domingo, 3 de fevereiro de 2008

Cabo Delgado - Tráfico humano ocorre perante a apatia das autoridades moçambicanas...

Por: Fernando Sidumo - Maputo - Diário do País - Um moçambicano que se dá pelo nome de Momed Ahmad acusa um grupo de 10 estrangeiros, entre originários dos países do Ocidente e da África, de o terem raptado, a 23 de Janeiro de 2008, para um acampamento com tendas de campanha montadas no mato, algures no distrito da Mocímboa da Praia, na província nortenha de Cabo Delgado.
Já no local, Ahmad diz ter encontrado um contigente de pouco mais de 20 pessoas, supostamente moçambicanos também feitos reféns dos raptores e lhe deram tempo para fazer uma última comunicação via telefone com um seu familiar, dizendo algo que ia na alma.
Depois de se comunicar com um seu tio, o raptado cidadão pediu para ser acompanhado para fazer necessidades fora do acampamento, ao que lhe foi autorizado e aproveitando-se da distraição dos que o acompanhavam e também da escuridão, pôs-se em fuga de regresso à vila sede do distrito da Mocímboa da Praia onde tratou de comunicar à Polícia da República de Moçambique (PRM) da ocorrência. Momed Ahmad disse ter a PRM apenas se limitado a tomar nota da ocorrência e aconselhá-lo a identificar o grupo às autoridades policiais logo que se deparar com o mesmo.
Inconformado com o comportamento da PRM, Ahmad diz, falando ao jornal que se dirigiu a Pemba para denunciar o sucedido, iniciativa que também resultou num fracasso, “pois ali também os agentes só me ouviram e mais nada fizeram”.
Momad Ahmed desconfia que o grupo seja de traficantes de pessoas para extração dos seus órgãos humanos ou para venda dos raptados nos países vizinhos.

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