quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Referênciando novamente o pembista e professor RAFAEL DA CONCEIÇÃO...VII

Faz um mês que veio a público o plagio lamentável da capa do livro "Lied para Yonnis-Fred e Maelle (Paternidade, Morte e Quotidiano, Construções no Mar, em Terra e no Ar...)" de autoria de Rafael da Conceição.
  • Em 12 de Novembro último foi divulgado aqui o plagio !
  • Em 13 de Novembro de 2007 - Moçambique Para Todos - aqui !
  • Em 14 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  • Em 15 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  • Em 16 de Novembro de 2007 - Ma-Schamba - aqui !
  • Em 16 de Novembro de 2007 - Vouguinha - aqui !
  • Em 16 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  • Em 17 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  • Em 18 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  • Em 20 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  • Em 22 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !

Cabe indagar:

  • É respeitada a propriedade intelectual em Moçambique ?
  • Quem contratou a editora sul-africana Black Sheet para editar o livro plagiador da capa ?
  • Qual o papel ou responsabilidade da Imprensa Universitária no caso ?
  • Que ações foram tomadas até ao momento para reparar a deplorável atitude e compensar moralmente Rafael da Conceição ?
  • Porquê, mesmo impedida, a Imprensa Universitária, à revelia do Rafael da Conceição, permitiu o plágio ?
  • Porquê, na denúncia do plágio, não foi utilizada a mesma força divulgadora empregada efusivamente aquando do lançamento do "Docência e Investigação"(livro origem do plagio) ?
  • Recebem o demais intelectuais e escritores moçambicanos, por parte da Imprensa Universitária ou de quem a dirige, sem excepção, o mesmo tratamento e prioridade na publicação de suas obras, que receberam Marilda da Silva e Luiz Cezerilo ?

Os responsáveis pelo plagio ou seus mandantes, continuam a abrigar-se na omissão e no silêncio, tentando banalizar , "abafar" o irregular ato. Lastimável, inqualificável e péssimo exemplo para os jovens de um Moçambique que se deseja de futuro justo e ético !

MEMÓRIAS DE CABO DELGADO-ACHEGAS PARA O ESTUDO DO MUNICIPALISMO EM MOÇAMBIQUE-V

(Clique na imagem para ampliar)
(Imagem do álbum Picasa de AGNES)
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...Continuando daqui - parte 1, parte 2 e parte 3, parte 4.

