7/31/06

II FNCMT: Festival de Pemba encerra em apoteose.



Encerrou em Pemba o II Festival Nacional da Canção e Música Tradicional, que vinha decorrendo desde quarta-feira sob o lema "Celebrando a Diversidade Cultural Livres do HIV/SIDA".
O epílogo desta majestosa realização deixa-nos com fortes motivos para que o festival seja inscrito na lista dos melhores acontecimentos no nosso país desde que em 1975 celebrámos a nossa independência.
Tivemos um marco célebre em 1980, para, depois disso, haver um silêncio de 26 anos.
Hoje é unânime dizer-se que estamos perante a nossa capacidade de fazer aquilo que é nosso, a cultura.
Pemba acocorou-se e disse "Obrigado Moçambique", por a ter dado o direito e a oportunidade de receber esta grande festa.
E a cidade e a província fizeram o seu máximo para que assim fosse.
O Estádio Municipal de Pemba, ontem, mais do que no primeiro dia, recebeu no seu seio uma população que não se continha de alegre.
Abriu logo no encerramento com uma exibição de danças como mapiko, tufo e damba.
No festival de Pemba há uma reconfirmação de a timbila ser lembrada como património cultural da humanidade.
A par desta manifestação, há que registar o facto de o Hino Nacional ter sido executado por vários elementos de todas as províncias participantes com os respectivos instrumentos.
Foram os próprios dirigentes do festival que disseram: este Hino Nacional, tocado com instrumentos musicais de todo o país, significa que a unidade nacional é um facto irreversível.
E é aí onde está o grande significado, o grande valor desta realização.
Foi um encerramento feito com apoteose, onde toda a gente se levantou num estádio completamente cheio.
O Ministério da Educação e Cultura, que organiza este festival, decidiu que o mesmo passa a realizar-se com uma periodicidade bienal, tendo já marcado o próximo para 2008 na cidade de Xai-Xai.
Em próximas edições voltaremos ao assunto.
ALEXANDRE CHAÚQUE
Maputo, Segunda-Feira, 31 de Julho de 2006:: Notícias

7/29/06

II FNCMT: Um apontamento de Glória de Sant'Anna a respeito do Estádio de Pemba.


Muito me alegrou ter visto transmitido na televisão um trecho do Festival Nacional da Canção e Música Tradicionais de Moçambique no Estádio de Pemba.
Aquele estádio foi projectado e orientada a sua construção pelo Arquitecto Andrade Paes, aquando da visita do Presidente da Répública de Portugal - General Craveiro Lopes - A Pemba (naquela época chamada Vila de Porto Amélia, a fim de ser aquela Vila elevada a Cidade).
A construção do estádio, gerou um movimento muito simpático de solidariedade, pela disponibilidade dos que se juntaram (trabalhadores e outros) para gratuitamente colaborarem com esforço de trabalho e oferta de materiais, sem qualquer outro encargo.
Porto Amélia (cujo nome foi posto pelo Rei de Portugal D. Carlos I em honra de sua Mulher a Rainha D. Amélia) - o historiador Ungulana Ba Ca Cossa sabe isso com certeza -.
Porto Amélia ( Pemba ) dizia eu, era nessa altura uma povoação sossegada.
Nesses festejos de elevação a cidade, o Estádio foi estreado à noite com grupos de batuque e a assistência de altas individualidades.
O Arquitecto Andrade Paes pintou um mural simples na parede exterior à entrada do estádio.
Muito me apraz que o trabalho dos que deram longos anos da sua vida com humanismo e generosidade, seja agora ainda mais valorizado pela alegria dessa gente dançarinos e cantantes movimentando-se para o futuro dessa terra bendita de Moçambique.

Glória de Sant'Anna - 29/06/2006

II FNCMT: Participantes macharam em Pemba.


