8/05/09

Mudando de assunto: Ilha de Moçambique... Conhece?

Histórica e bela, esquecida ao relento do tempo, inspira agora, entre ruínas altivas e por ruas estreitas onde se imaginam em "requichós" copiados das Índias, turistas, poetas e musas transportados a idílicos passeios e romances que o passado conta... ... E quanto Passado e História essa Ilha de Moçambique não tem para contar?... ...

Diz a Wikipédia - A Ilha de Moçambique é uma cidade insular situada na província de Nampula, na região norte de Moçambique, que deu o nome ao país do qual foi a primeira capital.

Devido à sua rica história, manifestada por um interessantíssimo património arquitetónico, a Ilha foi considerada pela UNESCO, em 1991 Património Mundial da Humanidade.

Actualmente, a cidade é um município, tendo um governo local eleito. De acordo com o censo de 1997, o município tem 42 407 habitantes, e destes 14 889 vivem na Ilha.

O seu nome, que muitos nativos dizem ser Muipiti, parece ser derivado de Mussa-Ben-Bique, ou Mussa Bin Bique, ou ainda Mussa Al Mbique, personagem sobre quem se sabe muito pouco, mas que deu o nome (na 2ª versão) a uma nova universidade, sediada em Nampula.

A Ilha tem cerca de 3 km de comprimento e 300-400 m de largura e está orientada no sentido nordeste-sudoeste à entrada da Baía de Mossuril, a uma latitude aproximada de 15º02’ S e longitude de 40º44’ E.

A costa oriental da Ilha estabelece com as ilhas irmãs de Goa e de Sena (também conhecida por Ilha das Cobras) a Baía de Moçambique. Estas ilhas, assim como a costa próxima, são de origem coralina.

Arquitectonicamente, a Ilha está dividida em duas partes, a "cidade de pedra" e a "cidade de macuti", a primeira com cerca de 400 edifícios, incluíndo os principais monumentos, e a segunda, na metade sul da ilha, com cerca de 1200 casas de construção precária. No entanto, muitas casas de pedra são igualmente cobertas com macuti.

A Ilha de Moçambique está ligada ao continente por uma ponte com cerca de 3 km de comprimento, construída nos anos 60(que nos consta estar a passar por processo de reforma).

Quando Vasco da Gama chegou, em 1498, a Ilha de Moçambique tornara-se uma povoação swahili de árabes e negros com seu xeque, subordinado ao sultão de Zanzibar e continuava a ser frequentada por árabes que prosseguiam o seu comércio de séculos com o Mar Vermelho, a Pérsia, a Índia e as ilhas do Índico.

Onde na Ilha é hoje o Palácio dos Capitães-Generais, fizeram os portugueses a Torre de São Gabriel no ano de 1507, data em que ocuparam a Ilha, construindo a pequena fortificação que tinha 15 homens a proteger a feitoria nela instalada.

A Capela de Nossa Senhora do Baluarte, construída em 1522 na extremidade norte da ilha, a mais próxima da Ilha de Goa, é o único exemplar de arquitectura manuelina em Moçambique.

Em 1558 principiou a construção da Fortaleza de S. Sebastião - totalmente com pedras que constituíam o balastro dos navios, algumas das quais ainda se vêem na praia próxima - que só terminou em 1620 e é a maior da África Austral. Esta fortaleza era muito importante, porque a Ilha tinha-se tornado o entreposto da permuta de panos e missangas da Índia por ouro, escravos, marfim e pau preto de África, e era da Ilha que partiam todas as viagens comerciais para Quelimane, Sofala, Inhambane e Lourenço Marques e os árabes não queriam perder os privilégios comerciais que tinham adquirido ao longo dos séculos.

Para além dos portugueses outros concorrentes europeus apareceram na corrida pelo controlo das rotas comerciais. Os franceses conseguiram assumir o papel de intermediários do negócio da escravatura para as ilhas do Índico, os ingleses começavam a controlar as rotas de navegação nesta região e s holandeses tentaram a ocupação da Ilha em 1607-1608 e, não o conseguindo, devastaram-na pelo fogo.