A CÂMARA DA ILHAS DE CABO DELGADO. POSTURAS E REGULAMENTOS
3ª PARTE
Por Carlos Lopes Bento[1]
(Continuação)
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Passada uma década, foi aprovado e publicado o Regulamento do Serviço de Policial, de Limpeza e de Sanidade Pública do Concelho do Ibo, datado de 3 de Março de 1898. Este importante Regulamento para a gestão do concelho, dividido em 6 capítulos, regulava as seguintes matérias:
  • Cap. I- Da jurisdição administrativa (artigos 1º e 2º)
    -Define-se a área do concelho do Ibo que compreendia o espaço entre os paralelos que passam pela ria Memba e a ponta do cabo Pekewé na direcção Oeste e as ilhas do Ibo, Quirimba e Matemo.
    A ilha do Ibo, sede do concelho, integrava a Vila propriamente dita- compreendida entre a praias do sul, Rua 27 de Julho, paiol e forte de Santo António-, os bairros indígenas e os terrenos adjacentes.
    Das ruas, largos e travessas da Vila do Ibo, e da sua toponímia, já se fez referência na primeira parte deste trabalho.
    Os bairros ditos indígenas ficariam instalados na rua 27 de Julho e nos terrenos fora da Vila, que as autoridades achassem apropriados. Os mesmos bairros seriam divididos em ruas largas, de oito metros, devendo as palhotas ficarem devidamente alinhadas, bem construídas e com bom aspecto exterior, exigências nunca concretizadas.
  • Cap. II- Das propriedades(artigos 3º a 12º)
    Os prédios a construir na Vila, sujeitos a um desenho e a uma licença, deveriam de ter pelos menos 4 metros de pé direito e janelas com 1,3 metros de altura e 0,60 de largura. Seriam obrigatoriamente numerados, havendo para rua uma numeração especial. Os prédios em ruínas deveriam ser demolidos pelos seus proprietários, no prazo estabelecido pela autoridade. Caso contrário, seria esta a fazê-lo por conta daqueles.
    As paredes dos prédios poderiam ser de alvenaria, zinco ou madeira, à moda do país, devendo neste caso de ser rebocadas e caiadas,
    Todas as casas a construir, futuramente, na Vila seriam cobertas com zinco, telha ou terraço. As ainda cobertas a macute tinham de substituir este, no prazo de um ano, por um daqueles produtos.
    Os proprietários de prédios a construir ou a reparar ou pintar, exteriormente, obrigavam-se a vedar o terreno da construção por meio de tapume de madeira ou qualquer outro sistema de vedação de modo a impedir o trânsito pelo local da obra e evitar qualquer sinistro. Ficavam os mesmos ainda obrigados a reparar a rua ou a argamassa que deteriorassem com os materiais destinados à obra ou com a vedação levantada.
    Os terrenos e quintais da Vila tinham, obrigatoriamente, de ser vedados com muros de alvenaria, zinco, gradeamento de ferro ou madeira ou ainda por meio de postes distanciados entre si, não mais de 5 metros, e ligados por duas ordens de fios telegráficos.
    Proibia-se a construção de palhotas na Vila, confinando com as ruas principais, em terrenos não murados.
    Todas as palhotas a construir nos bairros indígenas deveriam de ter um número de ordem de 0,15 metros de altura, colocado em local bem visível. Tanto as desalinhadas como as que se encontrassem em mau estado seriam demolidas.
  • Cap. III- Limpeza, polícia e sanidade(artigos 13º e 14º)
    Os prédios urbanos ou quintais deviam, anualmente, entre 1 de Julho e 31 de Agosto, ter as sua paredes e vedações caiadas, consertados e rebocados, e as portas, janelas, grades, ..., ser pintadas de 3 em 3 anos. Nas caiações era proibida o uso da cor inteiramente branca.
    Os quintais, pátios e testadas das casas deviam de estar sempre limpos.
    À mesma obrigação estavam sujeitos todos os moradores das palhotas com relação à parte da rua fronteira à sua palhota e nos quintais e terrenos próximos.
  • Cap. IV- Polícia e higiene pública(artigos 15º a 28º)
    A abertura de poços estava sujeita a uma licença e devia ser sempre revestidos de alvenaria. Caso contrário, seriam entulhados, no prazo de 8 dias.
    Em defesa da higiene pública, civilidade e segurança das populações, proibia-se:
    -o despejo de entulho, lixo ou qualquer imundície nas ruas ou lugares públicos. A autoridade civil indicaria os locais apropriados para o efeito. O transgressor para além de uma multa, obrigava-se à sua remoção imediata;
    -o transporte de vasos de despejo pelas ruas e lugares públicos, sempre que não fossem em caixas apropriadas. O transporte das mesmas teria lugar antes das 7 da manhã e depois do sol-posto;
    -cozinhar ou acender fogo, fora das habitações, na via pública;
    -a lavagem de pessoas ou roupas junto aos poços públicos, bem como fazer estendal nas ruas. Designavam-se os lugares de lavagem e estendal: esplanada de Santo António e a praia no largo da rua Conselheiro Mariano de Carvalho;
    -ter a secar, a não ser nos bairros indígenas e em locais determinados, peixe, carne ou couros;
    -o pejamento de ruas com roupa, velas, cabos, fazendas, etc.;
    -fazer conduzir a descoberto pelas ruas qualquer animal morto e enterrá-lo, ou abandoná-lo fora do local indicado pela autoridade civil;
    -depósitos de cauri verde na Vila, sendo permitidos além da rua 27 de Julho ou no bairro de Munawa;
    -ter nas casas ou armazéns ou lojas mais de 3 quilos de pólvora;
    -ter nas casas ou armazéns ou lojas mais de 2 latas de petróleo;
    -deteriorar o demolir candeeiros de iluminação pública, árvores ou quaisquer outros objectos do concelho;
    -rolar pelas vias públicas vasilhame, fardos ou quaisquer outros volumes;
    -fazer batuques sem licença.
  • Cap. V- Dos animais(artigos 29º a 34º)
    Sendo ainda proibido:
    Ter na área da Vila currais de gado suíno ou qualquer outro prejudicial à saúde pública ou à segurança individual. Permitiam-se, contudo, os animais trazidos para consumo público ou particular, que deviam ser abatidos do prazo de 3 dias e ainda animais em estábulos ou abegoarias próprias, como bois ou outros quaisquer animais utilizados no trabalho. Tanto estes animais e viaturas para o trabalho eram obrigados a matrícula, pagando-se as seguintes taxas: -por cada cavalo e cada burro: 1$000 réis. Por cada carro puxado por boi ou outro animal: 2$000 réis;
    -a divagação ou pastagem de animais- gado bovino, suíno, caprino, ovino, ... - que pudessem prejudicar a segurança, a salubridade ou a conservação dos arvoredos, tanto no concelho como dos particulares, ou ainda estragar a via pública. O gado podia no entanto transitar acompanhado dos seus guardas, que, em tais casos deveria seguir pela praia e além da Rua 27 de Julho e nunca pelas principais ruas da Vila;
    -abater, para consumo público qualquer rês de vacum ou suíno sem que previamente fosse inspeccionada pelo chefe de serviço de saúde ou quem suas fizesse; enquanto não funcionasse o matadouro as reses deveriam ser abatidas unicamente na praia ou na propriedade de quem abatesse;
  • Cap. VI- Disposições gerais(artigos 35º e 36º)
    Todo o individuo encontrado em algum lugar público da Vila em estado de embriagues, que ofenda a moral pública ou que alter a ordem pública estava sujeito a uma multa de 1000 réis ou à pena de 10 dias de trabalho.

