quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Eleições 2009 Moçambique: Últimas Notícias

:: Boletim publicado pela CIP e AWEPA ::

Na Imprensa Moçambicana:

Maputo, quarta-feira, 30.09.2009 - Vertical, nº 1916 - “CC agiu com base em carácter político”, diz G15 - “A comunidade internacional deve decretar sanções económicas e políticas imediatas e incondicionais ao Governo moçambicano por este não respeitar e não fazer respeitar os princípios básicos da democracia e consequentemente o atropelo dos protocolos e das leis nacionais e internacionais”.

Os Partidos Políticos excluidos parcial e/ou totalmente das eleições Legislativas de 28 de Outubro próximo - em acórdãos separados - contestam a decisão e fazem “exigências para garantir a estabilidade no país”. Francisco Campira, porta-voz de 15 forças políticas sublinhou que houve injustiça nas decisões dos dois órgãos, insistindo no cumprimento rigoroso dos riquisitos exigidos por Lei, ou melhor: “cancelamento imediato da campanha eleitoral, demissão imediata e em bloco dos membros do CC e dos órgãos eleitorais, nomeadamente Comissão Nacional de Eleições (CNE) e Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE)”, além de uma convocação pelo Presidente da República (PR) Armando Guebuza, de uma sessão extraordinária da Assembleia da República (AR) para analizar o actual processo político-eleitoral.

Composto pelos partidos PASOMO, SOL, UD, UNO, UPM, PIMNO, PANAMO, PUMILD, PPLM, MPD, UDM, PARENA, Ecologistas, PT e coligação EU, alertam ainda sobre a necessidade da intervenção da SADC e UA, para a tomada de acções contundentes de forma a repor a ordem democrática e jurídica revistas na Constituição e nas demais eis e, “o levantamento da revolta popular, através de manifestações pacificas em todo o país e a abstenção nas urnas”.

Os partidos políticos consideram que “uma mão estranha determinou o afastamento dos partidos, sem olhar para as repercussões que poderão advir da exclusão dos candidatos e dos milhares de moçambicanos que ficarão fora deste processo”, disse o porta-voz do Grupo dos 15, e/ou G15. (redacção e J.Z).

- Principais títulos de hoje na mídia impressa moçambicana:

  • 30/09/2009 Eleições 2009-Boletim nº. 9 sobre o processo político em Moçambique: CC rejeita recurso do MDM e diz que MDM tem falta de candidatos;
  • 30/09/2009 Canal Livre -Ano 1 nº. 48: “Frelimo fomenta medo e terror em Gaza” acusa MDM;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Canal de Opinião por Manuel de Araújo - E caiu o pano – CC HOMÓLOGA CNE!
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Na Assembleia da República Frelimo e Renamo unem-se para expulsar deputados que concorrem pelo MDM;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Violência na caça ao voto em Tete - Caravana da Renamo atacada no distrito de Chiuta;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Chefe de Relações Públicas do Governo provincial de Tete ameaça jornalista do Canal de Moçambique;
  • 30/09/2009 Diário de Notícias – Edição 1483: Partidos políticos excluídos dizem que vão provocar “revolta” popular e sabotagem;
  • 30/09/2009 Diário de Notícias – Edição 1483: Frelimo e MDM “choramingam”;
  • 30/09/2009 MédiaFAX - Edição 4383: Caso o processo eleitoral não seja adiado, excluídos ameaçam apelar à abstenção;
  • 30/09/2009 MédiaFAX - Edição 4383: Em Maputo para analisar a decisão do CC, Daviz Simango interrompe campanha;
  • 30/09/2009 Vertical - Edição 1916: EDITORIAL - DEMOCRACIA À MANEIRA MOÇAMBICANA E/OU LIÇÕES APRENDER NO FUTURO.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ronda pela Imprensa brasileira: Onde se fala de ditadores, Honduras, Irã, Brasil e determinadas simpatias políticas.

Jornal Folha de São Paulo - Editorial - via blog do Noblat:

O Brasil se intromete mais do que deve em Honduras e toma atitude estranha de negar-se ao diálogo com governo de fato.