A reconstrução da vila foi difícil, uma vez que o governo colonial não existia senão para cobrar impostos e estava muito mais interessado nas terras de Sofala - na Zambézia tinham-se institucionalizado os Prazos da Coroa, e o desenvolvimento do comércio do ouro naquela região leva a que a Ilha perca a sua primazia. Então, os cristãos decidiram fundar na Ilha uma Santa Casa da Misericórdia que funcionaria como Câmara Municipal, para a defesa dos cidadãos e da terra, até 1763, ano em que a povoação passou a Vila. Esta viragem resultou da decisão do governo colonial em separar a colónia africana do Estado da Índia e criar uma Capitania Geral do Estado de Moçambique baseada na Ilha, em 1752.

A vila voltou a prosperar e, em 1810 é promovida a cidade. A exportação de escravos era o principal comércio da ilha, tal como a do Ibo mas a Independência do Brasil em 1822, que era o principal destino deste comércio, voltou a deixar a ilha no marasmo.

O golpe final foi a passagem da capital da colónia para Lourenço Marques, em 1898. Depois da abertura do porto de Nacala, em 1970, a ilha perdeu o que restava da sua importância estratégica e comercial.

  • Outros link's na Wikipédia - Aqui!

Segundo nos consta existe intenção com iniciativas já em andamento por parte do governo de Moçambique e com apoio internacional, para recuperação dessa magnífica ilha e de seu valioso património histórico. É muito bom que isso aconteça. Entretanto, a ilha já vai oferecendo condições modelares de hospedagem para quem a deseje visitar, como por exemplo a casa de hóspedes "Terraço das Quitandas".

8/04/09

Empregadores coreanos maltratam trabalhadores moçambicanos.



Acrescento: Lamentável... Entre tantas aberrações que vão desde a falta de higiene até à insegurança no manuseio de produtos químicos, é caricato, senão ultrajante, o "favor" que tal empresa faz, concedendo como algo generoso, "DOIS copos de leite semanais" aos trabalhadores moçambicanos. Infelizmente não é novidade esse tipo de comportamento por parte de coreanos e quejandos, já que, para baratear custos e inundar mercados com produtos em concorrência predatória, seus povos labutam e produzem muitas vezes, em seus próprios países, sob deplorável e desumano regime de escravidão. Escravidão que também exportam, tanto em termos humanos como de método.

Diário do País, Maputo, 4 de Agosto de 2009 - Trabalhadores moçambicanos empregues na empresa Topa Internacional, localizada no Município da Matola, província de Maputo, queixam-se de maus tratos perpetrados por empregadores coreanos.

Em causa, está o alegado não reajustamento do salário mínimo em vigor no país, o não pagamento do décimo terceiro mês, falta de equipamento de protecção, a não renovação do uniforme do trabalho, alimentação inadequada, maus tratos incluindo o uso de linguagem obscena, misturada com racismo a sabor de ódio, despedimento ilegal e falta do pagamento do subsídio de transporte.

Com vista a apurar parte das denúncias, a equipa de reportagem do Diário do País, escalou na manhã de ontem as fábricas “A’ e “B” desta empresa, onde observou dezenas de trabalhadores a operarem sem equipamento de protecção a manusear produtos químicos.

Trabalhadores abordados pela nossa reportagem, foram unânimes ao afirmar que estão agastados com a situação que se vive naquela empresa, realçando que “o proprietário da mesma se encontra fora do país há bastante tempo, ano passado não auferimos o décimo terceiro vencimento e muito menos o subsídio de transporte que vínhamos recebendo”.

No que toca à alimentação, os nossos interlocutores afirmaram que a empresa paga um valor igual a vinte meticais por dia para alimentação, valor insuficiente tendo em conta o custo de vida que se faz sentir no país.

Referiram que os vinte meticais que recebem como subsídio diário para alimentação não dá para
comprar uma refeição, realçando que “somos dados uma fatia de pão para o pequeno almoço diariamente”, disse uma das operárias para depois acrescentar que esta empresa prometeu dar um copo de leite duas vezes por semana o que não tem acontecido.

Quanto ao salário, os operários disseram que desde que houve um aumento salarial decretado pelo governo, o mesmo ainda não se fez sentir naquela empresa.

