O dia a dia das filmagens pode ser acompanhado pelo Twitter do programa 50 por 1.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Ronda pela net: Pemba e Matemo Island no programa "50 por 1" da TV Record
O dia a dia das filmagens pode ser acompanhado pelo Twitter do programa 50 por 1.
A Nação Portuguesa e a sua luta contra o tráfico de escravos.
Neste Dia Internacional da Abolição da Escravatura, cujas comemorações se centralizam na ilha de Moçambique, achei pertinente lembrar uma Carta do Conselho de Governo de Moçambique, escrita, na dita Ilha, em 19.6.1866, dirigida ao Xeque de Sancul, cujo conteúdo mostra os esforços desenvolvidos pela Nação Portuguesa no combate ao tráfico de escravos, tantas vezes esquecidos e pouco conhecidos das novas gerações de moçambicanos e portugueses. Eis o seu conteúdo, que merece profunda meditação de todos os que se interessam pela construção de uma História Colonial, baseada em factos: - Alguns trabalhos do Dr. Carlos Lopes Bento publicados neste blogue - Aqui!
Crianças Refugiadas em Moçambique: um livro e um drama em África!
- E Grace é também uma excelente fotógrafa. Você pode conhecê-la melhor nestes links:
- graceolsson.com/blog
- graceolsson.se
- Postado por Odele Souza""
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Glória de Sant'Anna - "Trinado para a noite que avança" é seu décimo sexto e último livro...

Porquê Chipande perdeu a cabeça?...
O velho e tradicional fisiologismo frelimista tem por porta-voz declarado e descarado um dos tais "heróis-de-barro"!Que são anti-patriotas os que criticam a corrupção e o uso restrito e indevido dos recursos nacionais por uma pequena elite ligada à Frelimo.
Com todo o respeito que tenho por ele e por muitos outros da sua geração, cheguei a pensar que o General pudesse estar sob influência de qualquer anti-depressivo. Porque tudo quanto ele disse contraria em absoluto o discurso formal da Frelimo de lutar contra as desigualdades, contra a pobreza e pelo estabelecimento de uma sociedade de justiça, próspera, moderna e civilizada.
- Por Fernando Gonçalves, in SAVANA – 14.08.2009.
Chipande insiste na “legalidade” dos dirigentes da Frelimo serem ricos. - Luta armada põe veteranos às turras
Jorge Rebelo condena as afirmações do velho guerrilheiro Maconde, enquanto que Mariano Matsinhe e Sérgio Vieira dizem que o “general” terá sido mal entendido...
O general na reserva, Alberto Joaquim Chipande, tido pelos autores dos manuais escolares oficiais ainda em uso em Moçambique, como o homem que deu o “primeiro tiro” que tornou irreversível a insurreição contra o colonialismo português pela Independência Nacional, alegadamente em Chai, a 25 de Setembro de 1964, no que é agora a província de Cabo Delgado, voltou a reafirmar, ontem, durante a abertura da Quarta Reunião Ordinária do Comité Central do Partido Frelimo, o direito dos “antigos combatentes” da luta de libertação armada “serem ricos”.
As afirmações de Chipande, foram ontem proferidas e noticiadas como manchete no noticiário da televisão privada STV.
Chipande, no estilo de um “general” que não recua em combate, respondia a perguntas de insistência. Queriam saber dele, se mantinha o mesmo posicionamento de há duas semanas, aquando da apresentação dos novos corpos gerentes do Corredor de Desenvolvimento do Norte (CdN), onde foi entronizado, como novo presidente do Concelho de Administração do CdN o proeminente jovem “empresário de sucesso”, Celso Correira.
“Mantenho tudo o que disse e repitam, de dois em dois minutos, de hora em hora e de semana a semana”, afirmou peremptório o general frelimista do Planalto de Mueda e ex-ministro da Defesa de Samora Machel.
- General amnésico?
