terça-feira, 31 de março de 2009

Buscando no tempo, lá pelo Douro: Manuel Maria de Magalhães - O Primeiro Comandante dos Bombeiros de Peso da Régua.

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Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...

Manuel Maria de Magalhães filho de Aires Maria de Magalhães e de Virgínia do Carmo Pereira, nasceu em 21 de Março de 1845, na freguesia de Santa Maria, em Bragança, e faleceu com apenas 47 anos de idade, em 10 de Outubro de 1892, pelas 19.30 horas, em sua casa, na Rua Serpa Pinto, em Peso da Régua, estando o seu corpo sepultado em jazigo de família, no cemitério municipal.

Exerceu as funções de escrivão de direito no Tribunal da Comarca de Peso da Régua. Mas, destacou-se no meio reguense por ter constituído um grupo de cidadão que pretendia constituir no concelho uma organizada Companhia de Bombeiros, com o objectivo de dar melhor utilização à bomba para incêndios, adquirida em 1873, pela Câmara Municipal.

Dando realização a essa necessidade de a Câmara Municipal ter na sociedade civil um grupo organizado de bombeiros, que começavam a aparecer e a organizar-se por todo o país, liderou uma “Comissão Instaladora”, constituída por mais 25 pessoas, que discutiram e aprovaram em Assembleia-geral de 25 de Junho de 1880, os primeiros estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Régua, aprovados por Alvará de 12 de Agosto de 1880 do Governo Civil de Vila Real.

Manuel Maria Magalhães tornou-se o primeiro comandante do primeiro Corpo de Bombeiros existente em Peso da Régua.

Por sua iniciativa e influência, a grande reguense D. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha (1811-1896), uma das personalidades mais marcantes da história do Douro, foi a primeira a assinar o livro destinado à inscrição sócios-contribuintes da Associação.

Manuel Maria de Magalhães, como Comandante da Companhia de Bombeiros, como ao tempo se dizia, iniciou essas funções em 28 de Novembro 1880, data em que a Associação realizou, na casa da extinta Associação Comercial, então na Rua da Boa Vista, os festejos da sua inauguração, cessando-as em Outubro de 1892 (e não em 1904 como vinha a constar), data em que faleceu.

Para o substituir no Comando do Corpo de Bombeiros, os sócios activos elegeram em Assembleia-geral Gaspar Henriques da Silva Monteiro (sócio activo fundador) que, por desentendimentos com os demais sócios fundadores, veio a renunciar ao esse cargo, que a Direcção aceitou na sessão extraordinária realizada em 24 de Novembro de 1892.

Após novas eleições para a escolha do comandante, foi escolhido, desta vez, José Afonso de Oliveira Soares (1863-1939), que havia sido aceite, alguns anos antes, como sócio activo, iniciando essas funções em 3 de Fevereiro de 1893.

Da nossa breve pesquisa não conseguimos recolher mais dados biográficos de Manuel Maria de Magalhães, mesmo tendo em atenção o contributo dado pelo seu bisneto, o nosso amigo Noel de Magalhães, Crachá de Ouro da LBP, que foi durante muitos anos director dedicado da Associação.

Mas, encontramos a acta da Sessão Extraordinária de 10 de Outubro de 1892, realizada precisamente no dia da sua morte. A Direcção reunida, com o seu presidente José Joaquim Pereira dos Santos Soares e restantes directores, Padre Manuel Lacerda Oliveira Borges, Camilo Guedes Castelo Branco, Francisco Ferreira Ribeiro e o 2º Comandante Joaquim de Sousa Pinto, fez nessa noite uma descrição da sua reconhecida grandeza e dos seus feitos, manifestando um sentido de profundo pesar pela sua perda para todos eles e, em especial, para a Associação, que ajudara a fundar e, em último, tendo aprovado alguns actos de carácter público para assinalar com dignidade a sua cerimónia fúnebre.

Reflectindo essa extraordinária acta o genuíno pensamento e os verdadeiros sentimentos dos seus amigos não resistimos em aqui transcreve-la na íntegra:

“Aos dez dias do mês de Outubro de mil oitocentos e noventa e dois, reunida na sala de sessões toda a direcção, substituindo o primeiro comandante o segundo, foi dito pelo presidente que se atrevera a fazer reunião a esta hora, 10 da noite, visto a urgência do caso a tratar. Acabava de lhe ser comunicado o falecimento do mais representante (seja dito sem ofensa para ninguém) sócio desta Associação o primeiro Comandante Manuel Maria de Magalhães.

Com este perda sofreu esta Associação a perda do sócio, à qual devia a sua vida, pois que ninguém desconhecia que fora ao prestigio de Magalhães que esta Associação se fundara e, não só isso, vingara vencer dificuldades, mercê da sua vontade e dos seus esforços.

Cada um dos sócios perdera um amigo, e esta colectividade um chefe que fora um modelo de louvar. Sem expressão com que pudesse dizer muito que a sua alma sentia, propunha que fosse dado conhecimento a todas as associações do país do falecimento do nosso; que fosse lançado em acta um voto de profundo sentimento pela perda sofrida; que se fechasse a Associação por um prazo de oito dias, em sinal de luto; que fosse deposta uma coroa no (….) do falecido, em nome desta Associação; que fossem feitas as despesas do enterramento do mesmo, atentas as circunstâncias em que a família ficava, sendo desnecessário expô-las por serem do conhecimento de todos; e por último que fosse representado por esta Associação a todas as Associações congéneres do país a fim de ser pedido o lugar de escrivão de direito que exercera o finado nesta comarca para o seu filho Alfredo de Magalhães, prestando assim uma última homenagem ao homem que deixe vinculado o seu a uma das instituições mais significativas desta vila.

Não punha à discussão esta proposta: parecia-lhe nem discussão tinha. Foi aprovada por unanimidade. O 2º Comandante pediu para que ficasse consignado nesta acta o seu profundo pesar e o da colectividade que comandava.

O presidente ficou encarregado de fazer a representação a S. Majestade telegraficamente. Não havendo mais a tratar foi encerrada a sessão”.

De acordo com mencionada deliberação verificamos que vieram a ser pagas pela Associação as despesas do “enterro”do Comandante Manuel Maria de Magalhães, que constituíram uma despesa extraordinária, no valor de 75:250 réis, o que esta bem comprovado no magnifico “Relatório de Contas”, apresentado em 21 de Dezembro de 1892, pela Direcção presidida por Camilo Guedes Castelo Branco, onde consta um "voto de profundíssimo sentimento pelo seu óbito”.

Até a presente data foram, pelo menos, consagradas duas singelas homenagens em sua memória. A primeira, aconteceu em 1905, com a realização do 25º aniversário da Associação, sendo colocada uma lápide no seu jazigo, como uma “saudosa lembrança” do Corpo de Bombeiro. A outra foi realizada, em 2006, por ocasião das comemorações do 126º aniversário, ao “baptizar- se” com o seu nome, um moderno veículo de combate a fogos urbanos, adquirido nesse ano.

Em 2005, a actual Direcção da Associação, entendendo que ele continua a ser o principal rosto e o mais importante dos seus fundadores, representando toda a grandeza que ela hoje possui, escolheu uma foto sua, a única que dele conhecemos, mas muito expressiva, para figurar na capa do livro “AHVB de Peso da Régua-125 anos da sua História”, a assinalar os momentos mais significativos da vida da Associação, que deve as suas “origens” ao seu primeiro Comandante Manuel Maria de Magalhães.

Pode dizer-se que este sentir foi logo manifestado, após a sua morte, pelos outros sócios fundadores da Associação ao reconhecerem “que fora ao prestígio de Magalhães que esta Associação se fundara e, não só isso, vingara vencer dificuldades, mercê da sua vontade e dos seus esforços”.
-Peso da Régua, Março de 2009, José Alfredo Almeida.

