sábado, 30 de setembro de 2006

Em Moçambique: Analfabetismo ainda ultrapassa 50 porcento da população.


Moçambique está actualmente com cerca de 52 porcento de índice de analfabetismo, uma cifra bastante elevada, mas que reflecte o esforço empreendido pelo Executivo, tendo em conta que na altura da proclamação da independência o país tinha um índice de analfabetismo de cerca de 97 porcento.
Esta informação foi revelada recentemente pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, falando em Nova Iorque a jornalistas moçambicanos que acompanharam a delegação presidencial à 61ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em curso naquela cidade norte-americana.
Segundo Aires ali, o processo de alfabetização conheceu um período de interregno na altura da guerra de desestabilização, devido a condições de segurança.
Mas agora, de acordo com o titular da pasta da Educação e Cultura, o processo foi relançado.
É por isso que o sector que dirige voltou a criar uma Direcção Nacional para esta área, por forma a dar a devida atenção ao processo.
A meta do sector, de acordo com Aires Ali, é produzir, até ao ano 2015, 30 porcento de alfabetizados. "Se conseguirmos fazer mais, melhor. Estamos a fazer esforços nesse sentido.
Por isso, estamos a colher experiências de modelos e doutros formatos de alfabetização que existem no mundo", disse o ministro.
Ali explicou que o país começou agora a usar rádio para alfabetização, o que trouxe bons resultados, e neste momento está-se a pensar em caminhar para o uso da televisão e de outras Tecnologias da Informação e Comunicação que podem tornar a alfabetização mais rentável e mais rápida.
Entretanto, a exiguidade de fundos na área da alfabetização interfere no processo.
Segundo o ministro da Educação e Cultura, o valor destinado à alfabetização é insuficiente.
Do bolo total do orçamento do Ministério da Educação e Cultura, apenas 0,8%25 vai para a área da alfabetização, um valor bastante reduzido.
Mas, segundo explicou Aires Ali, no Plano Estratégico do sector está prevista a subida do valor para 1%25 do orçamento, o que, a acontecer, seria resultado do esforço quer do Governo, quer dos parceiros de cooperação.
Aires Ali participou, recentemente, juntamente com a primeira dama, Maria da Luz Guebuza, numa conferência sobre alfabetização, em Nova Iorque, promovida pela primeira dama dos Estados Unidos da América, Laura Bush.
De acordo com o ministro, a iniciativa vai ajudar a cobrir o défice orçamental que se apresenta neste momento na área da alfabetização em Moçambique.
No encontro estiveram presentes representantes da área, idos de todo o mundo.
Para além de encontrar formas comuns de injectar dinamismo no processo de alfabetização, o encontro pretendia analisar e encontrar soluções para o problema da discriminação ainda prevalecente, em quase todo o mundo, em termos de acesso à Educação, entre rapazes e raparigas.
Para o efeito, o Governo norte-americano disponibilizou um milhão de dólares para actividades de alfabetização e educação da rapariga.
O acesso a este valor será feito através da UNESCO.
Maputo, Sábado, 30 de Setembro de 2006:: Notícias

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Distribuídas mais de seis mil mudas de cajueiro.


O subsector do caju produziu e distribuiu, até ao presente ano, mais de seis mil mudas enxertadas de cajueiro, das quais 60 porcento foram destinadas ao sector público e o remanescente foi direccionado às organizações não-governamentais, privados e associações de produtores.
Para dar corpo a esta iniciativa, foram implantadas nas províncias de Nampula (maior produtora nacional), Cabo Delgado, Zambézia, Inhambane, Gaza e Maputo, 31 viveiros públicos, 198 comunitários e 26 privados.
Para este trabalho, de acordo com uma fonte do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), para além da selecção de plantas-mãe para árvores matrizes, foi realizado um trabalho para garantir a exploração sustentável deste material de grande vulto económico para o país.
Maputo, Quarta-Feira, 27 de Setembro de 2006:: Notícias

Em Cabo Delgado, a noite de sábado foi também marcada pela destruição de 36 casas no bairro de Muxara.