Regulamento do Matadouro Público e sobre a Policia das Carnes Verdes no Ibo

Também no mesmo ano de 1989, mas no mês Outubro, veio a público o Regulamento do Matadouro Público e sobre a Policia das Carnes Verdes no Ibo, que já mostra grandes preocupações com a saúde pública.
Nos seus 15 artigos, este Regulamento determinava que:

  • O gado que tivesse de ser abatido, quer para ser vendido para o consumo dos habitantes do Ibo em geral, quer para consumo particular, só o poderia ser no matadouro público. No entanto, esta norma não se aplicava ao gado miúdo como leitões, cabritos, etc, destinado ao consumo particular, que poderia continuar a ser abatido nas propriedades de cada um;
  • As reses antes e depois de abatidas seriam inspeccionadas no matadouro pelo chefe de serviço de saúde ou pelo seu substituto;
  • Os animais em mau estado sanitário ou impróprios para a alimentação não poderiam ser abatidos;
  • O matadouro estaria em funcionamento todos os dias da semana, desde as 6 horas da manhã às 6 da tarde, começando o abate dos animais às 4 horas da tarde e a venda da carne às 6 da manhã;
  • A carne depois de abatida e limpa seria quando destinada ao consumo público guardada no matadouro em local apropriado para no dia seguinte ser vendida. A destinada ao consumo particular seria em seguida à limpeza transportada pelos donos para suas casas;
  • As peles ou couros poderiam ficar depositadas até às 8 horas da manhã seguinte, sendo então transportadas para serem preparados e secos, para o local designado pelas autoridades.

(continuará em breve)

[1] - Antigo administrador colonial. Foi presidente da C. Municipal do Ibo, entre 1969 e 1972. Antropólogo e prof universitário, continua a ser um dedicado amigo das históricas Ilhas de Querimba, que continua a investigar de maneira sistemática e a divulgar as suas inquestionáveis belezas.

Ronda pela net - Dom Luiz Cappio: Um Bispo que é exemplo de amor ao povo e à natureza !

(Clique na imagem para ampliar)
  • Uma Vida Pela Vida - aqui.
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, iniciou nova greve de fome contra as obras de transposição do Rio São Francisco que o governo brasileiro quer levar em frente.
Segundo Ruben Siqueira, coordenador da Comissão Pastoral da Terra, ele se alimentou pela última vez por volta das 7h30 de terça-feira, 27 de Novembro de 2007 e só pretende voltar a comer se o governo suspender as obras e arquivar o projeto.
"O senhor não cumpriu sua palavra. Enganou a mim e a toda a sociedade brasileira", escreveu em carta protocolada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, datada de 4 de Outubro, divulgada nesta Terça.
"No dia 22 de Fevereiro de 2007 protocolei no Palácio do Planalto documento solicitando a reabertura e continuidade do diálogo, e que fosse verdadeiro, transparente e participativo. Sua resposta foi o início das obras de de transposição pelo exército brasileiro".
Apoiador de Lula na primeira campanha à presidência, o bispo tornou-se um dos símbolos da luta contra o projeto de transposição do Rio São Francisco ao iniciar, em Setembro de 2005, a primeira greve de fome às margens do rio.
Naquela época, entre as reivindicações do bispo, estavam a retomada das negociações com os movimentos sociais de defesa da Bacia do São Francisco.
O protesto chamou a atenção da imprensa internacional e, após dez dias, Lula mandou ao local o então ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, atual governador da Bahia, que negociou com o bispo o fim da greve de fome...(fonte Gabeira.com)
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Entenda a atitude do Frei Luiz. e conheça as razões técnicas contra a transposição e a favor de alternativas viáveis:

