10/02/06

PEMBA - Nas vésperas do 4 de Outubro.


Renamo insiste na libertação dos seus quadros
... acusa Governador local de falta de postura governativa “ Nós submetemos a carta há quatro meses, mas até agora nada. O governador continua caladinho como se nada estivesse a acontecer, enquanto as pessoas estão a morrer mesmo ali ao lado dele (B.O. de Pemba)”, Delegado provincial da Renamo, em Cabo Delgado ao mediaFAX.
Maputo – A Renamo, o mais importante partido da oposição em Moçambique volta à carga em relação a detenção dos seus membros na cidade nortenha de Pemba, Cabo Delagado, acusando o governador local, de falta de postura governativa e exigindo a imediata libertação dos seus quadros
A Renamo insiste na libertação de quase duas dezenas de seus quadros ainda detidos, com prazos de detenção ultrapassados e sem culpa formada, em conexão com as manifestações políticas violentas ocorridas em Setembro de 2005, em Mocímboa da Praia que fez pelo menos 12 mortos.
Cerca de três dezenas, na sua maioria apoiantes da Renamo foram detidos, após as escaramuças sangrentas, que se seguiram, opondo simpatizantes da Renamo e da Frelimo e a polícia.
O governador da província nortenha de Cabo Delgado tem falta de cultura e postura governativas, alegadamente por estar a fazer vista grossa à manutenção na prisão dos membros que participaram nas manifestações de Mocímboa da Praia, atacou o delegado da Renamo em Cabo Delgado, Cornélio Quivale.
Os apoiantes da Renamo foram detidos em Setembro de 2005.
Uma carta submetida pela Renamo ao Governador Lázaro Mathe, sobre um pedido de audiência e para abordar a questão dos detidos, não recebeu nenhuma resposta até ao momento.
O pedido de audiência foi submetido em Maio deste ano.
“O governador da província de Cabo Delgado, para nós, está a mostrar uma autêntica falta de cultura governativa.
Nós submetemos a carta há quatro meses, mas até agora nada.
O governador continua caladinho como se nada estivesse a acontecer, enquanto as pessoas estão a morrer mesmo ali ao lado dele (B.O. de Pemba)”, denunciou o delegado provincial de Cabo Delgado o silêncio cúmplice do governo local.
A cadeia de máxima segurança, BO, onde se encontram detidos os manifestantes de Mocímoba da Praia, da Renamo funciona junto das instalações, do governo provincial.
“Nós pensámos que se ele tivesse uma cultura governativa e o lado humano da pessoa, já teria feito alguma coisa para parar com o massacre de pessoas inocentes”, insistiu Quivale.
Pelo menos dois dos detidos já sucumbiram, o último em Agosto deste ano.
“Ele como dirigente público, tem a obrigação moral e profissional de atender as pessoas, mesmo sabendo que não quer resolver o assunto”, repetiu o delegado político da Renamo, cujo partido não se tem poupado nos esforços para a libertação dos seus quadros.
O delegado político da Renamo disse que um outro pedido, foi igualmente submetido ao gabinete da juíza presidente do Tribunal Judicial de Cabo Delgado, mas sem sucesso. Existe a ideia que o assunto das detenções está a ser altamente politizado, a medir pelas múltiplas tentativas de adiar o julgamento dos detidos.
“Porque a informação que temos é que o processo já saiu da procuradoria...está neste momento no Tribunal Judicial Provincial.
Fizemos uma carta dirigida a esta instituição, mas também não temos resposta” , denunciou o delegado provincial da Renamo, as manobras de dilatórias em curso sobre o caso.
Os confrontos sangrentos de Mocímboa da Praia seguiram-se à disputa da eleição intercalar do edil de Mocímboa da Praia, descritas pela Renamo, como tendo sido viciadas à favor do candidato da Frelimo, Casimiro Pedro Francisco, por uma margem estreitíssima.
Os incidentes fizeram para além de 12 mortos, cerca de 50 feridos e inúmeras destruições de habitações .
Entretanto, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama esteve semana passada na província central de Tete, para encontros com a população em Mutarara e diálogo com familiares dos detidos dos confrontos violentos, envolvendo apoiantes da oposição e da Frelimo.
Uma fonte da Renamo disse ao mediaFAX que Dhlakama, vai abordar com o que chamou de prisioneiros políticos do seu partido, condenados e que se encontram na cadeia de Mutarara, em Tete. (FernandoMbanze/redacção)
MediaFAX - Maputo, Segunda-feira, 02.10.06, edição n.º 3629
