domingo, 30 de julho de 2006

II FNCMT: Festival de Pemba encerra em apoteose.



Encerrou em Pemba o II Festival Nacional da Canção e Música Tradicional, que vinha decorrendo desde quarta-feira sob o lema "Celebrando a Diversidade Cultural Livres do HIV/SIDA".
O epílogo desta majestosa realização deixa-nos com fortes motivos para que o festival seja inscrito na lista dos melhores acontecimentos no nosso país desde que em 1975 celebrámos a nossa independência.
Tivemos um marco célebre em 1980, para, depois disso, haver um silêncio de 26 anos.
Hoje é unânime dizer-se que estamos perante a nossa capacidade de fazer aquilo que é nosso, a cultura.
Pemba acocorou-se e disse "Obrigado Moçambique", por a ter dado o direito e a oportunidade de receber esta grande festa.
E a cidade e a província fizeram o seu máximo para que assim fosse.
O Estádio Municipal de Pemba, ontem, mais do que no primeiro dia, recebeu no seu seio uma população que não se continha de alegre.
Abriu logo no encerramento com uma exibição de danças como mapiko, tufo e damba.
No festival de Pemba há uma reconfirmação de a timbila ser lembrada como património cultural da humanidade.
A par desta manifestação, há que registar o facto de o Hino Nacional ter sido executado por vários elementos de todas as províncias participantes com os respectivos instrumentos.
Foram os próprios dirigentes do festival que disseram: este Hino Nacional, tocado com instrumentos musicais de todo o país, significa que a unidade nacional é um facto irreversível.
E é aí onde está o grande significado, o grande valor desta realização.
Foi um encerramento feito com apoteose, onde toda a gente se levantou num estádio completamente cheio.
O Ministério da Educação e Cultura, que organiza este festival, decidiu que o mesmo passa a realizar-se com uma periodicidade bienal, tendo já marcado o próximo para 2008 na cidade de Xai-Xai.
Em próximas edições voltaremos ao assunto.
ALEXANDRE CHAÚQUE
Maputo, Segunda-Feira, 31 de Julho de 2006:: Notícias

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