  • A água vai se concentrar nas mãos de quem menos precisa.
  • Um volume exorbitante de recursos escoando dos cofres públicos.
  • E quem vai pagar a conta?
  • Quem vai administrar a distribuição e a cobrança da água?
  • Há dezenas de projetos inacabados por descaso do Governo Federal.
  • Jogo de interesses.
  • O Banco Mundial e outros Estados da região estão contra o projeto.
  • É preciso revitalizar o rio antes de distribuir suas águas.
  • A perda de água com a transposição.
  • As transposições que não deram certo.
  • As alternativas realmente viáveis.

As respostas aqui.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Chiúre - O administrador, o agricultor e as Joaquinas...

(Imagem original daqui)
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Caso passional agita ambiente em Chiúre.
Maputo, Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2007:: Fonte Notícias - Uma disputa passional envolvendo a figura do administrador distrital está a agitar o ambiente social na vila-sede de Chiúre, província de Cabo Delgado.
Um caso com violência à mistura, que já chegou aos ouvidos do governador, do secretário permanente provincial e até do Ministro da Administração Estatal, Lucas Chomera.
No enredo do caso, Almeida Geba, um próspero agricultor local, acusa o administrador Agostinho Manila de manter uma relação amorosa com a sua esposa, por sinal funcionária da administração distrital.
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Há cerca de uma semana que o ambiente social no distrito de Chiúre, em Cabo Delgado, anda agitado.
Em conexão com este caso, o Director Distrital do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) em Chiúre, Maurício Pihale, foi esfaqueado por Almeida Geba, tomado pela fúria, a mesma que o levou a agredir fisicamente vários cidadãos que o tentaram acalmar, incluindo agentes da Polícia que sempre evitaram usar a força alegadamente “para a sua atitude não ser mal interpretada”.
O administrador Agostinho Manila diz que foi traído por uma mensagem que alegadamente lhe foi enviada pela sua colega de trabalho, informando-o sobre o seu regresso de uma missão à província de Nampula, aonde foi a comprar combustível para o gerador, a mando do administrador.
Desconfiado da referida mensagem que a esposa trocou com o administrador, Almeida Geba terá usado o telefone desta para enviar várias mensagens com conteúdo amoroso para Agostinho Manila, na tentativa de levar o administrador a revelar alguma evidência da suspeita relação.
Numa das mensagens enviada ao administrador, Almeida Geba sugeria que os dois se encontrassem num determinado lugar, ao que Agostinho Manila terá aceite, gesto prontamente interpretado por Geba como prova concludente de que o administrador se relacionava, efectivamente, com a sua esposa.
Com esta crença, o acusador lançou-se numa campanha de publicitação do facto, ao mesmo tempo que apelava à intervenção das mais variadas autoridades do distrito.
Na quinta-feira, o Governador de Cabo Delgado, Eliseu Machava, esteve em Chiúre, na companhia do embaixador francês, em trânsito para o posto administrativo de Mazeze, para a inauguração de um posto de saúde.
Apercebendo-se da presença do governador, Almeida Geba ainda tentou falar com aquele dirigente, aparentemente para se queixar, o que não foi possível, devido à intervenção de várias vozes discordantes.
Enquanto isso, o administrador distrital está recolhido no seu palácio, facto que alimenta o boato segundo o qual Agostinho Manila anda fugitivo, por assumir a acusação que pesa sobre ele.
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OS FACTOS.
A nossa Reportagem, que no último sábado esteve em Chiúre, conversou com o administrador distrital, que confirma a versão de ter sido traído pelo seu telefone celular, no qual afirma ter registadas três mulheres com o nome Joaquina, uma das quais é a sua colega na administração, esposa de Almeida Geba e suposta sua amante.
Segundo conta o administrador, na véspera da visita do governador ao distrito, a referida funcionária recebeu a missão de ir à vizinha província de Nampula comprar combustível para o gerador.
No regresso, ela terá enviado ao administrador uma mensagem com o teor “já regressei de Namapa, boa noite”.
Na resposta, o administrador terá escrito apenas “Ok”.
“Quando comecei a receber mensagens fui aceitando as propostas porque além da Joaquina que é minha colega, tenho aqui no telefone, uma outra Joaquina que, na verdade, à minha amiga”, explica o administrador.
Abordado pela nossa Reportagem, Almeida Geba, um antigo funcionário do SISE, limitou-se a desmentir, sempre secundado pela esposa, afirmando que “é mentira. Não houve nada!”
Apesar da nossa insistência, Geba manteve-se firme no seu discurso.
Relativamente às consequências das suas acções contra terceiros, Geba recusou-se a tecer qualquer comentário, embora o director distrital do SISE se tenha oferecido a explicar as circunstâncias em que foi esfaqueado.
“Tudo aconteceu no dia 6, quinta-feira. A esposa veio pedir-me que fosse acalmar o seu marido devido aos problemas que houve, porque ele estava a ser socialmente inconveniente. Foi quando fui ter com ele e ainda no caminho ele rasgou a minha camisa e esfaqueiou-me. Estou com uma ferida em consequência disso”, explica Maurício Pahale.
Pahale diz que está a dar tempo para que o litígio que opõe Geba ao administrador distrital tenha desfecho, pois não descarta a hipótese de encaminhar o caso às entidades competentes.

