A dois meses das eleições gerais aumenta intimidação e violência contra MDM em Manica - Maputo (Canalmoz) - Depois da decisão arbitrária da administradora de Sussundenga, Mariazinha Niquisse, de proibir a livre actuação de membros do MDM naquele distrito de Manica, surgem notícias de actos de violência e intimidação contra este partido de oposição ao governo da Frelimo. 8/09/09
Intimidação e violência contra Movimento Democrático de Moçambique em Manica!
A dois meses das eleições gerais aumenta intimidação e violência contra MDM em Manica - Maputo (Canalmoz) - Depois da decisão arbitrária da administradora de Sussundenga, Mariazinha Niquisse, de proibir a livre actuação de membros do MDM naquele distrito de Manica, surgem notícias de actos de violência e intimidação contra este partido de oposição ao governo da Frelimo.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
8/06/09
Buscando no tempo lá pelo Douro: Recordações da visita do Presidente da República General Ramalho Eanes

Os pormenores mais significativos da visita presidencial foram destacados na revista comemorativa, na crónica “Recordando a visita do Presidente da República General Ramalho Eanes”, assinada pelo saudoso jornalista Jaime Ferraz (foi um grande director do jornal reguense “Noticias do Douro”), que temos a honra de o lembrar:
“Quando o Congresso dos Bombeiros realizados nesta vila, de 10 a 14 de Setembro, tivemos a honra da presença do Primeiro Magistrado da Nação, General Ramalho Eanes que, além de presidir à sessão solene que todos devem estar recordados se realizou no Cine -Teatro Avenida no dia 14-9-80 bem como as outras solenidades, assistiu ao cortejo das corporações, numa tribuna, para o efeito erigida junto ao edifício da Casa dos Douro.
O Presidente da República, além da respectiva comitiva, fez-se acompanhar da sua esposa e sua presença no referido congresso foi umas das principais notas que se podem recordar e enaltecer.
Os bombeiros voluntários da Régua fizeram a respectiva guarda de honra com todo o seu corpo activo formado junto do Quartel, tendo depois o Presidente da República passado revista à Corporação, e felicitado o respectivo Comandante Carlos Cardoso dos Santos, pela forma como soube apresentar-se e que constituiu um dos pontos fulcrais da visita presidencial”.
Para a história, o acontecimento ficará ainda assinalado pelo aniversário dos 50 anos da Liga dos Bombeiros Portugueses. O Presidente da República, compreendendo o significado de tal data, reconheceu na Régua os seus valiosos serviços públicos, ao condecorar o seu estandarte com o Grau de Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo.
As conclusões mais importantes do Congresso da Régua - que elegeu o Comandante Manuel de Almeida Manta para Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses - diziam respeito à protecção social ao bombeiro voluntário.
O assunto mereceu séria reflexão e, essa exigência considerada muito importante para a condição dos bombeiros, veio a ser aprovada numa deliberação que determinava para “no mais curto espaço de tempo possível, se elabore, discuta e faça aprovar um Estatuto Social do Bombeiro Voluntário como garante dos direitos e deveres de verdadeiros Soldados da Paz”.

Acontece que esse objectivo só veio a ser alcançado alguns anos mais tarde. Em primeiro lugar, com a criação de um Fundo de Socorro Social destinado ao auxilio imediato dos familiares dos bombeiros acidentados em serviço e à promoção de outras acções sociais, consagrado com a publicação da Portaria nº 237/87, de 28 de Março. E, logo de seguida, foi conseguido o pretendido Estatuto Social do Bombeiro, estatuído pela aprovação da Lei nº 21/87, de 20 de Junho.
A década dos anos 80 trouxe profundas e importantes mudanças para a organização institucional dos bombeiros. São reconhecidas várias reivindicações defendidas pelos bombeiros. O poder politico dá os primeiros sinais positivos ao estabelecer as bases administrativas do sector dos bombeiros com a instituição de um organismo denominado “Serviço Nacional de Bombeiros” (Lei nº10/98, de 10 de Março, o Dec.-Lei nº 212/80, de 9 de Junho e o Dec.-Lei nº418/80, de 29 de Setembro), para a presidência do qual era nomeado o Padre Vítor Melícias.
Algumas dessas transformações passaram nos debates do Congresso da Régua que analisado hoje nessa perspectiva, pode dizer-se que fez história ao marcar a viragem de um novo tempo na afirmação dos bombeiros portugueses, com algumas significativas conquistas. Essa circunstância deve ter contribuído para motivar a comparência de uma grande afluência de delegados – bombeiros e directores - no Cine -Teatro Avenida, para participarem nos trabalhos e intervirem nos debates dos assuntos mais preocupantes.
