terça-feira, 26 de setembro de 2006

Na cidade de Pemba: PR lança celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente.


O presidente da República, Armando Guebuza, lançou oficialmente ontem, em Pemba, o movimento nacional das celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, e dos 20 anos da sua morte e dos 33 membros da sua delegação, em consequência do despenhamento do avião em que viajavam, em Mbuzini, território sul-africano, em 19 de Outubro de 1986.
O chefe do Estado voltou a reafirmar, na circunstância, que o Governo nunca descansará enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias em que morreu o Marechal Samora Machel, mas acusou o regime do "apartheid" de ter sido o autor do crime de assassinato contra a vida do filho mais querido que Moçambique tinha e mais os seus companheiros.
Depois de enaltecer o papel de Samora Machel em cada etapa da sua vida e da organização a que pertenceu, a FRELIMO, o presidente da República acabaria por anunciar que a partir de ontem o movimento nacional comemorativo da tragédia de Mbuzini, cujo lema é "Samora Machel Vive na Luta Contra a Pobreza", inclui que em cada província haverá um monumento em memória daquele compatriota, estratega militar e libertador da nossa pátria.
Para Guebuza, a melhor forma de render homenagem, para além do monumento ontem descerrado na praça construída em memória do fundador da nação moçambicana, é a consolidação de um Moçambique unido do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, orgulhoso da sua soberania e história e que valoriza a sua diversidade cultural e linguística.
"Queremos um Moçambique em paz e livre da pobreza, com a sua prosperidade construída pelos moçambicanos, onde a auto-estima é a divisa nacional, o patriotismo é um valor assumido e a auto-superação constante uma maneira de ser e de estar de todos vós", disse o estadista.
A ligação entre o 25 de Setembro, dia do início da Luta Armada de Libertação Nacional, em 1964, das Forças Armadas de Moçambique e da Revolução ao lançamento do movimento em homenagem a Samora Machel, segundo explicou o chefe do Estado, deve-se ao facto de as FAM serem produto do primeiro presidente do Moçambique independente.
"Ele (Samora Machel) é que organizou e fundou as Forças Armadas, com base nas Forças Populares de Libertação de Moçambique. Ele é que comandou as várias batalhas, à frente daqueles de quem herdámos as actuais Forças Armadas. Por isso, este casamento não é descabido", disse.
Na ocasião, foram lidas mensagens que recordam os feitos de Samora Machel, do partido Frelimo, dos antigos combatentes, do Conselho Municipal local, entre outras entidades.
Em jeito de resposta a todas estas intervenções, a viúva do falecido presidente, Graça Machel, em nome da família sanguínea, como ela disse, falou das dificuldades que ainda persistem de viver sem Samora Machel.
"Tal como é difícil para todo o povo moçambicano viver sem Samora Machel, também para nós, família de sangue, não é fácil, pois, também não conseguimos viver sem ele, mas teremos que continuar a viver assim, mas com ele sempre presente, através dos ensinamentos que nos deixou", sublinhou Graça Machel.
Das restantes províncias, chegam-nos relatos de que os respectivos governadores encabeçaram as cerimónias comemorativas dos 42 anos do desencadeamento da luta armada de libertação nacional, bem como do Dia das Forças Armadas e do lançamento oficial das celebrações do 20º aniversário da tragédia de Mbuzini.
Maputo, Terça-Feira, 26 de Setembro de 2006:: Notícias

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