terça-feira, 7 de julho de 2009

MDM formaliza candidatura às legislativas de Moçambique em Outubro

Por incompetência "conveniente" da CNE (avaria das máquinas de recenseamento eleitoral), cerca de 19.800 eleitores poderão ficar sem votar" nas eleições de 28 de Outubro.

07/07/09, 11:38, OJe/Lusa, O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), de Daviz Simango, formalizou hoje a candidatura na Comissão Nacional de Eleições para as legislativas, com o propósito de "fazer parte de todos os órgãos eleitorais".

O MDM é o terceiro partido moçambicano a apresentar a candidatura para o escrutínio, depois do partido Os Verdes e da Renamo, principal força política da oposição em Moçambique.

Moçambique realiza a 28 de Outubro as quartas eleições gerais (presidenciais e legislativas) e as primeiras provinciais.

Falando a jornalistas, o mandatário do MDM, Manuel José de Sousa, disse que o partido formalizou a candidatura com o propósito de "fazer parte de todos os órgãos que advêm deste processo eleitoral", mas disse estar "reticente" quanto aos resultados do escrutínio.

"O MDM está tão reticente quanto vocês (jornalistas).

Esperemos que o povo possa dar essa resposta no dia 28.

O nosso propósito é concorrer e fazer parte de todos os órgãos que advêm deste processo eleitoral", afirmou Manuel José de Sousa.

Até ao dia 25 de Julho o partido liderado por Daviz Simango, edil da cidade da Beira, centro de Moçambique, vai concluir a escolha de candidatos a deputados à Assembleia da República, assegurou o mandatário do MDM.

A apresentação hoje do MDM antecede a formalização da candidatura do presidente da formação política.

"Em devido momento apresentaremos a candidatura de Daviz Simango", frisou José Manuel de Sousa.

O calendário da Comissão Nacional de Eleições (CNE) estabelece que a apresentação das candidaturas termine a 29 de Julho, dia em que encerra também o processo de recenseamento eleitoral.

O porta-voz do MDM, Geraldo Carvalho, acusou na segunda-feira a Frelimo, partido no poder, e a Renamo, de inviabilizarem as suas actividades políticas por alegadamente destruírem as suas bandeiras.

A Renamo, por seu turno, acusou a Comissão Nacional de Eleições e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de "sabotar" o processo de recenseamento com o propósito de beneficiar a Frelimo.

O deputado da Renamo Luís Gouveia defendeu a "extinção" do STAE, por eventualmente ser "uma célula do partido Frelimo", após denunciar que há máquinas de recenseamento eleitoral avariadas desde o último recenseamento.

Luís Gouveia, do gabinete eleitoral da Renamo, considerou que as máquinas não foram reparadas até ao momento por "negligência" dos responsáveis pelos órgãos eleitorais.

Exemplificando, Luís Gouveia apontou a província de Tete, centro, onde "existem 212 brigadas de recenseamento paralisadas devido a avarias das máquinas, impedindo mais de 93.000 pessoas de se recensearem.

Se a situação da avaria das máquinas persistir, cerca de 19.800 eleitores ficarão sem votar" nas eleições de 28 de Outubro.

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