quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Moçambique - A morte das florestas...IX


Licenças para exploração de madeira duplicam no país.
Os pedidos de licença simples para a exploração de madeira em Moçambique aumentaram em mais de 50% em 2006, ao passarem de 462 em 2005 para 790 ano passado.
Com efeito, a tendência global em anos anteriores era de redução do número de pedidos de licença simples, mas atendendo à grande procura por madeira em toro, assistiu-se ao crescimento dos operadores desse tipo.
As licenças simples são válidas pelo período de um ano e os seus detentores podem cortar árvores até 500 metros cúbicos.
O crescimento do número de operadores não significou um crescimento no processamento interno da madeira, de mão-de-obra fabril e muito menos da indústria nacional.
Mas, recentemente, o Governo decidiu reclassificar quatro espécies, conhecidas localmente por mondzo, pau-ferro, muanga e chanate, que passaram a pertencer às espécies de madeira de 1ª classe, cuja exportação só é possível depois do seu processamento.
A medida visa, por um lado, reduzir a pressão sobre os recursos florestais e, por outro, procurar incentivar a indústria nacional com a consequente criação de emprego.
Redação "O País" - 15/02/07

Um comentário:

Anônimo disse...

E tudo o vento levou...
De Moçambique o que resta?