sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Bank of Mozambique opens five new branches in the north of the country.


Maputo, Mozambique, 14 Sept – The Bank of Mozambique is set to open new branches in five cities in the north of the East African country in order to contribute to the banking level of the economy, said the state-owned bank’s director.Waldemar de Sousa, director of the Mozambican central bank, said in a press conference cited by Mozambican daily Notícias, that the new branches would be opened in the cities of Pemba, Quelimane, Lichinga, Tete and Maxixe, and would not only provide physical access to the bank, but also make it possible to attract savings and disseminate the use of financial services in the north of Mozambique.
Despite there being, “a legal framework to make it easier to set up and develop complementary financial institutions, such as micro-banks,“ he said, “we have to do more,” because, “the levels of banking in the economy are worrying.” “It is not enough to approve and put into practice legislation to attract economic agents to carry out this activity. We are aware that we have to do more and, because of that, we have decided to set an example,” Sousa said.
He added that with “central bank agents spread over the country,” the Bank of Mozambique would “perfect the set of functions it is charged with, whether in the area of supervision, or in gathering information, or even in making that information available quickly to economic agents and the population at large.
”Current legislation had made it possible for 45 micro-financing institutions to be operating in the country, Sousa said.
According to Sousa, the widening of the presence of the Bank of Mozambique would also contribute to easing the process of introduction of the so-called “new family” metical currency, which is simultaneously in circulation with the old currency until the end of the year.
(Macauhub - Macau, China - 14/09/06)

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

AEMO: 24 anos a pensar nas jornadas literárias.

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), que comemorou na passada-sexta o seu 24º aniversário, fê-lo a pensar nas jornadas literárias que prosseguem este ano com a ida a Tete, Niassa e Cabo Delgado. Segundo Aurélio Furdela, falando em nome do secretariado, é uma grande responsabilidade que pesa sobre nós, porque as jornadas literárias significam o dever de valorizar a leitura e a escrita por nossa parte.
Recorde-se que nas jornadas efectuadas em quase todas as províncias nos anos anteriores, os escritores ofereceram livros às bibliotecas escolares e públicas, promoveram debates sobre obras e vida de escritores moçambicanos e levaram a cabo declamação de poesia.
Vamos continuar com esse trabalho a partir deste mês.
Estão criadas todas as condições e na devida altura poderemos falar mais circunstaciadamente sobre esta questão.
Na sexta-feira um grupo de escritores reuniu-se na sede da agremiação, um encontro que contou com a presença dos músicos Hortêncio Langa e Salimo Mohamed, mas na qualidade de membros da AEMO.
Salimo, numa noite de grande inspiração, cantou de improviso, fazendo, em alguns momentos, um dueto com Alexandre Chaúque.
Foi igualmente uma noite que serviu para delirar com os dotes do escritor Marcelo Panguana, que pegou na guiatarra de Salimo e tocou, entre outras, uma música de Hortêncio Langa, que fez coro em algumas passagens.
Para os que lá estiveram, foi curto mas intenso.
Maputo, Quarta-Feira, 6 de Setembro de 2006:: Notícias

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Moçambique/Tanzania: "Ponte da Unidade" vai impulsionar desenvolvimento.

A construção sobre o rio Rovuma da "Ponte da Unidade" ligando Moçambique e Tanzania, a par do Corredor de Mtwara, deverá dar um grande impulso ao intercâmbio económico, comercial, cultural e social entre os dois países e povos.
A afirmação foi feita ontem, em Maputo, pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Alcinda Abreu no final dos trabalhos da 14ª Sessão da Comissão Mista de Cooperação entre os dois países.
Ainda ontem, o Presidente da República, Armando Guebuza, recebeu a delegação tanzaniana, chefiada pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional, Asha-Rose Migiro. Sobre as conversações havidas entre as partes, no final das quais foram assinados diversos acordos de cooperação, com particular destaque para as áreas de agricultura, infra-estruturas, comércio e indústria, minas, entre outras, a chefe da diplomacia moçambicana considerou que apesar do ambiente económico externo adverso e incerto nelas se concluiu que estão em curso, nos dois países, progressos assinaláveis com realce para o fortalecimento da paz, estabilidade e da democracia.
Para a governante moçambicana, a prevalência deste clima constitui uma premissa para que os dois países continuem a registar um desenvolvimento franco e sustentado que concorra para a redução e posterior erradicação da pobreza que é, actualmente, o objectivo nuclear.
Disse que, "durante o nosso encontro, revelamos a oportunidade e a pertinência da institucionalização de contactos permanentes entre os nossos dois governos e, em particular, julgamos ser importante mantermos a periodicidade das nossas sessões".
A 13ª sessão da Comissão Mista de Cooperação realizou-se em Abril de 1992 em Dar-Es-Salaam, na Tanzania sendo que a última foi esta realizada ontem na capital moçambicana, Maputo.
Apesar do facto, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação que de parceria com a sua homóloga tanzaniana, Asha-Rose Migiro chefiaram as delegações governamentais dos dois países, considerou o trabalho desenvolvido pela comissão nesta última de positivo.
"Apraz-nos, pois, constatar que a sessão serviu para renovar a nossa firme determinação de juntos trabalharmos em prol da promoção do bem-estar e do progresso dos nossos dois povos, através da concepção de estratégias novas e exequíveis, bem como pela via da monitoria da implementação das acções acordadas para os próximos dois anos", disse.
Por seu turno, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional da Tanzania, Asha-Rose Migiro destacou as relações de amizade e cooperação entre os dois países as quais datam desde muito antes do desencadeamento da luta armada de libertação nacional. Considerou que as conversações havidas, em Maputo, ocorrem num momento oportuno para o aprofundamento dessas relações ao mesmo tempo que apontou que os acordos ora assinados, abarcam várias áreas que vão impulsionar o desenvolvimento dos dois países.
Maputo, Quinta-Feira, 7 de Setembro de 2006:: Notícias

