1/28/07

Moçambique: Turismo em alta galopante!

Contra factos e números também não há argumentos, meus senhores.
O Turismo em Moçambique cresce a passos galopantes!
Claro que a começar pelas características de simpatia e hospitalidade do seu povo de norte a sul do País, das suas potencialidades naturais, praias maravilhosas já premiadas e com reconhecimento a nível mundial, a flora e a fauna bem diferente em cada uma das suas Províncias, tudo contribui naturalmente para esse crescimento.
Mas não chega.
A paz alcançada em 4 de Outubro de 1992, foi a etapa marcante.
Tudo veio a seguir.
As vias rodoviárias foram substancialmente melhoradas, começou-se a circular por todo o País, nas cidades capitais de Província melhoraram-se e construíram-se de raiz novos hotéis, abriram-se restaurantes, embelezaram – se localidades e cidades: o turismo estava em marcha. Do litoral ao interior, de norte a sul do País, tem sido uma azáfama constante.
Os serviços públicos de entrada e saída de turistas vão-se apetrechando e organizando, seja nos aeroportos ou nas fronteiras terrestres.
Os números de entrada de turistas já amplamente divulgados, tiveram um crescimento avassalador de 2005 para 2006, isto para ficarmos só por estes anos.
Criam-se novas estruturas hoteleiras e melhoraram-se outras ao longo de todo o litoral, boa nova para os apaixonados pela praia, mas no interior também.
Desde o Lago Niassa, na província do mesmo nome, passando por Tete no Songo em Cahora Bassa.
O Parque Nacional da Gorongoza em Sofala, em termos da sua biodiversidade é única no Mundo. São as Quirimbas em Cabo Delgado, Guludo, a famosa praia mundialmente reconhecida, lá está como que a esperar por si!
A Ilha de Moçambique em Nampula tem pelo menos uma boa infra - estrutura hoteleira, digna para alojar quais cientistas e homens da cultura, para em congressos, conferências e debates, na calma e beleza paisagística que lhe oferece a Ilha, dissertarem como Camões que na sua estátua os aguarda.
Não esqueçamos as praias da Zambézia, nem o chá, nem os seus palmares.
E as pinturas rupestres de Manica?
Tranquilamente chegamos ao Bazaruto, passando por Vilankulos.
E a Reserva de Maputo e a Ilha da Inhaca?
As ligações aéreas no país cresceram a olhos vistos nestes últimos anos, com a salutar concorrência a si associada.
Queremos, acho que posso falar no plural, mais frequências com a Europa, mais alternativas de transportadoras, e o último desejo mas…, preços muito mais baixos àqueles que vêm sendo praticados.
Meritório foi constatar num dos hóteis ter à sua frente, na direcção uma jovem gestora moçambicana, parabéns também a este empresário luso.
Todos queremos ter o nosso quinhão neste crescimento galopante do Turismo em Moçambique. Como bem nos compreende e sempre compreendeu o Ministro do Turismo e as pessoas e os serviços de si dependentes.
São os seminários a nível nacional que regularmente se realizam para debater as questões pertinentes, as bolsas de turismo, os congressos internacionais.
Nesta década houve o Seminário no Porto como Investir no Turismo em Moçambique, o Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo em Maputo.
Está a decorrer esta semana de 24 a 28 de Janeiro em Lisboa a BTL, a Bolsa de Turismo de Lisboa, onde Moçambique se encontra dignamente representado, quer a nível institucional, quer a nível empresarial.
Augusto Macedo Pinto - Advogado, Antigo Cônsul de Moçambique em Portugal.

1/26/07

Pemba - Juiz ameaça fechar semanário “Horizonte”.