Quinze mil mudas de cajueiros ficaram destruídas na última segunda-feira no distrito de Moma, província de Nampula, em consequência de um incêndio que atingiu cerca de dez mil hectares, destruindo 48 casas e desalojando pelo menos 250 pessoas.
Nos últimos dias registaram-se quatro incêndios em diversos pontos do país, sendo um dos mais recentes o que ocorreu na madrugada de domingo na vila de Homoíne, em Inhambane, onde 230 barracas do mercado local foram consumidas pelo fogo, causando avultados prejuízos materiais.
Ainda na madrugada de domingo, um outro incêndio deflagrou na cidade de Xai-Xai, em Gaza, causando a morte de quatro pessoas que se encontravam a dormir no interior de uma das casas atingidas pelo fogo.
Este infortúnio foi facilitado pelo facto de a cidade de Xai-Xai não dispor de um corpo de bombeiros, o qual poderia se ter juntado ao esforço da vizinhança na tentativa de debelar as chamas e evitar o pior.
Na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, a noite de sábado foi também marcada pela destruição de 36 casas no bairro de Muxara, remetendo 284 pessoas a uma situação de emergência aguda, desprovidas de tecto e alimentos.
Neste caso, os três carros do Corpo de Bombeiros mobilizados para o local não foram suficientes para vencer o fogo, que lavrou durante cerca de três horas, reduzindo por completo a hipótese de os infortunados recuperarem alguns dos bens, devorados pelas chamas.
O governador provincial, Lázaro Mathe, deslocou-se ao local momentos após o sinistro, não só para se inteirar da situação como também para estudar possibilidades de apoio, uma vez que o incêndio atingiu praticamente todo o bairro de Muxara.
Entretanto, fonte de uma das famílias atingidas por este incêndio liga o sinistro a questões de natureza místico-tradicional, sustentando que o fogo começou num quarto onde dias antes se deu banho a uma criança falecida.
Na tradição local, no local onde se dá o último banho a um defunto não se deve fazer fogo, nem mesmo manter uma lamparina acesa por longos período de tempo.
A família acredita que tudo começou porque esta tradição não foi cumprida.
Sobre o incêndio ocorrido no distrito de Moma, em Nampula, a nossa Reportagem apurou que o mesmo reduziu os esforços dos habitantes locais no sentido de ver melhoradas as suas condições de vida, considerando que a cultura do caju assegura o rendimento da maior parte da população daquele ponto do país.
Informações de Inhambane dão conta de que o incêndio ocorrido no mercado do distrito de Homoíne deflagrou numa altura em que os respectivos proprietários se encontravam ausentes, situação que permitiu que os danos fossem de maior vulto, uma vez que ninguém foi a tempo de intervir para debelar as chamas enquanto cedo.
Segundo dados disponíveis, presume-se que este incêndio tenha sido originado por um fogão que teria sido deixado com carvão em brasa no interior de uma das barracas, a partir de onde o fogo se alastrou ,atingindo 230 postos de venda.
A administradora distrital, Mariazinha Domingos, disse ter sido constituída uma comissão encarregue de proceder ao levantamento dos danos e esboçar propostas de eventuais apoios.
Maputo, Quarta-Feira, 27 de Setembro de 2006:: Notícias

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Na cidade de Pemba: PR lança celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente.


O presidente da República, Armando Guebuza, lançou oficialmente ontem, em Pemba, o movimento nacional das celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, e dos 20 anos da sua morte e dos 33 membros da sua delegação, em consequência do despenhamento do avião em que viajavam, em Mbuzini, território sul-africano, em 19 de Outubro de 1986.
O chefe do Estado voltou a reafirmar, na circunstância, que o Governo nunca descansará enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias em que morreu o Marechal Samora Machel, mas acusou o regime do "apartheid" de ter sido o autor do crime de assassinato contra a vida do filho mais querido que Moçambique tinha e mais os seus companheiros.
Depois de enaltecer o papel de Samora Machel em cada etapa da sua vida e da organização a que pertenceu, a FRELIMO, o presidente da República acabaria por anunciar que a partir de ontem o movimento nacional comemorativo da tragédia de Mbuzini, cujo lema é "Samora Machel Vive na Luta Contra a Pobreza", inclui que em cada província haverá um monumento em memória daquele compatriota, estratega militar e libertador da nossa pátria.
Para Guebuza, a melhor forma de render homenagem, para além do monumento ontem descerrado na praça construída em memória do fundador da nação moçambicana, é a consolidação de um Moçambique unido do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, orgulhoso da sua soberania e história e que valoriza a sua diversidade cultural e linguística.
"Queremos um Moçambique em paz e livre da pobreza, com a sua prosperidade construída pelos moçambicanos, onde a auto-estima é a divisa nacional, o patriotismo é um valor assumido e a auto-superação constante uma maneira de ser e de estar de todos vós", disse o estadista.
A ligação entre o 25 de Setembro, dia do início da Luta Armada de Libertação Nacional, em 1964, das Forças Armadas de Moçambique e da Revolução ao lançamento do movimento em homenagem a Samora Machel, segundo explicou o chefe do Estado, deve-se ao facto de as FAM serem produto do primeiro presidente do Moçambique independente.
"Ele (Samora Machel) é que organizou e fundou as Forças Armadas, com base nas Forças Populares de Libertação de Moçambique. Ele é que comandou as várias batalhas, à frente daqueles de quem herdámos as actuais Forças Armadas. Por isso, este casamento não é descabido", disse.
Na ocasião, foram lidas mensagens que recordam os feitos de Samora Machel, do partido Frelimo, dos antigos combatentes, do Conselho Municipal local, entre outras entidades.
Em jeito de resposta a todas estas intervenções, a viúva do falecido presidente, Graça Machel, em nome da família sanguínea, como ela disse, falou das dificuldades que ainda persistem de viver sem Samora Machel.
"Tal como é difícil para todo o povo moçambicano viver sem Samora Machel, também para nós, família de sangue, não é fácil, pois, também não conseguimos viver sem ele, mas teremos que continuar a viver assim, mas com ele sempre presente, através dos ensinamentos que nos deixou", sublinhou Graça Machel.
Das restantes províncias, chegam-nos relatos de que os respectivos governadores encabeçaram as cerimónias comemorativas dos 42 anos do desencadeamento da luta armada de libertação nacional, bem como do Dia das Forças Armadas e do lançamento oficial das celebrações do 20º aniversário da tragédia de Mbuzini.
Maputo, Terça-Feira, 26 de Setembro de 2006:: Notícias