O envolvimento do Brasil na crise hondurenha foi além do razoável, e provavelmente o Itamaraty já perdeu a capacidade de mediar o impasse. É preciso dar um passo atrás e recuperar a equidistância em relação seja à intransigência de um governo ilegítimo, seja a uma plataforma, dita bolivariana, descompromissada com a democracia.

O Brasil perdeu o mando sobre sua embaixada em Tegucigalpa. A casa está ocupada por cerca de 60 militantes, que acompanham o presidente deposto, Manuel Zelaya. Devido à omissão do governo brasileiro, Zelaya e seu séquito transformaram uma representação diplomática estrangeira numa tribuna e num escritório político privilegiados.

O salvo-conduto para o proselitismo chegou ao ápice no sábado. De dentro da embaixada brasileira, Zelaya conclamou a população do país à revolta. Se o Brasil considera o presidente deposto seu "hóspede", deve impor-lhe a regra fundamental da hospitalidade diplomática: calar-se sobre temas políticos internos. Do contrário, caracteriza-se intromissão de um país estrangeiro em assuntos domésticos hondurenhos.

A propósito, terá o Itamaraty controle sobre todos os cidadãos alojados em sua representação? Sabe, de cada um, a nacionalidade e o motivo de estar ali? O abrigo deveria restringir-se a Zelaya e seus familiares próximos; todos os demais precisam ser retirados da embaixada. Não cabe ao Brasil hospedar a guarda pretoriana do presidente deposto.

Outra posição cada vez mais estranha do Brasil é a recusa absoluta de negociar com o governo interino de Roberto Micheletti. Tal intransigência contraria a tradição diplomática do Itamaraty, não contribui para a dissolução do impasse e cai como uma luva para o objetivo do chavismo -interessado em prolongar a desestabilização política em Honduras.

O presidente Lula negocia com a ditadura cubana e a favor dela interveio na Assembleia Geral da ONU. Em Nova York, afagou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que acabava de reiterar a negação do Holocausto e ser flagrado em nova trapaça nuclear.

Logo depois, na Venezuela, Lula se reuniu com golpistas africanos e ditadores homicidas do continente, como Robert Mugabe (Zimbábue) e Muammar Gaddafi (Líbia) -o líder sanguinário do Sudão não pôde comparecer porque poderia ser preso numa conexão aérea.

O regime chefiado por Roberto Micheletti em Honduras ocupa categoria bem mais tênue de ilegitimidade democrática. Violou a Constituição ao expulsar do país um presidente eleito, quando a ordem da Corte Suprema era de prender Zelaya, por afronta a essa mesma Carta.

O governo interino, contudo, respeitou a linha sucessória constitucional, assegurou o poder em mãos civis e manteve o calendário das eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro.

O Brasil precisa recobrar a lucidez diplomática - e, com ela, a sua capacidade de mediação.

Ajudar a dissolver o impasse é a melhor contribuição que o Itamaraty tem a oferecer no caso de Honduras.

Moçambique e o desmatamento...



Sacos de carvão empilhados ao longo das rodovias em todo o Moçambique são uma visão comum.

O carvão vegetal é popular porque é barato, de fácil transporte e queima mais do que madeira. E é uma próspera indústria que suporta muitas famílias pobres em todo do país.

Mas a crescente demanda por carvão vegetal está a afectar as florestas... ... ...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Moçambicano Carlos Fragoso, ex-presidente da Direcção Nacional de Estradas e Pontes de Moçambique (DNEP) citado em caso de corrupção internacional

CORRUPÇÃO EM MOÇAMBIQUE - Empresa inglesa distribuiu subornos em Angola e Moçambique: A Mabey and Johnson, empresa de construção de pontes, tornou-se na primeira companhia britânica a ser condenada por subornar políticos estrangeiros, incluindo responsáveis angolanos e moçambicanos, noticiou hoje o jornal The Guardian.

Um tribunal londrino revelou sexta-feira a identidade de 12 pessoas, de seis países, que terão recebido subornos da Mabey and Johnson para garantir que a construtora ganhasse diversos contratos de construção de pontes em diferentes países, acrescentou o jornal.

Entre as pessoas nomeadas pelo jornal figuram dois angolanos, António Góis, antigo director geral da agência estatal angolana de pontes, que terá recebido subornos no valor de 1,2 milhões de dólares (818 mil euros), e João Fucungo, antigo director do mesmo órgão, que terá encaixado 13 mil dólares (8,9 mil euros).

