11/22/06

Produtos fora do prazo apreendidos em Pemba.


Em vésperas da quadra festiva do Natal e do fim-do-ano, a Direcção Provincial do Comércio e Indústria de Cabo Delgado diz ter apreendido recentemente avultadas quantidades de produtos fora de prazo de consumo e que estavam à venda em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de Pemba, cujos nomes se recusa a revelar.
A operação envolveu o Conselho Municipal, as direcções do Trabalho e da Saúde da cidade e a Polícia da República de Moçambique.
Entre os produtos apreendidos em cinco estabelecimentos comerciais, conforme Mateus Matusse, director provincial do Comércio e Indústria, contam-se 627 caixas de água mineral em embalagens de meio e um litro e meio, 26 caixas de tinta para bolos, sumos e massas de tomate em quantidades não especificadas. Entretanto, Mateus Matusse, absteve-se de fornecer a identidade dos estabelecimentos infractores, limitando-se a dizer aos jornalistas que se estava a trabalhar no assunto. "Está-se a trabalhar com o Centro de Higiene Alimentar e Exames Médicos para o processo que se segue, da destruição de todos os produtos fora do prazo", disse Mateus Matusse. Por outro lado, o director provincial do Comércio e Indústria afirmou ter sido constituído um fórum com vista a fazer tudo para que nada falhe na quadra festiva que se avizinha, composto pela EDM, Empresa de Água, PRM, Direcção Provincial das Finanças, o Turismo, entre outras instituições que de uma ou de outra forma intervêm ou influenciam no decurso do período festivo. Matusse deu a conhecer, por outro lado, que as equipas no terreno estão a sensibilizar os agentes económicos para evitarem o oportunismo que acontece nas quadras festivas, bem como no sentido de se organizarem atempadamente. Outros incentivos aos comerciantes terão lugar, incluindo a promoção de concursos de montras em Pemba e na cidade de Montepuez, cujos requisitos para a participação passam pelos preços, atendimento e ornamentação. A batata, segundo soubemos, é o único produto que nos últimos tempos aumentou de preço, para mais de cinco meticais da nova família em relação ao praticado há um mês, passando a custar 15 Mtn a vermelha e 20 Mtn a batata branca. "Até aqui está tudo na mesma. Se calhar este ano vamos ter a surpresa de não sermos 'fustigados' durante as festas. Aliás, o que é normal em muitos países e em comerciantes que melhor entendem da matéria, é baixar os preços em quadras festivas, por haver muita gente a comprar e porque os comerciantes não perdem nada, pelo contrário ganham", observou uma dona de casa contactada pela nossa Reportagem no chamado Mercado das Batatas. As primeiras informações que nos chegam das casas de hospedagem da cidade de Pemba sugerem que desde finais de Outubro que havia poucos quartos para acolher mais hóspedes que, como sempre, pretendem passar o fim-do-ano em Pemba. "Mais uma semana e já será possível falar com certeza sobre a disponibilidade que resta a Pemba para acolher mais gente, pelo menos aqueles que vêm para os hotéis, residenciais e pensões", disse fonte não oficial ligada ao aluguer de casas particulares, principalmente em período de maior afluência em Pemba.
Maputo, Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2006:: Notícias

11/21/06

AQUELE ABRAÇO...

Do Bar da Tininha - Yahoo
Sent: Tuesday, November 21, 2006 12:34 PM:

Vejam este filme...
Aqui vai um abraço meu e dele.

Inez Andrade Paes

http://www.videolog.tv/video?163135


....e meu também, ora pois !!!!!!

Jaime

11/20/06

MANIFESTANTES DE MOCÍMBOA DA PRAIA.


Renamo processa Estado.


