sexta-feira, 1 de maio de 2009

“Frelimo monta homens para assaltarem residências de altos dirigentes da Remano”

– Acusa a Remano considerando que está sendo provocada e obrigada a ter que desenterrar os machados de guerra esquecidos há anos.
Maputo – A Renamo acusa a Frelimo de ter um grupo de forças de guarda fronteira recentemente treinado com o intuito de tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo em Maringue e Cheringoma (Inhaminga). Considera que está sendo provocada de tal forma que serão obrigados a “desenterrar os machados de guerra esquecidos há anos”.

A Renamo convocou na manhã de terça-feira (28.04.09) uma conferência de imprensa, para entre outras acusações, afirmar que dada a existência desses elementos de guarda fronteira naqueles pontos do País, curiosamente onde teve maior influência, “a Frelimo está a desrespeitar os Acordos Gerais de Paz Firmados em Roma em 1992”.

Deu a conhecer igualmente a jornalistas que a existência do referido grupo de forças de guarda fronteira treinado com o intuito de tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo naqueles distritos foi obtida com base em “informações de fontes fidedignas que o partido tem em todo o País”.

Entretanto, o secretário-geral da Renamo, Ossufo Momade, disse que “é triste que em pleno século XXI Guebuza e seus sequazes, movidos pela ambição desmedida pelo poder ainda pensa em derrubar a Renamo por via da força armada. É uma utopia construída a partir do Comité Central da Frelimo”. Ossufo Momade disse também que a Renamo sempre pautou pela manutenção da paz, tranquilidade e pelo bem-estar do povo moçambicano, razão pela qual convocou a conferência de imprensa para “alertar à sociedade moçambicana e ao mundo em geral sobre os confrontos que se avinham provocados pela Ignorância e desrespeito aos Acordos de Paz perpetuados pela Frelimo e seus seguidores”. Por outro lado, a Renamo considera que a Frelimo por várias vezes tentou aniquilar a Renamo mas sem sucesso. “Várias tentativas nesse sentido fracassaram e muitas outras ainda serão esmagadas. A Renamo está atenta a todas as manobras dos belicistas comunistas e cobardes da Frelimo que sempre a todo custo semearam a continuam a semear o ódio e o luto no seio dos moçambicanos”. Ademais, Ossufo Momade, como quem reconhece que nas vésperas das eleições tem havido muito protagonismo e acusações infundadas entre os partidos políticos, disse “este tipo de tentativas sempre se repete quando se avizinham os pleitos eleitorais.

Como é sabido neste ano a 28 de Outubro irão decorrer as eleições gerais e provinciais e o partido no poder ensaia diversões militaristas”. De acordo com Momade, muitos moçambicanos serão sacrificados e “a Renamo ordena desde já que medidas de contra-ataque sejam levadas a cabo de forma a pôr cobro a todo o tipo de situações que pretendam pôr em perigo a paz nacional”. Aliás, a Renamo através do seu secretário-geral entende que o referido grupo de guardas de residências de altos dirigentes da Renamo que supostamente vai ser atacada pela força de guarda fronteira da Frelimo, pratica nos distritos em alusão várias actividades para o seu auto-sustento. “Eles vão tirando o seu rendimento agrícola para o sustento da suas famílias e, daí, vão se rendendo em missão de serviço partidário para todas as delegações políticas provinciais em todo o País”.

“Fontes da Renamo não mentem”.
Ossufo Momade quando questionado pelo «Canal de Moçambique» qual é o cenário concreto e claro que lhe dá a entender que referida a força armada é da Frelimo e foi treinada para tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo em Maringue e Cheringoma, respondeu que “as nossa fontes não mentem. Elas nos informam de tudo o que acontece pelo País. Este é um assunto sério e não é por causa dessas informações que estamos a levá-lo ao público”.

Contou que no mês de Fevereiro do ano corrente, alguns elementos da Força de Intervenção Rápida (FIR) “dispararam contra a nossa posição na zona de Grava e não tiveram uma resposta”. Disse também que em Outubro de 2007, a mesma FIR “flagelou os lugares onde vivem os nossos quadros e não tiveram resposta. E neste momento temos informações de que está sendo armada uma força de guarda fronteira para ir atacar as residências nos nossos quadros. O que vier depois disto não será da nossa responsabilidade”.
- Canal de Moçambique, Emildo Sambo e Conceição Vitorino, 30/04/2009 06:20:00.

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