quarta-feira, 26 de maio de 2010

Glória de Sant'Anna - POEMA DA SOLIDÃO DO VENTO

É o vento.

O vento vivo e claro
que percorre e não prende
o corpo nu das árvores.

É o vento.

O vento que se inclina
junto às portas fechadas
e tateia as vidraças
com longos dedos de ágata.

É o vento.

O vento que se humilha
- e partirá tão só
como à chegada.

- Glória de Sant'Anna, “Um Denso Azul Silêncio”.

3 comentários:

iap disse...

Seria hoje o dia de seu aniversário.
Um beijo amigo,
Inez

gotaelbr disse...

E faria hoje 85 anos...

Odele Souza disse...

Bonita homenagem à autora. Lindo o poema.

Abraço.