4/06/06

Pobre África que tem tais lideres...!!! - Ainda a SIDA (AIDS).


Banho evita aids, diz ex-vice-presidente sul-africano !!!!!!!
Quinta, 6 de abril de 2006, 09h57 Atualizada às 10h11 :
O ex-vice-presidente da África do Sul Jacob Zuma disse em depoimento, prestado na última terça-feira, que tomou banho após manter uma relação sexual para evitar a contaminação com o HIV, o vírus causador da aids.
Acusado de estuprar uma portadora do HIV, Zuma alegou que o sexo com a mulher de 31 anos foi consensual.
Zuma foi exonerado em 2005, por suspeita de corrupção.
Quando estava no governo, ele chegou a chefiar o Conselho Nacional da aids, que promove campanhas governamentais de combate à síndrome, que mata cerca de mil pessoas por dia no país.
A África do Sul tem a maior população infectada do mundo, cerca de 6 milhões de pessoas.
"Ele passa aos jovens a impressão muito errada de que no sexo sem proteção os riscos são pequenos", disse Nokhwezi Hoboyi, porta-voz da Campanha de Ação no Tratamento.
A falta de informação sobre a aids é geral o país.
O próprio presidente Thabo Mbeki pôe em dúvida a relação entre o HIV e a aids, além de dizer que nunca conheceu ninguém que tenha morrido vítima do vírus.
Em pesquisa feita pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas, 66% das pessoas não se consideravam sob risco de infecção - mais da metade dos que tiveram teste positivo para HIV responderam assim.
Quanta ignorância...!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dizem-nos de Maputo...Futebol !


F. C . PORTO VEM A MAPUTO.

O Futebol Clube do Porto vem a Maputo no próximo mes de Maio, no quadro de uma digressão que o levara igualmente à vizinha Africa do Sul.

Os “dragões” realizarão uma única partida entre nós, no dia 21, defrontando uma selecção de estrelas moçambicanas, que basicamente serão os “Mambas”, no Estádio da Machava, onde também estará o brasileiro Edson Arantes de Nascimento, o rei Pele, que apadrinha a prova.

NOTICIAS 06/04/06 Pag22

BENFICA TAMBÉM EM MAIO

No próximo mes de Maio, Maputo, será de facto capital de dois clubes emblemáticos do futebol português e europeu. O anuncio da deslocação do FC Porto acontece depois de, em Dezembro ultimo, o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, ter garantido a vinda a Moçambique da formação “encarnada”, para defrontar o Costa do Sol.

Filipe Vieira esteve em Moçambique a convite dos “canarinhos”, no quadro dos laços de amizade existentes entre os dois clubes, tendo na ocasião anunciado a viagem do Benfica, para o rigozijo dos seus milhares de adeptos.

NOTICIAS 06/04/06 Pag22
Da AIM por cortesia da A. S.

4/05/06

Moçambique - SIDA = Epidemia nacional...

SIDA: parceiros criticam governo na alocação de fundos.

Parceiros internacionais do governo moçambicano na luta contra o HIV/SIDA dizem que as metas apresentadas no PARPA pelo Executivo são muito modestas. [02-04-2006].

Numa altura em que o SIDA foi declarado epidemia nacional, os parceiros internacionais questionam a decisão do governo de retirar do PARPA as metas para o tratamento pediátrico e o plano de acção relativo a crianças órfãs e vulneráveis.

Este descontentamento foi manifestado, na última Sexta-feira, pelos parceiros durante a sessão anula de avaliação, que juntou o governo, ONG’s e doadores para analisar o desempenho do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNDS) em 2005 e desempenhar estratégias para 2006.

“Constatamos com preocupação que as alocações do Orçamento Geral do Estado ao CNS nos últimos três anos têm estado a diminuir ano após ano”, disse Márcia Colquhoun, representante dos parceiros.

No entanto, o encontro foi dirigido pela primeira-ministra e presidente do CNCS, a qual pediu para que os participantes tivessem um debate aberto que possa ajudar a instituição a melhorar o se4u desempenho.

Num outro desenvolvimento, Diogo Milagre, director executivo adjunto do CNCS, não concorda com algumas criticas lançadas contra a instituição.

Disse ser uma meta ambiciosa quando o PARPA prevê a redução dos índices de infecção por HIV de 500 infecções diárias para 350.

No "Zambeze" em 05/04/06.

4/04/06

Miriam Makeba - O adeus maroto...