- Outros textos publicados sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:

  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!

- Link's:

  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição Virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

Briga por ciúme depaupera imagem do Tribunal Judicial de Cabo Delgado em Pemba.

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Em Pemba : Rixas de índole passional criam mal-estar na “Casa da Justiça”. - Brígida Arifa Corte Real Joaquim, estudante da Escola Industrial e Comercial de Pemba, que fará 18 anos de idade no próximo 12 de Maio, anda de porta em porta naquele cidade para se queixar contra Dra. Alexandrina, administradora judicial, recentemente colocada no Tribunal Judicial de Cabo Delgado, que funciona na capital provincial.
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A adolescente alega ter sido agredida fisicamente pela magistrada na casa da mãe onde vive, no Bairro de Ingomane. Também acusa-a de ter se introduzido e vandalizado a sua casa, movida por ciúmes a partir da informação que obteve de que a rapariga se amantizava com o seu esposo, Paulo Nicodemos, escrivão de Direito, no tribunal onde aquela é administradora.
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“Ela violou o domicílio onde eu e minha mãe vivemos, agrediu-me física e publicamente, com as pessoas a assistirem, eu apenas de roupa interior. Vandalizou a nossa casa, tendo-a deixado de rastos, utensílios partidos lá no interior e quando fazia isso dizia ser uma administradora do tribunal. Sinceramente gostaria de saber se é assim”, palavras de Brígida Corte Real.
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A estudante da Escola Industrial e Comercial de Pemba confessou ao nosso Jornal ter desenvolvido uma relação amorosa com Paulo Nicodemos, mas apenas durante o período em que a sua esposa se encontrava a concluir o seu curso, fora de Cabo Delgado.
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“É verdade que andei com ele, mas essa relação acabou assim que soube que a sua esposa chegou, e mesmo assim a senhora vem fazer todos estes desmandos na nossa casa por coisas que ela ouviu dizer e que aconteceram na altura em que ela não estava em Pemba”, defendeu-se.
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Por sua vez, a administradora Alexandrina nega que tenha agredido a sua “rival”, Brígida Corte Real, mas confirma ter ido à casa onde vive, aparentemente para solicitar que ela persuadisse o seu amante, por sinal seu esposo, a desistir de um processo que moveu contra um jovem, de nome Ossiaca, recentemente admitido nos quadros da Procuradoria provincial, que o terá agredido e perseguido reiteradas vezes numa disputa pela posse da mesma adolescente.
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“Eu, no exercício das minhas funções, soube que estava a correr um processo movido pelo meu esposo contra um jovem, por sinal acabado de ser admitido na Procuradoria, de uma alegada agressão física por os dois estarem a disputar a menina. Em vez de eu falar com o senhor Nicodemos, meu marido, fui ter com a rapariga a pedir que o persuadisse a desistir da acção judicial, tendo em conta sobretudo que a carreira profissional do jovem pode ficar afectada logo à partida. Ora, que a agredi fisicamente, que vandalizei a casa onde vive e que a ultrajei publicamente ela vai ter que provar isso em juízo”, disse a Dra. Alexandrina.
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Sem termos perguntado a data em que tal se deu, a administradora judicial adiantou-nos que a queixosa diz ter acontecido a 19 de Março corrente, que entretanto refuta, alegando que quatro dias antes, em 15 de Março, acabava de ter um aborto, não sendo possível que tivesse forças para ir agredir quem quer que fosse.
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Quem conta o que de facto aconteceu com a terceira vertente do problema é Paulo Nicodemos, esposo da Dra. Alexandrina e “damo” da adolescente Brígida, que já moveu, na verdade, um processo judicial contra o jovem Ossiaca Abacar Vasco.
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“Ele agrediu-me há algum tempo e vim saber mais tarde que era por eu estar a andar com a menina, assim como moveu vários tipos de perseguições à minha pessoa e não tive outro recurso senão participar o caso. O que aconteceu é que na altura ela ainda não trabalhava na Procuradoria, o que veio a acontecer mais tarde, agora trabalha no mesmo edifício connosco”.
Ossiaca Vasco prefere considerar tudo isso um problema descabido de ciúmes, se bem que “eu nunca tive nenhum caso com a Brígida e nem conhecia o senhor Nicodemos antes da data em que eu me envolvi fisicamente com ele”.
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Na verdade, conta Ossiaca Vasco, numa noite, dentro do seu bairro, mandou parar a menina que não lhe respondeu até que acabou entrando num mini-bus do Tribunal, donde saiu um senhor que desatou à porrada, chamando-lhe nomes, alegadamente porque queria agredir a miúda.
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“Ele saiu do carro, quis saber o que eu queria da menina, ao mesmo tempo que ia me dando socos, que respondi até que se escapuliu indo parar a uma esquadra. Fiquei detido, porque ele usou os poderes que tem no Tribunal, mas acabei saindo. Os meus pais pediram que anulasse o processo porque não tinha sentido. Anulou e reabriu agora por problemas que tem com a esposa”, disse.
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Ossiaca Vasco confirma que a Dra. Alexandrina fez esforços visando desaconselhar o marido a desistir da acção judicial, mas Paulo Nicodemos mantém-na na sua posição de ir avante com o processo número 67/09, no Tribunal da Cidade de Pemba, que se espera venha a ser julgado brevemente
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Está-se perante uma “novela” quadridimensional, envolvendo uma menor estudante da Escola Industrial e Comercial, um escrivão, uma administradora judicial (estes dois cônjugues), um funcionário da Procuradoria, sendo que os três últimos trabalham no mesmo edifício na cidade de Pemba, a “Casa da Justiça”, onde funcionam todas as repartições ligadas àquele sector.
- Pedro Nacuo, Maputo, Terça-Feira, 31 de Março de 2009 - Notícias.
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Acrescento: Que coisa feia... até parece "novela brasileira" para exportação!!!! Demonstra despreparo de funcionários para determinados cargos públicos onde os bons exemplos de comportamento e ética são imprescindíveis.
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Atualização do "caso" em sexta-feira, 3 de Abril de 2009:
Ainda as rixas passionais na “Casa da Justiça” em Pemba: Ossiaca Vasco não foi julgado no processo 67/09.
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Estava previsto que tivesse lugar, na passada terça-feira, o julgamento do processo 67/09, do Tribunal Judicial da Cidade de Pemba, movido pelo Escrivão de Direito, do Tribunal Provincial, Paulo Nicodemos, contra o jovem Ossiaca Abacar Vasco, ora funcionário da Procuradoria provincial, acusado de agressão física e perseguições constantes à pessoa daquele, na disputa por uma menor de 17 anos de idade, de nome Brígida Arifa Corte Real Joaquim.
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Ossiaca Vasco confirmou ao “Notícias” que o julgamento havia sido agendado para a última terça-feira, no Tribunal da cidade de Pemba, presidido pelo respectivo juiz-presidente, Dr. Orlando Zunguze, que entretanto aconselhou as partes a não levarem avante o litígio com características meramente domésticas.
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“Fomos para o julgamento na terça-feira, mas o Dr. Juiz aconselhou o queixoso a repensar no caso e este acabou mandando anular o processo. Não sei o que é que vai acontecer depois, mas na oportunidade ele disse que abdicava de prosseguir com a queixa”, disse Ossiaca Abacar Vasco.
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Este jovem entra no processo 67/09, do Tribunal da cidade de Pemba, por via duma queixa de Paulo Nicodemos, que o acusa de lhe ter agredido, em Outubro de 2007, na sequência duma disputa de uma menina, estudante da Escola Industrial e Comercial de Pemba, Brígida Corte Real. ... ... ... ===> Leia o restante do texto aqui!

domingo, 29 de março de 2009

KANIMAMBO: o percurso de uma família de “retornados” de Moçambique...

