quinta-feira, 10 de maio de 2007

Nova estratégia contra lepra está a ser implementada em Moçambique.


Uma nova estratégia com vista à redução de casos de lepra está em implementação, desde o ano passado, no país, mais concretamente nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, região norte, bem como na Zambézia e Sofala, no centro, por serem as zonas mais atingidas.
A nova forma de abordagem sobre a problemática da lepra naquelas cinco províncias surge da percepção, por parte das entidades competentes, de que os níveis da doença continuam bastante altos, quando se aproxima o mês de Dezembro de 2008, período estabelecido para a eliminação da enfermidade no país e mundo em geral.
Segundo Alcino Ndeve, director do Programa de Lepra no Ministério da Saúde (MISAU), entre outras inovações introduzidas, a estratégia agora em uso assenta-se sobre quatro pilares, nomeadamente a mobilização social, que consiste no envolvimento do governador de cada uma das cinco províncias no sentido de transmitir mensagens sobre a doença. O segundo pilar é encontrar os doentes e dar o tratamento correcto, uma vez que muitas das vezes, os cidadãos que padecem de lepra se escondem nas comunidades e durante algum tempo os técnicos da Saúde foram administrando medicamentos pouco eficazes.
O terceiro pilar tem a ver com o início da informatização dos dados sobre a doença, com vista a ter uma informação mais fiável e organizada, tanto dos doentes como dos medicamentos, segundo Alcino Ndeve, acrescentando que o último ponto da estratégia, toca à alocação dos medicamentos. Pretende-se que a medicação, que já é gratuíta, esteja cada vez mais próxima do paciente.
Alcino Ndeve, que falava, há dias, à Imprensa na cidade de Maputo, explicou que sobre a alocação dos medicamentos, o MISAU trabalha com uma rede de voluntários dentro das comunidades que têm a responsabilidade de servir de ponte entre a sua instituição e os doentes.
Aquele quadro sénior da Saúde salientou que a referida estratégia foi desenhada pelo MISAU, juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com o ILEP, um fórum de associações que lutam contra a lepra.
Aliás, é ainda com aquelas duas instituições que garante a importação dos medicamentos e a respectiva canalização aos doentes.
De salientar ainda que embora aquelas cinco províncias possam manter os níveis de infecção de lepra acima de um cidadão em cada dez mil habitantes, a meta da eliminação da doença a nível nacional, ou seja, baixar para menos de um caso será cumprida, segundo garante o responsável por aquela doença no MISAU.
Actualmente, Nampula é a província mais atingida por aquela doença com uma taxa de 3.5 infectados em cada dez mil habitantes, seguida de Cabo Delgado com 3.0 e de Niassa, com 2.1. Zambézia possui 1.8 em dez mil habitantes e Sofala 1.6, tendo fé nos dados cedidos pelo MISAU.
Maputo, Quinta-Feira, 10 de Maio de 2007:: Notícias


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