segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Referênciando novamente o pembista e professor RAFAEL DA CONCEIÇÃO...

Em Setembro último citei aqui o lançamento do livro "Lied para Yonnis-Fred e Maelle (Paternidade, Morte e Quotidiano, Construções no Mar, em Terra e no Ar...)", autoria de Rafael da Conceição, um texto sobre (antropologia d)a morte com a participação da designer Andrea Andrade Paes, companheira comum de nossos folguedos de adolescência na então Porto Amélia.
Foi lançado a 18 de Setembro, pelas 10 horas da manhã na Universidade Eduardo Mondlane, campus universitário, anfiteatro 2501 do novo Complexo Pedagógico e apresentado por Carlos Serra e José Teixeira...
Surgem hoje, em Maputo, de autoria respectivamente da brasileira Marilda da Silva e do sociólogo moçambicano Luis Cezerilo os livros "Docência e Investigação: a dor e a delícia de ser o que é" e "Diz o que é: príncipio geral da sociologia".
Até aqui tudo normal...a não ser a polémica que vai cercando o "Docência e Investigação" quanto à criatividade gráfica da capa da obra, em muito e como se pode comprovar na imagem acima, originada na capa do livro de Rafael da Conceição.
Para os Pembistas que conhecem bem a lisura ética de Rafael da Conceição e Andrea Andrade Paes, transcrevo do Diário de um Sociólogo o "diálogo" originado pela revolta justificada de Andrea Paes:
  • Andrea Paes - É com bastante indignacão, que vejo, que a capa do livro de Marilda da Silva, é um DESCARADO PLÁGIO da capa do livro do Professor Doutor Rafael da Conceição, "Lied para Yonnis-Fred e Maëlle (Paternidade,morte e quatidiano. Construcões no mar, em terra e no ar...)" Verifica-se que, nesta atitude, há uma IGNORÂNCIA total do respeito que se deve a um Autor e com ela, uma surpreendente falta de CIVISMO. Lamento profundamente! Andrea Paes-9/11/07 12:54 AM.
  • Carlos Serra - Olá, Andrea! Só agora reentrei no blogue. Ainda não vi a capa do livro da Marilda. De qualquer das formas, achei por bem fazer chegar esta manhã a sua preocupação ao Luís Cezerilo, pois não tenho o contacto telefónico da Marilda.-9/11/07 9:04 AM.
  • Andrea Paes - Dr. Carlos Serra, Surpreende-me que diga que ainda não viu a capa do livro de Marilda, quando a foto do cartaz onde esta se destaca (e sobre a qual eu reagi), foi inserida por si, aqui no seu Blog... Tendo em conta que o Dr. Carlos Serra foi um dos apresentadores do livro do Prof. Rafael da Conceição, aquando do lançamento dessa obra, ser-lhe-á bastante fácil comparar as duas capas e encontrar o DESCARADO PLÁGIO a que me referi na mensagem anterior... Fico-lhe agradecida por ter comunicado a Luís Cezerilo a minha indignação. Andrea Paes-12/11/07 1:11 AM.

Atualizando em 13/11/07 - 12:20:

  • Carlos Serra - Devo confessar que não prestei atenção à capa. Cumprimentos. -12/11/07 10:01 PM
  • Andrea Paes - Dr.Carlos Serra, Se quiser prestar maior atenção, poderá ir ao Forever Pemba ver as duas capas, uma ao lado da outra... Andrea Paes -13/11/07 1:21 PM

Até ao momento Carlos Serra não deixou qualquer outro comentário que traga luz sobre a atitude descortêz, inconveniente, desagradável de Marilda da Silva e Luiz Cezerilo para com Rafael da Conceição e Andrea Paes. Díficil é justificar o injustificável... mas esperemos as causas e razões via Diário de um Sociólogo. E que a legalidade e os direitos de autor de Rafael da Conceição sejam repostos e respeitados.

Leia também "Olhar Sociológico".

22 comentários:

IO disse...

Plágio é realmente algo de muito feio e é também uma forma de quem o pratica nos dizer que não tem um pingo de imaginação, senão criava para si em vez de copiar.
Um beijo ao Jaime e à Inez, IO.

Anônimo disse...

Um beijo também para ti IO e outro ao Jaime, já que as minhas vindas aqui à net são raras.
Este assunto é desagradável e triste, ainda mais sabendo que Moçambique tem tanta gente ligada à arte. Não foi só plagiada a base gráfica da capa, mas também Guernica que substitui a foto da mulher com a criança. Esperemos que os autores do plágio adquiram conhecimento correcto das leis que preservam os direitos de autor.
Inez

Anônimo disse...

Pois, realmente a imaginação não abunda nos autores do "livrito".

Além de copiarem o conceito da capa ainda foram buscar o quadro do Picasso, provavelmente sem pedirem licença a quem de direito.

Uma trapalhada pegada. Que saibam ao menos pedir desculpa aos lesados e corrigir a asneira.

