quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Há desmandos na exportação de madeira no Norte de Moçambique.


...PRATICADOS POR ESTRANGEIROS COM LICENÇAS E OUTROS “PIRATAS”.
Exploradores de áreas concessionadas de madeira de origem estrangeira baseados nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, Norte de Moçambique, estão a ser acusados de desmandos na exportação daquele recurso da flora, resultando em “prejuízos incalculáveis” para o país, segundo a CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique).
Especificando o tipo de desmandos praticados, fonte daquela agremiação aponta que os estrangeiros estão a exportar a madeira ainda em toros, contrariando uma determinação do Governo moçambicanoque orienta os agentes económicos autorizados para exportarem a madeira cerrada como forma de dar emprego a mais moçambicanos.
Política de reflorestamento
A denúncia peca por não evidenciar os casos que se registam naquelas regiões muito ricas em variedades tipos de madeira apreciadas no mercado mundial, limitando-se apenas a dizer que a situação é “dramática e requer medidas urgentes contra a sua prática”.
Por outro lado, e na óptica ainda da CTA, a exportação de madeira em toros é favorecida pela ausência de um regulamento obrigando os agentes económicos licenciados a comercializar aquele recurso “apenas e somente depois de cerrado”, o que passaria pela obrigatoriedade de todos eles terem unidades de cerração ao lado das áreas de produção.
A agremiação, que acaba de realizar a sua segunda conferência regional Norte, em Lichinga, província do Niassa, recomenda ao Executivo para tornar em forma de lei a necessidade de cada explorador de áreas de corte de madeira responsabilizar-se pela reposição das espécies abatidas para se evitar casos de desmatação que se registam um pouco pelo país, alegadamente por falta da adopção de uma política de reflorestamento, em Moçambique.
O encontro de Lichinga instou, por outro lado, o consórcio Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) para garantir a regularidade na circulação de comboios para escoamento de mercadorias destinadas à exportação e importação.
CORREIO DA MANHÃ(Maputo) – 05.10.2006 - Filimão Saveca
Via Moçambique Para Todos do Macua Gil.

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