Também o moçambicano Carlos Fragoso, antigo presidente da Direcção Nacional de Estradas e Pontes de Moçambique (DNEP), terá sido aliciado com 286 mil libras (312 mil euros) para favorecer a concessão de contratos à empresa inglesa, acrescenta o jornal.

As restantes nove pessoas envolvidas no processo são oriundas do Gana, do Madagascar, da Jamaica e do Bangladesh, todas elas com cargos políticos de relevo.

A Mabey and Johnson declarou-se culpada das acusações de corrupção, numa decisão inédita no Reino Unido, que levará ao pagamento de mais de 6,5 milhões de libras (7 milhões de euros) entre multas e compensações aos governos estrangeiros envolvidos.

A empresa anunciou que, no seguimento do processo, irá promover uma reforma, parar de fazer pagamentos corruptos e despedir cinco executivos.

Timothy Langdale, responsável da Mabey and Johnson (empresa que pertence a uma das famílias mais ricas do Reino Unido), garantiu que vai nascer «uma nova companhia».

As autoridades britânicas concentram-se agora no processo movido contra a BAE, gigante britânico da indústria do armamento, que tem até quarta-feira para se pronunciar sobre as acusações que recaiem sobre si pela mesma suspetia de práticas de corrupção sobre políticos estrangeiros.
- Lusa / SOL .

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Galeria de Arte Moçambicana na internet

Foi lançado ontem em Maputo no Consulado Geral de Portugal o site Galeria de Arte Moçambicana e Internacional - http://www.interseccoes.net/. Este site nasce na perspectiva da prossecução da ideia-chave que esteve na base da organização da exposição de Artes Plásticas ''intersecções", exposição que está ainda patente nas instalações do Consulado.

Assim sendo, o site inicia-se com esta mostra, pretendendo-se para ele fazer confluir, no futuro, eventos que traduzem ou permitam cruzamentos de obras de autores moçambicanos que se cruzaram com outros paises, e autores portugueses e outros que se cruzaram com o universo moçambicano.

Expõem em "Intersecções" os artistas plásticos Malangatana, Chichorro, Sitoe, Dito, Idasse, Ciro Pereira, Mazula, Geraldes, João Tinga, Sérgio Veiga e Sônia Sultane.
- Redacção, Diário Independente, Maputo, 24 de Setembro de 2009.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nostalgia - Um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão)

(Fotografia original realizada em praia de Fortaleza-Ceará-Brasil por Gotael - Clique na imagem para ampliar)

Hoje passei na rua do avô Buanamele na zona de Kumilamba, no histórico bairro de Paquitequete. A sua cadeira de descanso e de movimento ondulante e contínuo balançava na varanda de macuti a sós e ao sabor do vento, inspirando aos transeuntes a melancolia e incredulidade no que sucedera ao fiel companheiro das sextas-feiras à tarde.

A cadeira balançava continuamente no meio da brisa do mar, do murmúrio dos habitantes e das palmeiras bailantes, do grasnar pausado e melódico dos corvos, dos vôos rasantes e atrevidos dos milhafres, do rufar persistente de batuques de tufo, da pacífica convivência do islamismo e cristianismo, da beleza singular das mulheres, do sol abrasador de Setembro, enfim, no meio da doce melodia das linguas kimuane e macua entrelaçados coniventemente ao longo dos séculos.

Na varanda onde sempre avô descansava recitando o alcorão, vestido de túnica branca de neve e cofió com bordados multicolores, simbolo do islamismo, o ambiente era lúgubre; Já não se ouvia mais salama e alihandolilahè ditos de viva voz e nem gargalhadas animadas como era hábito.

No interior da casa, que é de pau-à-pique, rebocada de matope e coberta de macuti, só o miar agudo e insistente de gatos marcava a presença preenchendo o vazio como se reivindicassem a morte do avô ou reclamassem a solidão e o silêncio incómodo que se instalara alí desde que o mar, fiel companheiro do avô, traira-lhe roubando-o a vida e escondendo o corpo nas profundezas verdes das suas águas, numa manhã prateada, de céu acinzentado, chuvoso e de tempestade repentina.

Incrédulo, parei defronte da casa e imperceptivelmente o meu olhar perdeu-se no movimento contínuo da cadeira.