Sugestão de leitura:

Kanimambo - Romance de Tânia Jorge baseado no drama vivido por milhares de portugueses naturais e residentes na ex-colónia de Moçambique:

""Kanimambo é um romance baseado em factos verídicos que retrata o percurso de uma família de “retornados” que nunca se sentiram como tal.

Um percurso que se inicia nas estradas poeirentas da colónia portuguesa de Moçambique, no começo da década de 50, e continua a fazer-se em terras lusitanas até aos nossos dias.

Beatriz é a personagem principal deste livro. Depois de ser afastada da mãe com apenas dois anos, conhece o amor nos braços de José com quem forma uma família.

A conturbada Revolução dos Cravos, a 25 de Abril de 1974, e a fuga de casa da sua filha mais velha vêm abalar a harmonia em que se habituou a viver.

Os anos que se seguem são difíceis e dolorosos para milhares de pessoas que, como eles, se vêm obrigadas a partir da terra que consideravam ser a sua.

Depois de atravessar um oceano e de perder o lar e o marido, Beatriz espera a sua velhice rodeada pelo afecto dos filhos e das netas. Porém, a vida nem sempre se revela aquilo que dela esperamos...""

Locais onde encontrar "Kanimambo":


A FANFARRA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE PESO DA RÉGUA.

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Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...

Peso da Régua, 28 de Novembro 2008. - A FANFARRA DOS BOMBEIROS DE PESO DA RÉGUA.

Integrada na Associação está a magnifica Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua, da qual fazem parte cerca de 55 elementos do sexo masculino e feminino com idades compreendidas entre os 6 e os 55 anos.

A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua foi fundada em 15 de Agosto de 1976 e, durante estes 32 anos de existência, marcados com muitos pontos altos, tem dado inúmeros espectáculos de rua, em cerimónias de bombeiros, desfiles de festas de cidades, vilas e aldeias, mostrando toda a sua animação, cores, sons e coreografias variadas, as quais o público muito admira e aplaude.

Esta Fanfarra foi criada e mantida, durante muitos anos, graças ao trabalho e à determinação do saudoso director António Jacinto Dias, mais conhecido por senhor Dias (como carinhosamente lhe chamam elementos dessa época), isto sem esquecer muitos outros directores e bombeiros que ao longo dos anos lhe deram vida.

A Fanfarra começou apenas com os elementos masculinos, numa primeira fase, para aprenderem a manusear os instrumentos e, numa segunda fase, integraram-se já os elementos de sexo feminino, para lhes ensinarem os passos e coordenação geral de todos. O fardamento masculino foi pago pelos próprios elementos, mas o feminino foi feito pelas costureiras de Peso da Régua. Quando estava tudo pronto e afinado, decidiu­-se que a Fanfarra sairia no dia 15 de Agosto de 1976, a acompanhar a procissão solene em honra de Nossa Senhora do Socorro, com saia vermelha, botas vermelhas e camisa azul para as raparigas e calças azuis e camisa branca para os homens. E a partir daí iniciou as suas actuações por todo o país. Mas, uma dela nunca se vão esquecer, foi a actuação em Castro Daire, no ano de 1976, onde foram participar num concurso de fanfarras, tendo conseguido arrecadar o primeiro lugar.

Os anos foram passando e o fardamento teria que ser mudado e para tal a Direcção dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, passados anos decidiu oferecer o fardamento a todos os elementos, sendo composto por camisa branca e calças azuis para os homens e camisa branca, saia às pregas azul e botas brancas para as mulheres.

Com a entrada de uma nova direcção e de um novo responsável pela Fanfarra mudou-se radicalmente o fardamento, passando as raparigas a ter minissaia travada azul, camisa azul clara com manga a três quartos e botas brancas e os homens com calças, botas e camisa de estilo bombeiro, visual que se manteve até ao ano de 2008.

No ano de 2008, as novas responsáveis pela Fanfarra (Sónia Coutinho e Mónica Silva), decidiram valoriza-la ainda mais e mudaram o fardamento, não em estilo, visto que só as camisas de manga curta das raparigas é que deixou de ser à três quartos, mas a cor modificou e o tipo de chapéus quer de uns quer de outros e os cordões que levam ao peito ficaram menos pesados e mais pequenos.

Com a Fanfarra dos Bombeiros de Peso da Régua, a quem é reconhecido grande valor na área recreativa, leva-se a qualquer parte o bom nome da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, como aconteceu no passado dia 5 de Janeiro de 2009, na cidade galega de Santiago de Compostela, onde esteve presente, a abrir o importante desfile da “Festas dos Reis Magos”.
E, quem viu disse:“brilhantemente”.
- Peso da Régua, Março de 2009, José Alfredo Almeida e Sónia Coutinho.

  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua no Hi5 - Aqui!
  • O blogue da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição Virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Carros Históricos dos Bombeiros da Europa (na galeria encontrará viaturas antigas e históricas da nossa valorosa Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Régua) - Aqui!

Outros textos publicados sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:

  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
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  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

sábado, 28 de março de 2009

TETE: Onde fica a fome do povo?... No palácio do administrador?...

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Não é notícia referente a Pemba, mas diz repeito a uma província de Moçambique. E, os responsáveis pelo mau uso de dinheiro público, "reis e senhores" que dispôem de vidas e bens da plebe como nos tempos feudais, pois até ameaçam jornalistas com a "pena" de morte, estão a penalizar o povo sofrido de TETE que passa fome e muita:

“Sete milhões” : Desvios disparam em Tete - segundo a PGR naquele ponto do país. - A Procuradoria-Geral da República em Tete manifestou, recentemente, inquietação pelo incremento dos casos de desvio de fundos do Estado alocados aos distritos para o desenvolvimento de iniciativas locais, vulgo sete milhões de meticais.

Júlio Mutisse, chefe provincial da Procuradoria da República em Tete, disse que a situação preocupa de certa maneira o sector pelo facto de pôr em causa os esforços do Governo tendentes ao combate à pobreza absoluta.

“Urge, portanto, a necessidade da sensibilização contínua dos gestores destes fundos para a prevenção e tomada de medidas legais pertinentes de modo a reverter o cenário, porque a situação vai de mal a pior e está cada vez mais a atingir contornos bastante preocupantes.

Temos já encarcerado alguns administradores distritais dentre outros responsáveis indiciados no desvio do fundo destinado ao financiamento de programas de geração de emprego e comida nas comunidades”, disse Mutisse.

Os desvios e má aplicação dos fundos do Estado alocados aos distritos para o desenvolvimento de iniciativas locais muitas vezes iniciam no nível mais alto, na província, onde os montantes são “amputados” antes do seu envio aos distritos, alegadamente para o pagamento de outras despesas alheias ao programa.

Alguns administradores contactados sobre a gestão dos vulgos sete milhões de meticais confirmaram que, frequentemente, o montante não chega na totalidade aos distritos nos últimos dois anos, situação que lhes deixa preocupados, uma vez que muitos projectos das populações encontram-se arquivados, aguardando cabimento orçamental.

No entanto, Herménio Pereira, chefe do Departamento de Edificações na Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação em Tete, disse recentemente ao nosso jornal, em Mutarara, que as despesas da obra de reabilitação da residência do administrador em curso será coberta por uma parte dos sete milhões de meticais alocados para aquele distrito.

“Estamos a fazer um trabalho de primeira classe na reabilitação da residência do administrador. Ela tem que ser uma referência na província a nível dos distritos, logo após a sua conclusão no próximo dia 31 de Março. Todo o material, desde mosaico, tijoleira, louça sanitária e de cozinha é de marca, foi adquirido na cidade da Beira. Para a execução desta obra por instruções do Governo provincial tivemos que recorrer aos sete milhões alocados ao distrito no âmbito do desenvolvimento de iniciativas locais, porque senão nunca mais recuperaríamos a obra”, disse Herménio Pereira.

