quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Cimeira UE-África - Europa manda chuva de milhões para África.

A II Cimeira UE-África começa amanhã em Lisboa sob forte pro-tecção policial.
O Comando Metropolitano de Lisboa foi reforçado com 500 agentes vindos de todo o País.
A presidência portuguesa da União Europeia está confiante no reforço das relações entre Europa e África e promete milhões ao continente africano.
Lisboa será amanhã palco do maior evento político jamais ocorrido em Portugal e talvez no Mundo.
Nunca uma conferência reuniu tantos representantes ao mais alto nível – cerca de 80 – como a cimeira UE-África, que decorre neste fim-de-semana no Parque das Nações, com um elevado grau de ameaça e sob forte protecção policial.
O objectivo é claro: a Europa quer reforçar as relações e já prometeu enviar uma verdadeira chuva de milhões para o continente africano.
Dois mil milhões de euros.
Esta é a verba anual que a Europa vai disponibilizar para apoiar o desenvolvimento do comércio dos países africanos a partir de 2010.
Mas já no próximo ano serão enviados 1,2 mil milhões de euros e em 2009 1,6 mil milhões de euros, para “apoio à competitividade comercial e à capacidade de exportação das empresas africanas”, segundo informou ontem o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.
A Comissão Europeia e os Estados-membros vão dividir os custos desta verba anual.
Portugal ainda não sabe quanto irá despender.
Para ajudar na implementação da paz no continente africano, a Europa vai enviar ainda 600 milhões de euros, de modo a “permitir que a União Africana e organizações sub-regionais tenham capacidade de intervenção nos conflitos”.
As medidas constam do plano de acção que será aprovado na Cimeira.
Sobre a polémica em redor da presença de vários ditadores africanos na Cimeira, João Gomes Cravinho garantiu que o tema dos direitos humanos será abordado na conferência, nem que seja nas “conversas de corredor”.
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AGENTES DE TODO O PAÍS
A PSP vai ter de deslocalizar cerca de 500 agentes para poder completar o ‘lote’ de 3500 a 4000 efectivos que garantirá a segurança do encontro de chefes de Estado e de governo.
Por estarem longe dos locais de residência e trabalho, os elementos policiais ficarão alojados no quartel militar do antigo RAL 1, em Lisboa, e numa unidade militar de apoio na Amadora.
No entanto, segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), esta deslocalização foi acompanhada por uma redução nas ajudas de custo.
“Apesar de terem viagem e alojamento pagos pela PSP, os agentes sofreram uma redução nas ajudas de custo”, disse ao CM Paulo Rodrigues, presidente da ASPP.
Fonte da Direcção Nacional (DN) da PSP negou ao CM que estejamos perante uma redução propositada.
“A lei que regula a prestação de serviços deslocalizados pela Função Pública prevê que quando está assegurado alojamento e viagem o funcionário nunca recebe a ajuda de custo na totalidade”, referiu o informador.
Outro responsável da DN assegurou que “cada agente receberá as ajudas de custo conforme a sua situação individual e de acordo com a lei”.
Fonte - Correio da Manhã 06/12/07.
  • A reportagem integral aqui

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