ENQUANTO MAIS DE 60 DIRIGENTES DE ÁFRICA E EUROPA SE REUNIAM EM LISBOA...

(Imagem original daqui)
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...Mulheres eram violadas em frente aos pais, filhos e maridos !

Correio da Manhã - Ano XI-Nº 2723, Maputo, segunda-feira, 10/Dezembro/2007 - Enquanto decorria a Cimeira UE/África, “mulheres estão a ser violadas em frente aos pais, aos filhos e aos maridos”, lembrou em Lisboa Iklass Mohammed, uma sobrevivente de Darfur que mantém naquela região a sua “tribo diariamente perseguida”.
De véu rosa a cobrir todo o cabelo, Iklass Mohammed participou na conferência de imprensa realizada sábado num hotel em Lisboa, que reuniu à mesma mesa sobreviventes do genocídio em Darfur e das violações cometidas no Zimbábuè.
“Mulheres são violadas à frente dos pais, dos filhos e dos maridos. Muitas são rejeitadas pela família. E muitas suicidam-se”, afirmou Iklass Mohammed, uma activista dos Direitos das Mulheres no encontro realizado a poucos metros do local onde decorreu – sábado e domingo – a cimeira UE/África.
O advogado e activista activista Salih Osman contou outros episódios “da história do sofrimento humano que se vive em Africa”.
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Estamos a falar de humilhação.
“Não estamos a falar só de genocídio. Estamos a falar de violações de mulheres perante os familiares. Estamos a falar de humilhação”, lembrou o activista que esta segunda-feira recebe o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu pelo trabalho a favor das vítimas da guerra civil na região de Darfur.
Também o presidente da União Nacional de Estudantes do Zimbábuè, Promise Mkwananzi, relatou numero das atrocidades cometidas no Zimbábuè: “Enquanto falo neste momento, activistas estão a ser presos e mal tratados”.
“Há situações de dezenas de pessoas que vivem no mesmo quarto com crianças doentes e que sabem que nos hospitais não há medicamentos, não há comida”, lembrou Mkwananzi, que acusa os governantes de “fingirem que estas situações não estão a acontecer”.
“Não há comida, não há água, não há electricidade, não há dinheiro”, lamentou o representante dos estudantes, defendendo ser urgente a realização de “eleições livres e justas que ajudem a a reconstruir o Zimbábuè”.
A coordenadora da Associação de Médicos pelos Direitos Humanos no Zimbábuè, onde trabalha diariamente com vítimas de tortura, Primorose Matambanadzo, também entende ser “urgente discutir a situação no Zimbábuè”.
Primorose considera lamentável que as pessoas estejam mais preocupadas em saber quais os líderes que vieram e quais boicotaram a cimeira, do que preocupadas “com as pessoas que vivem em desespero e lutam por coisas tão elementares como ter água”.
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Iraque e Afeganistão.
Todos os sobreviventes presentes no encontro questionaram os resultados do trabalho desenvolvido pela comunidade internacional e defenderam uma intervenção internacional eficaz que “garanta a sobrevivência das pessoas”, que “proteja a vida dos deslocados”.
“Não é aceitável dizer que estão ocupados no Afeganistão e no Iraque e que por isso não podem intervir no Darfur”, criticou o advogado, que tem defendido a população de Darfur que há anos vive um conflito que já causou mais de 200 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados.
“A comunidade internacional toma resoluções, mas nenhuma tem efeitos sobre a segurança dos civis. Os líderes sentam-se com o Governo do Sudão que faz promessas de paz. Mas quando os líderes abandonam o país, o Governo abandona as promessas”, alertou o advogado sudanês.
“Queremos apenas protecção para regressar às nossas casas”, afirmou Osman, garantindo que “os sobreviventes nunca vão esquecer as pessoas que lutaram por eles, que se levantaram contra o genocídio”
No final da conferência, os responsáveis juntaram-se a um grupo de activistas em frente à estação do Oriente e ergueram um cartaz onde se podia ler: “Espancados, presos, mas determinados a serem livres”.
( LUSA e Redacção CM)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

