sexta-feira, 19 de setembro de 2008

“Medo” do voto dos emigrantes faz socialistas e comunistas alterar a Lei Eleitoral em Portugal!

(Quadro do pintor ítalo-brasileiro Antonio Rocco*)
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O Emigrante Português, batalhador reconhecido, avança fronteiras e mares em busca de vida melhor.
Deita-se cansado nas madrugadas e acorda quando o sol nasce, com o pensamento e economias no rincão pátrio.
Dá muito e pede pouco à Pátria Lusa.
Mas nada é fácil para o emigrante português!
Desloca-se distâncias sem fim e perde horas de trabalho quando busca num consulado (dos que o governo socialista ainda não fechou) um apoio, um documento, uma informação quantas vezes dada por favor.
E agora, por obra e arte de políticos inchados, arrogantes, ladinos, de palavras fáceis, discursos improdutivos e frases decoradas, até o direito ao voto se transforma em mais uma barreira no caminho deste bravo, destemido, respeitado lutador. Só porque têm medo da sua lucidez política, da firmeza do seu querer que ninguém corrompe e da força de seu voto!
E, para que se entenda melhor, diz na net "O Mundo Português":
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""Sexta-Feira, 19 Setembro de 2008 - Alteração à Lei Eleitoral: AR aprova fim do voto por correspondência dos emigrantes.
Conforme era esperado, foi aprovada na Assembleia da República (AR) a alteração da lei eleitoral que institui a obrigatoriedade do voto presencial dos emigrantes portugueses para as legislativas e as europeias e acaba com o voto por correspondência.
Em meio a uma troca de acusações entre socialistas e social-democratas, a alteração foi aprovada com os votos da maioria PS e dos deputados do PCP, a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra do PSD.... ...
... ... “Medo” do voto.
No debate que antecedeu hoje a votação, José Cesário foi mais incisivo e acusou os socialistas de "terem medo" do voto dos emigrantes porque "desde 1999 que [o PS] não consegue ganhar umas eleições nas comunidades portuguesas”.
Já José Lello «acusa» o voto por correspondência de ter "muitas imperfeições" e ser "potencialmente permeável à fraude", afirmando que nas últimas eleições legislativas, “a imprensa deu conta do desaparecimento inexplicável de várias centenas de boletins de voto destinados à emigração e perto de uma centena de votos oriundos do Brasil foram enviados para Espanha”.
Sobre as alegadas irregularidades do voto por correspondência, José Cesário afirmou que o PS não tem "qualquer legitimidade moral” porque “até hoje foram os únicos a serem censurados num acto eleitoral desta natureza".
A possibilidade do uso do voto electrónico - defendida publicamente por José Cesário e ainda pelo presidente cessante do Conselho das Comunidades Portuguesas, Carlos Pereira - foi colocada de parte por José Lello que destacou o relatório da Comissão Nacional de Protecção de Dados, afirmando que este é “bem elucidativo quanto à permeabilidade dos sistemas informáticos a intrusões abusivas e às imensas dificuldades que um tal sistema apresenta para garantir a fiabilidade de um acto eleitoral".
... ... Comunidades: protesto e receio… ... - Pela extensão do artigo, leia o texto integral do "Mundo Português" aqui!
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E acrescento, a respeito da confusão e desconfiança que o sr. José Lello faz sobre a possibilidade do voto eletrónico para os emigrantes: É pena que em seu vasto curricullum de viagens pelo mundo a expensas do erário público, não se tenha apercebido da experiência/exemplo de sucesso em voto eletrónico que é o Brasil, onde, em 5 de Outubro próximo, 130.469.549 milhões de eleitores farão uso desse sistema cómodo, rápido, moderno, impermeável a "intrusões abusivas dos sistemas informáticos e às imensas dificuldades que um tal sistema apresenta para garantir a fiabilidade de um acto eleitoral"(sic). É pena mesmo, pois evitaria falar disparate.
E ainda na net, leio no blogue "O Arrastão":
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""Dia a dia o PS melhora.
O PS aprovou hoje as alterações ao sistema de voto dos emigrantes portugueses, alegando que o voto por correspondência permitia a existência de “chapeladas” eleitorais. E quem é que o PS escolheu para apresentar este projecto e defender alegado reforço da transparência do processo eleitoral? José Lello. Isso mesmo. José Lello, o dirigente do Partido Socialista responsável pela mais cara campanha no estrangeiro de que há memória, e que está a ser investigada pela PJ depois de ser público que a campanha no Rio de Janeiro foi financiada por um empresário entretanto detido pela justiça brasileira no processo da "máfia dos bingos". O mesmo empresário que, vá-se lá saber porquê, foi depois nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo do PS. Para compor o ramalhete, Maria Carrilho, a única deputada do PS eleita pelos círculos da emigração faltou ao debate que lhe dizia directamente respeito. Um dia como os outros na bancada socialista. (Aqui!)
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*Segundo a Wikipédia, o quadro acima é de autoria de Antonio Rocco nascido em Amalfi a 23 de julho de 1880 e falecido em São Paulo, 28 de novembro de 1944. Foi um pintor ítalo-brasileiro.
Estudou pintura no Instituto de Belas Artes de Nápoles entre 1899 e 1905. Em 1913 veio para o Brasil, estabelecendo-se na capital paulista. Em 1918, fundou a "Escola Novíssima", onde lecionou pintura durante três anos. Neste mesmo ano, realizou sua primeira mostra individual e elaborou a capa da revista A Cigarra.
Foi paisagista, marinhista, pintor de retratos, de nus e de naturezas-mortas. Pode ser considerado um realista.