A corresponder com o lema do Festival Nacional de Canção e Música Tradicional, "Celebrando a Diversidade Cultural Livres do HIV/SIDA", os mais de 300 artistas participantes, marcharam ontem, nas artérias da capital provincial de Cabo Delgado, para dizer "não à pandemia" e ouviram o que dizem as pessoas vivendo com a doença, uma mensagem do quanto é necessário acatar as mensagens de prevenção, o seu actual sofrimento e o apelo para que a sociedade não os discrimine.
"Estamos sujeitos a todas as críticas, os nossos direitos são constantemente violados. Verificamos, com muita tristeza, que as pessoas vivendo com o HIV/SIDA perdem os seus postos de trabalho, as mulheres são abandonados pelos seus maridos e familiares", denunciou o líder da associação CAERIA ("não se dizia", em língua emakwa), António Raímo, falando para todo o público, incluindo altos dignitários da nomenclatura política e governativa no nosso país, na Praça dos Heróis Moçambicanos.
António Raímo disse que o HIV/SIDA é uma realidade que cria embaraços no desenvolvimento de Moçambique, onde se notam, com amargura, crianças órfãs, vulneráveis, mulheres e homens viúvos e uma ainda presente discriminarão social, apesar de tudo o que o Governo e a sociedade civil fazem em contrário.
"Respeitem os nossos direitos, somos todos iguais e todos sujeitos à infecção pelo vírus do HIV/SIDA. Apelamos a cada um dos moçambicanos que tenha consciência da sua vida", clamaram os seropositivos.
António Raímo pediu à comunicação social um espaço gratuito para os seropositivos passarem a sua experiência de pessoas que já vivem com a doença, pois na sua opinião, é preciso fazer uma campanha de sensibilização, dado que a maioria dos portadores do HIV/SIDA não tem acesso aos anti-retrovirais.
Pediu esforços suplementares de todas as forças vivas da sociedade, incluindo, em primeiro lugar, o Governo, para que os anti-retrovirais sejam mais acessíveis, bem como advertiu que a falta de cuidados domiciliários, a nível nacional, faz com que, por exemplo, por falta de alimentos, aqueles abandonem o tratamento, do que resultam consequências trágicas.
Na tentativa de contornar este cenário, segundo António Raímo, a organização de que é chefe tem iniciativas visando o melhoramento da dieta alimentar, dando o exemplo de ter já, no posto administrativo de Miéze, arredores de Pemba, uma machamba de 10 hectares que nesta campanha está a produzir hortícolas.
Políticos e governantes foram ao pódio para apresentar as suas mensagens de apelo aos moçambicanos para a luta contra a SIDA.
O veterano Marcelino dos Santos, por exemplo, repetiu a mensagem do Presidente da República, Armando Guebuza, segundo a qual, "nós podemos acabar com o HIV/SIDA".
Mas seria o governador de Gaza, Djalma Lourenço que, de forma didáctica e pedagogicamente compreensível, e em três minutos, deu a lição, a partir de um adágio secular, segundo o qual, "vale a pena perder um minuto na vida do que a vida num minuto", para, mais adiante, explicar: "temos fogo em presença. Sabemos que queima. Temos agora é que escolher se pegamos o fogo para nos queimamos ou se evitamo-lo para não nos queimarmos".
PEDRO NACUO
Maputo, Sábado, 29 de Julho de 2006:: Notícias

7/28/06

II FNCMT: Marcha contra SIDA no festival de Pemba.


