do deputado do seu partido José Mascarenhas, morto a tiro na cidade da Beira, capital provincial de Sofala, centro de Moçambique.
"A reacção da RENAMO-União Eleitoral será forte contra os criminosos, que assassinaram José Mascarenhas", disse o presidente do principal partido da oposição de Moçambique.
No entanto, Dhlakama disse não ser momento para fazer especulações sobre a morte de José Gaspar Mascarenhas, recusando "misturar" o assunto com questões políticas.
"A RENAMO não vai misturar questões políticas com a morte do deputado, nem vai fazer qualquer tipo de acusações", disse Afonso Dhlakama.
"Mas - acrescentou - esperamos que haja uma investigação" à morte de José Mascarenhas.
O líder da RENAMO indicou dois brigadeiros do seu partido para apurar, juntamente com a Polícia da República de Moçambique, as causas da morte daquele parlamentar.
O corpo de Mascarenhas foi encontrado na terça-feira numa praça da Beira, capital de Sofala, "crivado de balas e sem roupa", mas só na quinta-feira a família conseguiu identificar o seu corpo na morgue da segunda maior cidade do país.
O porta-voz da RENAMO, Fernando Mazanga, disse que Mascarenhas se encontrava na Beira a "tratar de assuntos parlamentares" numa altura em que o parlamento nacional estava reunido em sessão plenária na capital, Maputo.
José Mascarenhas, que após a independência, em 1975, pertenceu aos serviços secretos do Estado dominado pela FELIMO, aderiu depois à RENAMO, sendo deputado eleito desde 1994 por Sofala, um dos bastiões daquele partido.

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