“Durante o tempo em que ficaram na cadeia, os seus lares ficaram danificados, as famílias desfizeram-se e a sua situação social e financeira caiu para a estaca zero...Portanto, isso não pode ficar assim...tem de haver responsabilidades nisto... eles ficaram presos e só saíram quando a Frelimo achou que deviam sair”, - Ossufo Momad, ao mediaFAX.
A Renamo, o maior partido da oposição acaba exigir responsabilidades ao Estado moçambicano, sobre a detenção sem culpa formada por mais de um ano, de quase duas dezenas de seus membros na cadeia provincial de Pemba, em Cabo Delgado, norte de Moçambique.
Os apoiantes da Renamo foram detidos em conexão com as violentas manifestações de Mocímboa da Praia em Setembro de 2005, em que morreram pelo menos 12 pessoas.
Os protestos opondo membros da Renamo e da Frelimo e a Polícia fizeram pouco mais de 30 detenções, na sua totalidade apoiantes da Renamo.
Dois dos detidos acabariam por sucumbir na cadeia de Pemba, onde havia sido transferidos de pequena cadeia de Mocímboa da Praia.
Eles foram acusados de incitamento e participação, na violência que se gerou após as disputadas eleições intercalares de 2005, naquela região, ganhas pelo candidato da Frelimo, Amadeu Pedro Francisco, com uma margem estreitíssima.
Curiosamente, nenhum dos manifestantes da Renamo, foi detido em flagrante delito como o previsto na lei.
A maior parte dos detidos foi levado em casa, após as manifestações de 5 e 6 de Setembro de 2005.
É a primeira vez que a Renamo levanta a questão da responsabilização pelo Estado contra os seus membros detidos ilegalmente.
Uma carta nesse sentido foi já remetida às estruturas do poder (Tribunal e Procuradoria) em Cabo-Delgado e ao parlamento.
“Nós já remetemos a nossa carta de repúdio e de exigência de responsabilidades ao Tribunal Provincial, Procuradoria da República e à Assembleia da República, mais concretamente ao nível da Comissão de Petições”, disse um membro sénior da Renamo, Ossufo Momad, em declarações ao mediaFAX.
“A Renamo exige que o Estado moçambicano assuma, na plenitude, as responsabilidades pelo actual estado de desequilíbrio social em que os ex–presos e suas famílias se encontram, em consequência directa da privação a que os membros da Renamo foram vítimas durante um ano”, afirmou o Secretário-Geral da Renamo, Ossufo Momad.
Um total de 19 membros da Renamo, envolvidos nos protestos de Mocímboa da Praia, foram recentemente libertados condicionalmente, devendo apresentarem-se quinzenalmente à Procuradoria Distrital e ao Comando Distrital de Mocímboa da Praia.
Mesmo depois da libertação, a privação de liberdade de movimentos continua, pois eles não podem desenvolver qualquer actividade de vulto para sustentar as suas vidas e das suas famílias, explicou Momad.
Voltou a exigir do Estado as devidas indemnizações à luz do Estado de Direito e democrático.
“Durante o tempo em que ficaram na cadeia, os seus lares ficaram danificados, as famílias desfizeram-se e a sua situação social e financeira caiu para a estaca zero...Portanto, isso não pode ficar assim...tem de haver responsabilidades nisto”, exigiu o Secretário-Geral da Renamo, um antigo general, Ossufo Momad.
Momad atacou as instituições de justiça de falta de cultura de servidor público, ao negar esclarecer as razões da detenção dos seus membros.
“Eles são servidores do cidadão, mas como trabalham sob pressão política esquecem a sua verdadeira função.
Eles apenas deram guias de soltura que referem que de quinze em quinze dias devem se apresentar á Procuradoria Distrital...mais nada”, explicou o Secretário-Geral da Renamo.
E acrescentou “eles ficaram presos e só saíram quando a Frelimo achou que deviam sair...foi isso que aconteceu e está a acontecer nesse país...tudo anda de acordo com as regras e vontades da Frelimo”, protestou Momad.
Disse que as responsabilidades vão igualmente cobrir os dois outros colegas, que pereceram durante o tempo de cativeiro, em consequência directa de torturas e maus tratos.
(Fernando Mbanze/redacção) - MEDIA FAX - 20.11.2006 - Via Comunidade Moçambicana no Exterior.

11/18/06

Os melhores blogues da Chuinga.d

Transcrevo do Chuinga.d:
Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

- Votação à raska:


Foi o que se chama chegar à fonte com a enxada na mão e, desta, não estava à espera... puxar pela memória, enquanto corria a ‘jam session’, era tarefa marcada para daqui a duas semanas. Mas, porque não quero deixar de participar no ‘desafio’, cá fica a minha ‘lista’:

Melhor blog individual feminino
Fazendo caminho
Bebedeiras de Jazz
África de todos os sonhos
Chora-que-logo-bebes
A flauta de pã
O mundo perfeito

Melhor blog individual masculino
Inner smile
Ma-schamba
Forever Pemba
Estrada Poeirenta
Água lisa
A Rua da Judiaria

