terça-feira, 16 de setembro de 2008

O que falam de Moçambique: Ministério do Turismo moçambicano pretende acabar com a anarquia do setor. Ainda bem, ora pois, digo eu !!!

Maputo, Moçambique, 16 Set - O Ministério do Turismo de Moçambique está a elaborar uma nova abordagem ao sector, a fim de elevar a sua rentabilidade e conter a desordem que caracteriza o crescimento da actividade nos últimos anos, afirmou em Maputo o ministro Fernando Sumbana.
De acordo com o jornal Notícias, de Maputo, a nova abordagem assenta em duas iniciativas, nomeadamente o projecto “Arco Norte”, abrangendo as três províncias do norte, passível de gerar para os cofres do Estado cerca de 1100 milhões de dólares/ano e o “Programa Âncora de Investimento em Turismo”, que poderá empregar 1300 pessoas.
Em Nampula, Cabo Delgado e Niassa foram identificadas áreas com grande potencial para o desenvolvimento do turismo, através da combinação de melhores praias, fauna e flora e cultura, particularmente a Ilha de Moçambique, primeira capital do país e património da Humanidade.
“Este é um circuito que reúne todas as condições naturais para ser muito bem sucedido a nível mundial. São poucos os países que têm a possibilidade de combinar este triângulo (praia, flora e fauna e cultura)", referiu o ministro.
O projecto “Arco Norte” vai atrair investimentos na ordem de cinco mil milhões de dólares e, a partir do turismo, desenvolver outras áreas, levando para a zona 700 mil turistas adicionais que podem deixar cerca de 700 milhões de dólares/ano.
Em Cabo Delgado, o plano abrange a cidade de Pemba, com três estâncias turísticas de alto nível, Ilha de Ibo, conservação do centro histórico e encorajamento de um novo desenvolvimento de casas e ruínas, ao passo que em Nampula inclui a faixa de cinco quilómetros de costa de Lumbo à Sancol, na Ilha de Moçambique.
No Niassa o conceito é usar a área marginal do Lago Niassa para erguer empreendimento de alta qualidade, estabelecendo ligação praia-mata para a Reserva do Niassa e o Parque Nacional de Selous (Tanzania).
Tendo como ponto de partida 2008-2010 e 2016-2020, a fase de consolidação da iniciativa visa também corrigir a desordem que está a caracterizar o turismo, particularmente na Ponta D’Ouro e no Tofo, províncias de Maputo e Inhambane, em que locais que podiam acolher estâncias turísticas foram transformadas em zonas de casas de veraneio.
- Macauhub -16/Set/08.

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