segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Moçambique - Dinamarca declara tolerância zero contra corrupção, na esteira da Suécia e Noruega.

(Clique na imagem para ampliar)
.
Dinamarca contra corrupção em Moçambique.
O governo da Dinamarca afirma ter declarado ‘tolerância zero’ à corrupção em Moçambique, na esteira de uma posição idêntica já defendida pela Suécia e pela Noruuega.
A posição foi reiterada à BBC para África pela Ministra daquele país para o Desenvolvimento e Cooperação, Ulla Tornes.
Há algumas semanas a Suécia anunciou igualmente um corte na ajuda ao orçamento geral do estado, devido ao que foi descrito como ausência de progressos significativos em frentes como a do combate à corrupção.
Foi agora revelado que também o governo da Noruega, outro país doador, não deverá aumentar o apoio orçamental a Moçambique para o próximo ano, pelo que diz ser a ausência de agressividade nas políticas de combate à corrupção.
A assistência financeira da Noruega deverá assim permanecer nos cerca de 30 milhões de dólares actuais.
.
Tolerância zero.
A Dinamarca é um dos chamados ‘parceiros programáticos’ do Governo moçambicano. É a partir daquele grupo que são feitos os desembolsos que perfazem cerca de 50 por cento dos fundos do Orçamento Geral do Estado.
Um grupo de que faz parte também a Suécia, cuja decisão de reduzir o apoio orçamental a Moçambique, trouxe de volta a lume a já antiga questão sobre o que está ou não a ser feito em matéria de combate à corrupção neste país.
Foi na esteira daquele desenvolvimento, embora sobre aquele caso específico, que a BBC para África conversou com Ulla Tornes, a ministra dinamarquesa para a Cooperação de Desenvolvimento.
“A política do Governo Dinamarquês é idêntica a dos suecos, e é de ‘tolerância zero’ à corrupção. Não podemos, absolutamente, aceitar que os dinheiros do contribuinte dinamarquês não estejam a ser aplicados para os fins acordados. "
Mas estará o Governo da Dinamarca, ao contrário da posição da sua contraparte Sueca, satisfeita como o actual andar de coisas no respeiante ao combate à corrupção em Moçambique?
“Nós estamos a trabalhar com o governo a esse respeito e contamos com uma boa colaboração.Temos uma longa história de relacionamento com Moçambique.”
Há alguns anos a Dinamarca suspendeu a ajuda que então canalizava para o sector da educação na Zambézia devido a irregularidades financeiras então detectadas e que terão aparentemente já sido esclarecidas.
- Eleutério Fenita, correspodente da BBC em Maputo, 18 de Agosto, 2008 - Publicado em 17:30 GMT.
  • Corrupção e má gestão ameaçam cancelar ajuda financeira a Moçambique - Aqui!

2 comentários:

Isabel-F. disse...

é pena que a corrupção continue em Moçambique ... é triste que auele povo continue a viver nas condiçoes em que vive ...


bjs

Anônimo disse...

Claro que esse é um dos caminhos a tomar!... Os fundos doados e recebidos em Moçambique caem na maior parte das vezes em mãos erradas. O destino é quase sempre o mesmo, volatizando-se no universo nebuloso da corrupção mocambicana que começa no "saguate" descarado do despacho de bagagens nos aeroportos à entrada em Moçambique e segue extorsivo pelas repartições públicas terminando nas altas contas bancárias de entidades aparentemente "intocáveis" e apadrinhadas. É só identificar os titulares das "grandes fortunas" moçambicanas que, do dia para a noite e em meia dúzia de anos floresceram não se sabe como ou ninguém quer dizer com medo de morrer atirado de uma qualquer janela de um qualquer edificio da capital Maputo. Igualzinho ao que aconteceu com António Siba Siba Macuácua e outras injutiçadas vítimas que vinham lutando com coragem e até se sacrificaram e morreram tentando colocar Moçambique no caminho justo da legalidade para dar ao povo maioritário e humilde condições de vida com um mínimo de dignidade. Quem sabe "secando" a fonte, a sede os faça refletir e obrigue a criar um mínimo de vergonha na cara.

Tiberio