Aquele técnico das Obras Públicas afirmou, entretanto, que a reabilitação do edifício do Governo do distrito de Mutarara, paralisada desde 2005, ainda não tem data definida para o seu reinício, porque a província ainda não dispõe de fundos.

O Governo distrital de Mutarara está bastante apreensivo com esta situação, dedoque a região está a registar bolsas de fome, obrigando as comunidades a alimentarem-se de tubérculos silvestres para a sua sobrevivência, o que já está a trazer consequências na saúde nos postos administrativos de Charre, Inhangoma e Dôa, onde estão reassentadas as vítimas das cheias.

“Estamos preocupados, porque agora atravessamos uma fase crítica de alimentação, a campanha agrícola em curso fracassou devido à seca. Há fome no distrito e em algumas zonas as populações estão a comer ´nhica´, um tubérculo aquático e não podemos usar os sete milhões de meticais para a compra de comida, uma vez que uma parte do valor foi desviada para obras de reabilitação da residência do administrador por instruções do Governo da província”, disse uma fonte do Executivo distrital de Mutarara.

Entretanto, a Procuradoria Provincial da República insurgiu-se recentemente numa das sessões do Governo Provincial, pedindo ao Governador Ildefonso Muananthata um esclarecimento mais detalhado sobre os desvios de aplicação daquele montante e dos fundos alocados ao programa da construção de casas para as vítimas das cheias de 2006/7 no distrito de Mutarara, a sul da província de Tete.

“Estamos a constatar frequentes desvios dos fundos do Estado na província. A aplicação do dinheiro do Estado tem regras, só pode ser usado devidamente orçamentado, por isso que pedimos um esclarecimento detalhado ao governador, porquê senão estamos numa situação de saque ao tesouro do Estado”, disse a nossa fonte.
- Bernardo Carlos-Maputo, Sábado, 28 de Março de 2009:: Notícias.
  • Mais um jornalista Moçambicano ameaçado de morte. - Aqui!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mais um jornalista moçambicano ameaçado de morte...

Depois de tanto disparate e absurdo acontecido, afirmado e lido por esse mundo à nossa volta nos últimos cinco dias, só faltava esta "notícia" para encerrar a semana:

Jornalista de Moçambique é ameaçado de morte por governador de província do país.

""A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou um comunicado nesta sexta-feira (27) protestando contra as ameaças de morte sofridas pelo jornalista moçambicano Bernardo Carlos, do jornal Notícias.

Durante um discurso realizado no dia 16 de março, o governador Ildefonso Muananthatha, da província de Tete, afirmou que o jornalista teria o mesmo destino que seu colega Carlos Cardoso, assassinado em 2000.

"Sabe o que aconteceu com o jornalista Carlos Cardoso? Não se admire se um dia acordar sem o braço que está usando para me acotovelar", declarou o governador. Na ocasião, Bernardo Carlos estava acompanhado de profissionais do canal público Televisão de Moçambique (TVM), da Rádio Moçambique e do jornal Diário de Moçambique.

Segundo o governador, o jornalisa teria questionado em artigos sua política de empregos públicos e de serviços municipais - especialmente a conservação da rede elétrica - e as atitudes sobre as inundações ocorridas na província há dois anos, informou a RSF.

"Condenamos as declarações chocantes do governador Muananthatha. A referência a Carlos Cardoso não é inocente, pois a tragédia que representou o seu assassinato permanece gravada na memória de todos os jornalistas moçambicanos. Solicitamos às autoridades que levem estas ameaças a sério e façam o possível para garantir a segurança do jornalista", disse a organização.

Pouco antes de ser assassinado, Carlos Cardoso investigava um desvio de fundos de vários milhões de euros do Banco Comercial de Moçambique.""
- Redação Portal IMPRENSA, publicado em 27/03/2009, 13:26.

Acrescento perguntando: O que tem a esconder o sr. Ildefonso Muananthatha para se sentir acuado a ponto de ameaçar com a morte um jornalista que cumpre a obrigação de informar e desmascarar o que vai mal em sua província?... Pois saiba sr. Ildefonso Muananthatha e não se esqueça que os olhos, ouvidos e opinião do mundo estão abertos e atentos!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Retornados de África: A mancha que não se apaga - Espoliados em Moçambique querem ser ressarcidos!

Depois de Abril de 1974, a "novela" que envergonha continua:

Tomar: Retornados de Moçambique querem ser ressarcidos.

Sete portugueses que regressaram de Moçambique após a independência querem que o Estado português lhes pague juros pelo tempo que demorou a restituir-lhes as quantias que haviam depositado nos consulados e que devolva os emolumentos e acréscimos que pagaram.

O processo, que entrou no Tribunal de Tomar em Abril de 2000, tem sexta-feira a sessão de audiência destinada às alegações finais das partes.

Na sequência da independência de Moçambique e da eclosão da guerra civil, os queixosos depositaram, em 1976, dinheiro nos Consulados de Portugal em Maputo e na Beira (num total de cerca de 3,1 mil contos, 15,5 mil euros), com a promessa de que esses montantes lhes seriam devolvidos a breve prazo já em Portugal.

Contudo, já em Portugal, e apesar de sucessivas solicitações no sentido de reaverem o dinheiro com que poderiam refazer as suas vidas, o Estado apenas reembolsou as quantias depositadas nos Consulados 20 anos depois (nos anos de 1995 e 1996), sem ter em conta a depreciação do escudo nesse período, alegam os queixosos no processo.

«O valor aquisitivo dos montantes que o Estado se propôs a pagar era mais de 15 vezes inferior ao valor aquisitivo ao tempo do depósito», afirmam na acção.

Os sete queixosos consideram que o Estado devia restituir os emolumentos pagos, as quantias depositadas e os juros vencidos e que, ao não o fazer, entrou em mora, que «constitui o devedor na obrigação de reparar os danos causados ao credor».

O Estado alega que quando restituiu as quantias aos autores da queixa, estes renunciaram à indemnização pelos juros de mora.

Contudo, essa renúncia foi feita por simples documento particular e não por escritura pública.

A acção que corre no Tribunal de Tomar, encaminhada para os mandatários pela Associação de Espoliados de Moçambique, pede, nomeadamente, que sejam declarados nulos, por carecerem de forma legalmente prescrita, os contratos que os autores celebraram com o réu, bem como as posteriores renúncias aos juros.

Pede ainda que o Estado seja condenado a pagar os juros legais de mora vencidos desde a data da interpelação até à data da devolução dos montantes depositados, da ordem dos 11 mil contos (55,4 mil euros), bem como 60,5 mil contos (cerca de 302 mil euros) de emolumentos e acréscimos.

Os autores pedem igualmente uma indemnização por danos morais e patrimoniais devido ao não cumprimento atempado da obrigação de restituição dos depósitos.

O valor total da acção ronda os 71,6 mil contos (cerca de 358 mil euros).

Na contestação, o Estado alega que restituiu as quantias depositadas, que os queixosos estavam devidamente alertados no momento em que assinaram a declaração de que mais nada tinham a receber ou a reclamar e que eventuais juros terão prescrito.

Num processo semelhante a este, que correu em 2006 na 4ª Vara Cível de Lisboa, o Estado foi condenado a pagar 17 vezes o valor do depósito consular efectuado por um queixoso, sentença confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, mas a juíza do processo que corre em Tomar indeferiu o pedido de junção destas decisões judiciais.
- Diário Digital/ Lusa, quinta-feira, 26 de Março de 2009 11:43.