Não admira que, decorridos 19 anos, este 24.º Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses, que encerrou com a presença do Ministro da Administração Interna, Dr. Eurico de Melo, esteja vivo na memória de muitos dos seus protagonistas.
Mas, esta fotografia tem outro valor histórico. Ela mostra a fotografar este importante acontecimento, o Sr. Noel de Magalhães, um conhecido e distinto director dos bombeiros da Régua em vários elencos directivos ao longos de várias décadas, bisneto do 1º Comandante Manuel Maria de Magalhães, distinguido com o crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses, que nasceu em S. João da Pesqueira, em 12 de Outubro de 1921.
É um homem dos bons que deixa o seu nome ligado aos bombeiros da Régua e a “obras de bem fazer”. E, é para nós um artista: um fotografo amador de grande qualidade. Ele lega-nos para a posteridade as suas melhores imagens do nosso Douro, como alguém as definiu, repletas de “pureza e beleza da genuidade humana…sobretudo quando acontece o mistério da fé duriense, ou a transformação do suor em vinho, entre sorrisos dos rapazes e das mulheres, colhendo a novidade, que misturada com a alegria escorreu pelas pernas dos homens, em cada lagarada”.
Conta, na sua vida, 88 anos. Olhando-o de perto, nem parece ter tantos, felizmente! Temos a sorte de o conhecer e de com ele partilhar a amizade dos pequenos momentos do dia a dia. Ficamos eternamente mais ricos com o seu convívio.
Ainda bem… para nós e para os bombeiros da Régua.
- Peso da Régua, Julho de 2009, José Alfredo Almeida.

- Outros textos publicados neste blogue sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:
- Link's:
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
8/05/09
Mudando de assunto: Ilha de Moçambique... Conhece?
Histórica e bela, esquecida ao relento do tempo, inspira agora, entre ruínas altivas e por ruas estreitas onde se imaginam em "requichós" copiados das Índias, turistas, poetas e musas transportados a idílicos passeios e romances que o passado conta... ... E quanto Passado e História essa Ilha de Moçambique não tem para contar?... ... - Outros link's na Wikipédia - Aqui!
Segundo nos consta existe intenção com iniciativas já em andamento por parte do governo de Moçambique e com apoio internacional, para recuperação dessa magnífica ilha e de seu valioso património histórico. É muito bom que isso aconteça. Entretanto, a ilha já vai oferecendo condições modelares de hospedagem para quem a deseje visitar, como por exemplo a casa de hóspedes "Terraço das Quitandas".
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
8/04/09
Empregadores coreanos maltratam trabalhadores moçambicanos.
comprar uma refeição, realçando que “somos dados uma fatia de pão para o pequeno almoço diariamente”, disse uma das operárias para depois acrescentar que esta empresa prometeu dar um copo de leite duas vezes por semana o que não tem acontecido.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
Ainda a inauguração da ponte sobre o Zambeze na imprensa de Moçambique
- Inauguração da Ponte sobre o Zambeze - Houve tentativa de partidarização
do evento (*):
Quelimane (Canalmoz) - Foi emocionante fazer a última travessia, de batelão, de Chimuara para Caia! Um momento emocionante e histórico, que não se repetirá! Fi-lo convicto de que milhares de moçambicanos gostariam de fazê-lo e não puderam, por varias razões! Senti que o fiz em nome deles! Recordo-me vivamente que o meu motorista, 24 horas antes desta última travessia, tivera que pagar 300,00 meticais a um funcionário do batelão, para poder atravessar com o camião, que vinha do Maputo!! Terá sido um dos últimos actos de corrupção de um funcionário zeloso para o seu bolso!
Foi emocionante ver cidadãos pacatos de Chimuara, Caia, e de outros cantos desta pérola do Índico a celebrarem a inauguração da ponte sobre o Zambeze! Valeu a pena ter feito mais de 20 horas, do trajecto Londres-Chimuara, para presentear o momento histórico em que o meu país ‘se unia’ de facto!
Foi emocionante fazer a última travessia de batelão e a primeira travessia Caia-Chimuara na ponte, minutos depois da inauguração! Uma sensação que não cabe nestas linhas e que ficará eternamente registada no meu coração!
Quando o meu neto, daqui a 50 anos, me perguntar onde estive no dia 1 de Agosto de 2009, quero dizer-lhe com orgulho que estive em Caia, na inauguração da ponte!
Foi emocionante ver dignitários de vários cantos do mundo testemunharem este momento histórico da epopeia da libertação do nosso povo! Emocionante foi ouvir a emoção do povo! Apertar a mão ao «zé ninguém», ao sem voz e sentir o alto sentido patriótico de milhares de moçambicanos!