O adeus maroto da rainha Mama África.
Debochada, com alergia a clichês e frases feitas, a artista que revolucionou o canto africano, Miriam Makeba , reuniu 10 mil pessoas em festival de jazz na Cidade do Cabo e aproveitou para anunciar aposentadoria: "Quero ir mais devagar".
Diziam que a rainha estava engavetando a coroa.
Cerca de 10 mil pessoas foram na noite de sábado (01/04/06) ao Cape Town International Jazz Festival, o maior evento do gênero no continente, para conferir.
Jornalistas da Nigéria, Zâmbia, Quênia, Moçambique, África do Sul: toda a imprensa africana está na Cidade do Cabo para falar com a cantora sul-africana Miriam Makeba, que muitos chamam de Mama África.
E, de fato, a maior estrela da música africana confirma: está saindo de cena.
Com classe, sem muito alarde.
Seu show intitula-se Grand Finale Tour.
Mama África não quer mais sair pelo mundo excursionando.
Vai restringir-se ao seu próprio continente.
-"Estou com 74 anos. Decidi que não faço mais, que não irei mais a todos os países. Quero parar de ir e vir, gostaria de ir mais devagar", disse ela.
-"Sinto-me feliz. Vivi bastante. O suficiente para cantar, voltar para casa e ainda poder viver cantando. Agradeço ao senhor e aos meus ancestrais. Quero viver o suficiente para ver meus bisnetos", afirmou a cantora, fazendo um balanço forçado da carreira frente ao batalhão de jornalistas ávidos.
-"Muitas coisas eu gostaria de ter feito, mas não fiz. Não sou um anjo, também tenho meus esqueletos no armário, como todo mundo. Algumas coisas a gente tem de esquecer. Bebi bebidas alcoólicas, ainda bebo. Também já fui muito moderna, mas não é divertido."
Bombardeado pelo pop, rock e R&B de língua inglesa, algum desavisado pode perguntar: mas quem é essa Miriam Makeba?
Bom, poucos terão direito de desconhecê-la.
Basta lembrar que ela tornou hit internacional uma canção composta em 1956, Pata Pata (no Brasil, a música ganhou uma versão popular infame que tinha enxertados os versos "Tô com pulga na cueca/Já vi, vou tirar").
Mas é muito mais que isso.
Inspirou centenas de cantoras no continente, divas como Angelique Kidjo.
Cantando em inglês, francês, árabe, português, kiswahili, shona e bambara, ela conquistou o mundo.
Miriam mantém em Johanesburgo o Makeba Center for Girls, que recolhe meninas das ruas da cidade, vítimas de violência sexual, abusos, drogas e prostituição.
-"Mulheres são os pilares da Nação", diz ela.
-"É preciso cuidar delas. Nós temos uma tendência a dizer: é o governo, é responsabilidade do governo. Quem é o governo? Nos somos o governo. Ao Inferno com o governo. Como indivíduos, nós devemos fazer algo, como sociedade civil. Os líderes mundiais? Eles estão nos liderando. Há muitos problemas", afirmou. "Não sou política. Se a minha verdade se torna política, aleluia."
EXÍLIO E BARBÁRIE
Ela conta que, chegando à Cidade do Cabo, os motoristas das vans em que andou se espantavam com sua presença.
-"Mama Makeba! Mesmo os turistas que vêm aqui querem saber aonde você esta cantando!", disse ela, reproduzindo fala do seu chofer.
Essa turnê tem a intenção de levar Makeba aos lugares onde cantou durante a carreira, para agradecer aos seus fãs.
Ela cantou ao lado de Dizzy Gillespie, Paul Simon, Harry Belafonte (com quem ganhou um Grammy, em 1960).
Filha de um curandeiro sangoma da tribo Xhosa, ela já nasceu diferente: antes mesmo de nascer, quando sua mãe estava grávida, ficou seis meses na cadeia.
O curandeirismo era proibido.
Estreou em 1953, com The Manhattan Brothers.
Ficou três décadas exilada por suas posições políticas contra o regime do apartheid.
Contra o horror da segregação, discursou na ONU em 1964 e 1975.
Só pôde voltar à África do Sul em 1990.
No sábado, na Cidade do Cabo, com um anel de pedra amarela do tamanho de um ovo de galinha no dedo, Miriam mostrou por que a tratam como uma rainha eterna.
Nada de fel no discurso.
Enalteceu as vozes que se ergueram contra a barbárie racial, mas, ao final, disse que era preciso esquecer.
-"É por isso que vocês são tão bonitos. Porque vocês sabem perdoar" disse à platéia.
-"Não tenho palavras para descrever a importância dessa artista", anunciou o apresentador, com a voz embargada.
Dizem que a saúde da cantora não está boa, e seria esse o verdadeiro motivo pelo qual está se retirando.
De fato, nota-se que está poupando a voz, passando a vez para os vocalistas de apoio (entre eles, sua neta, Zenzile Lee) e convidados.
Mas continua marota, insolente, gozadora, espirituosa.
-"Alguns dizem que o que eu faço é world music. Bom, todo mundo canta e todos estamos no mundo. Então, tudo é world music. Uma vez me apresentaram como cantora de world music e eu disse: estou feliz de fazer parte do mundo."
No show, quando Makeba cantou Malaika, de Fadhili Williams, uma canção do folklore queniano, o fundão virou um baile funk (mas sem baixaria), com a platéia fazendo coreografias irresistíveis. Depois, o mundo veio abaixo com Pata Pata.
Mama África ainda esta com a tábua das regras debaixo dos braços.
E isso era tudo que o povo queria ver.
Marota, debochada, com alergia a clichês e frases feitas, Miriam Makeba brincou com seus próprios prognósticos para o futuro.
-"Só farei (shows) em ocasiões especiais.
E por um montante de dinheiro muito especial", diverte-se.
-"Muitas vezes tento lembrar um nome e o nome não vem. É por isso que digo que é hora de parar."
Jotabê Medeiros-Enviado especial à Cidade do Cabo do Jornal Estado de São Paulo - 03/04/06