  • Outros post's deste blogue que mencionam o "drama" dos "retornados de África espoliados em 1975 - Aqui!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Roberto Carlos - O Rei: 50 anos de carreira!

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui.)

"Companheiro" desde nossa adolescência em Porto Amélia/Pemba, Roberto Carlos é figura que hà muito atravessa fronteiras e prezada por muitos de nós que lemos este blogue. Com suas canções já eternas, leva-nos a lembranças dos anos 60/70 e a um tempo repleto de emoções para quem despertava para a vida adulta ao som de "modernos gira-discos" a pilhas "Teppaz", em sábados à tarde, lá pelas garagens e salões moçambicanos das casas de nossos Pais, onde vivenciavamos bailes entre colegas e construiamos romances e sonhos que um dia a vida interrompeu...
Só por isso já vale este post e o que abaixo coloco:

""SÃO PAULO - Roberto Carlos, que celebra 50 anos de carreira, anunciou em São Paulo uma programação comemorativa que vai levá-lo em um ano a 20 cidades do mundo.

O show principal será em 11 de julho, no Maracanã, para 60 mil pessoas - a venda de ingressos será anunciada em breve (clientes do Itaú e Unibanco, patrocinadores, terão prioridade).

A megaturnê começa em sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim (ES), onde não canta há 14 anos. Será em 19 de abril, seu aniversário, no Estádio do Sumaré. "Vou segurar a emoção, senão vou chorar a cada meia hora", disse ele.

A equipe de Roberto contabilizou os números da megaturnê, que é comparável à de artistas como Madonna, U2 e Stones: 42 mil km serão percorridos, com 70 toneladas de equipamentos, 54 pessoas em 1 avião, 2 ônibus, 60 carros e 40 vans.

Roberto distribuirá 3.456 botões de rosas vermelhas e 864 de brancas.

Ele prometeu um disco de inéditas até o fim do ano e disse que tem canções fresquíssimas em parceria com Erasmo Carlos. "Trabalho muito, presto atenção a tudo que vejo, porque o que vejo pode se tornar uma canção. Eu gosto de tudo que o povo gosta."

Outra novidade será uma mostra multimídia na Oca do Ibirapuera, em janeiro de 2010, com curadoria de Marcello Dantas (realizador da Bossa na Oca, em 2008).

O cantor e seu empresário, Dody Sirena, anunciaram também um segundo disco de parcerias, o Duetos 2.

O repertório do show no Maracanã vai ser uma seleção de todas as fases de sua carreira.

Roberto tem mais de 500 gravações em 56 álbuns. A parceria com Erasmo vai predominar. Ele diz que, antigamente, Erasmo e ele costumavam compor uma canção em um hora. Hoje, levam semanas burilando. "A gente está sempre buscando melhorar."

Aqui alguns dos inúmeros sucessos de Roberto Carlos:



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terça-feira, 24 de março de 2009

Diversificando: Documentário: "Cortiça: A floresta numa garrafa..."

(Imagem original daqui)

Sugerido por e.mail de amigo, do site "Cortiça: A escolha (Eco)Lógica" transcrevo, não só com finalidade educativa mas também pelo interesse e relação com a preservação do meio ambiente, que é mais necessária que nunca:

""No dia 22-2-2009 a SIC transmitiu um documentário interessante... O programa da cadeia britânica BBC - Natural World - veio a Portugal descobrir o montado descrevendo-o como um ecossistema fascinante, "um dos últimos locais da Europa onde a economia local convive harmoniosamente com a natureza". Depois de transmitido inicialmente pela BBC no dia 9/12/2008, o canal SIC transmitiu agora para o território nacional.
Veja aqui(abaixo) a versão transmitida em Portugal"":

Buscando no tempo lá pelo Douro: A CHEIA DO RIO DOURO DE 1962.

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida*.

Uma bela imagem da grande cheia do rio Douro de 1962 nas principais ruas da cidade de Peso da Régua.

Nela se nota a grandeza e a intensidade desta cheia ao verem-se dois barcos a “navegar” no conhecido “Passeio Alto”, ao fim da rua Custódio José Vieira (também conhecida por Rua das Vareiras) e as águas do rio a inundarem o princípio da Rua da Ferreirinha, com alguns bombeiros da Régua por perto, onde ao centro de destaca um dos nossos grandes quarteleiros, o conhecido e saudoso Zé Pinto, a ajudarem em trabalhos de retirada bens e pessoas das suas casas.

Na nossa cidade, são consideradas cheias grandes as que inundam a Avenida João Franco (que esta à cota a 58 m), implicando uma subida do nível do rio em 13 metros de altura (caudal a 6 000 m3/s).

Na Régua, essa cheia do rio de 1962, a segunda maior do séculoXX, (a maior cheia é de 1909 com um caudal de 16.700 m3/s) atingiu um caudal de 15.700 m3/s (cota 67,7 m), o equivalente a 23 metros de altura para além do nível médio do leito normal.

Da grande aflição, com “horas de angústia” e “horas de terror”, vividas pelos reguenses nessa cheia do rio, temos um emocionante e doloroso relato feito nas páginas do jornal “Vida Por Vida”.

“Ainda não seriam 19 horas do primeiro dia do ano de 1962, quando os nossos bombeiros começaram a ser solicitados para prestarem o seu auxílio a diversas famílias que na nossa zona ribeirinha estavam a ser molestadas pela subida do rio Douro.

Desde essa hora, nunca mais os nossos bombeiros tiveram um minuto de descanso e o auge da tragédia veio a verificar-se perto da noite, pois cada vez mais era superior o número de pedidos, que os nossos briosos Soldados da Paz eram impotentes para poderem atender. Duas vezes e com angústia se ouviu o toque da sirene para alertar toda a população e os trabalhos iam sempre decorrendo debaixo de um temporal e da um preocupação constante.

Os telefonemas sucediam-se para diversos locais a pedir informações sobre os aumentos verificados no caudal do nosso rio e todas as notícias eram o mais assustadoras que se podiam imaginar.

Cônscio da gravidade da situação, eis que o Comando da Corporação delibera pedir a colaboração das Corporações vizinhas (…) surgiram já no meio da manhã do dia 2 de Janeiro e o seu trabalho também não poderá ser esquecido. Vila Real, Lamego e Armamar, nos diversos locais onde trabalharam, deixaram a certeza de que estavam connosco e só havia um fim: salvar as vidas e haveres de tantos reguenses que se encontravam em perigo.

Tão cedo não se apagará da memória de todos nós tão grave tragédia que, felizmente, não teve a registar qualquer perda de vidas. (…) há a realçar a valentia dos infatigáveis bombeiros que, já na noite desse segundo dia, com risco das suas próprias vidas, salvaram diversos homens numa casa na Rua da Alegria, um casal de velhinhos no Salgueiral, e de morte certa, duas famílias no Juncal de Baixo, pois que estas, após terem sido retiradas, viam as suas pobres casas serem arrasadas pela fúria crescente do rio douro”.

Estes são os maus momentos das páginas do nosso rio Douro, que ciclicamente se repetem, mas que de volta às suas margens, que crescem por belos e imponentes socalcos de vinhas, se torna num dos elementos mais belos do espaço cénico da cidade de Peso da Régua.
- Peso da Régua, Março de 2009,
José Alfredo Almeida.*

*Quem é José Alfredo Almeida:
- Data de Nascimento: 04 de Novembro de 1962
- Morada: Peso da Régua.
- 1987 – Licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
- Exerce a actividade de Licenciado em Direito, Jurista no Gabinete Técnico Local do Município do Peso da Régua, professor na Escola Secundária do Peso da Régua e na Escola Secundária de Resende, vereador em regime de permanência no Município do Peso da Régua tendo a cargo os Pelouros das Obras Particulares e Urbanismo, Desporto e Juventude, Abastecimento Económico e Assuntos Jurídicos.
Como actividade Cívica é desde 1998 – Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua; Desde 2005 – Vogal da Direcção da Associação da Região do Douro p/ Apoio a Deficientes; Desde 2006 – Presidente da Direcção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real.

