12/12/06

Evento - Festa de Natal das crianças moçambicanas...

A Festa Natal das Crianças Moçambicanas realiza-se no dia 16 de Dezembro na sede da Casa de Moçambique, na Rua da Beneficência, 111- 2º Andar.
O evento terá início às 16h00, com um lanche, distribuição de presentes, animação com o músico Genito e declamação de contos de natal com o poeta Delmar e a artista plástica Filipa Gonçalves.
As marcações deverão ser realizadas através do tel. 965883444, até ao dia 13 de Dezembro.
Para qualquer esclarecimento, contactar o tel. 964871392.

12/07/06

Cabo Delgado: Saúde e meio ambiente no centro das atenções.


A França está apostada no desenvolvimento da Saúde e na preservação e melhoria do meio ambiente na província de Cabo Delgado, para o que tem disponíveis mais de 20 milhões de euros, para apoiar estes dois objectivos que considera prioritários, incluindo as microfinanças, para esta parte do país, na continuação da cooperação que aquele país europeu mantém com Moçambique, muito especificamente com esta província o que vem desde 1983.
O embaixador daquele país, Thierry Viteau, voltou a reafirmar esta semana, em Cabo Delgado, que esta província continua privilegiada no quadro da cooperação existente com o seu país, por ser pobre e situar-se longe da capital do país, o que a deixa com desvantagens em muitos aspectos.
"Por isso escolhemos esta província. Há 23 anos que a nossa cooperação começou com Cabo Delgado e hoje, mais do que nunca, pensamos ser um bom lugar para apoiar o seu desenvolvimento na luta contra a pobreza" - disse.
O mais importante dos três domínios de cooperação, para o diplomata francês, e a Saúde e o meio ambiente que constam dos entendimentos alcançados nos acordos assinados em Julho, na França, durante a visita do Presidente da República, Armando Guebuza.
Neste momento, conforme apurou o "Notícias", o apoio da França a Cabo Delgado no sector da Saúde, através do programa internacional, conhecido por PISCAD, tem disponíveis 14,5 milhões de euros para o período 2005/2009, que está a ser implementado pela Direcção Provincial respectiva.
Trata-se do programa no qual estão em curso acções visando o combate às grandes endemias, nomeadamente malária, HIV/SIDA, e a mortalidade materna infantil e, neste âmbito consta ainda a reabilitação, muitas vezes adiada, do Hospital Provincial de Cabo Delgado, situado em Pemba, o de Montepuez e a construção de seis centros de saúde para além da formação inicial e contínua do pessoal.
No meio ambiente, que segundo o embaixador, consta da segunda prioridade para o seu Governo, e em parceria com o Fundo Mundial do Ambiente, mais conhecido pela sigla WWF, apoia o Parque Nacional das Quirimbas, com um valor de 3,5 milhões de euros, para ajudar a promoção da protecção do meio ambiente natural e o potencial eco-turístico.
Consta ainda o apoio à própria administração do parque em equipamentos, formação, assim como estudos em matéria de actividades ligadas à biodiversidade.
O terceiro domínio, com igual fundo, tem a ver com o financiamento de microcrédito.
Mas Viteau diz que esta não é a única maneira que a França apoia a província de Cabo Delgado, visto que, através da União Europeia, o seu país financia o Fundo Europeu de Desenvolvimento em de 25 porcento, o que significa que, segundo as suas palavras, um em cada quatro euros para uma operação nesta província, provém daquele país.
Em resposta ao "Notícias" sobre como acha que estão a ser geridos os fundos do seu país, o embaixador respondeu que está feliz por constatar que "a nossa cooperação está a ser bem percebida e utilizada, por isso vamos continuar a apoiar".
PEDRO NACUO-Maputo, Quinta-Feira, 7 de Dezembro de 2006:: Notícias

12/06/06

Aberto inquérito em Macomia por falcatruas nos exames...



