10/08/08

Ecos da imprensa moçambicana: Baía de Pemba quer USD 5 milhões para turismo.

Banner do jornal moçambicano Diário do País

A restauração do sector de turismo na província de Cabo Delgado poderá consumir pouco mais de 5 milhões de dólares americanos em trabalhos de instalação de cerca de quatro mil quartos pertencentes a três hotéis de três e quatro estrelas que estão a ser reabilitados e a entrarem em funcionamento a partir de 2012, segundo Agostinho Nthawale, presidente do Conselho Municipal da cidade de Pemba.

Ele falou quarta-feira passada em Maputo, numa cerimónia de lançamento das celebrações dos 50 anos da elevação de Pemba à categoria de cidade, a assinalar-se no próximo dia 18 de Outubro de 2008, tendo em seguida considerado que a baía de Pemba acaba de ser classificada como a terceira mais bela do planeta, o que exige do governo moçambicano a fortificação das infra-estruturas por forma a colher um maior fluxo de visitantes possível a escalar a província. Para isso, ele disse ser necessário o desencadeamento de actividades de sensibilização dos residentes no sentido de adoptarem uma postura cívica e de hospitalidade que sempre os caracterizou, tendo aproveitado oportunidade para convidar investidores nacionais e estrangeiros no sentido de visitarem a província para descobrirem novas oportunidades de investimentos, porque segundo Nthawale, Cabo Delgado ainda possui diversas áreas por explorar.

Sobre os 50 anos de Pemba, o presidente do Município de Pemba disse que para marcar a passagem da data as autoridades locais precisam de perto de 3.225 mil meticais para serem gastos em actividades de providenciar gastronomia típica de Cabo Delgado e para cachés aos artistas que irão abrilhantar espectáculos programados para assinalarem a data, bem assim, pagamento de prémios a serem atribuídos as três primeiras vencedoras do concurso miss Pemba, devendo receber a primeira classificada o valor de 75 mil meticais.

Fonte da organização do evento confidenciou ao jornal que se está a fazer todos os possíveis no sentido de garantir presença nas festividades comemorativas dos 50 anos de relevação de Pemba a categoria de cidade os membros da Associação dos Naturais, Amigos e Simpatizantes de Cabo Delgado, (Cabo Delgado em Movimento) naquele evento. De apontar que em Maio de 2008, a baía de Pemba foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO) como a terceira maior baía do mundo e segunda ao nível do continente africano.
- Fernando Sidumo - Diário do País, Maputo, 2ª feira, 06 de Outubro de 2008.

  • Baía de Pemba - A mais bela entre as belas - Aqui!

10/07/08

Crise financeira global: Explicação de brasileiro para americano entender...

O sistema financeiro globalizado vai, apavorado, derrubando bolsas e aterrorizando poupadores pelo mundo todo com a crise originária lá dos Estados Unidos que se veio agravando nos últimos meses e poderá gerar recessão profunda e prolongada nas economias ocidentais.

Com isso e simplificando, a actividade económica diminuirá e as pessoas e empresas não terão dinheiro suficiente para gastar nem para investir além de que os Estados Unidos espelham uma deterioração crescente do mercado, que pressionará economias emergentes, forçará a alta de taxas de juros, a inadimplência, o empobrecimento das famílias e empresas por consequência também do desaparecimento do crédito acessível e barato.

Entretanto, apesar de todas as distorções e divergências quanto ao tema, vão-se tentando, nas altas esferas financeiras mundiais, soluções e medidas para ajudar grandes instituições financeiras abaladas e sanear e pacificar os mercados. O que, crente pessoalmente que melhores dias virão, poderá levar ainda algum tempo...

E, apesar do assunto ser sério e preocupante aparece sempre, na hora do "vamos rir para não chorar" a capacidade humurística "tupiniquim" que nos leva a ler "pérolas" como esta, recebida hà pouco por e.mail:

""Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato económico para leigo entender... É assim:

O "seu" Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do "seu" Biu, um ousado administrador formado em curso de "emibiêi", decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "pindura" (dívida) dos pinguços como garantia.

Uns seis "zécutivos" de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do "seu" Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do "seu" Biu vai à falência.

E toda a cadeia "sifu... ..."!

Viu... é muito simples...!!! ""

Pois é, ria para não "trucidar" o autor !!! ""