Outros textos sobre os "Bombeiros Voluntários do Peso da Régua" e sua História:

  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

domingo, 22 de março de 2009

Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 3

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui..)

ESCOLAS E ALUNOS DE CABO DELGADO HÁ 150 ANOS:
MATÉRIAS, FREQUÊNCIA, APROVEITAMENTO E PROBLEMAS
Por Carlos Lopes Bento(1)
(Continuação daqui)

III PARTE
Como atrás já foi referido, os habitantes da Vila do Ibo, para além desta Escola de Instrução Primária, ainda, podiam mandar os seus filhos para a Escola Principal de Instrução Primária da Província de Moçambique, que, então, ministrava um ensino de nível mais elevado, frequentado não só por moçambicanos da sua Capital e seu Termo, e dos seus principais Portos da Costa, como também por alunos provenientes de outras cidades da África Oriental e da Ásia.

Foi a mesma criada pelo Decreto de 14.8.1845, que reorganizou o Ensino Primário nas Províncias Ultramarinas Portuguesas.

Dada a sua importância socioeconómica e cultural no contexto da sociedade moçambicana e tendo em consideração o papel que desempenhou na época, merece que sejam divulgados os seus principais traços, que, aliás, vamos encontrar em 2 Relatórios, datados de 1858 e 1859 e um Mapa de 15.4.1960, da responsabilidade do seu Director.

Em 4 de Fevereiro e 7 de Agosto de 1858, o professor responsável pela referenciada Escola Principal, Guilherme Henrique Dias Cardoso, nos seus Relatórios, publicados na folha oficial do Governo Geral de Moçambique, de 20.2.1858 e 14.8.1858, relativos ao 2º Semestre de 1857 e ao 1º Semestre de 1858, dava testemunho do seu funcionamento, frequência, matérias e problemas.

Funcionamento
1857-2º Sem

A escola principal teve o seu andamento e costumada regularidade, tendo lições de manhã e de tarde, segundo as ordens; e os seus alunos, no geral, tiveram, no Semestre, regular conduta, aplicação e aproveitamento.

1858-1º Sem.

A escola principal teve, diariamente, lições de manhã e de tarde, conforme as ordens; e, em tudo o mais, o seu costumado andamento regular, recebendo, matriculando e instruindo todos os alunos que, para esse fim, a ela concorreram.

Frequência
1857-2º Sem

O número de alunos que durante o Semestre frequentou a Escola foi de 63 a 64:

- Existiam, no princípio do Semestre, 64 alunos;
- Entraram de novo 10 alunos, o que perfaz um total de 74;
- Saíram da Escola e tomaram diferentes destinos 10 alunos;
- Faleceu 1; e a
- Existência no 1º de Janeiro do corrente ano era de 63 alunos de todas as diferentes gerações que povoam Moçambique.

1858-1º Sem.

O número máximo de alunos que frequentou a Escola, foi de setenta e seis e a existência actual é de sessenta:
-Tinha no principio de Janeiro sessenta e três alunos;
-Matricularam-se durante o semestre treze, o que fez a supra mencionada totalidade de setenta e seis.
-Saíram, durante o Semestre, dezasseis;
-Existência total, em 30 de Junho era de setenta alunos.(a)

(a)- Dos 13 alunos entrados: 1 era Europeu, 10 Nativos( 6 Cristãos e 4 Mouros), e 2 Asiáticos( 1 Cristão, outro Mouro).
Dos 16 alunos saídos: 14 eram Nativos( 9 Cristãos e 5 Mouros) e 2 Asiáticos( 1 Cristão e 1 Mouro).

Movimento de alunos segundo suas proveniências, etnias e religião, em 30.6.1858:

-Da cidade de Moçambique, num total de 47 alunos: 4 Europeus, 27 Cristão Nativos, 16 Mouros e Árabes Nativos;

-De Inhambane, num total 4 alunos: 2 Cristãos Nativos e 2 Mouros e Árabes Nativos;

-De Sofala, num total de 3 alunos: 3 Cristãos Nativos;

-De Sena, num total de 1 aluno: 1 Cristão Nativo;

-Da ilha do Ibo, num total de 2 alunos: 1 Cristão Nativo e 1 Mouro Nativo;

-De Damão, num total de 2 alunos: 2 Mouros e Árabes Asiáticos;

-De Diu, num total de 1 aluno: 1 Gentio e Parse Asiático.

TOTAL: 60 alunos, sendo, 4 Europeus, 34 Cristãos Nativos, 19 Mouros e Árabes Nativos, 1 Gentio e Parse Asiático, 2 Mouros e Árabes Asiáticos.

Caracterização dos alunos
1857-2º Sem

Nada referenciado

1858-1º Sem.

Os alunos são de diferentes gerações e religiões, que existem e concorreram a Moçambique, (...) Neste número de alunos que frequentaram a Escola, incluem-se estudantes de todos os portos da Província e até dos portos da Ásia, com quem Moçambique está em relação.

Área de influência
1857-2º Sem

Esta Escola, não é somente a Escola da Cidade como alguns, erradamente, julgam. E o título que tem de Escola Principal de Instrução Primária da Província de Moçambique, cabe-lhe. completamente, porque, além dos alunos da Cidade, que a frequentam, tem-nos, e tem-nos tido sempre, da Cabaceira Grande, Pequena e Mossuril, e mesmo alguns lhe vêm dos Distritos do interior. Recebe e instrui, regularmente, discípulos de todos os Distritos da Província que lhe vêm enviados nas monções: Lourenço Marques, Inhambane, Sofala, Quelimane e Ibo, que têm dado sofrível contingente à Escola.
E apesar de haver Escolas nos Portos pode dizer-se que é a Escola Geral da Província.
Os portos da Índia, também lhe têm enviado bom número de alunos, especialmente Damão e Diu, donde, ordi­nariamente, lhe vêem alguns em todas as monções.
Final­mente, Mascate, Zanzibar e Anjoanes também têm enviado a esta Escola, por diferentes vezes, alunos.

1858-1º Sem.

A Escola não é somente a Escola da Cidade de Moçambique, como muita gente erradamente julga. É por assim dizer a Escola Geral da Província, porque tem sempre matriculado estudantes de todos os mencionados portos. E, ainda, conta, no número dos seus alunos, além dos discípulos da Cidade e seu termo, estudantes de Inhambane, Sofala, Quelimane e Sena, Ibo, Damão e Diu, apesar de haver escolas nesses portos. (...).

Destino profissional dos alunos saídos
1857-2º Sem

Nada referenciado

1858-1º Sem.

Dos 16 alunos saídos da Escola durante o mencionado semestre:

- um foi empregado, em praticante da farmácia, na Botica do Hospital;
- um está empregado na Repartição de Fazenda;
- três em escriturações particulares;
- três regressaram às suas famílias nos portos, sofrivelmente, desenvolvidos e instruídos;
- três foram entregues às suas famílias como incapazes de aprender coisa alguma, por excessiva rudez;
- quatro foram riscados da Escola como incorrigíveis, por sua irregular conduta e por não comparecerem quase, nem terem sujeição alguma às suas famílias e porque o seu exemplo era pernicioso para os mais alunos;
- um foi para Lisboa na barca Charles & George em companhia de seu pai.