O governador de Cabo Delgado, Lázaro Mathe, ordenou segunda-feira última, a abertura de um inquérito para o apuramento das razões porque na Escola Secundária de Macomia-Sede, mais de metade de alunos da 10ª classe reprovou nos exames recentemente realizados, depois de uma queixa pública apresentada por um estudante em pleno comício popular.
O estudante denunciante, de 16 anos de idade, de nome Bonga Issa Agostinho, acusou os seus professores de falta de transparência, pois, entre os alunos que passaram de classe, constam suas três mulheres e um sobrinho de um deles, sobre os quais ele desafia que se tratou de estudantes que durante o ano lectivo tiveram um aproveitamento péssimo.
"Peço que se faça uma investigação para sabermos o que aconteceu na escola porque muitos alunos que chumbaram foram aplicados e o seu aproveitamento ao longo do ano foi muito bom e entre os que passaram, há alunos que sabemos não terem sido bons em toda esta época", disse Bonga.
Bonga Issa não consta dos alunos reprovados, pois passou para a 11ª classe.
Disse estar a tentar defender os seus colegas com quem batalhou durante o ano e que não mereciam tal tratamento.
O estudante queixoso apresentou os nomes dos professores a quem acusa de corrupção e nepotismo e desafiou as autoridades ligadas à Educação a aprofundar a questão, convicto de que hão-de encontrar muitas falcatruas no processo dos exames.
"Há razões suficientes para que a questão não termine com o simples recurso à segunda época, porque os meus colegas, apesar de não apresentarem o problema, têm muita razão", disse Bonga Agostinho, falando depois a jornalistas.
A Escola Secundária de Macomia tinha na 10ª classe 86 alunos, dos quais 45 não conseguiram terminar o ano com bom aproveitamento, conforme os resultados publicados depois da realização dos exames.
Consta que os exames de Macomia foram corrigidos na Escola Secundária de Mueda e o nosso jornal soube de outras fontes de que há indícios de ter havido fotocópias de alguns deles, como sinais evidentes de outros terem sido feitos com a mesma caligrafia.
O governador provincial, no mesmo comício, ouviu publicamente um professor que não conseguiu contrariar o estudante, bem como pôs a falar o director distrital da Educação e Cultura, Francisco Saíde, que disse ter encaminhado o caso à direcção provincial respectiva que ordenou a que todos os chumbados fizessem os exames da segunda época, na tentativa de resolver a aparente injustiça.
Mas para Lázaro Mathe, a segunda época não resolve o problema que Bonga Issa Agostinho apresentou como denúncia, pelo que interessa que se apure com profundidade os termos da queixa do estudante, para o que deixou ficar em Macomia, o representante da Educação e Cultura, na sua comitiva que ainda está a efectuar visitas aos distritos, o porta-voz da mesma, Castro João Balão.
Balão vai chefiar a comissão de inquérito que inclui o director distrital da Educação e Cultura, o da escola visada, o estudante queixoso e um popular que se ofereceu durante o comício a fazer parte da mesma.
Maputo, Quarta-Feira, 6 de Dezembro de 2006:: Notícias

12/03/06

Sonho...


- Quase todas as noites sonho.
Sonho com o passado, com os locais de minha infância, com a Família distante, com as traquinices e "aventuras" de minha adolescência, com as maçanicas "roubadas" no quintal do vizinho, com o "moleque" e "mainato" de nossa casa desaparecidos no tempo, com as gazelas saltitantes lá pelo mato à volta de Porto Amélia e com grasnar dos corvos pretos de minha rua, com o anoitecer no miradouro de nossa cidade, com o som do mar e dos batuques que o vento trazia nas quentes madrugadas de sábado, com os Amigos espalhados pelo mundo que vivem presentes nesses belos sonhos, com os bailes de minha escola e colégio, com o grupo de colegas sentados e reunidos nos muros frontais de nossas casas ao final de noites quentes de cacimbo, com meu saudoso Pai e seus "raspanetes" que me educaram e ajudaram a ser um homem de algumas qualidades e muitas imperfeições e com todos os AMIGOS que já partiram para reino dos espíritos...
Sonho e continuarei a sonhar, teimosamente, todas as noites da vida que ainda viverei, pois o sonho é a constante bela e presente que ainda tenho e o acordar é a realidade de um mundo que desilude, magoa e agride.
J. L. G. - 3 de Dezembro de 2006 - Brasil

Porto Amelia-Pemba no Google Earth...

Eis a magnífica Porto Amélia-Pemba vista por satélite, no Google Earth :







Baixe o Gooogle Earth aqui - http://earth.google.com/
Cortesia de Fernando Leal - Canadá

HERÓIS ESQUECIDOS - Governo português vai rever subsídio que seria atribuído aos combatentes !