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

PEMBA - Fibra óptica a estende-se por mais três cidades.



As obras de extensão da fibra óptica para interligar as cidades de Pemba, Lichinga e Tete, no norte e centro do país, poderão ser iniciadas no primeiro trimestre do ano 2007, garantidos que estão fundos necessários para a viabilização do empreendidos pela Agência Dinamarquesa de Desenvolvimento ( DANIDA).
O presidente do conselho de administração da Telecomunicações de Moçambique (TDM), Joaquim de Carvalho, disse à nossa Reportagem em Quelimane, que a empresa que dirige acaba de assinar um contrato com a ALCATEL para a execução dos trabalhos e, neste momento decorrem negociações para acomodar os termos desse acordo.
Joaquim de Carvalho não revelou o investimento total para a extensão da fibra óptica para as três capitais provinciais mas afirmou que os fundos serão desembolsados com a garantia do governo moçambicano.
Assim que for concluída a extensão da fibra óptica e da banda larga para todas as capitais provinciais, a TDM pretendem dotar o país de uma "auto-estrada" de informação, aumentando deste modo, não só a qualidade mas também os serviços e comunicações. A ideia chave do projecto, segundo explicações dadas por Joaquim de Carvalho, na apresentação do projecto de interligação da fibra óptica entre Quelimane/Cuamba, é estabelecer a mesma ligação com os países da África Oriental, nomeadamente, Dar-es-Salam, Mogadiscio e Djibout até a Europa. Devido a ausência desta tecnologia, os serviços de comunicações com a Europa são bastante caros, representando para a empresa um avultado investimento para manter as ligações fiáveis. O projecto da extensão da fibra óptica entre Quelimane/Nampula e Cuamba foi concebido em 2004 e constitui a espinha dorsal da Rede Nacional de Telecomunicações.
Avaliado em 14 milhões de dólares norte americanos, o projecto de extensão lançado no distrito de Nicoadala na Zambézia, para aquelas província, tem uma extensão de 1.215 quilómetros de fibra óptica em conduta.
Após a sua conclusão irá permitir não só as instituições públicas, empresas de prestação de serviços bem como aos cidadãos das províncias da Zambézia, Nampula e Niassa o acesso a um conjunto de soluções de banda larga , podendo conferir melhores produtos e serviços da rede telefónica fixa, móvel , Internet e transmissão de dados e televisão.
O período de execução das obras será de treze meses, devendo em Dezembro deste ano ser concluído a interligação de Quelimane, Nicoadala, Namacurra, Mocuba, Errego, Alto Molocuè, Alto Ligonha na Zambézia e Murrupula, Mutivaze, Namigonha, Ribaué, Iapala, Malema e Mutuali, em Nampula.
Maputo, Sexta-Feira, 1 de Setembro de 2006:: Notícias

terça-feira, 5 de setembro de 2006

QUEIMADAS - Campanha que deveria extender-se a Cabo Delgado.


Decorre em Nampula campanha contra queimadas
É lançada hoje, no distrito de Mossuril, mais concretamente no povoado da localidade de Namitatari, uma campanha de educação e sensibilização ambientais a nível daquele região da província de Nampula, tendo como objectivo o combate às queimadas descontroladas e conservação do ecossistema do interior e da zona costeira.
Esta acção será levada a cabo pela Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental, através do projecto da biodiversidade marinha e costeira.
Maputo, Terça-Feira, 5 de Setembro de 2006:: Notícias

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Cabo Delgado: Fiscais florestais denunciam compadrio e amiguismo.