Os transeuntes olhavam a cadeira com curiosidade aguçada que se confundia com medo e respeito e relembravam o avô, certamente, sentado alí com o olhar perdido no horizonte e recolhido em seus pensamentos, numa sexta-feira qualquer após a sua habitual reza na mesquita, próxima à casa do sô Ruela, e depois de uma semana intensa de labuta no mar, balançando o corpo de frente para atrás num embalo profundo, de quando em vez, acompanhado de um recital melódico do alcorão aprendido na mocidade distante numa das inúmeras madrassas do Paquite.

O vento soprou suavemente. Pestanejei vezes sem conta e caí na emoção. Dois fios grossos de lágrimas desceram dos cantos dos olhos e precipitaram-se à boca abaixo. Suspirei profundamente. Enchi os pulmões de ar e no instante seguinte libertei-o. Manti-me alí parado como estátua se tratasse e de repente, após um ligeiro redomoinho estranho, ví avô Buanamele sentado na sua cadeira e acenando-me a mão. Tinha um olhar sereno e alegre. Seus lábios cor de mulala tremiam de emoção, deixando à vista os seus únicos quatro dentes incisivos. Tinha bochechas chupadas, olhos perdidos no fundo da órbita, corpo esquelético, pele cansada e profundas rugas na testa. Balançava na cadeira de frente para atrás trajado de túnica, cofió e chinelos de banho, seus vestes habituais às sextas-feira.

Fiz movimento para caminhar. Curiosamente as pernas cederam sem relutância e de seguida caminhei ao seu encontro. Quando me encontrei junto dele, acomodei-me medroso e atentamente na borda da varanda, sem muro, e bem próximo dele.

- Estás com medo? – Inquiriu o avô olhando-me de esguelha.

- Medo? Eu? – Sorri para disfarçar o meu real estado de espírito. – Não, avô.

- Sei que estás... – Sua voz era serena. Tinha aspecto facial descontraido, olhar meio ausente e um sentimento nostálgico. – Mas fique sossegado. Sou inofensivo.

- Obrigado. – Balbuciei.

- Ainda estou de viagem. – Comunicou ele evitando olhar pra mim. – Apenas quís vir reviver os momentos alegres que passei nesta varanda.

Mantive-me calado e com os ouvidos à sua disposição.

- Momentos que ficaram para atrás e na poeira do tempo. – Acrescentou o avô após uma breve pausa. – Anos em que pescadores com caixotes transbordantes de peixes à cabeça passavam de rua-à-rua e beco-à-beco deste bairro gritando de viva voz hopa, hopa, hopa – peixe, peixe, peixe. - e em seguida as mulheres todas lindas, vestidas de blusas de mangas compridas e curtas e capulanas multicolores amarradas à cintura, muitas delas com mussiro no rosto e lábios pintados de mulala, interrompiam os gritos dos pobres pescadores comprando o peixe, polvo e mexilhão que eram medidos aos montes modestos e justos que davam para alimentar meia dúzia de bocas sem grandes sobressaltos.

O avô fez uma pausa, durante o qual pareceu ordenar as suas ideias e depois, prosseguiu:

- Eram momentos em que o mar e os homens viviam em harmonia. Momentos em que o mar obedecia aos homens e os seus recursos pertenciam a todos. – Sorriu feliz com os olhos pregados no céu. Quando baixou-os, acrescentou: - Eram tempos em que os pescadores com os remos atravessados ao ombro e cestos de peixes suspensos na ponta do remo, distribuiam sorrisos à toda gente de tanta satisfação, gabavam-se do ofício que exerciam e viviam dele exclusivamente.

- São, com certeza, momentos que jamais voltarão! – Acrescentei com um tom de voz carregado de profunda tristeza.

- Sem dúvida! – Respondeu-me também com um tom de voz triste.

- Mas acho que nem tudo se perdeu na poeira do tempo.

- Com certeza! – Animou a sua face sulcada de profundas rugas e continuou. – Há coisas que o tempo não apaga! Por exemplo: o rubro que as acácias se revestem de Novembro à Janeiro; o simpático bailar das palmeiras gigantes; o vivo grasnar dos corvos; o azul do mar; a areia branca, macia e solta da praia; o cheiro do mar; as madrugadas prateadas; o pôr do sol silencioso; o bailar espectacular das casquinhas na crista das ondas; o verde do fundo do mar; enfim.