O II Fstival Nacional da Canção e Música Tradicional prossegue hoje, no seu terceiro dia, com uma marcha contra o HIV/SIDA, a realizar-se esta manhã.
É uma manifestação que vai juntar todos os participantes a esta que é uma festa nacional e que reúne grupos provenientes de todo o país.
Sob o lema "Celebrando a Diversidade Cultural Livres do HIV/SIDA", os artistas vão demonstrar a sua solidariedade com os infectados e afectados pela enfermidade.
Será uma marcha que percorrerá as principais avenidas de Pemba, uma cidade que vai deixando clara, de dia para dia, a força de um festival desta dimensão.
Ontem, os artistas estiveram toda a manhã efectuando os ensaios para que hoje e nos dias subsequentes tudo corra de feição e, já no período da tarde, as actividades estiveram divididas entre a Casa de Cultura e o Estádio Municipal.
Aqui, notou-se, relativamente ao primeiro dia do festival, pouca aderência.
Contudo, tudo leva a crer, por aquilo que é tradição da cidade de Pemba, que hoje e amanhã haja uma verdadeira efervescência.
Até aqui todas as actividades decorreram na urbe, mas a partir de hoje a praia do Wimbe vai acolher a canção e música de todo o país, o que vai emprestar outro ambiente a esta estância, visivelmente com poucos turistas nesta altura do ano.
Alguém nos dizia que a fraca afluência de turistas na praia do Wimbe deve-se, em grande parte, à força atractiva das ilhas que ficam perto de Pemba, casos de Ibo, Mamize e outros centros de beleza extraordinária.
Mas, mesmo assim, no Verão as coisas ganham outra dimensão.
Entretanto, voltando ainda ao festival, apesar de ser ainda cedo para se fazer qualquer balanço substancial, os jornalista já se queixam da falta de condições para trabalhar.
Falava-se, por exemplo, da existência de computadores onde seria montada uma sala de Imprensa.
Esses computadores realmente existem, mas não têm impressoras e não estão ligados à Internet.
Outro constrangimento relaciona-se com o transporte, que nem sempre está disponível para a comunicação social, que precisa de se deslocar para os diversos locais onde se realizam actividades relacionadas com o festival.
Isso está a limitar, naturalmente, a possibilidade de se estar mais por dentro dos desenvolvimentos e a horas desejadas.
O próprio Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, reconheceu isso numa conferência de Imprensa que concedeu na última quarta-feira, mas adiantou que "tudo estamos a fazer para que no cômputo geral o resultado venha a ser positivo.
Foi difícil organizar este evento, como todos sabemos.
Tivemos alguns apoios, mas não tanto como desejávamos".
ALEXANDRE CHAÚQUE - Maputo, Sexta-Feira, 28 de Julho de 2006:: Notícias
===============
Artista desaparecido volta ao convívio.
Este é um episódio de riso.
De dor, também.
Em todos os cantos da cidade de Pemba, fala-se deste homem que, desaparecido no dia 23, dia da chegada da delegação da província de Gaza, regressou, já ao convívio dos seus, no dia 26.
Para alegria e gargalhada de todos.
Porque a estória ganha contornos de sátira.
Do inexplicável.
E muita gente já o diz: o verdadeiro festival aqui em Pemba, é V. S., tal é o seu nome.
Diz-se que em toda a sua vida, este personagem nunca tinha viajado de avião.
Ele foi um dos seleccionados para ir a Pemba participar no II Festival da Canção e Música Tradicional.
E para chegar aqui, tinha que ir de avião, fazendo-o, portanto, pela primeira vez.
É natural que não é só V. S. quem tem medo de avião.
Salazar, antigo chefe do governo português, também tinha e muita gente o tem.
Sendo assim, segundo se conta, num dos momentos em que a aeronave que transportava a delegação de Gaza trespassa nuvens densas e trepida, o homem borrou-se nas calças, dominado pelo medo, provocando, naturalmente, um ambiente desagradável por causa do cheiro.
Outros dizem que essa manifestação biológica de V.S., deu-se quando o avião ia a aterrar.
Sendo assim, olhando para o chão, o homem, com uma idade que ronda os 60 anos, assustou-se, ganhou medo e, acto contínuo, libertou involuntariamente as fezes nas calças.
É então que, chegados a Pemba, a delegação de Gaza foi alojada.
Mas ao longo do trajecto para o IMAP, onde estão hospedados todos os artistas, os colegas de V.S. foram-no vaiando, divertindo-se à custa do seu desgraçado medo.
E assim que, sentindo-se mal com aquela chacotada, resolveu dar uma volta pela cidade, onde terá procurado um local para beber algo.
Só que não voltou mais ao IMAP, indo parar, não se sabe muito bem como, em Mecufe, local que fica há 50 quilómetros da capital de Cabo Delgado.
Aventa-se a hipótese de V. S. ter feito essa distância à pé, pela costa, pensando, numa linguagem de brincadeira, que podia chegar a Gaza por aquele troço e sem precisar de nenhum meio de transporte.
Procuramos por ele na manhã de ontem, para com ele entabularmos uma conversa, mas questões adversas, que vão para além do nosso controlo, não nos possibilitaram trazer a história deste artista.
Mas prometemos trazê-la contada na primeira pessoa.
ALEXANDRE CHAÚQUE, na capital de Cabo Delgado
Maputo, Sexta-Feira, 28 de Julho de 2006:: Notícias
===============
Acidente mata duas pessoas.
A polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da província de Cabo Delgado diz que não vai tolerar qualquer acto que possa perigar a segurança dos participantes do II Festival Nacional da Canção e Música tradicional, que decorre desde quarta-feira em Pemba.
Em causa está o acidente de viação que, no dia de abertura, vitimou, por atropelamento, dois jovens manchando em parte o primeiro dia deste evento.
A Polícia aponta como principal causa desde acidente a condução em estado de embriaguez e o excesso de velocidade por parte do automobilista.
Os malogrados são irmãos estudantes oriundos do distrito de Mueda.
Para além deste, o dia do arranque do festival registou mais três acidentes, dois dos quais envolvendo viaturas mobilizadas para o festival.
Contudo, segundo soube a AIM do director da Ordem e Segurança Pública da PRM em Cabo Delgado, Joaquim Nido, estes acidentes não provocaram vítimas a lamentar.
A PRM considera que o festival está a decorrer normalmente já que desde quarta-feira ontem ninguém teria aparecido a queixar-se de ter sido vítima de uma acção criminal, fora os acidentes acima mencionados.
"Não é dizer que tudo correu totalmente bem. Mas ninguém se queixou de ter sido vítima de alguma acção criminal fora os acidentes aqui mencionados contra os quais a Polícia vai continuar a trabalhar para desencoraja-los", disse o director da Ordem e Segurança Pública da PRM em Cabo Delgado.
A presença policial em Pemba é notória pelo menos em locais de maior concentração de pessoas, principalmente as ligadas ao festival, que termina domingo.
Maputo, Sexta-Feira, 28 de Julho de 2006:: Notícias

Mozambique: Study On Seismic Survey in the Rovuma Basin.