No ano passado, em entrevista que deu à revista «TVzine», que tem como editora a assessora de imprensa do presidente da República Armando Guebuza, a “jornalista” Marlene Magaia, o general na reserva, Joaquim Alberto Chipande, pese o facto de estar envolvido em vários interesses empresariais, quando questionando por Jorge Jacinto, se era ou não empresário disse e passamos a citar: “não me considero empresário; sou um político e por vezes a forma de servir melhor é apoiar projectos que são a favor do desenvolvimento e em que posso dar um contributo, se solicitado”.
Na mesma entrevista foi focada a sua participação no Corredor de Nacala, mas o discurso de Alberto Chipande não mudou de tom e disse: “Não sei se sou empresário por estar nesse projecto, considero-me sim um político que vive a política que o país precisa” (sic).
Importa sublinhar aqui, que uma das «holdings» de que o General que “vive a política que o país precisa” é sócio – o «Grupo Mecula» – de acordo com o relatório do Tribunal Administrativo (TA) de 2007 tem ainda uma dívida de 8,72 milhões de meticais novos (saldo de 31 de Dezembro de 2005), após ter reembolsado nesse ano cerca de 310 mil MT (então foram 310 milhões da Velha Família), ao Tesouro moçambicano.
- Os interesses empresariais de Chipande.
A estreia do cidadão Alberto Joaquim Chipande nas lides empresariais, ou “na política que o país precisa”, como ele prefere dizer, deu-se a 3 de Agosto de 1995 quando a título individual associou-se à «Newpalm Internacional, Limitada» e constituiriam as «Madeiras Rovuma, Limitada» com um capital inicial de 10.000,00 MT da Velha Família (hoje 1.000,00 MT, com o USD a 29,50 MT).
O objecto social da «Madeiras Rovuma» é, entre outros o “comercio geral, compreendendo a importação, exportação, comissões e consignações...”.
Uma vez mais, no ano seguinte, 1996, associado à «Newpalm Internacional, Limitada» e a um “camarada” seu no partido Frelimo, Mateus Kathupa (actual porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República e PCA da Petromoc, a petrolífera moçambicana), constituem a «CADELMAR-Mármores de Cabo Delgado, Limitada», empresa que, curiosamente, tal como a «Madeiras Rovuma», tem também como objecto social, “comércio geral, compreendendo a importação, exportação, comissões...”. O capital social, também foi o mesmo que o da empresa anterior: 10.000, 00 MT da Velha Família (1.000,00 MT, hoje).
No dia 6 de Maio do ano de 1996, o general na reserva Alberto Joaquim Chipande constitui, com Raimundo Maico Diomba (actualmente governador provincial) e Isabel Maria Verde, a «ROMOCA – Rovuma Madeiras de Cabo Delgado, Limitada». Sessenta mil meticais (60.000,00 MT da Velha Família), foi o capital inicial da «ROMACA» que tem como objecto social, o “abate e transformação de madeira com vista à comercialização nos mercados externo e interno”.
Como informação adicional publicitada no «Boletim da República» de 14 de Agosto de 1996, na introdução também aparecem como sócios os cidadãos José Carlos Verde Bráz e Guilhermino Gouzalez Teixeira.
Ainda em 1996, Chipande junta-se à «Moçambique Holdings, Limitada» e formam a «Agro-Indústria de Cabo Delgado, Limitada». Para a época o capital social é de deixar boquiaberto qualquer um e espantar qualquer moçambicano: apenas (!) 3.000.000.000,00 MT (três biliões), ou seja, actuais três milhões (3.000.000,00 MT) da Nova Família, em moeda corrente (1 USD=29,50 MT).
O objecto social desta última empresa é, entre outros, o “Desenvolvimento da indústria de exploração do capim, comercialização e desenvolvimento da cultura do caju”.
Depois de um interregno de três anos, conforme apurou a investigação do «Canal de Moçambique», o general Chipande volta às sociedades em 1999. Desta feita na área dos transportes, formando, com Carlos Adolfo Capellato, o «Grupo Mecula, Limitada».
Esta empresa que tem como objecto social “Transporte de mercadorias; Turismo; Distribuição de combustíveis...” e tem como capital social 2.400.000,00 MT, actualmente 2.400,00 MT.