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Moçambique sem garantias na justiça.
“Para a maioria dos moçambicanos, o acesso à justiça formal é quase que inexistente, pois os tribunais encontram-se fora do alcance dos cidadãos e os cidadãos não tem recursos para custear a contratação de um advogado e de outros custos associados ao acesso aos tribunais”, denuncia um relatório internacional da AfriMA, divulgado em Maputo.
Maputo – Moçambique continua a enfrentar um grande desafio de garantir o acesso à justiça para a maioria dos seus cidadãos e implementar os princípios constitucionais e padrões internacionais de justiça.
O constatação foi divulgada sexta-feira num relatório sobre o Sistema de Justiça em Moçambique, produzido por duas intituições internacionais, a Africa Governance, Monitoring and Advocacy Project (AfriMAP) e pela Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA) a que o mediaFAX teve acesso.
O documento é intitulado “ o sector de justiça e o Estado de Direito”.
Não é a primeira que organizações externas censuram o desempenho da administração da justiça em Moçambique.
A última constatação foi feita em relatório produzido pela Agência americana para o Desenvolvimento internacional, USAID, que acusa directamente o Tribunal Supremo e os seus responsáveis de fazerem uma defesa cega do establishment.
O AfriMAP é uma iniciativa das redes de fundações Soros em África, trabalhando com organizações da sociedade civil para levar a cabo a avaliação sistemática das realizações dos governos em três áreas, designadamente o sector da justiça e o Estado de Direito, participação política e democracia, e a provisão efectiva de serviços pelos governos.
E, a OSISA é uma organização de advocacia e financiadora que facilita as mudanças legislativas, políticas públicas e o desenvolvimento institucional para a construção da democracia e o respeito pelos direitos humanos na África Austral.
O documento apresenta uma avaliação compreensiva do sector da justiça, das realizações do Governo no sector judicial, e lança uma série de recomendações por forma a inverter o actual quadro.
O documento incentiva as autoridades governamentais a tomarem medidas para garantir que o sistema de justiça no país opere de forma justa e transparente e de acordo com os princípios do Estado de Direito.
No documento reconhece-se o considerável progresso que tem sido imprimido desde a assinatura dos acordos de Paz, onde se destacam como maiores progressos a reforma legal, a Constituição de 2004 – que reforça a protecção jurídica dos direitos humanos e o crescente número de juizes e advogados qualificados.
A constituição moçambicana é fortemente presidencialista, réplica da constituição americana.
Contudo, o documento revela que ainda persistem graves problemas neste sector.
“Para a maioria dos moçambicanos, o acesso à justiça formal é quase que inexistente, pois os tribunais encontram-se fora do alcance dos cidadãos e os cidadãos não tem recursos para custear a contratação de um advogado e de outros custos associados ao acesso aos tribunais”, sublinha-se o relatório.
Por outro lado, lança-se um veemente ataque a polícia, anotando-se que o abuso policial é uma prática constante e a superlotação das cadeias é um problema endémico.
O sector policial foi denunciada em relatório produzido internamente sobre a governação pública, como um dos sectores mais corruptos do país.
No documento revela-se que o sistema de justiça criminal em vigor tem quase que sistematicamente violado os princípios constitucionais de um julgamento justo.
“Em várias áreas, a implementação das novas leis não passa de letra morta”, acusa o documento.
Com efeito os autores da publicação recomendam o governo a melhorar a qualidade técnica da nova legislação e fortalecer a implementação das leis em vigor e, garantir o respeito pelo princípio da independência do judiciário.
Por outro lado insta o governo a reformar o sistema da justiça criminal, incluindo a legislação relativa à julgamentos criminais e o impacto da regra das sentenças mínimas e ainda desenvolver um mecanismo independente de supervisão da polícia e das prisões, entre outras medidas. (Benedito Luís)
MediaFAX - Maputo, Segunda-feira, 02.10.06, edição n.º 3629

9/30/06

Em Moçambique: Analfabetismo ainda ultrapassa 50 porcento da população.