PEMBA - O Farol da Maringanha, a lenda e o progresso 2

(Clique na imagem para ampliar)
(Imagens originais daqui e daqui)
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Um comentário que é destaque e notícia:
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Lúrio disse:
Caro 'amigo' Jaime, o que se fala do desaparecer do encanto do Farol da Maringanha, é fruto do progresso a que assistimos diáriamente na terra que escolhi para viver.
Se conseguirmos alhearmos ao 'fazer tudo de qualquer maneira para ter o sentimento de posse' de alguns ditos empresários locais, estamos à mingua de grupos hoteleiros e de empresários a sério para investir em Pemba, talvez quando aparecerem, já não haja encanto algum nesta linda terra.
O que se precisa é de pessoas que ponham de lado a parte saudosista das coisas, e queiram intervir para um desenvolvimento saudável e sustentado dos recursos que a natureza oferece aqui na Provincia de Cabo Delgado.
Quanto ao novo estádio, para já parece uma realidade irreversível. Já está numa fase de terraplanamento e vedação do recinto do futuro estádio - melhor dizendo, de um complexo desportivo completo, ao nivel de um dos melhores de Àfrica Austral.
Este complexo, está a ser construído na chamada zona de expansão que fica do lado sul para quem desce do Aeroporto até à Praia do Wimby pela nova estrada alcatroada e inaugurada aquando da abertura do Pemba Beach Hotel em 2002.
Esta zona, já começa a ficar com cores diferentes das que tinha a alguns anos, existem novas construções com uma arquitectura ainda um pouco 'duvidosa' de alguns 'chefes' da urbe.
Contudo, é de louvar esta iniciativa do Municipio em alargar a zona Urbana para os Bairros periféricos, assim quiçá se protege um pouco o ambiente saudável que em tempos se vivia na chamada zona Bairro Cimento que engloba as construções da Urbe do tempo colonial, protegendo assim a história e a Baixa da cidade...
Segunda-feira, 10 Dezembro, 2007.
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Lúrio:
Que dizer aqui de longe?...
Talvez...que a cupidez do lucro não extrapole o razoável...
Que se tente resguardar por meio da recuperação do patrimônio, a parte baixa da cidade hoje em ruínas e quase abandonada...
Que o progresso seja vigiado para que não destrua o atrativo e rico formato arquitetónico/colonial e o belo desenho da natureza que privilegia esse cenário delicado e já incomum...
Que a população de Pemba venere com educação, civismo e "ciúme" (no bom sentido), sua urbe...
E que o saudosismo, saudade, nostalgia ou o que quer que titulem a "paixão" por Pemba, seja o tonificante salutar que alçará o destino desejado para nossa bela cidade.
Obrigado por teu oportuno comentário.
E vai dando notícias!
  • Post inicial - aqui