No ano seguinte, o general Chipande, que foi o primeiro ministro a exercer a pasta da Defesa num governo de Moçambique independente, que por sinal cantava que “nossa Pátria será túmulo do capitalismo e da exploração”, associa-se a Valige Tauabo e constituem a «CIST, LDA - Consultoria, Imobiliária, Investimento, Serviços e Turismo», tendo como capital social 1.565.000,00 MT, ou seja actuais 1.565,00 MTn. O objecto social desta empresa é “desenvolver consultorias em áreas de auditoria, gestão, marketing, construção civil...”.
Caso para dizer, vale a pena viver a política e ao mesmo tempo questionar se um indivíduo com tamanhos interesses empresariais não pode levar o rótulo de “empresário”.
Os factos parecem indiciar que tinha razão Ahmed Sekou Touré quando disse: “metam-se na política, o resto vos será dado por acréscimo”.
- Contradiçoes dos “Camaradas”.
A STV quis saber de alguns dos pares de “primeira hora” de Chipande se estavam de acordo com as declarações do seu velho camarada. Quiseram saber, mais concretamente se concordavam que é legitimo ser rico só pelo facto de “terem libertado a pátria”. Dito de outra maneira: Chpipande defende que pelo facto de ter ajudado a libertar o País agora tem direito a ser uma espécie de dono da terra e dos outros homens. O que pensam os seus “camaradas”.
Jorge Rebelo, um dos questionados e, hoje tido na contra-mão da ideologia vigente no partido Frelimo, disse que os propósitos da luta não eram esses que Chipnade agora defende.
Entretanto, já Mariamo Matsinhe acredita que “Ele (Chipnade) foi mal compreendido”. Já Sérgio Vieira, a quem o falecido e reputado jornalista Miguéis Lopes Júnior, chamava, nos seus artigos, de “coronel das beatas” lembrando as “torturas” nas masmorras sob seu comando, entrou no mesmo diapasão de Matsinhe ao concordar que Chipande terá sido mal entendido pelo opinião pública. Serve de referência dizer que Sérgio Vieira, juntamente com Jacinto Veloso e outros, subscreveram um documento várias vezes reportado neste e outros jornais, em que se assumiram como os mandatários de Samora Machel, e informarem ao país e ao mundo o fuzilamento de Joana Simeão, Uria Simango, Lazaro Nkavandame, e muitos outros.""- (Luís Nhachote) - CANALMOZ - 21.08.2009, transcrito do "Moçambique para Todos".
Realidade lusitana: "Portugal não tem dimensão para se roubar tanto"!
Ferraz da Costa traça um cenário aterrador da economia portuguesa e não poupa ninguém - não lamenta a saída do ex-ministro Manuel Pinho, em relação ao qual diz que "toda a gente sabe que ele é maluco". O ex-presidente da CIP-Confederação da Indústria Portuguesa, onde esteve até 2001, diz que é urgente mudar a justiça e a fiscalidade.Como está Portugal em termos de competitividade?
- Temos um problema de desequilíbrio externo que tem vindo a agravar-se. A entrada do Leste na União Europeia tornou-nos muito menos atractivos para o investimento directo. Nos últimos anos perdemos quota de mercado em diversos países e sectores.
Quando começaram os nossos erros?
- Estamos a errar desde que integrámos a União Europeia. Nos primeiros anos, apesar de algum esforço do sector exportador, apostou-se na política das infra-estruturas, no crescimento da procura interna e na deslocação de imensa iniciativa empresarial do sector produtivo para os serviços e para o sector financeiro. Errámos ao investir primeiro nas infra-estruturas e só depois no capital humano.
Mudou alguma coisa nos últimos quatro anos?
- Em termos de política económica foi uma legislatura catastrófica. O Governo só governou por ausência de oposição. Arrancou com uns slogans pró-tecnologia cujo apogeu foi a Qimonda, o que demonstra que tudo isso tinha pouca ou nenhuma substância.
Os nossos governantes são maus?
