terça-feira, 19 de setembro de 2006

Cabo Delgado: Construção de complexo residencial gera polémica.


A construção de 48 moradias para um grupo de antigos combatentes da luta de libertação nacional no distrito de Nangade, em Cabo Delgado, está a gerar um mal-estar entre dois empreiteiros e o Governo provincial, este último na qualidade de dono da obra. Trata-se da Varinda Construções, empreiteiro que inicialmente venceu o concurso para a construção daquele complexo residencial, cujas obras estavam orçadas em 15 milhões de meticais da nova família (MTn) e a Neusa Construções, que já está a executar as mesmas obras que já custam 19 milhões de MTn.
Segundo Abu Bacar Varinda, da Varinda Construções, a sua empresa foi arrancada as obras mesmo depois de as ter ganha num concurso público sem ter sido alertada do facto pelo dono da mesma que é o Governo provincial.
"Nem sequer nos avisaram que tínhamos que deixar as obras, apenas soubemos de amigos. No entanto já gastamos cerca de dois milhões de MTn e não sabemos quem nos irá pagar", disse. Ainda segundo Abu Bacar, fora da Neusa Construções não ter concorrido, elevou os custos da construção do complexo dado que irá cobrar por cada moradia 400 mil MTn, contra os 300 mil MTn que a sua empresa havia se predisposto a exigir para cada casa.
Por seu turno, João Ntchonho, director provincial para Assuntos dos Antigos combatentes, disse que Abu Bacar exigia 700 mil MTn/casa, o que fez com que aquele departamento do Governo procurasse um outro empreiteiro mais barato.
"Ele queria muito mais do que podíamos dar e procuramos alguém da praça que pudesse nos cobrar um preço inferior ao dele", tendo acrescentado que se tratou de uma adjudicação dirigida por ser uma obra social.
No entanto, Abu Bacar questiona como é que o valor total seria 15 milhões de MTn para 48 moradias se cada casa estivesse ao preço de 700 mil MTn.
Sabe-se, porém que, recentemente, sumiram 15 milhões de MTn dos cofres do Governo provincial de Cabo Delgado, valor este que era destinado para a construção daquele complexo. Este valor estava sob gestão da Direcção Provincial da Mulher e Acção Social.
O facto faz pairar certa insatisfação em alguns círculos, dado que ao invés do Governo esclarecer o sumiço daquele valor, disponibilizou outro e acrescido em dois milhões de MTn, portanto 19 milhões MTn, para a mesma empreitada.
Maputo, Terça-Feira, 19 de Setembro de 2006:: Notícias

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