9/15/07

Está em Moçambique Fernando Henrique Cardoso, pioneiro e pai do Brasil económicamente estável de hoje.

Em Moçambique, FHC sugere 'arrojo' para combater inflação
Maputo, 14 Set (Lusa) - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta sexta-feira em Maputo, capital de Moçambique, "políticas arrojadas" para conter a inflação, citando o sucesso do Brasil neste campo, mas reconheceu a "fragilidade" de alguns Estados face às exigências do Fundo Monetário Internacional. Numa palestra proferida nesta sexta na Universidade Politécnica em Maputo sobre a sua experiência, durante o período em que foi ministro da Fazenda, FHC apontou as diversas estratégias adotadas para impedir a hiperinflação e que culminaram com a mudança da moeda brasileira. O ex-ministro brasileiro da Fazenda apontou como exemplo do seu sucesso a mobilização dos parlamentares e a adoção de políticas de previdência social e administração pública, além da democratização do acesso às políticas sociais.Às vezes, "tinha que ser muito duro com os deputados, que têm uma linguagem muito dura. Um dia no Parlamento perguntaram-me sobre a negociata que estávamos fazendo com o Fundo Monetário Internacional" (FMI), lembrou. "O Brasil teve que tomar medidas duras para o controle do déficit público", mesmo diante de algumas reclamações do FMI, disse. Apesar de reconhecer a incapacidade de certos países para fazer frente ao FMI, FHC sugeriu a implementação de "políticas arrojadas" nestes Estado, visando inverter algumas situações de dependência àquela instituição financeira mundial. No seu mandato, antes de assumir a presidência brasileira, em 1994, FHC primou pela mobilização de uma maioria parlamentar e conquista da opinião pública a favor do seu plano de estabilização, o Plano Real. "Enquanto havia recomendações [dos assessores] para não falar com jornalistas [por exemplo] quando entrasse na minha sala, eu fazia o contrário", disse numa alusão a sua estratégia para angariar simpatia da população, já "cansada da inflação". As medidas de controle do déficit público foram acompanhadas da reforma monetária, que se completou com a entrada em circulação de uma nova moeda, o Real, em julho de 1994. Apesar das várias crises externas que tiveram um forte impacto na economia brasileira, as estratégias seguidas pelo sociólogo resultaram na redução da inflação na casa de um dígito por cento anual, que continua até hoje. Conseqüentemente, as reformas abriram caminho para a modernização da infra-estrutura econômica, com a abertura para investimentos privados nas áreas de telecomunicações, energia elétrica, petróleo, transportes e mineração, apesar de uma forte oposição no Congresso Nacional do Brasil. As mudanças escolhidas por FHC refletiram-se igualmente no maior acesso ao ensino básico, bem como na generalização do atendimento básico de saúde e da previdência social e os benefícios gozados por pequenos agricultores, que tiveram acesso amplo à terra e ao crédito.
Agência Lusa - 14/09/07

Sons para um final de noite romântico...

É sexta feira...final de tarde...tempo de descontrair e curtir momentos, de preferência contemplando o sol que se pôe, a lua que aparece pálida mas bela, as estrelas lá no alto cintilando a luz brilhante promissora...sempre ou quase sempre acompanhados de quem gostamos e nos faz feliz...por isso, aqui de longe, tentei emoldurar vosso final de noite e semana, selecionando sons que nos transportam ao romance e ao imaginário de nossas vidas.
Para todos os Amigos, presentes por aqui nesta noite que adormece, para todos os Amigos que não puderam aqui estar hoje, para todos os Amigos e Familiares que acompanham com consideração este recanto onde tentamos reencontrar horizontes e fortalecer elos que o tempo foi desgastando, um enorme Abraço e um Feliz Final de Semana...E que venha com muita Saúde e Paz !!
Jaime Luis Gabão
--Listen at Last.fm Tibete’s Playlist:

(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a "Rádio Moçambique" no lado direito do menu deste blogue.)

Reabilitação do Aeródromo de Pemba - Agora vai !