Histórico e emocionantefoi ouvir os discursos de várias sensibilidades do nosso mosaico cultural! O representante da população de Chimuara, na sua mensagem, soube descrever o que ia, naquele momento, na alma do povo! Ouvir, do pódio, o vice-ministro dos negócios estrangeiros da Itália chamar a ponte, não de AEG, mas, sim, de Ponte Chimuara-Caia foi extraordinario!
Ouvir este dignitário partilhar connosco o momento em que ele e Chissano discutiram o sonho da ponte, em Roma, foi fenomenal! E ter a oportunidade de dizer, de viva voz, a este amigo de Moçambique e ao Embaixador deste país, que soube criar condições para que a paz voltasse a esta pátria, que o ‘seu discurso’ tinha sido o mais inclusivo de todos, foi um prazer redobrado! Foi uma sensação inigualável! Uma sensação que só se pode comparar com aquela que me invadiu a alma, no ‘Times Square’, em Nova Iorque, quando Obama venceu as eleições americanas de Novembro de 2009!
Foi gratificante viver estas emoções ao lado de amigos de longa data e, principalmente, ao lado do meu pai, pessoa a quem respeito e agradeço, pelos ensinamentos que me providenciou!
O único senão, a única mancha foi a tentativa de partidarização do evento, num país que se pretende democrático! E, diga-se de passagem, que a ausência do líder da oposição, independentemente das razões que a tenham motivado, foi uma nota negativa! Não se faz oposição ausentando-se, ou auto-excluindo-se!
Como nacionalista e patriota, senti vergonha quando um grupo, chamado AGUEBAS, vindo de Nampula, por sinal fundado e gerido por um grande amigo meu, ‘infiltrou-se’ no programa oficial, para cantar e dançar ‘Guebuzadas’! Aquele gesto neopatrimonialista tirou a estatura ‘Estatal’ da ocasião! Não esperava! Caiu mal! E, vindo de um amigo, não só caiu mal, como cheirou mal!
Felizmente pude expressar a minha opinião ao visado, pessoalmente! Para subir não é preciso baixar tanto!
Alguém, do Protocolo de Estado, deve fazer um curso sobre práticas diplomáticas! Se não tiverem quadros para tal, que peçam ao meu ex-docente de práticas diplomáticas, Julião Cuambe, para lhes dar uma reciclagem!
Tirando essa pequena mancha, deixo aqui registadas, para a posteridade e para a História, estas linhas.
Um abraço patriótico, de Chimuara, ao Prof. Dr. Carlos Castelo Branco, pela coragem e frontalidade!
Ao pseudo ‘jornalista da corte’ fica o meu singelo e patriótico desprezo! Que se reduza à propria insignificância! Senti a falta do Abdul Carimo Issa, um dos últimos anónimos e incansáveis lutadores para a construção da ponte! -Manuel de Araujo.
(*) Carta enviada pelo autor a nossa redacção. Título da responsabilidade do CanalMoz.
- Entre Caia e Chimuara no Zambeze já se passa - Engrossa a lista de assinaturas contra nome de Guebuza na Ponte:
Maputo (Canalmoz) – Já está inaugurada a ponte sobre o rio Zambeze, e oficializada a polémica atribuição do nome do chefe do Estado ao empreendimento, mas cidadãos que não se conformam com a medida, continuam a subscrever a carta que se manifesta contra “o endeusamento e culto à personalidade” ao actual presidente da República.
Até ao fecho da edição de hoje do Canalmoz, aproximadamente duas centenas de moçambicanos haviam assinado a carta. A carta é da iniciativa do deputado da bancada da oposição Manuel de Araújo, que apresenta fortes argumentos para que à ponte sobre o Zambeze não fosse atribuído o nome do actual chefe do Estado.
O número de signatários da referida petição pode parecer insignificante, mas dado os meios usados para a sua difusão, argumenta-se que não se pode considerar poucas as pessoas que expressamente se opõem à atribuição do nome de Guebuza à ponte da “Unidade Nacional” ou simplesmente “Ponte do Zambeze”.
A carta está, até ao presente momento, apenas a circular através da Internet. Sabe-se que poucos moçambicanos têm acesso a este meio de comunicação. Entretanto, apurámos que os promotores da carta aventam a possibilidade da petição vir a circular em papel, onde os cidadãos que se opõem à atribuição do nome de Guebuza à ponte sobre o Zambeze, possam continuar a assinar a carta e deixar o número do seu documento de identificação. A seguir, segundo apurámos, já com assinaturas em número significativo, pretende-se que a carta seja submetida a órgãos de soberania, como é o caso da Assembleia da República, a manifestar a indignação pela “entronização de Guebuza” na ponte sobre o Zambeze. -Borges Nhamirre.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
7/30/09
Apontamentos do Tito Xavier: Porto Amélia até 1975 - Piscina municipal
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!