1) - Prof. Univ. e Antropólogo.
(CONTINUA)

  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 2 - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 1 - Aqui!
  • Post's do ForEver PEMBA para a consulta em "Pesquisas" sobre Carlos Bento, Quirimbas, Ibo, História de cabo Delgado - Aqui!

Buscando no tempo lá pelo Douro: O Baptismo do Marçal.

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida*.

Esta imagem de 1956 assinala o baptismo de uma criança, cujo nascimento ocorreu numa das ambulâncias - coisa que não é só dos tempos de hoje – do Corpo de Bombeiros de Peso da Régua.

Trata-se do “nosso afilhado” Marçal. Conta o jornal da Associação “Vida por Vida” que “foi em 1956 que na nossa ambulância nasceu um robusto menino que em seguida foi passando seus dias, na companhia da mãe, na nossa freguesia de Sedielos”.

Assim, fica-se a saber que não sendo uma situação normal, os nossos bombeiros foram “parteiros” do nascimento desta criança, a quem ficaram ligados afectivamente pelo momento e circunstâncias de o ajudarem a vir a este mundo.

Mas, a esse tempo a vida entre estes montes maravilhosos não era nada fácil e, com sua mãe se encontrava numa situação de pobreza, fez com os bombeiros decidissem “adoptar” essa criança como seu afilhado, ajudando-a a crescer com mais dignidade e algum conforto.

Com a presença do Presidente da Direcção, Dr. Júlio Vilela e de alguns bombeiros fardados a rigor, onde se destaca o Joaquim Trovão, organizaram a festa do baptismo da criança, a quem os “padrinhos” quiseram dar o bonito nome do seu Santo Padroeiro, Marçal.

Depois disso, o Marçal não foi esquecido pelos seus “padrinhos” bombeiros. Ainda no jornal “Vida por Vida” é salientado o seguinte: “nunca o temos desamparado e sempre que há festa na Casa, ei-lo que nos vem visitar e em cada um de nós tem tido um amigo”. Assim, já com a criança em idade de ir para a escola, os bombeiros pedem a todos que o ajudem a “abastecer o nosso pequeno Marçal de material escolar, diria bem reduzido para a 1ª classe. Quem tem uma saca, um livro e o mais que ele precisa?”.

Hoje sabemos que esse material chegou às mãos do miúdo para aprender as suas primeiras lições. E, sem conhecermos as notas dos seus estudos, sabemos que o Marçal triunfou na sua vida.

Viemos a ter conhecimento, por pessoa sua amiga e colega de escola, que actualmente tem uma vida normal, é feliz, tem família e está a trabalhar no país para onde emigrou, a Alemanha, mas conserva as “raízes” nas suas origens onde deu os primeiros passos e cresceu, no lugar de Sermanha, na freguesia de Sedielos.

Passados 53 anos na sua vida, os bombeiros de Peso da Régua e todos aqueles que o ajudaram em criança sentem-se também felizes e orgulhosos de “torna-lo um homem que nos viesse honrar”.

Estes são os gestos que marcam a grandeza da vida dos homens e das suas instituições. Exemplos destes são raros, mas verdadeiros, que servem para melhorar uma sociedade, a qual nem sempre se alicerça nos valores da fraternidade e solidariedade para com os mais desfavorecidos e mais desprotegidos.

Aguardamos que no dia 28 de Novembro, festa do próximo aniversário da Associação (129 anos), o nosso afilhado Marçal nos possa visitar no Quartel Delfim Ferreira, onde poderá ver, com os seus próprios olhos, que também crescemos e vivemos mais felizes, com o seu caso.
- Peso da Régua, Março de 2009,
José Alfredo Almeida.*

*Quem é José Alfredo Almeida:

Data de Nascimento: 04 de Novembro de 1962
- Morada: Peso da Régua.
- E-mail:
jasapr@gmail.com
- 1987 – Licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
- Exerce a actividade de Licenciado em Direito, Jurista no Gabinete Técnico Local do Município do Peso da Régua, professor na Escola Secundária do Peso da Régua e na Escola Secundária de Resende, vereador em regime de permanência no Município do Peso da Régua tendo a cargo os Pelouros das Obras Particulares e Urbanismo, Desporto e Juventude, Abastecimento Económico e Assuntos Jurídicos.
Como actividade Cívica é desde 1998 – Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua; Desde 2005 – Vogal da Direcção da Associação da Região do Douro p/ Apoio a Deficientes; Desde 2006 – Presidente da Direcção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real

Outros textos sobre os "Bombeiros Voluntários do Peso da Régua" e sua História:

  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

A Lista de Amigos...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui.)
Inspirado em e-mail de Amigo:
A Lista
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.


quinta-feira, 19 de março de 2009

PEMBA - Tambo International Art Camp, July 14th - July 20th 2009

(Clique na imagem para ampliar)

Transcrevo o convite:
Join in / Hodina!
Tambo International Art Camp
Pemba - Mozambique,
July 14th – July 20th 2009.

6 days of unique possibilities to experience the multicultural art scene and traditions of Pemba - Mozambique.

Together with local and foreign artists you will participate in:

● Art work shops of dance, theatre, music, design and more;
● Visit local artists like the Mask Mapiko dancers, Makonde carvers, the Arab inspired Tufo choir and more;
● Performances;
● IV Festival ”Celebrating Cultural Diversity”;

The Art Camp takes place at the Cultural Centre ”Tambo”, the home of the Tambo Tambulani Tambo.

Participation fee including food and accomodation: US$ 100.

- Mail: tambulanimoz@gmail.com. Please state art forms of special interest to you.
Organized by Tambo Tambulani Tambo, founded in 1995 in Pemba to promote art through own productions, events and debates to improve conditions of artists.
- Fone: + 258 82 55 95 380 / 82 66 13 400.

Pemba, located at the 3rd largest bay in the world, has over centuries attracted people from many continents to settle creating a multicultural environment.
.
Acrescento em lingua portuguesa:
O Tambo International Art Camp e o Festival "Celebrating Cultural Diversity" 2009 terá lugar de 14 a 20 julho de 2009.

Será uma semana de arte, dança, teatro, música, desenho, artesanato, com lojas, contatos com artistas locais e não só.

Se vier experimentará a diversidade cultural de Pemba e suas belas paisagens naturais.

O objectivo é promover a comunhão da diversidade cultural a partir de Pemba, reunindo artistas e pessoas de outras partes do mundo interessadas em fazer arte, trocar de idéias e experiências culturais, envolvendo-os em todos os trabalhos e atividades.

O título "Celebrar a Diversidade Cultural" 2009 representa sete dias de experiências únicas.

  • Tambo International Art Camp - Programação Convite - Aqui!
  • Associação Cultural Tambo Tambolani Tambo - Pemba - Aqui!
  • Campo Internacional de Arte 2009 - Aqui!
  • Post's anteriores deste blogue sobre o trabalho em Pemba da Associação Cultural Tambo Tambolani Tambo - Aqui!

Relembro: Acontece de 14 a 20 de Julho de 2009 em Pemba - Moçambique.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Moçambique/PALMA - Trabalho escravo encerra empresa!

(Clique na imagem para ampliar)

A reportagem do "Notícias" dispensa mais palavras. Transcrevo:

Cabo Delgado: MITRAB suspende instância turística - A TECOMADJE, Lda., uma instância turística na ilha do mesmo nome, no distrito de Palma, em Cabo Delgado, acaba de ver as suas actividades suspensas por ordem da Inspecção do Trabalho por sujeitar os seus trabalhadores a tratamentos desumanos e violação da lei laboral.

A instituição emprega 50 trabalhadores, dois dos quais de nacionalidade zimbabweana e em situação laboral ilegal no país.

Para além da concessão de emprego a estrangeiros de forma ilegal, consta da lista das irregularidades detectadas a falta de contratos laborais, pagamento de salários mínimos iguais a todos os trabalhadores, independentemente das suas categorias, e privação dos funcionários do direito de férias e de descanso.