O juiz presidente do Tribunal Judicial da Cidade de Pemba, em Cabo Delgado, Orlando Zunguze, ameaçou, ontem, em plena sala de audiências, mandar fechar o semanário “Horizonte”, uma publicação local que deveria ter sido julgada num caso que envolve uma ONG nacional de desenvolvimento rural (UMOKAZI).
A referida agremiação acusa o jornal de difamação e injúria, razão pela qual pede uma indemnização de 12 milhões de meticais.
“Se vocês não arranjam um advogado, o tribunal vai acabar com o vosso jornal” – disse o juiz, perante 11 jornalistas que queriam cobrir o julgamento.
A pedido do “Horizonte”, a sessão foi adiada porque o semanário não tem dinheiro para pagar o advogado, daí que o tempo solicitado, até 7 de Fevereiro, os responsáveis acreditam diligenciar no sentido de angariar fundos para o efeito.
Miguel Akanaída, editor do “Horizonte”, recusou a “oferta” do tribunal de indicar um defensor oficioso, preferindo que o mesmo seja da confiança do jornal.
O jornal acha não ser urgente a resolução do problema com vista a pagar a indemnização, daí que considera ser importante constituir uma defesa credível e à altura de responder ao processo.
Por outro lado, o sindicato Nacional de Jornalistas, através da sua representação em Cabo Delgado, emitiu um comunicado em que questiona o carácter célere que o tribunal pretende imprimir neste caso, onde o epicentro da questão resulta do facto do semanário ter denunciado uma alegada má gestão dos bens por parte do Conselho de Administração da UMOKAZI, numa publicação de 3 de Fevereiro de 2006.
Para todos os efeitos, o tribunal deu 10 dias para que o “Horizonte” possa constituir um advogado, devendo o julgamento acontecer a 7 de Fevereiro.

Maputo, Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2007:: Notícias

1/25/07

PEMBA - “Horizonte” sob fogo cruzado.


O semanário Horizonte, uma publicação local e única, em Cabo Delgado, está a enfrentar dois processos-crime movidos pela “Latrinas Melhoradas, subtutelada pela Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação e UMOKAZI, uma organização não-governamental nacional de apoio ao desenvolvimento rural, ambos acusando o periódico de difamação.
A “Latrinas Melhoradas” diz sentir-se difamada pelo facto de o jornal ter publicado uma peça jornalística que dava conta do atraso de vencimentos na empresa e que o seu ex-coordenador desviava dinheiro resultante do aluguer do camião no carregamento de areia.
A UMOKAZI entende que a denúncia, pelo jornal, da crise interna, criada pelas lamentações de interferências dos órgãos sociais na direcção executiva, contra recomendações saídas da IX sessão ordinária da assembleia geral da organização a terá manchado sobremaneira, pelo que pede reparos monetários, por via de uma arbitragem judicial.
Na verdade, para além disso, o “HORIZONTE”, através de uma série de artigos publicados, denunciou, igualmente, o desvio de fundos, a má gestão, mau relacionamento que provocou a saída precipitada dos membros-fundadores daquela organização pioneira em Cabo Delgado, na componente desenvolvimento rural, bem como a acumulação de dívidas em salários dos seus colaboradores.
É este último caso que vai a julgamento hoje, segundo foi notificado o jornal, em 22 de Janeiro corrente, perante uma expectativa geral que obrigou a que o MISA-Moçambique, Núcleo de Cabo Delgado, emitisse um comunicado, assinado pelo oficial de informação, Afonso Alberto Chakubanga, no qual diz estar atento ao decorrer da contenda desde finais do ano passado.
Diz o MISA não estar a favor nem contra a solução judicial do caso, mas alerta que tal signifique uma tentativa de silenciar o único jornal da província e que tem estado a cumprir a sua missão de informar.
Ontem o MISA voltou à carga, escrevendo uma carta ao Tribunal, depois de se aperceber que o jornal e os respectivos jornalistas vão a julgamento sem nenhum tipo de assistência jurídica.
“Sem pretender imiscuir-se nos aspectos meramente processuais, por não ser competente e depois de o MISA se aperceber que o jornal vai ao julgamento sem nenhuma defesa, vimos por este meio apelar ao Tribunal Judicial da cidade de Pemba, no sentido de aceitar um adiamento do mesmo para dar tempo a que o “HORIZONTE” possa constituir advogado”, lê- se na carta remetida às 10 horas de ontem.
A UMOKAZI pede, para a reparação dos dados que acha terem sido causados pela publicação daquelas notícias, a módica quantia de 12 milhões de meticais (12 biliões da antiga família), que observadores atentos dizem não estar sob alçada de um tribunal da categoria daquele que vai julgar o caso.
Entretanto, até ao fim da tarde de ontem não havia informações que dessem a entender que os apelos foram considerados pela instância judicial que vai dirimir o caso, mas ressalva-se que o “HORIZONTE” ainda se encontra em período legal para o fazer, pois a notificação é datada de 22 de Janeiro corrente .

