11/11/08

Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo - o concurso!

(Imagem original daqui.)

Portugal promove concurso das sete maravilhas além-mar.
Lisboa, 10 nov (Lusa) - Monumentos de origem portuguesa edificados fora de Portugal e classificados como patrimônio da humanidade são o tema para o novo concurso Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo.

A votação será por internet e celular, com início em 7 de dezembro.

O resultado do concurso apresentado nesta segunda-feira, na Torre de Belém, em Lisboa, será conhecido em 10 de junho, em uma cerimônia de entrega que será realizada também na capital portuguesa, com o lema "Heróis do mar".

O projeto foi estimulado pelo "êxito alcançado no ano passado com a eleição das Sete Maravilhas de Portugal", disse à Agência Lusa Luís Segadães, que faz parte da organização do concurso.

A partir dos 22 monumentos portugueses espalhados pelo mundo, e classificados como patrimônio da humanidade pela Unesco, serão escolhidos apenas sete.

A lista contém, entre outros, a cidade de Fasil Ghebi, na Etiópia, a ilha de Moçambique, os centros históricos das cidades brasileiras de Salvador, São Luís, Diamantina, Goiás, Olinda e Ouro Preto, o centro histórico de Macau, conventos e igrejas de Goa, na Índia e a cidade velha de Galle e suas fortificações, na ilha de Sri Lanka.

A subdiretora do Instituto de Gestão do Patrimônio Arquitetônico e Arqueológico, Andreia Galvão, anunciou a realização de "uma maratona do conhecimento dirigida às escolas portugueses do ensino básico e secundário, com o objetivo de estimular os mais novos sobre estas maravilhas portuguesas no mundo".

Concorrentes.
Com dez candidaturas, a América lidera a lista.

O brasileiro concorre com os centros históricos de seis cidades e também com o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (MG).

A oitava candidatura brasileira é apresentada em parceria com a Argentina, pois engloba o conjunto das missões jesuítas dos guaranis.

Do continente sul-americano constam ainda as missões jesuítas de Trinidad do Paraná e Jesus de Tavaranque, no Paraguai, e, no Uruguai, o bairro histórico da Colônia de Sacramento.

África tem sete monumentos, sendo Moçambique a única ex-colônia portuguesa representada, por meio da ilha de Moçambique.

Outros países com "maravilhas portuguesas" são Marrocos (a antiga cidade portuguesa de Mazagão), Gâmbia (ilha James), Gana (fortes e castelo em Volta), Senegal (Ilha Goreia), Tanzânia (ruínas de Kilwa e de Songo Mnara), e Etiópia (cidade de Fasil Ghebi).

Os quatro monumentos situados na Ásia são, além do Centro Histórico de Macau, das igrejas e conventos de Goa, e da cidade velha de Galle e as suas fortalezas, também o sítio arqueológico de Qal'at al-Bahrain, no Emirado do Bahrain.
- Lusa, 10/11/2008.

Miriam Makeba - O último adeus maroto...

A voz forte da África apaixonante e livre partiu... Deixa a luz de seus cânticos, a mensagem de seus versos e a vereda colorida na floresta da esperança, aberta com paixão e luta no coração de seu povo e de todos nós que aprendemos a escutá-la repletos de orgulho e respeito, embevecidos, desde nossa infância africana.

Faço minhas as palavras da IO:

""Um embondeiro contra a intolerância - «OBRIGADA, Jaime!, sabes que uma noite de 2005, na Irlanda, uma americana, numa das ilhas Aran (IRL) cantou-me o seu tema (dela, Miriam) 'Moçambique, a luta continua'? - era uma deusa para nós, os miúdos que sonharam a Independência. E tive a sorte de a ver ao vivo, pois MM fechou a EXPO 98 em Lisboa. Abraço, IO». - foi assim que, a 6 de Abril de 2006, respondi a este ‘post’ do Jaime.

Miriam Makeba morreu ontem a lutar contra a intolerância, o que fez uma vida inteira. À Mamã África, o meu tributo.

Grande lutadora contra o ‘apartheid’, tendo sido proibida de viver na África do Sul (e as suas canções censuradas na rádio) pelo regime racista, Mandela recorda-a assim:

«Her haunting melodies gave voice to the pain of exile and disclocation which she felt for 31 long years. At the same time, her music inspired a powerful sense of hope in all of us».

Mas, defensora dos Direitos Humanos que era, o advento da Liberdade no seu país não a fez parar e ainda esta Primavera esteve na «RD Congo para apoiar as mulheres que sobreviveram a agressões sexuais, famílias afectadas pelo HIV/Sida e outras pessoas vulneráveis na sequência de um clima de paz frágil».

Para quando a Àfrica (e o Mundo) que sonhamos?... Esse continente (e planeta) que hoje prestam a última homenagem a quem cantava, por exemplo, como o Miguel e o Eugénio a recordam nos seus ‘posts’.""

Miriam Makeba 2007


(Evite sobreposição de sons "desligando" a "Rádio Douro.FM". O player localiza-se no menu deste blogue, lado direito.)

  • Miriam Makeba - O adeus maroto... - Aqui!