Director geral reage - Entretanto, o Director Geral desta empresa, Kihyoun Kim, disse em entrevista à nossa reportagem que o patronato tem envidado esforços no sentido de melhorar as condições de trabalho naquela empresa.

“Nós temos material de protecção como luvas, que infelizmente, os trabalhadores não as usam durante o trabalho”, disse Kim para depois acrescentar que em todas as segundas-feiras são distribuídos novos pares de luvas aos trabalhadores.

No que diz respeito ao aumento do salário mínimo, a fonte disse que o atraso verificado no ajustamento do mesmo deve-se às negociações que estão sendo feitas em parceria com o sindicato local e que depois vai se proceder com o pagamento dos retroactivos a partir do mês de Abril.

“Temos dado até este momento um valor de vinte meticais com vista subsidiar o almoço dos trabalhadores.”, disse a fonte.

Aliás, de acordo com a fonte, a alimentação era servida no recinto desta empresa, mas desde a altura em que o Ministério da Saúde fez uma inspecção, mandadou parar com esta actividade, devido as más condições de higiene.

A fonte refutou as acusações ninguém nesta empresa, muito menos meus empregados, tenho boas relações com eles, pese embora haja algumas divergências noutras situações”, disse Kim. Refira se que a Topa Internacional, localizada na Machava, existe há mais de 13 anos, opera este ano com mais 120 trabalhadores na produção de sacos.

Ainda a inauguração da ponte sobre o Zambeze na imprensa de Moçambique

Canalmoz, Ano 1 * N.º 8 * Maputo, segunda-feira, 03 de Agosto de 2009:

  • Inauguração da Ponte sobre o Zambeze - Houve tentativa de partidarização
    do evento
    (*):

Quelimane (Canalmoz) - Foi emocionante fazer a última travessia, de batelão, de Chimuara para Caia! Um momento emocionante e histórico, que não se repetirá! Fi-lo convicto de que milhares de moçambicanos gostariam de fazê-lo e não puderam, por varias razões! Senti que o fiz em nome deles! Recordo-me vivamente que o meu motorista, 24 horas antes desta última travessia, tivera que pagar 300,00 meticais a um funcionário do batelão, para poder atravessar com o camião, que vinha do Maputo!! Terá sido um dos últimos actos de corrupção de um funcionário zeloso para o seu bolso!

Foi emocionante ver cidadãos pacatos de Chimuara, Caia, e de outros cantos desta pérola do Índico a celebrarem a inauguração da ponte sobre o Zambeze! Valeu a pena ter feito mais de 20 horas, do trajecto Londres-Chimuara, para presentear o momento histórico em que o meu país ‘se unia’ de facto!

Foi emocionante fazer a última travessia de batelão e a primeira travessia Caia-Chimuara na ponte, minutos depois da inauguração! Uma sensação que não cabe nestas linhas e que ficará eternamente registada no meu coração!

Quando o meu neto, daqui a 50 anos, me perguntar onde estive no dia 1 de Agosto de 2009, quero dizer-lhe com orgulho que estive em Caia, na inauguração da ponte!

Foi emocionante ver dignitários de vários cantos do mundo testemunharem este momento histórico da epopeia da libertação do nosso povo! Emocionante foi ouvir a emoção do povo! Apertar a mão ao «zé ninguém», ao sem voz e sentir o alto sentido patriótico de milhares de moçambicanos!

Histórico e emocionantefoi ouvir os discursos de várias sensibilidades do nosso mosaico cultural! O representante da população de Chimuara, na sua mensagem, soube descrever o que ia, naquele momento, na alma do povo! Ouvir, do pódio, o vice-ministro dos negócios estrangeiros da Itália chamar a ponte, não de AEG, mas, sim, de Ponte Chimuara-Caia foi extraordinario!

Ouvir este dignitário partilhar connosco o momento em que ele e Chissano discutiram o sonho da ponte, em Roma, foi fenomenal! E ter a oportunidade de dizer, de viva voz, a este amigo de Moçambique e ao Embaixador deste país, que soube criar condições para que a paz voltasse a esta pátria, que o ‘seu discurso’ tinha sido o mais inclusivo de todos, foi um prazer redobrado! Foi uma sensação inigualável! Uma sensação que só se pode comparar com aquela que me invadiu a alma, no ‘Times Square’, em Nova Iorque, quando Obama venceu as eleições americanas de Novembro de 2009!

