sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Diversificando - Quase ninguém acredita em político...

(Imagem original daqui)
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Reclamamos, reclamamos, mas, práticamente, é impossível nestes tempos um mundo sem política e políticos. Temos de escolher, votar e "aguentar"... É assim que funciona a democracia (real ou disfarçada) em nosso mundo globalizado quando aplicada, pois países existem ainda, onde ditaduras imperam, algumas delas anacrónicas, intolerantes e brutais ante a complacência e simpatia de muitos pseudo-democratas.
Pois e dentro do que escrevemos acima, em pesquisa realizada sob encomenda do Fórum Econômico Mundial à Gallup Internacional e publicada pelo Estado de São Paulo-17/01/08, os latino-americanos são os que menos confiam em políticos.
O resultado faz parte da pesquisa "Voz do Povo" divulgada quinta-feira, 17, que afirma também que 30% dos entrevistados acreditam que o mundo vai ser menos seguro no futuro.
Entre outubro e dezembro de 2007, o Gallup entrevistou 61,6 mil pessoas em 60 países para elaborar a "Voz do Povo" - que representaria as opiniões de 1,5 bilhão de cidadãos.
O Brasil não entrou no levantamento (?), mas entre os países latino-americanos analisados, a Colômbia é a que menos confia em seus políticos (90% dos entrevistados acham que a categoria é desonesta), seguida por Paraguai (89%), Bolívia (88%) e Equador (87%).
Os países mais pessimistas sobre o futuro, segundo a pesquisa, são os Estados Unidos e o Canadá, onde 62% dos entrevistados disseram acreditar que o mundo vai ser menos seguro no futuro. Apenas 13% manifestaram a opinião contrária.
Segundo Clóvis Rossi, jornalista da Folha de São Paulo "o disseminado conceito popular de que "todo político é ladrão" ganhou medição científica: pesquisa global do instituto Gallup International para o Fórum Econômico Mundial mostra que apenas 8% dos consultados confiam nos políticos."
Entre os países europeus, a prioridade número um é a redução da fome e da miséria no mundo (17%), seguida pelo fim das guerras e conflitos (13%) e pela proteção do meio ambiente e redução das diferenças entre países ricos e pobres (12%). Na África, no entanto, essa é a principal preocupação dos cidadãos (17%), ao lado de incentivos ao crescimento econômico e incrementar a economia mundial, seguidos por redução da fome e da miséria no mundo (15%). Os resultados contrastam com as prioridades dos Estados Unidos e do Canadá, onde a redução de guerras e conflitos (18%) e o combate ao terrorismo (17%) são as duas principais preocupações da população, segundo o Gallup, seguidos por incentivos ao crescimento econômico e incrementar a economia mundial (16%). O Oriente Médio, no entanto, é a única região em que o combate ao terrorismo encabeça a lista de prioridades (29%), seguido pelo fim das guerras (19%).
O Fórum Econômico Mundial, reune-se este ano em Davos, entre 23 e 27 de janeiro/08.
E, se tiver de votar nos próximos tempos, faça-o com critério, optando preferencialmente... pelo "menos-ruím" já que a escolha está difícil!
Fonte original - BBC Brasil.

Um comentário:

Capitão-Mor disse...

È verdade...ando nessa fase de descrédito em tudo e todos!

Passei para lhe desejar um óptimo fim de semana!