Melhor blog colectivo
Da Literatura
Bona Música
2+2 = 5
La force des choses
Puxa Palavra
Cinerama

Melhor blog temático
Tributo a Maputo
Os dois pilares da criação
Á sombra dos palmares
A cidade surpreendente
Improvisos ao Sul
Rato records Bloger

Melhor blog
Da Literatura
Pululu
Ma-Schamba
Inner smile
Fazendo Caminho
Quase em Português

Melhor blogger
JPT (Ma-schamba e Sem estradas)
Eduardo Pitta (Da Literatura)
Miguel (Inner smile e Á sombra dos palmares)
Eugénio Costa Almeida (Pululu e Malambas)
Erml (Fazendo Caminho, Sem propósitos, Diário Campestre, etc., etc...)
CSA (Legendas & Etcaetera e Os dois pilares da criação).

--Participem, o 'regulamento' está aqui, uma iniciativa do 'Geração Rasca'.
editado por IO às 22:57

Pela citação que me toca, um abraço à IO !

Assaltantes roubam oito biliões em Pemba - 2


Roubo de oito biliões em Pemba : Polícia diz que tem pistas sobre o crime !
A porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Cabo Delgado, Malva Brito, disse haver pistas significativas que poderão conduzir à neutralização do grupo que no último domingo assaltou e roubou oito biliões de meticais na delegação da empresa Alfa Segurança em Pemba, valor que se destinava à agência do Standard Bank naquele ponto do país.
"Temos pistas significativas para esclarecer o crime, mas, como deve compreender, nesta fase não nos convém entrar em detalhes, tanto é que, legalmente, não somos autorizados a avançar pormenores", disse. Segundo a fonte, o assalto foi aparentemente "pacífico", uma vez que não houve nenhum disparo por parte dos três homens que, segundo se diz, envergavam fardamento. Esta ocorrência voltou a agitar os residentes da cidade de Pemba, receosos de estar a haver um recrudescimento do crime naquela região do país. Mais inquietante, segundo dados apurados pela nossa Reportagem, é o facto de não se saber como é que os assaltantes tiveram a certeza de que exactamente naquele dia a delegação da Alfa Asegurança tinha recebido valores destinados ao Standard Bank e que os mesmos só seriam entregues ao destinatário no dia seguinte. Ademais, o grupo sabia da localização exacta do dinheiro, pelo que não teve quaisquer dificuldades de se fazer ao local. A delegação daquela empresa de segurança privada em Pemba transformou-se num local muito concorrido por agentes de várias unidades do ramo de investigação, além da cúpula da firma ida da cidade de Nampula para reforçar as equipas que trabalham na busca do esclarecimento do caso. O assalto teve lugar na noite do passado domingo, e os oito biliões de meticais vinham acondicionados em dois sacos. O dinheiro, segundo informações a que o "Notícias" teve acesso, tinha sido transferido para aquela agência bancária numa operação confiada à Alfa Segurança que, tendo recebido o valor no domingo, preparava-se para o entregar ao banco no dia seguinte, segunda-feira. Foi assim que, cerca das 22:30 horas de domingo, três homens fardados, empunhando uma pistola e armas do tipo AKM, irromperam na delegação, onde assaltaram o cofre e depois espancaram o guarda em serviço, identificado como Avião José Boene, que se encontra a receber tratamentos no Hospital Provincial de Pemba. O número de detidos em conexão com o crime continua em quatro, entre agentes de segurança ligados à empresa, que se suspeita tenham facilitado a incursão dos assaltantes. Entretanto, tanto a Polícia como o Standard Bank e a própria empresa Alfa Segurança não emitiram ainda qualquer pronunciamento oficial sobre o assunto.
Maputo, Sábado, 18 de Novembro de 2006:: Notícias

Trabalho da Renamo em Cabo Delgado.