Maputo, Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2007:: Notícias

Cabo Delgado: INSS ameaça levar empresas a Tribunal.

Um total de 69 empresas sedeadas na província de Cabo Delgado e que não canalizam as contribuições dos seus trabalhadores ao sistema de segurança social poderão fazê-lo mediante medidas coersivas, caso não legalizem a sua situação a breve trecho.
Estas empresas fazem parte de um total de 71 notificadas ano passado pela delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) para regularizarem o pagamento do seguro social dos seus trabalhadores, o que já não fazim há bastante tempo.
Destas, apenas duas ultrapassaram o problema, faltando as restantes 69, algumas das quais alegam estar a atravessar momentos de crise financeira.
Esta situação está a privar cerca de sete mil trabalhadores dos seus direitos de beneficiários de seguro social.
Maputo, Quinta-Feira, 25 de Janeiro de 2007:: Notícias

1/24/07

Moçambique: Autoridades religiosas recebem símbolos de Jornadas da Juventude.

Maputo, 23/01 - O Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no distrito da Namaacha, província de Maputo, foi segunda-feira palco da entrega dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude da Igreja Católica, numa cerimónia em que participaram quase três mil jovens.
De acordo com a Lusa, a delegação moçambicana, chefiada pelo arcebispo de Maputo, D. Francisco Chimoio, recebeu da sua congénere da vizinha Swazilândia a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, dois objectos de devoção presentes nas jornadas desde 1984.
"É um privilégio para Moçambique receber estes símbolos", enfatizou D. Francisco Chimoio, destacando o facto de o país receber pela primeira vez a Cruz, que "gira o Mundo há 23 anos".
O arcebispo de Maputo convidou os jovens a rezarem pelos que sofrem de SIDA, fome, injustiça e outros males que afectam a sociedade.
Os símbolos "itinerantes" irão agora percorrer as cidades de Maputo, da Beira, de Nampula e de Pemba.
Depois de atravessarem os continentes americano, europeu e asiático, os símbolos já percorreram em África países como o Ghana, a Côte d´Ivoire, o Botswana, o Senegal, o Togo, as Ilhas Reunião, os Camarões e as Maurícias.
No final de Janeiro, os símbolos serão entregues à África do Sul - último pais africano a recebê-los -, rumando depois para a Austrália, país que acolherá as Jornadas Mundiais da Juventude da Igreja Católica.

Moçambique: Banco Central impulciona instalação de bancos comeciais em zonas rurais.

Maputo, 24/01 - O Banco de Moçambique quer promover o estabelecimento de mais bancos comerciais nas zonas rurais moçambicanas, onde são frequentes relatos de perdas avultadas de dinheiro guardado em sacos, latas e outros utensílios, devido à ausência de bancos.
A "bancarização da economia" e a "expansão dos serviços financeiros para as zonas rurais" será, por isso, o tema central do 31º Conselho Consultivo do Banco Central moçambicano, a realizar sexta- feira, em Nampula (norte), refere um comunicado de imprensa da instituição.
Na mesma perspectiva, o Banco de Moçambique inaugurou recentemente agências nas cidades de Quelimane e Tete (centro), Lichinga e Pemba (norte) e Maxixe (sul).
Com a medida, o Banco de Moçambique pretende facilitar o estabelecimento de bancos comerciais nas zonas rurais próximas das referidas cinco cidades.
O Governo moçambicano considera essencial "a bancarização" das zonas rurais, para o cumprimento do seu objectivo de "transformar o distrito em pólo de desenvolvimento do país". O aproveitamento das delegações dos Correios de Moçambique para a captação das poupanças rurais é uma das ideias defendidas pelo executivo moçambicano, de modo a integrar a actividade produtiva do campo no circuito formal da economia do país.