Cumprimentos para todos,
Armando Corte-Real

Anônimo disse...

É mania !
Qualquer um "escreve" e lança livros.
A maior parte traduz literatura de cordel que fica nas prateleiras ou vai para a reciclagem de papel. Só tem utilidade para isso e para preencher o ego vaidoso desse tipo de amostra-de-intelectual que abunda em terras onde quem tem um olho é rei.

Manuel

Anônimo disse...

Gostaria que o Rafael da Conceição soubesse de meu respeito, solidariedade e consideração por seu nome e por sua origem em Cabo Delgado.
Infelizmente os homens(?) de hoje, com mínimas excepções, não têm mais H maíusculo nem pêlo na venta.

Cumprimentos,

S. Silva

Anônimo disse...

Caríssimos
Ao passar por aqui encontrei isto...!Francamente, nunca esperei
de gentes Moçambicana.Quem conhece o Jaime e a Inês sabe perfeitamente
que eles não entram em complicações e por isso acredito nas palavras deles,assim como de outros.
Haja prudência! Não ao plágio!
Sejam Moçambicanos na verdadeira acepção da palavra.Honra.
Abraços.
Diabinho

Anônimo disse...

De facto é muito feio e não se espera de pessoas adultas e responsáveis. Os direitos de autor são para respeitar integralmente.
Mas as acções ficam com quem as pratica, mesmo que apresentem as devidas desculpas.
Abraço solidário.
Erml

Anônimo disse...

Manuel, as suas divagacões sobre literatura e o valor dos livros não interessam. Falou das capas?

Grilo

Anônimo disse...

Não o fizeram por mal. Foi coincidência ou transmissão de pensamento. Devem ser perdoados.
Mamud

Anônimo disse...

Para o Grilo:

As minhas divagações - conquanto o teu juízo não tenha importância - não interessam para sujeitos como tu, que possívelmente perambulas pelo círculo fechado da emergente e minoritária fina-flor moçambicana abarrotada de vantagens económicas proíbidas para a maior parte da população simples e pobre de Moçambique, mas reproduzem a verdade que muitos não podem ou não têm coragem de expôr.
Para rematar e porque acredito na liberdade de expressão, mesmo que não tenha que te dar alguma satisfação, ponho o que penso aqui, em qualquer lugar e até pessoalmente. Se não gostas, troca de canal. Se gostas, digere com acompanhamento de alface que ainda deve vender-se com fartura lá pelo antigo e carismático mercado do Xipamanine.
Há ! Sobre as capas esquecidas e importantes, não é preciso dizer mais nada. O texto do post em mote e outros comentários já falam tudo.

Manuel

Anônimo disse...

Antes de mais queria agradecer a todos os que têm participado neste debate por que se trata de uma questão importante e por isso mesmo de uma causa justa e nobre. Muito obrigado a todos. Não queria entrar mas agora vejo que tenho que entrar mesmo, porque ele está a ter contornos nauseabundos. Não gostei de algumas posições aqui expressas. E já agora para o sr. Manuel: reconheço e respeito o direito à opinião mas só isso. Opinião. Não tente falar em nome da maioria pobre do povo moçambicano...fale só por si e muito claramente. E respeite o povo moçambicano. Fale à propósito. Não tente confundir-se para depois confundir os outros, porque essa técnica já é conhecida sobejamente. Não desvie os termos do debate. Seja responsável. Quanto ao resto...já agora diga lá: o senhor não tem um apelido? Podia mo dar? É que quero procurar umas coisas através de si, aprender... Rafael da Conceição

Anônimo disse...

Penso que já foi aqui demonstrado a revolta e indignação sobre este triste acontecimento.Só uma pequena nota em relação ao Dr.Carlos Serra que conheço pessoalmente e tenho-o como uma pessoa directa, franca e íntegra...estou convencido que não tenha mesmo reparado na capa do livro. Quanto aos autores do plágio que tenham pelo menos a hombridade de pedir desculpas.
JMarabuto

Anônimo disse...

Manuel,

Aqui em Inglaterra não há Xipamanine, nem nunca estive em África e nem nunca pertenci à alta sociedade Mocambicana (mas até gostava, porque iria mudar muitas coisas no mundo).
Luto pelos direitos Humanos e por causas como esta aqui mencionada. Estou solidário para com o Prof.Rafael da Conceicão e a CAPA deve ser alterada!

Pelo que reflectem as suas palavras, o Sr., ao contrário de mim, deve ter sido uma daquelas pessoas que viveu em Mocambique e que saíu de lá com os "calcões furados"... Pois meu Sr remende-os!

Eu trabalho com refugiados políticos e já vi chegarem aqui pessoas esfarrapadas, esfomeadas e com as almas ensanguentadas...
Portanto, tenha um pouco mais de humildade, que é coisa que, hoje em dia, falta a muita gente!

Grilo

gotaelbr disse...