Calou-se. Olhou-me silencioso e depois, disse:

- Tenho que partir. – Arregalou os olhos erguendo as pestanas, encolheu os lábios e de seguida, prosseguiu: - Devem estar a minha espera para a viagem sem retorno.

- Viagem sem retorno? – Inquiri curioso torcendo o pescoço para o avô.

- Sim. – Sussurou inspencionando a nossa volta com os olhos arregalados e com um incómodo sentimento de medo.

- Schh, avô! Como assim? – Incentivei-o a continuar. – Diga-me, por favor, como se faz essa viagem?

Avô manteve-se calado e cabisbaixo. No entanto, baixei os olhos procurando perceber a maldita viagem sem retorno e quando ergui-os, a cadeira do avô balançava à sós. Levantei-me boquiaberto. Revistei o local em vão e rapidamente tratei de sumir dalí com o espírito dominado pelo medo e o corpo repleto de um calafrio estranho que deixava os cabelos tesos.
- Allman Ndioko, 23/08/2009.

- Vocabulário:

Macuti – Palha muito abundante no litoral da zona norte de Moçambique e usado para a cobertura de casa e fabrico de objectos de uso doméstico e pessoal (cestos, chapéus, leques, etç).

Tufo – Dança de mulheres kimuane acompanhada de batuques executados pelos homens.

Salama – Significa como estás? Normalmente usa-se quando se quer saber o estado de saúde doutro. Esta expressão provem do kiswahil e é usada em todas linguas de Cabo Delgado.

Alihandolilahè – Significa graças à Deus. A palavra deriva do Árabe.

Mussiro ou simplesmente n’siro – Pó derivado da fricção de um pedaço de uma árvore muito abundante no norte de Moçambique e usa-se para acrescer a beleza nas mulheres.

Mulala ou n’lala – Escova natural que usado pinta os lábios de um tom alaranjado.

Hópa ou Ihópa – Peixe.

Madrassa – Escola islámica onde aprende-se o alcorão.


- O Autor:
Francisco Absalão;
Nome artístico -Allman Ndyoko;
Nasceu em 11 de Abril de 1977 na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado em Moçambique;
Residência actual - Maputo.

Produto da nova vaga de escritores moçambicanos dos anos 90, cursou História da Literatura Portuguesa, promovido pelo Instituto Camões em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane. Tem textos literários publicados em antologias, como: Histórias do Mar (2005) e Esperança e Certeza II (2008). Venceu os seguintes concursos de contos: Historias do Mar (2005), Contos e Bandas Desenhadas - promovido pelo Instituto Camôes em Maputo/Moçambique (2006). Podem-se encontrar textos literários de sua autoria publicados em várias revistas e jornais electrónicos no Brasil, com destaque para a editora online Blocos e Recanto das Letras.


Este conto e anteriores publicados neste blogue são colaboração direta de Francisco Absalão para o ForEver PEMBA. Contos anteriores de Francisco Absalão publicados no ForEver PEMBA:

  • "Muaziza" - Um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) publicado no ForEver PEMBA em 17 de Maio de 2009 - Aqui!
  • "Os Leões do Diabo" - Um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) publicado no ForEver PEMBA em 18 de Abril de 2009 - Aqui!
  • "O Navio Ensombrado" - Um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) publicado no ForEver PEMBA em 13 de Fevereiro de 2009 - Aqui!
  • "O Incêndio" - Um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) publicado no ForEver PEMBA em 23 de Janeiro de 2009 - Aqui!
  • "O Suicídio" - Um conto de de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) publicado no ForEver PEMBA em 02 de Junho de 2008 - Aqui!
  • "A Origem - Ou como surgiu o povo Makonde", texto de Francisco Absalão publicado no ForEver PEMBA em 29 de Março de 2008 - Aqui !
  • "O Turbilhão Lendário", texto de Francisco Absalão publicado no ForEver PEMBA em 24 de Outubro de 2007 - Aqui !
  • "O Nó Sagrado", um conto de Allman Ndyoko (Francisco Absalão) - publicado no ForEver PEMBA em 19 de Março de 2008 - Aqui !