Moçambique está actualmente com cerca de 52 porcento de índice de analfabetismo, uma cifra bastante elevada, mas que reflecte o esforço empreendido pelo Executivo, tendo em conta que na altura da proclamação da independência o país tinha um índice de analfabetismo de cerca de 97 porcento.
Esta informação foi revelada recentemente pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, falando em Nova Iorque a jornalistas moçambicanos que acompanharam a delegação presidencial à 61ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em curso naquela cidade norte-americana.
Segundo Aires ali, o processo de alfabetização conheceu um período de interregno na altura da guerra de desestabilização, devido a condições de segurança.
Mas agora, de acordo com o titular da pasta da Educação e Cultura, o processo foi relançado.
É por isso que o sector que dirige voltou a criar uma Direcção Nacional para esta área, por forma a dar a devida atenção ao processo.
A meta do sector, de acordo com Aires Ali, é produzir, até ao ano 2015, 30 porcento de alfabetizados. "Se conseguirmos fazer mais, melhor. Estamos a fazer esforços nesse sentido.
Por isso, estamos a colher experiências de modelos e doutros formatos de alfabetização que existem no mundo", disse o ministro.
Ali explicou que o país começou agora a usar rádio para alfabetização, o que trouxe bons resultados, e neste momento está-se a pensar em caminhar para o uso da televisão e de outras Tecnologias da Informação e Comunicação que podem tornar a alfabetização mais rentável e mais rápida.
Entretanto, a exiguidade de fundos na área da alfabetização interfere no processo.
Segundo o ministro da Educação e Cultura, o valor destinado à alfabetização é insuficiente.
Do bolo total do orçamento do Ministério da Educação e Cultura, apenas 0,8%25 vai para a área da alfabetização, um valor bastante reduzido.
Mas, segundo explicou Aires Ali, no Plano Estratégico do sector está prevista a subida do valor para 1%25 do orçamento, o que, a acontecer, seria resultado do esforço quer do Governo, quer dos parceiros de cooperação.
Aires Ali participou, recentemente, juntamente com a primeira dama, Maria da Luz Guebuza, numa conferência sobre alfabetização, em Nova Iorque, promovida pela primeira dama dos Estados Unidos da América, Laura Bush.
De acordo com o ministro, a iniciativa vai ajudar a cobrir o défice orçamental que se apresenta neste momento na área da alfabetização em Moçambique.
No encontro estiveram presentes representantes da área, idos de todo o mundo.
Para além de encontrar formas comuns de injectar dinamismo no processo de alfabetização, o encontro pretendia analisar e encontrar soluções para o problema da discriminação ainda prevalecente, em quase todo o mundo, em termos de acesso à Educação, entre rapazes e raparigas.
Para o efeito, o Governo norte-americano disponibilizou um milhão de dólares para actividades de alfabetização e educação da rapariga.
O acesso a este valor será feito através da UNESCO.
Maputo, Sábado, 30 de Setembro de 2006:: Notícias

9/27/06

Distribuídas mais de seis mil mudas de cajueiro.


O subsector do caju produziu e distribuiu, até ao presente ano, mais de seis mil mudas enxertadas de cajueiro, das quais 60 porcento foram destinadas ao sector público e o remanescente foi direccionado às organizações não-governamentais, privados e associações de produtores.
Para dar corpo a esta iniciativa, foram implantadas nas províncias de Nampula (maior produtora nacional), Cabo Delgado, Zambézia, Inhambane, Gaza e Maputo, 31 viveiros públicos, 198 comunitários e 26 privados.
Para este trabalho, de acordo com uma fonte do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), para além da selecção de plantas-mãe para árvores matrizes, foi realizado um trabalho para garantir a exploração sustentável deste material de grande vulto económico para o país.
Maputo, Quarta-Feira, 27 de Setembro de 2006:: Notícias

Em Cabo Delgado, a noite de sábado foi também marcada pela destruição de 36 casas no bairro de Muxara.