The Mozambican government presented on Tuesday the terms of reference for an environmental study to determine the impact of off shore seismic surveys, preparatory to oil prospection, in the north of the country.
According to a report in Wednesday's issue of the Maputo daily "Noticias", the seismic surveys will take place in blocks 2 and 5, in the Rovuma basin, which is on the border with Tanzania.
A contract for oil prospection in that area was recently signed between the publicly owned Mozambican National Hydrocarbons Company (ENH) and the Norwegian Hydro Oil & Gas Mozambique, granting exclusive rights to this company.
The agreement allows 30 months for two dimensional seismic surveys in each of the two areas, another 30 months for three dimensional surveys, and a further 36 months for the opening of exploratory wells.
Under Mozambican law, the concessionary must conduct an environmental study before carrying out any seismic surveys.
To this end, Hydro Oil & Gas Mozambique has hired the Mozambican company Impacto, Projectos e Estudos Ambientais and the South African firm, Mark Wood Consultants, companies with recognised experience in environmental studies.
A technical team has already been dispatched to the coastal district of Quissanga to start studying the environmental impact of seismic surveys, paying particular attention to the Quirimbas National Park and possible socio-economic impacts on the local population.
The study must determine the possible impact on aspects such as fishing and soil erosion.
The Quirimbas Park consists of an archipelago, and a strip of coast where protected species such as dugongs feed and reproduce.
The park contains coral reefs, and turtle nesting sites.
The study is also expected to answer questions on the impact of the seismic surveys on marine species that are sensitive to noise, particularly whales, and also any possible interference with the migration routes of marine mammals.
AllAfrica.com - Agência de Informação de Moçambique (Maputo) July 26, 2006

7/27/06

II FNCMT: O Ínicio do Festival.



Uma orquestra com instrumentos musicais tradicionais executou o Hino Nacional, ontem, na cidade de Pemba, dando início do II Festival Nacional da Canção e Música Tradicional, a decorrer até domingo próximo, cuja abertura foi presidida pelo Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, que considerou o evento uma verdadeira celebração da moçambicanidade, da unidade nacional e da auto-estima, que encontrou um palco para o convívio entre as diferentes culturas do nosso país.
O chefe do Estado disse que o festival é mais uma vitória que se traduz pela presença em palco das belas e ricas canções e músicas tradicionais, pilares da nossa identidade e alicerces da contribuição para o progresso da Humanidade inteira.
Considerou as manifestações culturais meios de transmissão de valores, de interacção social dos novos membros da comunidade, bem como da divulgação das regras de ética e de reprovação de comportamentos repreensíveis.
Depois de falar do papel da cultura e das suas múltiplas expressões ao longo do processo histórico e político moçambicano, Guebuza desejou que, mais uma vez, se revele como poderoso veículo de comunicação para a mobilização popular contra a pobreza e para o resgate da nossa auto-estima, tal como lhe tem sido dado a ver ao longo da sua presidência aberta pelo país. "Testemunhámos ainda como ela mobiliza todos os parceiros e actores do desenvolvimento para participarem na jornada comum de luta contra a pobreza nesta Pérola do Índico.
Vemos como ela transmite mensagens de repreensão e, ao mesmo tempo, de confiança na vitória contra os obstáculos ao nosso desenvolvimento, nomeadamente o burocratismo, o espírito do "deixa-andar", a corrupção, o crime e as doenças como a malária, tuberculose, o HIV/SIDA e a cólera", disse.
Para Armando Guebuza, a cultura participa no processo de apropriação e materialização da agenda nacional contra a pobreza, sendo por isso que se coloca como uma mais-valia que impele os moçambicanos a acelerarem o passo para que a pobreza passe à história.
O presidente enquadrou o festival no programa quinquenal do Governo, no que diz respeito ao asseguramento da promoção de intercâmbios culturais com vista à unidade nacional, da moçambicanidade e do nosso rico e diversificado património cultural.
"Estes intercâmbios também têm em vista o conhecimento entre os nossos concidadãos. Alguns dos participantes tiveram a sorte de viajar por usufruírem da paz e da estabilidade que vivemos e cuja preservação é do interesse de todos. Também foi uma oportunidade para conhecerem mais localidades do nosso belo Moçambique e para testemunharem que a pobreza no país não tem sede geográfica própria", afirmou.
Sobre a luta contra o HIV/SIDA, que vem associada ao festival, o presidente disse que esse mal pode ser combatido.
"A situação dramática desenhada, de que temos cerca de 500 infecções por dia, não nos deve desmobilizar na nossa acção. Podemos vencer o HIV/SIDA. Vamos vencer o HIV/SIDA, apostando na prevenção como medicamento mais seguro e disponível para todos", disse Armando Guebuza.
PEDRO NACUO
Maputo, Quinta-Feira, 27 de Julho de 2006:: Notícias