domingo, 1 de junho de 2008

Diversificando - Barqueiros de Portugal

(Imagem original daqui! Clique na imagem para ampliar)
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Por terras de Vera Cruz também se fala e lê o Douro do barco rabelo, dos barqueiros de Portugal, do rio Douro sem igual que corta vinhedos e descobre encantos sonhados e do Portugal hospitaleiro de nossas saudades... Desse belo, terno e perene Portugal-Douro que péssimos políticos atormentam...maltratam. Por isso, e para amenizar a "ressaca" do regresso, transcrevo:
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“Barqueiros de Portugal”
P
rovavelmente pouca gente sabe a origem desse nome: BAQUEIROS DE PORTUGAL, mas, eram aqueles que lidavam com a faina nos barcos rabelos, que existiram até a década de 50 do século passado, embora já existisse a famosa ferrovia.Esses barcos rabelos foram por séculos a fora, a grande via de comunicação no Rio Douro, do interior com o litoral, posto que, era a única via fluvial navegável na região de Trás-os-Montes, que atravessava em todo norte de Portugal.Muita dificuldade existia para a subida do Rio Douro, os barcos eram conduzidos pelos ventos e nas calmarias muitas vezes eram obrigados a serem puxados pelas margens do rio, por uma junta de bois e puxados pelos próprios marinheiros, que eram verdadeiros heróis e nas descidas eram tocados pelos remos e pela corrente natural do rio.A primeira freguesia quando se sobe o Rio Douro é "Barqueiros", fazendo juz ao nome mostrado, sendo uma aldeia que, era um pouco diferenciada das outras, pelas suas características de sua cultura, pelo seu linguajar. Neste povo de Barqueiros, existiu um Grupo Folclórico de nome "Chula de Barqueiros", que com uma música folclórica do próprio nome "Chula Rabela de Barqueiros", uma das mais bonitas chulas portuguesas e cantada e dançada muito em Portugal e mormente aqui no Brasil, nas maravilhosas Casas de Folclore lusitano.Barqueiros, fica na região de MESÃO FRIO, sendo o qual de uma importância magistral na economia lusitana, uma vez que, é de sua região que vem famosos vinhos maduros, e hoje em dia toda a produção vinícula é coordenada por uma Cooperativa dos próprios vinicultores e no próprio rio já foi construído um cais. Nessa região também fica a cidade de "Pêso da Régua", e ali no século 17, o Rei de Portugal mandou plantar videiras de melhor qualidade, porque é uma região sêca, e surgiu o famoso "VINHO DO PORTO", o qual era transportado pelo Rio Douro para a cidade do Porto, e eram os famosos "Barqueiros" que em tonéis levavam o vinho pelas "barcaças".Do Vale de Mesão Frio, pois que tem uma posição estratégica, tornou-se o ponto de passagem obrigatória para quem se dirige do Douro Litoral ou Minho para o Alto Douro e as Beiras, sendo que a Portela de Padre Teixeira é a garganta mais baixa da Serra do Marão, que permite o acesso natural ao vale do Douro.Mesão Frio é uma das vilas mais velhas de Portugal, recebeu o foral de "Afonso Henriques" datado do troncoso, e conta-se que em séculos passados a rainha Dona Mafalda tentou construir uma ponte sobre o Rio Douro, perto da Aldeia de Barqueiros, num lugar chamado de Bernardo, mas com sua morte prematura o projeto ficou abandonado e por muito tempo as ruínas foram vistas, todavia, hoje com a barragem do rio ficaram as ruínas sepultadas.A demarcação da região dos vinhos finos foi feita pelo Marquês de Pombal e teve início em 1757 por Barqueiros, Vila Marim e Cidadelhe, todas freguesias do Concelho. Portanto, como vemos muito progresso foi ditado pelos famos "BARQUEIROS", que de geração em geração transmitiam as suas técnicas de viagens, e com barcaças levavam os produtos e vinhos para a ciade do Porto e foram grandes esteios do progresso do nosso QUERIDO E ETERNO PORTUGAL.
Adriano Costa Filho - Sexta-feira 30 MAI 08 - Mundo Lusiada OnLine.
(Adriano da Costa Filho, Diretor Administrativo da Federação Paulista de Tênis, Membro da Casa do Poeta de SP, Membro do Movimento Poético Nacional, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, Membro da Ordem Nacional dos Escritores do Brasil, Honra Meritória,da Soberana Ordem Internacional do Mérito Desportivo e escreve quinzenalmente para o Jornal Mundo Lusíada.)
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