Do blogue Comunidade Moçambicana no Exterior:
SR. DIRECTOR!
É pela primeira vez que escrevo para o jornal que V. Excia dirige, concretamente na página dos leitores para exprimir o meu sentimento e do povo simpatizante da Renamo aqui em Cabo Delgado. Antes de entrar no assunto peço desculpas ao público leitor pela má qualidade de expressão e um pobre português apresentado nesta carta, espero que entendam o conteúdo da carta. Para começar dizer que eu sou membro do partido Renamo há anos e até agora mas no nível de base, apesar de alguns dirigentes ignorarem-me embora outros me conhece.O essencial desta carta é de querer chamar a atenção à cúpula da Renamo a nível central para reparar com precisão os problemas que a delegação provincial deste partido e por que não em toda a província de Cabo Delgado. A delegação da Renamo neste momento encontra-se dividida, existem os chamados a cúpula do antigo elenco do Milaco e existe outro elenco que é do senhor Quivela. Vejam só que partido é esse? A Renamo deve tratar as províncias por igual não havendo província privilegiada no desenvolvimento. A nível da delegação política da Renamo em Cabo Delgado, existem muitos problemas que merecem ser resolvidos com urgência, mas isto não acontece e nós membros estamos cansados com as mentiras e de sermos enganados. Os membros seniores que chegam cá em vez de acabarem com os conflitos internos, pelo contrário fomentam mais. Afinal até onde vamos? Nós membros da Renamo nesta província estamos cansados de ser enganados como crianças, repudiamos o procedimento de alguns dirigentes que querem transformar Cabo Delgado num centro de violência, crimes e não no crescimento do partido. A Renamo em Cabo Delgado é pela violência e a Renamo noutras províncias é pelo crescimento. Que democracia é essa? Digo como exemplo disso, e que todo o dirigente da Renamo que pratica actos de vandalismo é logo premiado pelo partido, ascende logo a um nível mais alto do partido. Vejamos os exemplos seguintes:Houve manifestação liderada pela Renamo em Montepuez onde morreu muita gente e alguns membros detidos, só que os mandantes dessa manifestação nem foram à barra do tribunal e ainda mais são representantes do povo na Assembleia da República. Somente os cumpridores é que estão nas celas sem apoio desses mandantes.Segundo exemplo: Mocímboa da Praia onde houve mortes e membros detidos até a data estão a sofrer e não têm apoio, nem nada. Como prémio o mandante desta violência é o grande dirigente do partido a nível central. Os actos de violência registados em Mocímboa da Praia foram encabeçados pelos membros seniores da Renamo e alguns deputados da Assembleia da República, enganando a nós que havia um governo-sombra. Enganaram o povo, criaram agitação e por fim só houve mortes. O governo-sombra só em Cabo Delgado é que se fazia sentir, e por que não em todo o país? Nós sempre notamos que os dão ordens de fazer violência não são punidos apenas os cumpridores é que sofrem. Que tipo de justiça é a que a Renamo advoga? Tiramos a conclusão que toda a violência que acontece em Cabo Delgado, na verdade é da responsabilidade da Renamo. Porque a cúpula da Renamo homenageia os que fazem mal dando cargos superiores. Por isso a Renamo tem dívida a pagar aos membros de Cabo Delgado.
DESAPONTADOS
Aproveito informar à cúpula da Renamo que, nós membros deste partido estamos desapontados com as vossas atitudes de enganar os inocentes para se matarem sem motivo. Nós membros de Cabo Delgado queremos saber onde pára o governo-sombra, depois da morte de pessoas em Mocímboa da Praia? Não sou descontente, eu ainda continuo a ser membro da Renamo, mas o que não gosto são mentiras que mancham a província de Cabo Delgado. Por isso a Renamo deve virar as atenções para Cabo delgado tão cedo senão... fica sem membro de confiança. Antes de tudo queria dizer ao senhor Dhlakama que não vale a pena falar muito. Senhor presidente, ouvimos o seu pronunciamento acerca do desconto do salário da função pública em apoio ao 9º Congresso do partido Frelimo. A sua reacção para nós não tem enquadramento, principalmente para nós de Cabo Delgado o seu discurso é nulo. Este não é momento de acusações, mas sim para se organizar e trabalhar. Nós membros de Cabo Delgado esperamos que nos explique onde terminou o governo-sombra de Mocímboa da Praia. O senhor presidente não quer a saúde dos outros, isto é, não olhe pela sujidade da casa vizinha, sem ter que limpar a sua casa. Não vale a pena falar da Frelimo que cobra dinheiro aos funcionários, olha para os problemas que provocou em Cabo Delgado. Senhor Dhlakama, estamos à espera da sua promessa de criar o conselho nacional do governo-sombra que o senhor falou publicamente em Mocímboa da Praia, nós estamos à espera.
Samuel Abdala
Notícias (16-11-2006)