O Governo português prepara-se para rever o suplemento de pensão de reforma que iria ser atribuído aos antigos combatentes do Ultramar, segundo adiantou ontem o ministro da Defesa, Severiano Teixeira.
O responsável governamental fez estas declarações ontem de manhã, na Base Aérea nº 6, no Montijo, durante a recepção à força de fuzileiros da Marinha de Guerra e das tripulações dos C-130 da Força Aérea, que regressaram da missão no Congo.
Severiano Teixeira foi confrontado com as declarações do chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas, que em entrevista ao DN/TSF levantou dúvidas sobre a capacidade financeira do Estado em cumprir com o suplemento da pensão de reforma para os ex-combatentes, uma promessa que considerou ser demagógica "Digo isto sem hipocrisia nenhuma.
Fiz três comissões, vi morrer, vi combater, mas o país não tem recursos para todos os problemas".
O ministro da Defesa esclareceu que o suplemento da pensão "é uma das várias questões que estão em cima da mesa e em que o Governo está a trabalhar".
Severiano não esclareceu em que sentido poderá avançar a decisão governamental, mas deixou fortes pistas "Naturalmente é preciso fazer opções porque os recursos não são ilimitados". Prometeu, no entanto, que a decisão final estará para "breve", que "há várias opções técnicas e estamos a estudar cada uma delas".
A ser assim será mais um motivo de discórdia com as associações e representantes de militares no activo e na reforma, uma situação que tem levado a protestos e à punição do sargento-morte David Pereira, vice-presidente da Associação Nacional de Sargentos, que começou a cumprir na quarta-feira cinco dias de detenção, determinados pelo chefe de estado-Maior da Armada.
O tribunal administrativo de Leiria determinou a suspensão do cumprimento da sanção, que não foi, no entanto, acatada pela Marinha. Severiano Teixeira, no entanto, deixou bem claro que a "competência disciplinar das Forças Armadas é das chefias militares e o ministro da Defesa não tem que comentar", parecendo dar assim razão à decisão da chefia da Armada.
Assim não o entende, no entanto, a Associação Nacional de Sargentos (ANS), que ontem à tarde entregou uma petição na Presidência da República e elaborada por David Pereira, "solicitando a S.Ex. o Presidente da República e comandante Supremo das Forças Armadas, que no rigoroso cumprimento cumprimento das responsabilidades que lhe estão cometidas faça prevalecer os despachos" judiciais para suspensão da medida disciplinar.
Mas a crer na resposta de Severiano Teixeira é de crer que a solitação junto da Presidência não venha a surtir efeito.
O ambiente de tensão que se vive nas Forças Armadas em vários escalões não se limita, no entanto, às questões profissionais e de direitos, uma situação criada na sequência da divulgação pública de uma carta de Mendes Cabeçadas ao ministro da Defesa, onde dava conta das preocupação das chefias face à forma como o poder político estava a gerir os cortes nos direitos. No entanto, Mendes Cabeçadas continua no entanto preocupado com a forma como a carta chegou à Comunicação Social "Não levanto suspeição nenhuma, eu sei como apareceu".
O ambiente parece, de facto, confuso, numa altura em que se preparam também mudanças na chefia do Exército e talvez igualmente da Força Aérea.
E nem uma nem outra foram publicamente esclarecidas.
Uma missão reservada.
A força portuguesa que regressou do Gabão, no âmbito da monotorização das eleições no Congo, era constituída por unidades especiais do Corpo de Fuzileiros e tripulações de C-130 e foi realizada no âmbito da União Europeia.
E o facto de grande parte desses elementos ser constituída pelo Destacamento de Acções Especiais justificou que na Base Aérea do Montijo, a maioria dos militares recém-chegados de África viessem encapuzados.
Foi uma medida de precaução face à presença da comunicação social, para não divulgar o rosto de homens que muitas vezes são usados em missões, no mínimo, de carácter reservado.
Mais uma vez assim aconteceu, tanto que o ministro da Defesa saudou a capacidade dos militares em realizar algumas missões de carácter complexo, mas sem deixar escapar qualquer pormenor.
E o mesmo aconteceu com o comandante da força especial, um total de cerca de 30 homens, que admitiu algumas dificuldades na realização de determinadas missões, mas recusando também entrar em elementos concretos. É que a força portuguesa estava também integrada num módulo de operações especiais, algo que não é comum, mas que reforça a reserva da missão.

Carlos Varela - 3-12-2006 - Jornal de Notícias
Via - Grupo MSN "BarreirenseI.Costa"