3/30/06

Degradação do "Arquivo Histórico de Moçambique".


Degradação do edifício põe em risco arquivos.
Infra-estruturas destruídas, casas de banho avariadas, inundações decorrentes de esgoto entupidos, documentos danificados, águas negras dentro das instalações, paredes do edifício húmidas, passagem de corrente eléctrica deficitária e funcionários debilitados completam o quadro negro do iminente desastre à vista nas instalações do «Arquivo Histórico de Moçambique» disse o respectivo director Joel das Neves Tembe em entrevista ao «Canal de Moçambique».
Mas tudo indica que em Dezembro possa haver solução que se estima venha a custar cerca de 700 mil Euros, sensivelmente 1 milhão de USD.
Até lá muito da História poderá perder-se.
Uma nova morada poderá ser a solução.
Joel das Neves Tembe, disse ao «Canal» que o edifício do Arquivo Histórico de Moçambique está “doente” quanto às infra-estruturas físicas, mas o mais grave ainda é que a conservação de vários documentos ali depositados e de valor inestimável corre o risco de não poder ser feita e tudo aquilo se perder.
“Os problemas de deterioração do edifício como também de documentos acentuam-se cada vez mais”, disse.
O apelo do director do «Arquivo Histórico de Moçambique» não é novo, como também não é nova a indiferença.
Só as sucessivas promessas de vontade política, repetidamente apregoada, de se combater o «deixa andar», nos impele a associar o «Canal» àquela instituição que, tanto de valor tem feito pelo futuro conhecimento do passado.
Segundo Tembe, como alternativa à degradação, paulatinamente crescente, optou-se por arranjar-se um espaço dentro daquele edifício que ainda apresentava boas condições; relativas boas condições.
No entanto, ainda conforme Tembe, aquilo que era o tal espaço alternativo começa também a ficar afectado e já, daqui a algum tempo esse espaço também vai deixar de ser útil.
O cenário das instalações do «Arquivo Histórico» está tão negro que as paredes das diversas salas apresentam-se com rachas, fungos e tinta a escamar-se.
Algumas salas já não têm soalho e há águas negras a correrem para além do próprio tecto apresentar fissuras.
O grande problema é que as instalações do «Arquivo Histórico» situam-se no rés-do-chão e na cave dum prédio que por sinal tem deficiências de manutenção, e, consequentemente, todo o sistema de canalização de água para consumo e de esgoto, em geral de todos os andares acima, desagua nelas.
Segundo o director do Arquivo Histórico de Moçambique, devido à situação que estão a passar de momento, viram-se na obrigação de desenhar dois cenários transitórios de remoção do pessoal do edifício e de transferência da documentação importante, até Dezembro do ano em curso, para outras instalações, na baixa da cidade.
“A iminente situação no Arquivo Histórico de Moçambique obrigou-nos a desenhar dois cenários transitórios de remoção do nosso pessoal do edifício e de transferência de documentação importante, até Dezembro próximo, para futuras instalações na baixa da cidade”, garantiu. Neves adiantou a dado passo que estão em vista planos futuros no sentido de transferir as instalações do Arquivo Histórico de Moçambique para a baixa da cidade, mais precisamente para a Rua de Timor Leste, ao lado das instalações onde funcionam as «Alfândegas».
Segundo Neves a transferência do «Arquivo Histórico de Moçambique» para a nova morada atrás referida acontecerá na base de um protocolo entre Moçambique e Portugal e em parceria com o Instituto Português de Acção e Desenvolvimento (IPAD) e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), processo orçado, numa primeira fase, em 700 mil euros, cerca de 1 milhão de usd.
Num outro desenvolvimento, Joel das Neves disse ao «Canal» que os funcionários, investigadores e leitores do Arquivo Histórico de Moçambique estão expostos a péssimas condições de trabalho derivadas não só da degradação atrás referida, mas também pelo facto de não existirem gabinetes para que aqueles possam exercer as suas actividades.
“As condições de trabalho que o Arquivo Histórico de Moçambique oferece aos funcionários, investigadores e até leitores são péssimas”, desabafou.
A fonte disse ainda que “os cerca de dois mil milhões de meticais, que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) injecta anualmente como bolo orçamental, é irrisório, porque não dá para fazer face às necessidades da casa”.
“Temos enormes necessidades e o bolo orçamental é irrisório de tal forma que não dá para cobrir as nossas despesas”, concluiu Joel Tembe.
Conceição Vitorino - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 30.03.2006
NOTA:Antes de comentar transcrevo a notícia abaixo e que o Moçambique para todos transcreveu em 14 de Fevereiro de 2005:
Portugal apoia com 600 mil euros reabilitação de Arquivo Histórico de Moçambique.
Portugal vai apoiar com mais de 600 mil euros a reabilitação do Arquivo Histórico de Moçambique (AHM), num projecto que visa a adaptação de um edifício a oficinas de micrografia e restauro de três depósitos históricos do país.
Um acordo de parceria entre a cooperação portuguesa - através dos institutos de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), do Livro e das Bibliotecas (IPLB), dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT) e do Património Arquitectónico (IPPAR) - e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) será quarta-feira assinado em Maputo.
O acordo tem em vista o apoio à revitalização do maior depósito histórico de Moçambique, numa extensão de 26 quilómetros de estantaria de documentos nos três edifícios contemplados.
O director do Arquivo Histórico de Moçambique, Joel Tembe, disse hoje à Agência Lusa que o valor destina-se a execução de um projecto de arquitectura, de especialidade, fiscalização e adaptação de um edifício a oficinas de micrografia.
No âmbito da reabilitação do AHM, a UEM decidiu desactivar o edifício sede por não oferecer condições para o restauro e englobá-lo num dos três estabelecimentos a serem reabilitados com fundos portugueses e que passarão a funcionar como centro de investigação científica, referiu Joel Tembe.
Aquele responsável disse ainda que a UEM pretende informatizar as bibliotecas e instalar um programa de computador, avaliado em 200 mil euros, que permitirá a digitalização de todo AHM, numa iniciativa que se enquadra num outro projecto que contará com o apoio do governo do Japão.
"Pretendemos combinar as tecnologias, o que se traduz na aquisição de novas técnicas de informação digital combinadas com a microfilmagem, que é uma mais valia por poder conservar os filmes, em média, durante 500 anos", sublinhou.
Durante a sua presença em Moçambique, o IPLB e o IPPAR irão oferecer equipamento informático à Casa Museu José Craveirinha, em Maputo.
Agência Lusa - 14.02.2005

Assim, resta lançar um desafio ao CANAL DE MOÇAMBIQUE: Saber se Portugal não honrou este compromisso ou, se o honrou, saber onde está o dinheiro e desde quando.
Será que está a render juros durante um ano ou dois até que seja disponibilizado?
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE - In "Moçambique para todos"

3/28/06

Carlos Araújo - Professor de ginástica e seus livros...





Para os amigos de Pemba deixo a dica sobre alguns livros (www.webbom.pt) de autoria de um Pembista com raízes em Chaves.
Fica o aviso que o tema não é para todos e sim para técnicos em educação física. Mas merece destaque pela qualidade do tema e porque Carlos Araújo é também de Pemba.
Encontra-se presentemente a trabalhar com colega no MANUAL DE GINÁSTICA ACROBÁTICA a publicar mais para a frente.