Estão em curso tramitações que deverão culminar com a selecção de um empreiteiro para as obras de reabilitação e expansão das infra-estruturas do Aeródromo de Pemba, capital da província de Cabo Delgado. O exercício só arrancou depois do Conselho Municipal daquela urbe ter aprovado, em Julho último, um pedido de concessão de terreno submetido pela empresa Aeroportos de Moçambique.
No pedido, a empresa solicitava que lhe fosse cedida uma parcela de terra numa das extremidades da pista principal com vista ao seu alargamento, facto proposto após várias e insistentes inquietações apresentadas pelos utentes daquela infra-estrutura aeroportuária.
Para o efeito, a empresa lançou, há dias, um concurso, visando encontrar um construtor para a efectivação da empreitada, que deverá compreender a expansão e melhoramento da pista principal, abertura de caminhos de circulação, montagem de nova placa de estacionamento e construção da estrada de serviço.
As obras irão também abranger a reabilitação da pista secundária, caminho de circulação e placa de estacionamento existente, estabilização de taludes e protecção contra a erosão, rede de drenagem de águas pluviais, bem como vedação do perímetro do aeródromo, de acordo com a nota de concurso divulgada pelos Aeroportos de Moçambique.
Outras componentes do trabalho abrangem a elaboração do projecto executivo e implementação do sistema de iluminação externa das áreas de manobra e de ajuda à navegação aérea, de sinalização luminosa e de meteorologia.
A nota dos Aeroportos de Moçambique indica ainda que se espera projectar e apetrechar uma nova torre de controlo, incluindo sistemas para a prestação do serviço de gestão do tráfego aéreo.
No que diz respeito à pista principal, sabe-se que ela deverá ser alargada, passando dos actuais 1800 para 2800 metros de comprimento por 360 de largura.
Pelo menos a ideia do prolongamento da pista principal de aterragem data desde altura em que se discutiam os planos de desenvolvimento estratégico da província de Cabo Delgado. De sublinhar que naquele tempo, aventavam-se duas possibilidades: a primeira era a construção de um novo aeroporto e a segunda referia-se ao melhoramento do actual. Esta última acabou sendo a opção. Exige-se que as propostas dos empreiteiros, válidas por noventa dias, sejam entregues até 19 de Novembro, devendo fazerem-se acompanhar por uma garantia provisória no valor de um milhão de dólares norte-americanos.
Maputo, Sábado, 15 de Setembro de 2007:: Notícias

O Brasil "descobre" Moçambique...

Empresários moçambicanos saem do Brasil cheios de ilusões !
Os mais de 50 empresários moçambicanos que nos últimos dias estiveram em jornadas de negócios no Brasil, sucessivamente em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, regressam à casa com toda a expectativa de terem despertado os brasileiros para um país chamado Moçambique. Até aqui, a relação comercial entre Moçambique e Brasil é mais retórica que prática. Os brasileiros, com uma economia bem mais pujante que a moçambicana, estão, como se diz na gíria, “noutra”, pelo que, apesar da língua comum, das similaridades culturais, de um modo geral, não têm o nosso país na agenda. Dos 87 biliões de dólares de importações que os brasileiros já fizeram, de Janeiro a Julho deste ano, de uma previsão de 155 biliões até Dezembro, Moçambique não contribuiu com um centavo dólar que fosse. Por outras palavras, nos primeiros sete meses de 2007, o nosso país não exportou rigorosamente nada para o Brasil! Também os brasileiros não exportaram muito para Moçambique no mesmo período: apenas 12 milhões de dólares. Sem dúvidas, muito pouco para dois países que se consideram irmãos. Mas esta realidade não é apenas deste ano. Vem de há alguns anos: em 2006, Moçambique exportou para o Brasil 15 milhões de dólares; em 2005, 20 milhões; em 2004, 14 milhões; e em 2003, 4 milhões. O nosso país está em 129º lugar no ranking dos países que exportam para o Brasil, liderado pelos Estados Unidos da América, Argentina, China e Países Baixos. Os produtos que Moçambique exporta para o Brasil são estatuetas e outros objectos de madeira, quadros, bijutarias e obras de cestaria. Recebe, em contrapartida, do Brasil basicamente carnes, frangos, calçado, vestuário, entre outros. Em 2006, o Brasil totalizou 35 milhões de dólares em exportações para Moçambique; em 2005, 28 milhões. Inverter esta tendênciaÉ esta tendência que Moçambique quer inverter. Por isso, na sua visita ao Brasil, o Presidente da República levou consigo mais de 50 empresários. Para além de falar com políticos, o Chefe do Estado reuniu com homens de negócios, incentivando-os a investir em Moçambique e ou a fazerem parcerias com os empresários moçambicano. Guebuza funcionou como um catalizador, enquanto em paralelo os empresários faziam os seus contactos. Falou com os ministros da parte económica do governo de Lula, com as administrações da Vale do Rio Doce, da Camargo Correia, visitou e reuniu com o presidente da Federação das Associações Industriais de São Paulo. No Rio de Janeiro, os empresários, já sem o Chefe do Estado, participaram num seminário com os empresários brasileiros na Federação das Câmaras de Comércio Exterior do Brasil, onde tiveram oportunidade, através de vários painéis, de “vender” Moçambique como um bom destino de investimento. No fim, ao cabo de nove dias, ficou a convicção de que se começou a abrir uma porta importante para o investimento, dado o enorme potencial do Brasil.
O PAÍS - 14.09.2007

