quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Pesquisa de petróleo movimenta Pemba e Cabo Delgado.

Mais reuniões de apresentação do rascunho do relatório do estudo do impacto ambiental vão ter lugar esta semana na cidade de Pemba, distritos de Mocímboa da Praia e Palma, no norte de Cabo Delgado, sobre o projecto de pesquisa sísmica em águas profundas (offshore) na área da bacia do Rovuma, visando a pesquisa de petróleo, na sequência do acordo assinado entre o Governo e a Anadarko Moçambique, Área-1, L.da e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, E.P (ENH.EP).
O documento a ser apresentado pela Anadarko foi preparado pela consultora IMPACTO, que pretende notificar as partes interessadas e potencialmente afectadas pela eventual pesquisa sísmica naquela área, dando-lhes as características físico-geográficas, na tentativa de acautelar possíveis incompatibilidades no terreno.
Na verdade, conforme experiências anteriores, o documento marca o início do processo do estudo do impacto ambiental e fornece informações sobre a pesquisa sísmica, o projecto proposto e alguns dos potenciais impactos que podem ocorrer como resultado das pesquisas.
Fonte da IMPACTO disse que este procedimento é ditado pela legislação moçambicana, que obriga que antes do início da pesquisa sísmica se deve dar oportunidade ao público de participar numa das partes do processo, considerando-a um elemento fundamental por poder identificar preocupações ambientais e socioeconómicas prevalecentes.
A Anadarko Moçambique, Área-1, L.da, conforme dados colaterais obtidos pelo nosso Jornal, é uma empresa registada no nosso país, sendo uma filial independente da Anadarko Petroleum Corporation, sediada em The Woodlands, Texas, Estados Unidos da América. Actualmente opera em oito plataformas em águas profundas no Golfo do México, uma no Qatar, três previstas no Brasil e cinco na China, tal como se apresenta como tendo operações amplas nos EUA, Alasca, Argélia e Indonésia.
O bloco concedido pelo Governo moçambicano fica situado a aproximadamente 100 quilómetros a norte de Pemba e estende-se até à fronteira com a Tanzania, e o seu contrato concede à Anadarko e à ENH-EP o direito exclusivo de exploração e produção de quantidades comerciais de hidrocarbonetos, sendo o período inicial de cinco anos, com a opção de prolongar por um período adicional de três anos.
Por outro lado, a ARTUMAS GROUP, uma empresa canadiana que, em associação com a ENH-EP, assinou com o Governo um contrato para a prospecção e exploração de gás e petróleo no bloco terrestre da Bacia do Rovuma, já se prepara para mais uma série de reuniões nos três locais de Cabo Delgado acima referidos.
É já no próximo dia 31 que começa a reunião de Pemba, podendo ir depois aos distritos de Palma e Mocímboa da Praia, tendo em conta que vai proceder à abertura de linhas de prospecção sísmica naquelas regiões. Trata-se da continuidade do processo que levou a que, entre os dias 7 e 11 de Maio deste ano houvesse sessões públicas nos mesmos locais.
Em meados deste ano, a norueguesa HYDRO fez a sua primeira sessão de pesquisa, conforme a proposta de levantamento sísmico em alto mar, nas áreas 2 e 5 da Bacia do Rovuma, igualmente em cumprimento do contrato que assinou com o Governo, que lhe concede direitos exclusivos de realizar actividades de prospecção com validade de oito anos.
PEDRO NACUO - Maputo, Quarta-Feira, 22 de Agosto de 2007:: Notícias

Nenhum comentário: