quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sugestão de arma para combater os elefantes em Cabo Delgado.

Zumbido de abelha afugenta elefantes, diz estudo
O zumbido de abelhas irritadas pode trazer algum alívio para moradores de vilarejos africanos que costumam ter suas colheitas devoradas regularmente por elefantes famintos.
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Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que elefantes abandonam rapidamente uma área depois de ouvir gravações do som de abelhas.
Os insetos podem dar picadas doloridas na parte interior da tromba dos animais e, acredita-se, os elefantes aprenderam a evitá-los.
A pesquisa foi divulgada na revista científica Current Biology.
"Nós estamos um pouco cautelosos em relação à eficácia em larga escala", disse à BBC a líder da pesquisa, Lucy King, que realiza pesquisas no Quênia.
Ela disse, contudo, que as abelhas podem se tornar uma arma que os agricultores podem usar na situação certa.
Os elefantes gostam de milho, a principal colheita de milhões de africanos. Os animais costumam buscar as plantas pouco antes da época da colheita.
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Sombra
A equipe de pesquisadores de Oxford ocultou alto-falantes em árvores onde os elefantes buscavam sombra para se proteger do sol.
Enquanto eles descansavam, os cientistas tocaram som de abelhas gravado em colméias.
Este ruído claramente perturbou os animais e 94% das famílias de elefantes se afastaram das árvores em um período de 80 segundos depois de acionada a gravação.
King disse, contudo, que reconhece que os agricultores não têm dinheiro para comprar alto-falantes e minidisc e, por isso, o método para se livrar dos elefantes não é prático.
Os animais também são espertos e acabariam percebendo a ausência das picadas dolorosas.
"Nós não sabemos se isso aconteceria depois de tocar a gravação três ou trinta vezes, mas é claro que vai acontecer."
Pode ser mais prático e mais desejável, ela acredita, usar abelhas ao invés de apenas o som de zumbido.
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"Cerca de colméia"
Um outro projeto que os cientistas estão testando no Quênia envolve a criação de uma "cerca de colméia", onde a passagem de um elefante faminto levaria abelhas a começarem a voar e zumbir, fazendo com que o animal mude de idéia e fuja, evitando a área.
Uma experiência envolveria suspender uma série de colméias em estacas e ligá-las por fios.
Quando o elefante passa, o fio se movimenta perturbando as abelhas.
Em determinadas situações, colocar mais abelhas em comunidades rurais pode ajudar não apenas a proteger as colheitas mas também a incrementar o fornecimento de mel para consumo local ou para a venda.
Mas abelhas africanas são muito agressivas e dão picadas doloridas, então algumas comunidades podem resistir à idéia de utilizá-las.
A pesquisa é financiada, em parte, pela organização Save the Elephants (Salve os Elefantes, em tradução livre), que tem como missão "desenvolver uma relação de tolerância entre as duas espécies", de seres humanos e de elefantes africanos.
In - BBCBrasil.com 09/10/07

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