9/14/07

Moçambique: Banco Mundial concede crédito para projectos de saneamento.

Maputo, 13/09/07 - O Banco Mundial anunciou quarta-feira a concessão de um crédito de 11 milhões de euros para apoiar vários projectos de capacitação institucional e de serviços de saneamento em quatro províncias moçambicanas do centro e norte. Os projectos visam a expansão da cobertura dos serviços de água nas cidades de Beira, Quelimane (centro), Nampula e Pemba (norte) e estabelecer plataformas institucionais e de regulação para a gestão de águas em pequenas aglomerações urbanas, indica uma nota do Banco Mundial, hoje divulgada. Segundo o comunicado, esses objectivos do plano recebem, no quadro deste projecto, aprovado em 08 de Agosto de 2007, 11 milhões de euros em subvenções adicionais do Fundo Catalítico para o Crescimento em África. A responsável pela equipa do projecto pelo Banco Mundial, Jane Walker, disse que "o acesso à água afecta significativamente o bem-estar das pessoas através do seu impacto na saúde, educação, igualdade de género, e produtividade". Por isso, acrescentou, "este projecto visa estender particularmente a rede em zonas suburbanas, onde a maioria da população com baixos rendimentos vive e onde a incidência do risco de doenças provocadas pela água é maior". A iniciativa compreende três componentes, designadamente a continuação do investimento e do apoio às cidades da Beira, Quelimane, Nampula e Pemba-Cabo-Delgado, a capacitação institucional e apoio operacional à Direcção Nacional de Águas (DNA) e à Comissão de Regulação da Água (CRA). O auxílio à DNA prevê a criação de uma Unidade de Gestão de Recursos, cujo papel será o de gerir, planear e supervisionar a execução de investimentos e de envolver operadores externos em pequenas aglomerações urbanas, destaca o Banco Mundial. "A Unidade de Gestão de Recursos será concebida para estar em sintonia com os fundos de investimentos sob o proposto projecto "Millennium Challenge Corporation" e vai ser aplicado em quatro províncias do norte do país", conclui.
In - Angola Press-13/09/07

9/13/07

Cancelado alerta de tsunami no Pacífico.

Em Moçambique, as zonas de maior preocupação seriam as cidades da Beira (centro), que foi construída em grande parte abaixo do nível do mar, além de Maputo e Pemba (norte).
Foi cancelado o alerta de tsunami emitido após o forte sismo de 7,9 na escala de Richter ocorrido ao largo da ilha de Samatra, na Indonésia.
"O alerta de tsunami foi levantado", anunciou a agência meteorológica indonésia em comunicado.
O sismo ocorreu às 18:10 (12:10 em Lisboa), a 15,6 quilómetros de profundidade ao largo da costa ocidental da ilha de Samatra e a 105 quilómetros da província de Bengkulu.
Além da Indonésia, o alerta de ondas gigantes era válido para a Austrália, Índia, Sri Lanka, Tailândia, Maldivas, Malásia, Birmânia, Bangladesh, Maurícias, Seychelles, Madagascar, Moçambique, Iémen e Irão.
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In - Jornal de Notícias - Porto - 12/09/07