3/06/09

Corpo de Afonso Tiago aparece no fundo do rio Spree...

Em 20 de Fevereiro último, alertado pelo JPT, transcrevi aqui o questionamento da blogosfera, amigos e familiares sobre Afonso Tiago, jovem engenheiro português desaparecido em Berlim dia 10 de Janeiro deste ano?
Hoje, porque acabei de tomar conhecimento na net, lamento transcrever o que se escreve no "Sapo Noticias" de hà momentos:

Corpo de Afonso Tiago descoberto hoje no fundo do rio Spree.
O corpo do Afonso Tiago foi hoje encontrado pela polícia alemã no fundo do rio Spree com todos os seus pertences (carteira, telemóveis, etc).

De acordo com uma fonte da Rede Judiciária Europeia «ainda se desconhecem as causas» e também «se se tratou de um acidente ou de um crime».

Em declarações ao SAPO, Ivo do Carmo, amigo de Afonso Tiago, que foi hoje informado pelas autoridades alemãs do aparecimento do corpo do jovem engenheiro, afirmou que o corpo não apresenta sinais de agressão.

Ivo do Carmo foi a última pessoa a ver Afonso Tiago na noite em que desapareceu. Foram juntos até à estação de Ostbahnof, levantaram dinheiro juntos e depois Afonso seguiu em direcção a casa.

«O corpo do Afonso vai ser autopsiado em Berlim para se chegar a conclusões sobre o que aconteceu», referiu à Agência Lusa a procuradora Adélia Martins, da rede Judiciária Europeia.

António Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que acompanha Cavaco Silva na visita à Alemanha, já se pronunciou. Braga afirmou lamentar a morte do engenheiro português e enalteceu o trabalho das autoridades alemãs, que, no seu entender, fizeram todos os possíveis para encontrar Afonso Tiago.

Depois de o rio Spree ter sido a primeira hipótese tida em conta pela polícia, esta semana as buscas no local foram retomadas devido à subida da temperatura. Também esta semana, as autoridades alemãs obtiveram autorização para analisar os registos telefónicos do engenheiro de 27 anos.

Durante a visita oficial de Cavaco Silva à Alemanha, que decorre durante esta semana, o Presidente Português conversou com as autoridades alemãs e declarou que estas classificaram o caso do desaparecimento do jovem como «bruxedo», por não o conseguirem explicar.

O corpo de Afonso Tiago é já o segundo cadáver de um cidadão estrangeiro encontrado nos últimos três dias, em Berlim. Na terça-feira passada as autoridades alemãs encontraram o corpo de um colombiano que estava desaparecido desde 14 de Fevereiro.

Afonso Tiago estava desaparecido desde o dia 10 de Janeiro.
- Sapo Notícias, @Vera Moutinho, 06 de Março de 2009, 15:03.
  • Caso de Afonso Tiago é "bruxedo", dizem as autoridades alemãs - Aqui!
  • Onde está Afonso Tiago, desaparecido em Berlim...? - Aqui!

Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50.

(Clique na imagem para visualizar em tamanho normal ou ampliar.)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida:

Esta bela foto poderia ter como legenda o seguinte: “Bombeiros Voluntários de Peso da Régua formam-se na mais antiga e prestigiada universidade do país, na cidade de Coimbra”.

Devem ser raros os Corpos de Bombeiros que entram pela Porta Férrea da velha universidade de Coimbra, com o um dos seus mais belos carros de incêndios (o velho Ford, hoje uma peça de museu) e, em frente da velha torre da universidade (a cabra dos estudantes), no meio do Pátio dos Estudos Gerais, retratam para a posteridade esse momento de uma passagem (ou visita?) por esse lugar intemporal, junto a um estudante de capa e batina.

De qualquer forma esta foto dos anos de 1940 a 1950 assinala a importância que os bombeiros da Régua sempre tiveram no país, onde são conhecidos e reconhecidos pelo seu trabalho e espírito dedicado de missão à causa do voluntariado.

Nesta imagem pode ver-se uma geração de grandes bombeiros da Régua, como o Octávio Silva, o Manuel Gonçalves, o Castelo Branco, o José Silveira, o José Clemente e ainda o saudoso João Figueiredo, mais conhecido por “João dos Óculos” que, em 1953, perdeu a vida num incêndio.

Em jeito de homenagem a todos esses grandes bombeiros recordamos aqui uma parte de uma bela crónica que o escritor João de Araújo Correia que escreveu em memória do bombeiro João Figueiredo.

“Quando, em 1953, ardeu por completo, nesta vila, a CASA VIÚVA LOPES, empório de secos e molhados, como se diz no Brasil, morreu no incêndio o bombeiro João Figueiredo, mais conhecido por João dos Óculos.

No dia seguinte ao fogo, vi o cadáver, estendido de costas, de lado de dentro de uma abertura, que tinha sido, poucas horas antes, uma das portas da grande mercearia.

O corpo do João, ligeiramente vestido, como que ostentava, em toda a extensão das partes descobertas, o que se diz em Medicina, queimaduras de primeiro grau.

Não sei se a rápida morte do João foi devida às queimaduras, talvez mais extensas do que as ostentadas, se foi devido a asfixia ou queda. Não li o relatório de autópsia nem sei até se o João foi autopsiado. Sei que morreu no incêndio da CASA VIÚVA LOPES.

Era um pouco triste e um pouco frio, no trato, o João dos Óculos. Mas, homem bem comportado, honesto compositor na IMPPRENSA DO DOURO. Vi-o trabalhar, muitas vezes, sem erguer olhos do componedor.

Tive muita pena do desgraçado bombeiro. Tanto mais, que me eram simpáticos os seus padrinhos e pais adoptivos, o já cansado tipógrafo João Monteiro e sua mulher Senhora Glorinha, proprietários de uma arcaica tipografia quase morta chamada TRANSMONTANA. (…).

Tive muito pena do João dos Óculos, falecido em 1953”.

Teve pena dele o médico e o escritor João de Araújo Correia. Teve pena do João dos Óculos toda a Régua do seu tempo e a de agora que, através do seu Corpo de Bombeiros, jamais o deixará esquecer como um dos seus heróis.
- José Alfredo Almeida, Peso da Régua.

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