Agradeço a todos que aqui têm vindo manifestar sua opinião sobre o assunto que envolve Andrea Paes e Rafael da Conceição.
Minha solidariedade aos dois aqui fica repetida.
E que os "erros" cometidos, involuntários ou não, sejam reparados. O que, até agora, desconheço se já foi feito.
Informo também que qualquer "variação" mais inflamada que aqui venha a ser colocada futuramente, desde que não se balize dentro do tema em questão, será deletada. Deveremos "construir" e não desinformar perdendo tempo com demagogia infrutifera. O espaço para comentários pode ser melhor utilizado. E o ForEver PEMBA não necessita desse tipo de estratégia de propaganda para defender o tema PEMBA, que é seu fulcro.

Anônimo disse...

Não estamos perante uma situação de coincidências! Há elementos da ilustração da Andrea que foram reproduzidos na obra da Marilda!
É mesmo plágio.
Não é o comum acto banal de se copiar uma foto, uma imagem, de qualquer blog da net. O caso vertente configura um crime aos direitos de autor.
Uma obra de arte, seja de que natureza for, é um filho criado por quem lhe deu vida. O plágio reveste-se de autêntico rapto.
Ainda que a Andrea não accione juridicamente o/s autor/es deste crime, é justo que o acto seja amplamente denunciado para opróbrio de quem não tem respeito pela propriedade artística de outrem.
Por mim, não deixarei de o fazer nos trilhos que vou percorrendo neste espaço virtual.

Branquinho de Almeida

Zé Paulo Gouvêa Lemos disse...

Plágio = mesquinhez.
Quem se utiliza do artifício do plágio tem por isso uma personalidade mesquinha. Não tenho muito mais a dizer sobre este triste episódio, a não ser que não sei se os autores do livro são os criadores da capa, e se por isso responsáveis diretos pelo plágio.
Não faz muito tempo, por algo que se passou na “baixa blogosfera” escrevi algo sobre o tema.
A minha solidariedade aos lesados, e um beijo especial à Inez e Andréia.
Estarei fazendo um link lá no meu cantinho sobre este post.

Anônimo disse...

Bom dia a todos!
Quero agradecer ao Jaime todo o seu apoio e ênfase neste assunto relacionado com o plágio, e a todos os que aqui têm vindo mostrar a sua indignacão e solidariedade.

Quero também fazer uma rectificacão sobre o facto de não ser eu o Autor da capa, mas sim o Prof.Rafael da Conceicão que fez a composicão gráfica, tendo esse trabalho sido finalizado pela Imprensa Universitária da UEM.

Andrea Paes

JPT disse...

um aborrecimento isto, já o meu "irmão" (como agora aqui se usa dizer), já o meu amigo (como eu continuo a preferir dizer, pouco cristamente, se calhar) Rafael me avisara pessoalmente disto. Obrigado pelo seu aviso. A imprensa universitária tem vindo a funcionar mal, de modo descuidado. Já no lançamento me tinha irritado do "Lied ...", disse-o, depois as pessoas ficam desagradadas com as opiniões, vêm sempre com o velho e estafado "são as nossas limitações" mas não são, é descuido.

Paralelamente, meu caro, vou insistir em algo que já lhe escrevi há anos - o Forever Pemba tem informação a mais, é dos blogs que visito o que mais tempo leva a carregar e por vezes até me tranca o computador. Como me acontece isto em três sítios diferentes não acredito que seja malapata minha.

cumprimentos, bom bloguismo

JPT disse...

"Já no lançamento do "Lied" me tinha irritado ..." (desculpe o erro do comentário acima)

gotaelbr disse...

Obrigado José Pimentel Teixeira pela informação sobre as dificuldades em "carregar" o ForEver PEMBA. Recordo sim sua reclamação. Na época relacionei com as limitações técnicas vivenciadas pelos internautas em Moçambique e reconheço que não me preocupei, já que ninguém mais me alertou (até ao momento) sobre isso. Creia que farei os testes necessários e, se preciso, eliminarei alguns itens que possam comprometer ou impedir suas (e dos demais internautas) sempre bem-vindas visitas ao blogue.

Quanto ao desagradável "descuido" gráfico em tema, grave ou não dependendo das circunstâncias, bom seria que surgissem explicações claras dos responsáveis. É o que se espera, conquanto e pelo que nos diz já dê para entender algo.

Saliento e agradeço também a participação da Andrea, Branquinho e Zé Paulo.

Anônimo disse...

Um livro realmente se faz pela capa. [ironia]...

Tem o livro na internet pra dowload? Tem xerox dele na faculdade?

gotaelbr disse...

Caro "Anónimo",

Sugiro contate a Universidade Eduardo Mondlane (http://www.uem.mz/) em Maputo onde, na época do lançamento desse polémico livro, o Rafael exercia a função de docente.

Mais referências aqui:
http://cordadaroupa.blogspot.com/2007/09/rafael-da-conceio-lied-para-yonnis-fred.html