6 comentários:

Isabel-F. disse...

Oi Jaime,

Bom dia e bom domingo para ti.

Há muito que os socialistas e o pc queriam tomar esta atitude ... só que os governos anteriores ainda tinham um pingo de vergonha na cara ... o actual faz tudo o que lhe dá na real gana ....

ainda não consegui perceber ... mas não vai haver alternativa para os emigrantes? haverá assembleias de votos em consulados e similares?
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em relação ao que falas sobre a dificuldade que os emigrantes têm quando se deslocam a consulados e embaixadas para tratar de alguma coisa ... e que os serviços funcionam como se estivessem a fazer um favor ... infelizmente sei que é verdade ... sem entender porquê ... nem a razão de tal atitude ....


se alguma vez precisares de algum documento ... certidão ... sei lá ...

acede a este endereço

http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt

quase tudo se consegue tratar on line ... há taxas a pagar por multibanco (em Portugal) mas qualquer um te poderá fazer isso ... desde já contas comigo ...

em tempos a Guida Binda (nossa atleta ... lembras-te dela???...) perdeu os documentos dela ... e precisou de os arranjar ..pelo consulado, em Londres, nada conseguia ... e através dum simples contacto telefónico para os Registos Centrais de Lisboa, conseguiu tudo ....

o endereço que te indiquei é o endereço que interessa a todos os portugueses que estejam fora de Portugal ....


beijinhos

gotaelbr disse...

Obrigado pelos préstimos e informações acima Isabel.
Vamos a ver como ficará essa situação que dá nojo.
O "desprezo" demonstrado pelos emigrantes e a "aberração" que querem legalizar são de tal tamanho vergonhosos que penso o Presidente da Républica deveria ter peito para vetar a matéria e obrigar essa turma de chacais a recuar para o covil.
Para o EMIGRANTE, a Pátria lusa está sempre perto no coração mas distante ao não permitir condições de uma vida digna e melhor.
O "Portal do Cidadão" que indicas, é um exemplo de que, para umas coisas (como pagar taxas e impostos), a informática e as novas tecnologias facilitam, convêm, servem a primor e são seguras. Mas para O VOTO ELETRONICO (inconveniente para socialistas e comunistas)essas "novas tecnologias da internet" já não convêm, não servem, não são seguras e não as querem permitir. Tudo porque são covardes e têm MEDO do VOTO do EMIGRANTE. Afinal a quem querem enganar com essa "esperteza" de verdadeiros "ratos de porão"?...

JPT disse...

é uma má vontade com o voto imigrado desde 1975. E é um contra-senso face à retórica auto-legitimadora da esquerda portuguesa

Ana Martins disse...

Caro Jaime,
é uma má vontade e não só,
Não terão os nossos emigrantes os mesmos direitos que os restantes cidadãos?

Que democracia é esta?
A mim parece-me que estamos a entrar numa ditadura CAMUFLADA!

Beijinhos

gotaelbr disse...

JPT e Ana Martins,

É complicado...
Colocam a máscara de Pinóquios apalhaçados e desavergonhados para a ingénua plateia lusa, representando muito mal a peça da democracia. E esta plateia, além de ingénua, talvez também mesquinha ou ignorante sei lá, vai na onda como dizemos deste lado do mar e vota nessa troupe de circo do insólito, burlesca, rídicula. E o resultado não poderia ser outro. Aí está o Portugal que temos pós 1975!
Para finalizar com um abraço aos dois, faço minhas as palavras bem colocadas por "Antonina" em comentário no seu "maschamba" JPT: "Será que sabem quantos nós somos por esse mundo fora?"... E o quanto representamos em poder económico independente da Mãe Pátria?

Jaime

Anônimo disse...

Sócrates e sua laia fazem-nos retroceder no tempo e recordarmos uma época triste de Portugal em 1975, quando naquela época havia portugueses, não designados de emigrantes mas de retornados, que, vítimas da irresponsabilidade e incompetência política da época,ao retomarem seu lugar na sociedade portuguesa foram hostilizados e marginalizados indecentemente. Consideravam os então "retornados" como portugueses de "segunda" categoria. Igual ao que querem fazer hoje com os EMIGRANTES! É próprio de sociedades "pequenas", mesquinhas, atrofiadas,incultas, que mal enxergam o seu próprio umbigo.
Retornados e Emigrantes, ao longo da história do Portugal recente, têm demonstrado sua capacidade e competência de estar na vida, TRABALHANDO! E isso "incomoda" todos aqueles que, invejosos, frustados, complexados, nada produzem ou sabem fazer, vivendo à sombra de subsídios diversos, como parasitas. A história repete-se e essas mentalidades mesquinhas conduzem este pequeno e sempre pobre País chamado Portugal a ser a "cauda" da Europa. Merecidamente!

Francisco Saraiva