Alguns fiscais de florestas e fauna bravia, de Cabo Delgado, dizem-se agastados com os desmandos e falta do cumprimento da lei na exploração florestal e faunistica na província, visando acomodar interesses marginais ao sector, em beneficio de amigos e compadres de gente graúda na Direcçao da Agricultura.
Um deles, de nome Nelito Augusto, pediu demissão, alegadamente para não colaborar com actos que contrariam aquilo que lhe haviam dito ser sua tarefa, nomeadamente a defesa dos interesses do Estado na área.
"Eu não aprendi a ver as coisas assim. Não fui ensinado a roubar, mas a defender a pátria, por isso fiquei 28 anos ao serviço do Exército moçambicano", diz Nelito Augusto, que era fiscal chefe das brigadas móveis.
Segundo dizem, há em Cabo Delgado, operadores sem licença, os mesmos que ganham ficticios concursos de compra de madeira apreendida em hasta pública, bem como, contra as mesmas pessoas qualquer acção fiscal não encontra acolhimento nas estruturas de quem depende a última palavra.
Para exemplo, os fiscais dizem que, em Quiterajo, posto administrativo do distrito de Macomia, uma equipa de fiscalização apreendeu 104 metros cúbicos de pau-ferro, cortada por um presumível operador furtivo, de nome Mussa Saíde, mas que depois disso nada mais se soube, senão que um grupo de amigos dos chefes da Agricultura veio evacuar a madeira.
"Quer dizer, os fiscais detectaram uma exploração ilegal, apresentaram o relatório e a seguir são os chefes que mandam os seus amigos ir buscar o produto que em principio devia ser vendido em hasta pública. Neste caso nem sequer aos fiscais lhes foi paga a compartipação, segundo mandam as regras", diz Nelito Augusto que, se dispõe a quem quiser perceber melhor a contar todos os percaminhos usados pelos seus antigos chefes.
Por outro lado, ainda sobre a apreensão de madeira ilegalmente cortada, os fiscais denunciaram o facto de em Mueda, ter-se apreendido 332 metros de madeira em toros, 110 m3 em pranchas de jambire e umbila, cortada por uma empresa contratada pela "Alman", mas que não passaram pelo processo de venda em hasta pública.
"O que sabemos é que uma parte desta madeira foi para Maputo, levada num camião da fiscalização, de marca "Hino", conduzido pelo motorista de nome Amimo e a outra até hoje está no posto de controlo número 1, em Gingone".
O chefe dos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia, Darlindo Pechisso, posto perante estas denúncias da área sob a sua directa responsabilidade, e em relação a um dos operadores que os denunciantes dizem estar a explorar a actividade sem licença, disse:
"Esse operador, na verdade não tem licença, nem sequer submeteu algum pedido para a presente campanha. Não tenho conhecimento de que esteja a explorar, se assim é, fá-lo como furtivo. Mas também não há registo de que tenha sido interpelado a transportar nem a explorar madeira alguma" palavras de Pechisso.
A fonte oficial da Agricultura, em Cabo Delgado, disse em contradição que "toda a madeira apreendida é vendida em hasta pública ou usada para fins sociais para a beneficiação de infra-estruturas do local de exploração".
Em relação ao episódio de Quiterajo, Darlindo Pechisso diz que a madeira (pau-ferro) apreendida havia sido cortada ilegalmente, mas que depois foi roubada por um ladrão até aqui não identificado.
Colecta de receita.
Desconhece, por outro lado, que uma parte da madeira apreendida em Mueda tenha sido levada para Maputo num dos camiões da fiscalização.
Os fiscais dizem que com a sua acção de certo modo descomprometida na localizaçao e seguimento dessas violações, acabaram resultando numa colecta de receita, no valor de 23 biliões de meticais, que levaram ao governador provincial, Lázaro Mathe, a enaltecer o esforço por eles empreendido e assim louvados.
"Mas como isso não agradou aos nossos chefes, acabaram "destruindo" a equipa colocando os seus componentes para muito fora do raio de actuação dos seus compadres e amigos" desabafaram os fiscais.
Darlindo Pechisso diz que nada pode ser associado às transferências dos fiscais, senão a adopção de uma metodologia na Direcçao Provincial da Agricultura que aconselha a que eles vão no terreno.
Entretanto, este responsável confirmou à nossa Reportagem ter havido um pedido de demissão do chefe das brigadas móveis, Nelito Augusto, entretanto favoravelmente apreciado.
Maputo, Sexta-Feira, 1 de Setembro de 2006:: Notícias - Via Moçambique para Todos