Foi gratificante viver estas emoções ao lado de amigos de longa data e, principalmente, ao lado do meu pai, pessoa a quem respeito e agradeço, pelos ensinamentos que me providenciou!

O único senão, a única mancha foi a tentativa de partidarização do evento, num país que se pretende democrático! E, diga-se de passagem, que a ausência do líder da oposição, independentemente das razões que a tenham motivado, foi uma nota negativa! Não se faz oposição ausentando-se, ou auto-excluindo-se!

Como nacionalista e patriota, senti vergonha quando um grupo, chamado AGUEBAS, vindo de Nampula, por sinal fundado e gerido por um grande amigo meu, ‘infiltrou-se’ no programa oficial, para cantar e dançar ‘Guebuzadas’! Aquele gesto neopatrimonialista tirou a estatura ‘Estatal’ da ocasião! Não esperava! Caiu mal! E, vindo de um amigo, não só caiu mal, como cheirou mal!

Felizmente pude expressar a minha opinião ao visado, pessoalmente! Para subir não é preciso baixar tanto!

Alguém, do Protocolo de Estado, deve fazer um curso sobre práticas diplomáticas! Se não tiverem quadros para tal, que peçam ao meu ex-docente de práticas diplomáticas, Julião Cuambe, para lhes dar uma reciclagem!

Tirando essa pequena mancha, deixo aqui registadas, para a posteridade e para a História, estas linhas.


Um abraço patriótico, de Chimuara, ao Prof. Dr. Carlos Castelo Branco, pela coragem e frontalidade!

Ao pseudo ‘jornalista da corte’ fica o meu singelo e patriótico desprezo! Que se reduza à propria insignificância! Senti a falta do Abdul Carimo Issa, um dos últimos anónimos e incansáveis lutadores para a construção da ponte! -Manuel de Araujo.
(*) Carta enviada pelo autor a nossa redacção. Título da responsabilidade do CanalMoz.

  • Entre Caia e Chimuara no Zambeze já se passa - Engrossa a lista de assinaturas contra nome de Guebuza na Ponte:

Maputo (Canalmoz) – Já está inaugurada a ponte sobre o rio Zambeze, e oficializada a polémica atribuição do nome do chefe do Estado ao empreendimento, mas cidadãos que não se conformam com a medida, continuam a subscrever a carta que se manifesta contra “o endeusamento e culto à personalidade” ao actual presidente da República.

Até ao fecho da edição de hoje do Canalmoz, aproximadamente duas centenas de moçambicanos haviam assinado a carta. A carta é da iniciativa do deputado da bancada da oposição Manuel de Araújo, que apresenta fortes argumentos para que à ponte sobre o Zambeze não fosse atribuído o nome do actual chefe do Estado.

O número de signatários da referida petição pode parecer insignificante, mas dado os meios usados para a sua difusão, argumenta-se que não se pode considerar poucas as pessoas que expressamente se opõem à atribuição do nome de Guebuza à ponte da “Unidade Nacional” ou simplesmente “Ponte do Zambeze”.

A carta está, até ao presente momento, apenas a circular através da Internet. Sabe-se que poucos moçambicanos têm acesso a este meio de comunicação. Entretanto, apurámos que os promotores da carta aventam a possibilidade da petição vir a circular em papel, onde os cidadãos que se opõem à atribuição do nome de Guebuza à ponte sobre o Zambeze, possam continuar a assinar a carta e deixar o número do seu documento de identificação. A seguir, segundo apurámos, já com assinaturas em número significativo, pretende-se que a carta seja submetida a órgãos de soberania, como é o caso da Assembleia da República, a manifestar a indignação pela “entronização de Guebuza” na ponte sobre o Zambeze. -Borges Nhamirre.

7/30/09

Apontamentos do Tito Xavier: Porto Amélia até 1975 - Piscina municipal

Clique na imagem para ampliar. Fotografia propriedade de Tito Lívio Esteves Xavier, oficial da P.S.P. aposentado, piloto de aviões e helicópteros em Cabo Delgado e antigo Presidente da Câmara Municipal de Porto Amélia.

