sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Rubens de Falco - O ATOR, partiu hoje...

Quem não se recorda em terras lusas e africanas do vilão Leôncio que tudo fez para atormentar a vida da escrava branca e bela Isaura?
Pois esse personagem forte, tirânico e dramático da novela Escrava Isaura, baseada no romance de Bernardo Guimarães, produzida em 1976 pela Globo TV e que acompanhamos por 100 capítulos, foi interpretado pelo notável ator Rubens de Falco, falecido esta manhã, aos 76 anos, em decorrência de uma parada cardíaca e enterrado também nesta sexta-feira (22), por volta das 16h40, no Cemitério da Consolação, em São Paulo-Brasil.
Segundo o G1, o corpo de Falco foi velado durante a tarde, no Cemitério São Paulo.
Felipe Costa, sobrinho do ator, contou que vinha sendo tratado em uma clínica aqui em São Paulo, nos últimos dois anos, desde que teve um derrame.
Segundo o sobrinho, mesmo com dificuldades para falar, o ator estava lúcido e acompanhava as novelas na TV.
"Ele fazia sinais quando não gostava da novela, de aprovação ou reprovação. Ele não era mau como o Leôncio, era uma pessoa reservada e gentil", disse Costa, durante o velório.
Rubens de Falco era solteiro e não tinha filhos.
E do mesmo G1, transcrevo - "Paulistano, Falco nasceu no dia 19 de outubro de 1931. Estreou em novelas em 1961, em "Maria Antonieta".
Ele trabalhou na primeira versão da novela "Escrava Isaura" (1976), onde ficou consagrado como Leôncio Almeida, que marcou o ator como "o grande vilão da teledramaturgia brasileira", nas palavras da atriz Lucélia Santos, que viveu a personagem título da novela.
Outro papel de destaque foi em "Sinhá Moça" (1986), em que viveu o Coronel Ferreira.
Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, definiu o ator como um ótimo profissional.
"Ele jamais me deu qualquer tipo de problema, sempre foi muito profissional, competente, ciente das suas responsabilidades e ia gravar com as falas na ponta da língua. Lamento profundamente a morte dele", disse o novelista.
Falco trabalhou na segunda versão de "Escrava Isaura", na Rede Record, em 2004, no papel de Comendador Almeida, justamente o pai de Leôncio Almeida. Participou também de "Brida", baseada na obra de Paulo Coelho, pela extinta TV Manchete.
Ao longo da carreira, ele atuou na redes de televisão Tupi, Excelsior, Bandeirantes, SBT e Record, além da Globo.
No total, foram mais de 20 novelas e quatro minisséries - a última foi "Memorial de Maria Moura" (1994)."
Acrescento que, no início da carreira, participou das atividades dos Jograis de São Paulo, ao lado de nomes como Armando Bogus e Ruy Affonso. E esteve em Porto Amélia agora Pemba, em ano que não recordo, onde assisti ainda jovem adolescente, a seu espetáculo no então salão do Club Desportivo de Porto Amélia, se a memória não me engana.

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