Quinze mil mudas de cajueiros ficaram destruídas na última segunda-feira no distrito de Moma, província de Nampula, em consequência de um incêndio que atingiu cerca de dez mil hectares, destruindo 48 casas e desalojando pelo menos 250 pessoas.
Nos últimos dias registaram-se quatro incêndios em diversos pontos do país, sendo um dos mais recentes o que ocorreu na madrugada de domingo na vila de Homoíne, em Inhambane, onde 230 barracas do mercado local foram consumidas pelo fogo, causando avultados prejuízos materiais.
Ainda na madrugada de domingo, um outro incêndio deflagrou na cidade de Xai-Xai, em Gaza, causando a morte de quatro pessoas que se encontravam a dormir no interior de uma das casas atingidas pelo fogo.
Este infortúnio foi facilitado pelo facto de a cidade de Xai-Xai não dispor de um corpo de bombeiros, o qual poderia se ter juntado ao esforço da vizinhança na tentativa de debelar as chamas e evitar o pior.
Na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, a noite de sábado foi também marcada pela destruição de 36 casas no bairro de Muxara, remetendo 284 pessoas a uma situação de emergência aguda, desprovidas de tecto e alimentos.
Neste caso, os três carros do Corpo de Bombeiros mobilizados para o local não foram suficientes para vencer o fogo, que lavrou durante cerca de três horas, reduzindo por completo a hipótese de os infortunados recuperarem alguns dos bens, devorados pelas chamas.
O governador provincial, Lázaro Mathe, deslocou-se ao local momentos após o sinistro, não só para se inteirar da situação como também para estudar possibilidades de apoio, uma vez que o incêndio atingiu praticamente todo o bairro de Muxara.
Entretanto, fonte de uma das famílias atingidas por este incêndio liga o sinistro a questões de natureza místico-tradicional, sustentando que o fogo começou num quarto onde dias antes se deu banho a uma criança falecida.
Na tradição local, no local onde se dá o último banho a um defunto não se deve fazer fogo, nem mesmo manter uma lamparina acesa por longos período de tempo.
A família acredita que tudo começou porque esta tradição não foi cumprida.
Sobre o incêndio ocorrido no distrito de Moma, em Nampula, a nossa Reportagem apurou que o mesmo reduziu os esforços dos habitantes locais no sentido de ver melhoradas as suas condições de vida, considerando que a cultura do caju assegura o rendimento da maior parte da população daquele ponto do país.
Informações de Inhambane dão conta de que o incêndio ocorrido no mercado do distrito de Homoíne deflagrou numa altura em que os respectivos proprietários se encontravam ausentes, situação que permitiu que os danos fossem de maior vulto, uma vez que ninguém foi a tempo de intervir para debelar as chamas enquanto cedo.
Segundo dados disponíveis, presume-se que este incêndio tenha sido originado por um fogão que teria sido deixado com carvão em brasa no interior de uma das barracas, a partir de onde o fogo se alastrou ,atingindo 230 postos de venda.
A administradora distrital, Mariazinha Domingos, disse ter sido constituída uma comissão encarregue de proceder ao levantamento dos danos e esboçar propostas de eventuais apoios.
Maputo, Quarta-Feira, 27 de Setembro de 2006:: Notícias

9/26/06

Na cidade de Pemba: PR lança celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente.