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Lembrete...

Agenda de bardatininha

25 de Setembro de 1964
Segunda-feira 25/9
Descrição:

25/9/64-Completa-se às 21:00 de Mocambique o aniversário do primeiro ataque (oficial) da Frelimo e sua guerra de libertacao.
Foi no Chai, norte de Macomia a 10Kms do rio Messalo.
Tinha 8 anos, estava la, assim como os meus pais, não morri... nem ninguem morreu de ambos os lados, e lembro-me de quase tudo.
Tudo se resumiu a 2 rajadas de metralhadora (uma de cada lado).
Demorou 1 ou 2 minutos e depois foi a fuga dos atacantes...A data, hoje em dia, é comemorada em Mocambique como Dia das Forcas Armadas.
-Por Manuel A. T. Alves (Mensagem 4266 do Bar da Tininha)
-Para ler a mensagem na integra precisa ser sócio inscrito no "Bar da Tininha - Yahoo" - http://br.groups.yahoo.com/group/bardatininha/ .

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Necessária em Pemba escola de turismo.


Operadores turísticos de Cabo Delgado defendem a necessidade de criação de uma escola Técnica Profissional de Hotelaria e Turismo para leccionar os níveis elementar, básico e médio na cidade de Pemba para responder a procura que se verifica na província e na região Norte de Moçambique.
Esta preocupação foi manifestada há dias na cidade de Pemba num encontro promovido pela USAID, Agência Norte Americana para o Desenvolvimento Internacional que financia o programa de Turismo nas províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, com 5.5 milhões de dólares norte-americanos.
Defenderam que apesar de existir na província uma faculdade de gestão de turismo pertença da Universidade Católica de Moçambique (UCM) a mesma não absorve a totalidade dos estudantes devido por um lado aos elevados custos de propinas e, por outro, pela exigência de 12ª classe para o ingresso.
"Devia haver aqui na província uma escola vocacional de Turismo e hotelaria para os níveis elementar e básico", defenderam.
Os agentes turísticos defenderam ainda a necessidade de melhoramento das vias principalmente as que dão acesso a locais turísticos, criação de infra-estruturas, proclamação da Ilha do Ibo como património de renome internacional e criação, em Pemba de um centro de exposição de artesanato.
Sobre a necessidade de criação de escola, o director provincial do Turismo em Cabo Delgado, Francisco Loureiro, disse que caso se concretize o sonho dos empresários daquela província o Turismo sairá a ganhar.
"O Governo vai fazer tudo que estiver ao seu alcance para que este sonho seja concretizado", prometeu.
Por seu turno Brad Weiss, da USAID, disse ao nosso jornal que aquela organização Norte-americana vai facilitar todos contactos possíveis incluindo a contratação de um consultor para a ideia da criação da Escola Técnica.
"Vamos facilitar contactos entre agentes turísticos, doadores e o Governo de modo que o que foi aqui dito seja concretizado", disse. Refira-se que a província de Cabo Delgado tem potencial turístico ainda não aproveitado, desde praias, locais históricos, riquezas faunísticas, artesanato e outras.
Maputo, Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2006:: Notícias