- Temos uma classe política e nalguns casos até governantes, onde se inclui o ex-ministro da Economia (Manuel Pinho), que não têm conhecimento da realidade. Qualquer pessoa com experiência em negócios internacionais percebe que fazer uma oficina com um único fornecedor e um único cliente não podia dar resultado. Ao ministro da Agricultura (Jaime Silva) tenho-o ouvido dizer coisas espantosas como, por exemplo, que a crise ainda não tinha chegado ao sector. Ele não servia nem para director-geral...
Não lamenta o episódio que levou à demissão de Manuel Pinho.
- Ninguém teve pena. Toda a gente sabe que ele é maluco. O papel do ministro da Economia é "safar postos de trabalho", como ele disse?
Porque é que Manuel Pinho se manteve tanto tempo no Governo?
- Porque o primeiro-ministro deve ter metido na cabeça que não fazer remodelações iria ser uma das marcas do seu consulado. Achou que isso teria mais impacto mediático do que a adopção de políticas concretas. Não tenho dúvidas de que o ministro das Obras Públicas beneficia desse escudo protector.
Mário Lino já não devia governar?
- Há aqui uma dúvida mais grave que é saber se parte dos disparates e das contradições são mesmo dos próprios ou se são do primeiro-ministro e eles foram obrigados a engolir.
Será dramático se não sair uma maioria absoluta das eleições de Setembro?
- O que acho dramático é que nos contactos com os partidos percebi que ninguém está preparado para ter um Governo que vá tomar grandes decisões.
Admitiria integrar um Governo?
- Não fecho a porta, mas é muito difícil porque temos uma democracia que reserva a quase totalidade da acção aos partidos políticos. Não tenho uma vontade de protagonismo assim tão grande que me obrigasse a dizer coisas com as quais não concordo.
Como encara a intervenção do Estado em empresas privadas?
- Nos casos de salvamento de empresas tem que haver compromissos. Lá fora opta-se pela redução do capital dos accionistas e das condições dos trabalhadores, assumindo comportamentos diferentes. Por cá, a noção de salvamento é "lá vem o Estado gastar dinheiro dos contribuintes para que todos continuem a fazer as mesmas coisas".
Sem a crise, acabaríamos estes quatro anos melhor do que estávamos?
- Estamos com um desequilíbrio externo cada vez mais preocupante. E temos um problema de finanças públicas gravíssimo. Não se interiorizou, quando entrámos na União Europeia, que era fundamental ter uma política orçamental responsável. Acho extraordinário que o Bloco de Esquerda seja o único partido que fala na urgência da contenção da despesa pública.
É preciso passarmos por um susto como o da Islândia, que foi à falência?
- Acontecer-nos uma hecatombe seria o cenário mais rosado. O pior é o empobrecimento lento e que nunca mais pára. Estamos em queda continuada e pelo caminho vão aparecer alguns governos assistencialistas que vão dando uns apoios aos velhinhos.
O Presidente da República, Cavaco Silva, devia estar mais activo?
- Assumiu uma posição asséptica em relação às eleições, de distanciamento como é seu costume. Mas alguém devia chamar a atenção dos partidos de que há decisões muito complicadas a tomar e que deviam ser discutidas em campanha eleitoral se se quer ter legitimidade para governar.
O que pensa do TGV (comboio de alta velocidade) e do novo aeroporto?
- Ninguém pode ser a favor do TGV, cujo único objectivo deve ser ir a Madrid ver o Ronaldo... Há anos que se tenta destruir a viabilidade do aeroporto da Portela. Não se avaliam os investimentos que são feitos, quanto se gasta. Rouba-se muito. O país não tem dimensão para se roubar tanto.
Quem é que rouba?
- Todos os que podem. O problema é o estado da justiça que cria um sentimento de impunidade.
É o principal entrave à entrada de investimento directo estrangeiro?
- É um deles. A primeira medida do próximo Governo deveria ser actuar nesta área e introduzir previsibilidade. Por exemplo, ninguém consegue cobrar nada de quem não quer pagar e isso é dramático, sobretudo, para as pequenas e médias empresas. Depois temos um sistema fiscal menos atraente do que o espanhol e o Governo reconhece isso implicitamente quando cria os Projectos de Interesse Nacional (PIN), que são um regime de excepção.