O presidente da República, Armando Guebuza, lançou oficialmente ontem, em Pemba, o movimento nacional das celebrações dos 73 anos do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, e dos 20 anos da sua morte e dos 33 membros da sua delegação, em consequência do despenhamento do avião em que viajavam, em Mbuzini, território sul-africano, em 19 de Outubro de 1986.
O chefe do Estado voltou a reafirmar, na circunstância, que o Governo nunca descansará enquanto não forem esclarecidas as circunstâncias em que morreu o Marechal Samora Machel, mas acusou o regime do "apartheid" de ter sido o autor do crime de assassinato contra a vida do filho mais querido que Moçambique tinha e mais os seus companheiros.
Depois de enaltecer o papel de Samora Machel em cada etapa da sua vida e da organização a que pertenceu, a FRELIMO, o presidente da República acabaria por anunciar que a partir de ontem o movimento nacional comemorativo da tragédia de Mbuzini, cujo lema é "Samora Machel Vive na Luta Contra a Pobreza", inclui que em cada província haverá um monumento em memória daquele compatriota, estratega militar e libertador da nossa pátria.
Para Guebuza, a melhor forma de render homenagem, para além do monumento ontem descerrado na praça construída em memória do fundador da nação moçambicana, é a consolidação de um Moçambique unido do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo, orgulhoso da sua soberania e história e que valoriza a sua diversidade cultural e linguística.
"Queremos um Moçambique em paz e livre da pobreza, com a sua prosperidade construída pelos moçambicanos, onde a auto-estima é a divisa nacional, o patriotismo é um valor assumido e a auto-superação constante uma maneira de ser e de estar de todos vós", disse o estadista.
A ligação entre o 25 de Setembro, dia do início da Luta Armada de Libertação Nacional, em 1964, das Forças Armadas de Moçambique e da Revolução ao lançamento do movimento em homenagem a Samora Machel, segundo explicou o chefe do Estado, deve-se ao facto de as FAM serem produto do primeiro presidente do Moçambique independente.
"Ele (Samora Machel) é que organizou e fundou as Forças Armadas, com base nas Forças Populares de Libertação de Moçambique. Ele é que comandou as várias batalhas, à frente daqueles de quem herdámos as actuais Forças Armadas. Por isso, este casamento não é descabido", disse.
Na ocasião, foram lidas mensagens que recordam os feitos de Samora Machel, do partido Frelimo, dos antigos combatentes, do Conselho Municipal local, entre outras entidades.
Em jeito de resposta a todas estas intervenções, a viúva do falecido presidente, Graça Machel, em nome da família sanguínea, como ela disse, falou das dificuldades que ainda persistem de viver sem Samora Machel.
"Tal como é difícil para todo o povo moçambicano viver sem Samora Machel, também para nós, família de sangue, não é fácil, pois, também não conseguimos viver sem ele, mas teremos que continuar a viver assim, mas com ele sempre presente, através dos ensinamentos que nos deixou", sublinhou Graça Machel.
Das restantes províncias, chegam-nos relatos de que os respectivos governadores encabeçaram as cerimónias comemorativas dos 42 anos do desencadeamento da luta armada de libertação nacional, bem como do Dia das Forças Armadas e do lançamento oficial das celebrações do 20º aniversário da tragédia de Mbuzini.
Maputo, Terça-Feira, 26 de Setembro de 2006:: Notícias

9/25/06

Lembrete...

Agenda de bardatininha

25 de Setembro de 1964
Segunda-feira 25/9
Descrição:

25/9/64-Completa-se às 21:00 de Mocambique o aniversário do primeiro ataque (oficial) da Frelimo e sua guerra de libertacao.
Foi no Chai, norte de Macomia a 10Kms do rio Messalo.
Tinha 8 anos, estava la, assim como os meus pais, não morri... nem ninguem morreu de ambos os lados, e lembro-me de quase tudo.
Tudo se resumiu a 2 rajadas de metralhadora (uma de cada lado).
Demorou 1 ou 2 minutos e depois foi a fuga dos atacantes...A data, hoje em dia, é comemorada em Mocambique como Dia das Forcas Armadas.
-Por Manuel A. T. Alves (Mensagem 4266 do Bar da Tininha)
-Para ler a mensagem na integra precisa ser sócio inscrito no "Bar da Tininha - Yahoo" - http://br.groups.yahoo.com/group/bardatininha/ .