10/09/08

Mais de mil pessoas receberam formação em informática em Cabo Delgado e todo o Moçambique.

Mais de mil pessoas receberam formação em informática nos Centros Provinciais de Recursos Digitais (CPRDs) de Moçambique, no primeiro semestre de 2008.

Ao todo os CPRDs de Gaza, Inhambane, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado formaram 1271 moçambicanos. Quarenta e cinco por cento dos formados são do sexo feminino, entre funcionários públicos, estudantes e público em geral, sendo que a maior percentagem (22 por cento) se localiza na província da Zambézia, seguindo-se Nampula (16 por cento), Tete (15 por cento) e Cabo Delgado (14 por cento).

As províncias onde a adesão foi menor foram Inhambane e Sofala, ambas com 12 por cento, e Gaza, com nove por cento.

«Esta diferença estatística deve-se fundamentalmente a problemas organizacionais dos CPRDs, que afectam de formas diferentes o desempenho», conforme refere a Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática.

Os CPRDs formam recursos humanos na área das tecnologias de informação e comunicação a nível local, dispondo de técnicos treinados para a ministrar aulas de informática, que incidem também na administração de redes e manutenção de computadores.
In - IGOV de 09/10/2008.

Cabo Delgado - Governo de Moçambique quer reativar fábrica de grafite de Ancuabe.

Maputo, Moçambique, 9 Out/08 - O governo de Moçambique está a negociar com empresários estrangeiros a reactivação da fábrica de grafite de Ancuabe, na província de Cabo Delgado, de acordo com difundidadas pela Rádio Moçambique.

A estação emissora cita a ministra dos Recursos Naturais, Esperança Bias, para afirmar que as negociações estão num bom caminho, prevendo-se que a fábrica retome as suas actividades dentro de dois anos.

A ministra disse ainda que os esforços do governo estão também virados para uma empresa de exploração de mármore, no distrito de Montepuez, tendo em vista o aumento da sua produção. Esperança Bias fez estas declarações na cidade de Pemba, Cabo Delgado, onde presidiu à cerimónia de assinatura de um contrato de pesquisa e produção de petróleo na bacia do Rovuma com a Petronas, da Malásia.

A mina de Ancuabe foi fechada em 1999 devido aos elevados custos de produção, nomeadamente o preço da geração de electricidade com geradores a gasóleo e uma quebra de 50 por cento no preço da matéria-prima. Estudos recentes mostraram que Ancuabe tem reservas de grafite estimadas em 1 milhão de toneladas. A mina foi explorada pela empresa Grafites de Ancuabe entre 1994 e 1999, que investiu cerca de 5 milhões de dólares para criar a capacidade de produzir 7500 toneladas de grafite por ano.

A Grafites de Ancuabe era uma "joint venture" entre a empresa irlandesa Kenmare Resources, com 77 por cento do capital, a British Commonwealth Development Corporation e o Estado de Moçambique.
- In MacauHub de 09/10/08.