quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Prémio Carlos Cardoso...II.



Mandantes sem rostos.
23/11/2005 - O cruzamento das avenidas Martíres da Machava e Paulo Samuel Kakomba, na capital do País, parou, das 18 as 19 horas desta Terça-feira, para dar lugar à cerimónia de homenagem ao jornalista, editor do extinto jornal Metical, Carlos Cardoso, por ocasião da passagem do 5º ano após o seu assassínio bárbaro.
No mesmo local, foi lançada a quarta edição do concurso jornalístico “Carlos Cardoso” que, contrariamente as anteriores edições, será expandido para as restantes capitais provinciais como forma de incutir-lhes um espírito investigativo.
São cinco anos de um silêncio que abafam a verdade, pois até hoje, o governo moçambicano, sobretudo as autoridades judiciais ainda não esclareceram quem são os mandantes do macabro assassínio.
“E por causa deste silêncio, os colegas de Cardoso e a sociedade em geral estão preocupados com demora que se verifica no esclarecimento do caso. Mas a questão chave é procurar saber quem foram os mandates do crime”, sublinhou o Secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas, Eduardo Constantino, acrescentando que o slogam adoptado aquando do assassinato de Cardoso: “Não há algemas que podem silenciar palavras”, continua o mesmo.
Disse ainda que “é preciso que os jornalistas sejam mais investigadores como forma de continuar a luta pela verdade”.
Contrariamente as anteriores edições, a quarta edição do concurso jornalístico “Carlos Cardoso” foi lançado no local de crime, e pela primeira vez, o mesmo será expandido para outras capitais provinciais como forma de incentivar os jornalistas locais a investigar mais os factos.
Para além dos colega da classe e a viúva do malogrado, Nina Berg e filhos, a Associação Juntos Pela Cidade (JPC), pela voz do Reverendo Carlos Tembe, começou por dizer que Carlos Cardoso mais do que um jornalista, foi um autarca do Município de Maputo, razão pela qual, juntava-se naquele lugar de tristeza e dor para lembrar a sua persistência e dedicação no desenvolvimento sócio económico do município de Maputo.
De acordo com o Reverendo Tembe, a vida e obra de Cardoso é uma verdadeira inspiração para aquele que continuam a sonhar com um município seguro, livre de criminalidade e outros males sociais.
Presentes estiveram colegas, deputados da Renamo-União Eleitoral, Graça Machel, Alice Mabote, alguns membros ligados a magistratura judicial, diplomatas entre outras personalidades.
Entretanto, o esperado julgamento de Aníbal dos Santos Júnior, vulgo Anibalzinho, o qual dissera aos Repórteres sem Fronteiras, pouco antes da sua segunda fuga, ser o único que conhece a verdade sobre a morte do jornalista Carlos Cardoso, vai ter lugar no dia um de Dezembro próximo, de acordo com fontes oficiosas do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM). - Anselmo Sengo
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Via: "Zambeze".

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