Segundo um comunicado do Ministério de Trabalho (MITRAB) ontem recebido na nossa Redacção, a inexistência de horário de trabalho, de equipamento de protecção contra acidentes, falta de inscrição dos trabalhadores no Sistema de Segurança Social e o não pagamento de horas extraordinárias figuram como outros atropelos à lei que vinham sendo cometidos por aquela empresa há largo tempo.

“Adicionado a estas infracções laborais, a empresa violava os direitos elementares de um ser humano, como por exemplo a falta de fornecimento de alimentação condigna e suficiente aos trabalhadores e a criação de condições mínimas para o efeito”, lê-se no comunicado do MITRAB.

A Inspecção do Trabalho em Cabo Delgado, após um trabalho naquela ilha e em resposta à preocupação da população bem como das autoridades distritais de Palma, detectou que os trabalhadores, para além de dormirem em tendas precárias e em travessas de paus por falta de camas, satisfazem as suas necessidades biológicas a céu aberto por falta de sanitários.

Detectou-se ainda que a Direcção da Tecomadje, Lda., dá apenas 20 litros de água aos 50 trabalhadores por cada três dias para efeitos de higiene pessoal, confecção de alimentos e para beber, enquanto que as refeições resumem-se a 400 gramas de arroz e 250 gramas de feijão-manteiga por dia, na razão de pequeno almoço, almoço e jantar.

Constatadas todas as situações anormais, a Inspecção do Trabalho mandou imediatamente suspender as actividades daquela instância turística por forma a salvaguardar a dignidade humana e a implementação da legislação laboral do país até que sejam feitas as devidas correcções.

Pelas infracções cometidas, a empresa, que viu os seus dois trabalhadores estrangeiros ilegais suspensos, foi ordenada a parar de laborar sem a perda de salários por parte dos trabalhadores, e foi multada em quase 136 mil meticais, valor já pago.

Segundo o comunicado, a instituição iniciou de imediato a correcção das irregularidades, encontrando-se neste momento a produzir blocos de cimento e areia para a construção de alpendres consistentes e de sanitários para os trabalhadores.

O reinício das actividades dependerá da celeridade na regularização das anomalias e dos resultados do relatório a produzir após segunda inspecção.
- Maputo, Quarta-Feira, 18 de Março de 2009:: Notícias.

terça-feira, 17 de março de 2009

Régua - Douro: Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia.

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Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida.

Complemento que este post refere o Dr. Camilo, médico e escritor da Régua e do Douro, filho do também consagrado médico e escritor João de Araújo Correia.

O Dr. Camilo é igulamente figura inesquecível (pelo menos para os mais antigos naturais e residentes daquela cidade do norte de Moçambique) em Porto Amélia, hoje Pemba onde residiu durante alguns anos da época da "guerra colonial" prestando serviço como diretor do hospital militar anexo ao hospital civil.

Cuidou e salvou vidas assim como bastantes Amigos ali fez e deixou, envolvido nas horas vagas na produção amadora de peças teatrais onde, o saudoso e também colega militar Dr. Simões Coelho, entre outros, o coadjuvava para júbilo da população local carente desse tipo de cultura e lazer.

Companheiro de infância e colega dos bancos escolares de meu saudoso Pai - Jaime Ferraz Rodrigues Gabão, bastantes de seus finais de semana e tardes africanos, que recorda com nostalgia e estilo sem igual em obras escritas, foram passados na varanda frondosa de minha casa em Porto Amélia, entre alguns cordiais cálices de vinho do Porto, pitéus à moda do Douro e Trás-os-Montes primorosamente preparados pela afável e transmontana D. Nair - minha Querida Mãe e conversas que se alargavam até noite alta, quase sempre sobre gentes, costumes e lugares do Douro que jamais esqueciamos daquele lado do mar. Aqui ficam também, em poucas palavras e aproveitando a deixa, minha homenagem e minha saudade por essa personagem de porte da nossa Peso da Régua.
- Jaime Luis Gabão, 17 de Março de 2009.

Esta foto diz tudo: Camilo de Araújo Correia num discurso de um aniversário da Associação como seu Presidente da Direcção. As suas palavras têm o seu sorriso que sempre nos habitou e, certamente, tem um sentido de humor contagiante. Basta, ver olhar atento como alguns dos presentes o ouvem, como é o caso do Chefe Armindo.

Camilo de Araújo Correia é um dos nossos. Vestiu também a nossa farda azul. Mas foi um grande médico e um grande escritor nas “horas vagas”, como ele gostava de dizer a sorrir, seguindo de perto os passos literários de seu pai João de Araújo Correia. Foi nosso amigo, sempre, até a data da sua morte, ocorrida, em finais do ano 2007. Ele, sabe que tem um lugar, um cantinho especial na história dos bombeiros de Peso da Régua. Ele, não só exerceu funções directivas, como ainda foi médico dos bombeiros e, muitos anos, o director do jornal mensário da Associação “Vida por Vida”.

Escreveu muitas e belas histórias na sua vida que foi de uma paixão pelo nosso Douro e suas gentes, pelo seu rio e seus belos barcos rabelos, a navegarem põe entre este imenso teatro de vinhas, que foi o palco da vida de muitas das suas personagens, para todos nós mais reais do que as vezes ele nos fazia crer.

Sobre os bombeiros de Peso da Régua escreveu algumas histórias das suas figuras mais simples, mas cheias de alma e sonhos, os heróis que o tempo e as memórias do fogo nunca apagaram e, sobretudo, da sua grande admiração pelos homens da paz. Duas crónicas, brilhantes, carregadas de sentido de humor e fina ironia, adocicada de um carinho pelos bombeiros, como por essa personagem do Justino podem ler-se nosso livro “125 Anos da Nossa História”.

Foi Presidente da Direcção da Associação nos anos de 1964-1965. Do acto da sua posse em 12 de Agosto de 1964, o jornal “Vida por Vida” refere que Camilo de Araújo Correia “usou da palavra de uma maneira que lhe é tão peculiar, historiou a maneira porque aceitou o convite que lhe foi dirigido ainda quando se encontrava em serviço militar em terras africanas e disse dos propósitos que o nortearão no desempenho do cargo, que se resumia em lealdade para como todos, amizade e humanidade no geral”.

Não poderiam ser outras as suas palavras. Sem margem para dúvidas, elas retratam a verdadeira condição de um homem humanista.

Assim, temos todo o gosto em revelar as suas palavras, manuscritas numa caligrafia impecável, num cartão timbrado que, em 7 de Dezembro de 2000, dirigiu ao Presidente da Direcção e ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua:

“Exmos Senhores:
Venho por este meio agradecer-lhes muito honrado a simpatia da oferta da medalha comemorativa dos 120 anos da nossa prestigiada Associação. As minhas sinceras felicitações a quem a concebeu. De um lado, a fachada do quartel, a beleza e a originalidade. Do outro, um minuto de silêncio por quem perdeu a vida no cumprimento do seu abnegado dever. Conheci muito bem o João e o Afonso. O luto da Régua foi o meu luto.
Creiam na muita estima do muito grato,”

Creia Dr. Camilo que nós lhe estamos também muito gratos e saiba que os bombeiros da Régua nunca o esquecerão.

Camilo de Araújo Correia tinha sempre as palavras certas de agradecimento, de ironia e de ternura que nos afogavam de emoções ou nos faziam sorrir. E, na sua memória, estava guardado o respeito por aqueles dois bombeiros que deram o seu melhor à Régua, em missões de serviço onde deram a sua vida por nós.
- Peso da Régua, Março de 2009,
José Alfredo Almeida.

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