quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Moçambique - Panázio na História...politicamente tendencioso !

(Avenida Pinheiro Chagas, agora Eduardo Mondlane)
Nos edifícios públicos e ruas: Nomes coloniais serão substituídos.
Inicia-se, a partir do próximo ano no país, a retirada e posterior substituição de nomes geográficos que não tenham nada a ver ou que não se identificam com a história do país, estampados nos edifícios públicos, como escolas e hospitais, incluindo estradas, avenidas, ruas e outros locais.
Esta informação foi passada ao “Notícias” pelo Director Nacional da Organização Territorial, no Ministério de Administração Estatal, Manuel Rodrigues, que garantiu ter já terminado o estudo para o efeito.
A fonte assegurou que a mudança de nomes estrangeiros não vai incluir os de figuras ou países amigos, como Agostinho Neto, Keneth Kaunda, Nelson Mandela, Fidel Castro e outros, que de uma ou de outra forma estão intimamente ligados à nossa história.
Manuel Rodrigues explicou que não faz sentido que Moçambique continue a ostentar nomes colocados durante o regime colonial, como se o país não tivesse a sua própria história.
Em todas as províncias, distritos ou mesmo localidades estão patentes estes nomes, tomando como exemplo a cidade capital do país, cujas principais ruas dos bairros luxuosos ostentam nomes como Dom João, Fernão Magalhães, João Gama, Víctor Gordon, entre outros.
Segundo o nosso entrevistado, não faz sentido que 32 anos após a independência nacional o país continue refém de nomes que “só nos fazem lembrar momentos difíceis, de dor e humilhação que os moçambicanos viveram durante a dominação colonial”.
Para a concretização deste projecto, Manuel Rodrigues disse que foi criada uma comissão, que já elaborou os termos de referência, aprovados pelo Ministério de Administração Estatal.
Esta mesma comissão vai apresentar até ao próximo mês uma proposta concreta de toponímia, ou de nomes que podem ser atribuídos aos locais históricos, escolas, hospitais, avenidas, ruas ou pracetas. “Portanto, até ao final do ano vamos ter um banco de dados de toponímia, e o próximo ano arranca com a respectiva substituição”.
O nosso entrevistado, anotou que sendo este um assunto meramente moçambicano, deve prevalecer a vontade dos moçambicanos na indicação dos nomes. “Por exemplo, temos nomes de rios, de montanhas de figuras que participaram na luta de resistência à penetração português, até à luta de Libertação Nacional, ou de pessoas que nas suas comunidade se destacaram por qualquer feito para o bem dessa mesma comunidade”, disse, questionando porque é que não se pode apostar nesses nomes com os quais nos identificamos.
Maputo, Quinta-Feira, 8 de Novembro de 2007:: Notícias

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