1/09/09

Cabo Delgado - O saque às florestas continua...

O saque continua... Simplesmente lamentável. Até quando a impunidade, corrupção e alheamento das autoridades de Moçambique permitirão tais absurdos? Até quando ?... Claro que os destinos e benefícios auferidos com essa madeira ilegalmente saqueada das florestas de Cabo Delgado-Moçambique são por demais conhecidos. Como o são os "bolsos-recheados" que normalmente se beneficiam de tais saques. O povo (o verdadeiro e maioria) de Moçambique certamente não o é! Pelo contrário...

Quatro empresas multadas por exportação ilegal de madeira.
As autoridades florestais moçambicanas interceptaram mais de 900 mil metros cúbicos de madeiras ilegais para exportação, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, tendo multado quatro empresas, revelou hoje(sexta-feira) o jornal Notícias em Maputo.
As empresas Mofid, Lda., Pacífico Internacional, Kings Way e Thienhe preparavam-se para exportar 958,779 metros cúbicos de madeira em toros com dimensões legalmente proibidas já depois de os contentores terem sido revistados e terem obtido licença de exportação quando foram detectadas.

Segundo Castro Rassul, chefe dos Serviços Provinciais de Florestas e Fauna Bravia, que multou as empresas em 183 mil meticais (cerca de 26 mil euros), só a Mofid se preparava para enviar fraudulentamente para fora do país 519 metros cúbicos de madeira.

A infracção vai custar à empresa 439 mil meticais (14.600 euros), enquanto a Thienhe vai ter que pagar 159 mil meticais (5.300 euros) e à Pacífico Internacional foi aplicada uma multa de 131 mil meticais (4.300 euros). A Kings Way foi multada em 53.900 meticais (1.700 euros).

As empresas têm agora 15 dias para pagar as multas, consideradas insuficientes pelos restantes madeireiros da província que lembram tratar-se de empresas reincidentes neste tipo de práticas.

O jornal Notícias dá ainda conta da "estranheza" dos exploradores florestais da província de Cabo Delgado por a exploração ilegal de madeiras ser detectada apenas quando o produto já está no porto para ser expedido, considerando que contribui "para a má fama junto dos armadores e o consequente agravamento dos fretes".

Por isso, apelam às autoridades para que façam uma "investigação profunda" ao fenómeno, que dizem "manchar" não só os envolvidos, mas também toda a província, operadores e o próprio governo provincial.
- Angola Press/Notícias, 09/01/2009.
  • Post's anteriores deste blogue sobre desmatamento e meio-ambiente - Aqui!

Diz a imprensa moçambicana: Moçambicanos proibidos de ser turistas...

A prática da actividade turística é negada, à maioria dos moçambicanos, devido aos preços praticados, pelos operadores do ramo, na oferta dos diferentes serviços, que são proibitivos, de tanto serem altos.

A constatação é do ministro de Turismo, Fernando Sumbana, para quem as unidades hoteleiras, além de praticar preços proibitivos, para os nacionais, promovem a polarização da economia nacional, cobrando em dólar americano, aos utentes hoteleiros e turísticos, quando a moeda em vigor, no País, é o metical.

Este cenário ocorre numa altura em que o valor do metical está a ganhar, cada vez mais, uma maior cotação, face às outras moedas transaccionais, no mercado cambial.

A falta de prática de preços baixos para leva a que muitos citadinos, mesmo em períodos de férias ou do fim do ano, passem confinados em suas residências, quando poderia estar num dos quais-quer lugares turísticos, que Moçambique oferece.

Sumbana acrescentou que “não é por acaso que muitos moçambicanos demonstram total desconhecimento, do seu próprio País, em detrimento de veraneantes que, quando visitam Moçambique, têm a possibilidade de conhecer muita coisa sobre o País, dadas as facilidades que têm, de se deslocarem de um ponto para o outro.

Para permitir que mais moçambicanos tenham acesso às instâncias de hotelaria e turismo, aquele governante considera estar em marcha um trabalho destinado à introdução de taxas que possam ser acessíveis, para os nacionais.

“Esta medida já está a ser praticada, de forma experimental, nalgumas unidades hoteleiras do País”, disse o ministro moçambicano de Turismo, no cargo, há 2 décadas.

Outros dados em poder do Jornal ilustram que os projectos turísticos crescem, em média anual, a uma velocidade estimada em 24 porcento e a frota de alojamento em 13 porcento, além de este sector contribuir com cerca de 15 porcento, em termos do Produto Interno Bruto, PIB.
- Maputo, TribunaFax de 08/01/2009.