quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Notícias da vizinha Nampula...Queimadas descontroladas e Unilúrio.

Queimadas - Vício antigo, pernicioso para o planeta, para o clima e para a economia de Moçambique...E contribuem para o aquecimento global:
Do "Correio da Manhã-Maputo" de hoje transcrevo, porque acontece na vizinha província de Nampula conquanto ocorra fortemente também em Cabo Delgado...e em outras partes do planeta:
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Resultante de queimadas descontroladas em 2007, em Nampula o fogo causa prejuízos de cerca de 5.7 milhões de meticais.
Um total de 33 mil cajueiros em idade produtiva foi devorado pelo fogo ao longo de 2007 na província nortenha de Nampula, causando aos produtores prejuízos estimados em cerca de 5.7 milhões de meticais.
Dados facultados pelo Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) referem que em 2007 o sector do caju registou um crescimento de prejuízos na ordem de 14% resultantes de queimadas descontroladas nesta parcela do país, comparativamente com igual período de 2006, com os distritos costeiros de Angoche e Mogincual em evidência.
Perturbado com esta situação, o Governo provincial alertou os intervenientes no sector a unirem esforços visando prevenir e combater as queimadas descontroladas.
Numa situação em que Angoche e Mogincual aparecem como “os piores da fita”, os distritos interiores de Eráti e de Mogovolas aparecem bem na foto como os que os respectivos produtores mais se esforçam em manter limpos e podados os seus cajueiros, na situação de melhor prevenir os incêndios e garantir maior produtividade por planta, a efectivação de pulverizações dentro dos calendários estabelecidos.
Décio Milton
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E, porque "estamos" em Nampula, não custa transcrever, também do mesmo "Correio da Manhã-Maputo" de hoje, o que vai acontecendo de positivo em termos de pesquisa e ciência, no usualmente "esquecido" Norte de Moçambique:
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Unilúrio instala laboratório de segurança alimentar.
A Unilúrio, uma universidade pública sediada na cidade de Nampula, está numa fase avançada nos preparativos para montar na sua sede um laboratório de segurança alimentar, visando garantir a testagem da afrotoxina, salmonela e ceboni bactérias que atacam nos solos a cultura do amendoim durante o seu processo de produção.
Tais bactérias, quando detectadas no amendoim, por exemplo, levam à sua rejeição sobretudo nos lotes destinados à exportação.
Com a instalação deste laboratório, espera-se que a qualidade do amendoim nacional que é comercializado para o mercado europeu, sobretudo na Holanda e Inglaterra, venha a atingir os padrões internacionais de qualidade exigidos, ao mesmo tempo que ao nível interno a sua comercialização passará a ser mais personificada.
O consumo de amendoim infestado pela afrotonixas, salmonela e ceboni pode provocar problemas de saúde pública, daí que a Unilúrio que neste momento funciona com faculdade de medicina, esteja apostada em contribuir para a melhoria das condiçõesde saúde.
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Parcerias.
Entretanto, neste processo de instalação do laboratório de segurança alimentar, a Universidade Lúrio conta com parcerias da Ikuru, uma instituição que congrega mais de 300 associações de produtores, e a Clusa, uma organização não-governamental que apoia a legalização dos fóruns de camponeses.
Luís Jorge Ferrão, reitor da Unilúrio, sublinhou o facto de a sua instituição, para além de ser um centro de investigação por excelência, vai, com esta aposta que ora abraçou, fazer a certificação e análise ao amendoim nacional com vista a garantir aos mercados que estão a comprar um produto de qualidade.
“Nós teremos que ir para além disso, onde o nosso papel é de continuar as pesquisas para saber em que condições a produção está a ser feita, alertando sobre todos os problemas que forem encontrados em todo o processo”, elucidou Ferrão.
Segundo aquele académico, este pensamento enquadra-se dentro do programa “um estudante, uma família” de que a Unilúrio é pioneira e que consiste em os alunos daquela universidade durante a sua formação estarem em constante contacto com as famílias para trazer à instituição aquilo que por lá acontece.
“Temos que trocar sempre informações com as famílias, pois se um determinado agregado consome apenas amendoim durante uma semana por não conhecer os perigos que daí podem advir, este pode ficar susceptível a contrair algumas doenças, daí a necessidade dessa interacção”, disse reiterando por isso, que a instituição que dirige entra nesta batalha por concluir que se “trata de um problema de saúde pública”.
A província de Nampula contribuiu com 60% da produção nacional de amendoim e que o nosso país pode vir a ser um dos maiores produtores desta cultura alimentar, mas que é igualmente exportada para o mercado europeu, nomeadamente para a Inglaterra, segundo nos afiançaram Moisés Raposo, da Ikuru e Stephen Gudz, da Clusa, respectivamente.
Décio Milton

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