Pelo mundo não democrático: Ditadura do Irã continua destruindo a liberdade. Mas o povo resiste!

(Imagem original daqui)

Diz o Estado de São Paulo de hoje: ""Polícia faz Mousavi deixar ato e prende manifestantes no Irã.

Cerimônia nesta quinta-feira em homenagem aos mortos durante os protestos de junho é considerada ilegal.

Teerã - A polícia iraniana impediu nesta quinta-feira, 30, que o líder da oposição Mir Hossein Mousavi participasse de uma cerimônia em homenagem aos mortos em atos violentos ocorridos em protestos contra os resultados da eleição presidencial no mês passado. Segundo testemunhas, policiais obrigaram Mousavi a voltar para seu carro e deixar o cemitério Behesht-e Zahra, onde participantes do ato foram detidos.

As autoridades não deram permissão para realização da cerimônia. Atos em homenagem aos mortos são chamados de Arbayeen no Irã e geralmente ocorrem 40 dias após o falecimento. Entre os mortos que serão homenageados nesta quinta está Neda Agha Soltan, uma jovem iraniana cuja morte foi filmada por uma câmera celular. O vídeo circulou por todo o mundo através da Internet e Neda tornou-se símbolo dos protestos iranianos. Ela foi morta com um tiro quando assistia aos protestos.

De acordo com os relatos, Mousavi conseguiu deixar seu carro e ir até o túmulo de Neda. "Mousavi não pôde, no entanto, recitar os versos do Corão tradicionalmente proferidos em tais ocasiões e foi imediatamente cercado pela tropa de choque e levado de volta a seu carro", disse uma testemunha. "Ao mesmo tempo, quem estava ali cercou o carro e não permitiu que ele fosse embora. A polícia então começou a empurrar os manifestantes", prosseguiu a testemunha. Depois disso, Mousavi deixou o cemitério.

Ainda segundo as testemunhas, dezenas de pessoas foram detidas durante a homenagem.

"Centenas estavam reunidos ao redor do túmulo de Neda Agha Soltan para lembrar a sua morte e de outras vítimas quando a polícia os prendeu. Centenas de policiais antidistúrbio chegaram no local e tentaram dispersar a multidão", afirmou uma testemunha para a agência Reuters. Mais cedo, os líderes da oposição confirmaram que participariam da cerimônia, desafiando o governo e a Guarda Revolucionária iraniana.

O general de brigada Abdollah Araghi, comandante da Guarda Revolucionária em Teerã, alertou para o risco de confrontos caso os reformistas insistam em realizar qualquer concentração. "Não estamos brincando. Vamos confrontar os que quiserem lutar contra a instituição clerical", disse Araghi na quarta-feira, segundo a agência semioficial de notícias Fars.

Segundo a BBC, as autoridades do Irã deram sinais de que podem ceder um pouco às pressões da oposição. Alguns integrantes da oposição que estão presos serão liberados, depois de acusações de maus-tratos a alguns dos detentos - e até mortes. Além da libertação dos detidos o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, ordenou o fechamento de um centro de detenção em Teerã no qual manifestantes oposicionistas eram mantidos. A razão para o fechamento do centro, segundo o governo, teria sido a violação dos direitos dos detidos por parte da administração.

Para o líder supremo as medidas equivalem a uma nova humilhação. A ordenação do fechamento de uma prisão é uma tarefa geralmente executada pelo presidente ou pelo ministro do Interior.

Com a cerimônia de posse do presidente Ahmadinejad prestes a acontecer nos próximos dias, a pressão sobre o governo deve apenas aumentar.""
- Estado de São Paulo, quinta-feira, 30 de julho de 2009.

Teerã hoje:

  • Vídeo com a morte da jovem Neda no YouTube (cenas fortes) - Aqui!

Apontamentos do Tito Xavier: Porto Amélia até 1975 - Mini cinema

Clique na imagem para ampliar. Fotografia propriedade de Tito Lívio Esteves Xavier, oficial da P.S.P. aposentado, piloto de aviões e helicópteros em Cabo Delgado e antigo Presidente da Câmara Municipal de Porto Amélia.