3/16/07

Estrada une Montepuez e Lichinga.


Maputo, 15 Mar (Lusa) - As obras de reforma da estrada que une as regiões de Montepuez e Lichinga, no norte de Moçambique, avaliadas em 21,2 milhões de euros (R$ 58,6 milhões), vão ser financiadas pelo Japão, anunciaram fontes oficiais em Maputo nesta quinta-feira.O contrato de financiamento para as obras, que serão feitas em uma extensão de 201 quilômetros da rodovia, será firmado nesta sexta-feira em Maputo pela ministra moçambicana das Relações Exteriores, Alcinda Abreu, e o embaixador japonês em Moçambique, Tatsuya Miki.O concurso público para a realização das obras foi lançado em fevereiro. As propostas das empreiteiras interessadas deverão ser entregues até 12 de abril.Trata-se de uma obra considerada "muito importante" para o norte do país africano, e que permitirá combater o isolamento da província de Niassa, e em particular de sua capital, Lichinga."É uma obra muito importante para a província de Niassa, que não se ligava de forma adequada à província [vizinha] de Cabo Delgado [onde fica Montepuez]. O objetivo é que Niassa saia do isolamento e tenha ligação com uma estrada nacional e com um porto", disse à Agência Lusa uma fonte do Ministério de Obras Públicas e Habitação de Moçambique.Atualmente, a ligação por estrada à capital de Niassa leva a desvios pelo interior do país vizinho Maláui.O concurso envolve dois contratos para pavimentação de estradas - a via é de terra batida em grande parte de sua extensão - e construção de pontes.O primeiro contrato diz respeito a um trecho de estrada de 135 quilômetros entre Montepuez e a cidade de Ruaça."A estrada atual em terra encontra-se em más condições, e desta forma pretendemos melhorar seu revestimento convencional", de acordo com o "anúncio específico de concurso pré-qualificação de empreiteiros".O segundo contrato em concurso diz respeito ao trecho de 66 quilômetros entre Litunde e Lichinga, e que inclui a construção de duas pontes, a pavimentação, o "revestimento superficial simples e duplo", a "limpeza, reabertura de valas e sinalização" e a "demolição de estruturas existentes".
Lusa - 15-03-2007 12:31:28

3/15/07

Canadiana Artumas vai prospectar petróleo em Cabo Delgado.


Toronto, Canadá 15 Mar 07 - O governo de Moçambique atribuiu uma concessão à empresa com sede no Canadá Artumas para a exploração de petróleo e gás natural na bacia do rio Rovuma, no norte do país, anuncia hoje o jornal The Globe and Mail.Nesta concessão, a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos controla 15 por cento com a Artumas a deter os restantes 85 por cento.A concessão tem 8 anos de validade podendo ser prolongada por mais 25 anos caso seja descoberto petróleo.A zona de exploração da bacia do Rovuma é, na sua maior parte, "offshore", abrange uma área de 60 mil quilómetros quadrados nas províncias de Nampula e Cabo Delgado e foi dividido em sete sectores pelo governo.Outras empresas já envolvidas na exploração de petróleo e gás natural na bacia incluem a Anadarko Petroleum, dos Estados Unidos da América, a Petronas da Malásia, a norueguesa Norsk Hydro e a italiana ENI. (macauhub)

Ibo (Cabo Delgado) e Chinhamapere candidatos a património mundial.


Moçambique escolheu a Ilha do Ibo, no Arquipélago das Quirimbas, província de Cabo Delgado, e as pinturas rupestres de Chinhamapere, distrito de Manica, como bens candidatos a património mundial da humanidade.
Estas propostas, seleccionadas numa lista de cerca de 100 bens candidatos, dentre eles línguas nacionais, casas e cidades antigas, além de diversas manifestações culturais, deverão ser submetidas à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) até Outubro próximo, estando-se agora a acertar os detalhes finais. A Ilha do Ibo é um local de convergência de culturas, onde há indícios de culturas árabes, swahili e europeia, além de que esta faz parte do Plano de Desenvolvimento do Turismo do Norte. Quanto à candidatura das pinturas de Chinhamapere deve-se ao facto de estas constituirem testemunho de existência de povoamentos até há cerca de 3000 anos, naquele local, que se considera único que possui vestígios do género em toda a África Austral.
Maputo, Quinta-Feira, 15 de Março de 2007:: Notícias

3/10/07

PEMBA - Discotecas e praias são ópio...


Pemba, muito embora tenha muita coisa que a natureza lhe deu para “curtir”, parece que só vê em dois ambientes, nomeadamente a praia e a discoteca. Calha que em cada um destes lugares as pessoas se vestem voluntariamente de forma precária.
Se calhar há-de ser por isso. E devido ao hábito que se criou, as outras maneiras de “curtir” ficam-lhe muito longe, a rotina passou a ser: sexta-feira na discoteca Wimbe, sábado ou no mesmo dia no “Nelson Games” ou “Silva”, no domingo às praias de Murrébuè e a do Wimbe, para fechar o ciclo da semana.
Discoteca e praia são, por assim dizer, a maneira única, pois a outra que também existia reunia muitas sensibilidades, o futebol, está a perder a sua força, segundo os dados que nos vêm dos últimos anos, como atesta o quão tristemente célebre foi a prestação do “Pembinha” na última temporada em que representava a província na região.
Na verdade, o “Pembinha”, o mais popular clube de Pemba, acabaria por nos brindar com aquela vergonha que lhe valeu uma vergonha ainda mais pesada e que nos traz menos alegrias. É que de facto o clube foi punido, interdito de participar no campeonato nacional de futebol da Divisão de Honra durante as épocas 2007 e 2008.
Precisa-se de um puxão para que o futebol que foi cultura em Pemba não se apague em definitivo, para que haja pelo menos mais uma razão de evitar ir à praia no fim de semana, vendo algo que do ponto de vista educativo tem vantagem sobre as outras maneiras que já se cimentaram.
Sobre discoteca, é impressionante ver como o parlamento moçambicano trabalhou de graça ao desejar que os menores não frequentassem os locais aonde se pensa que aprendem muito cedo a vida dos adultos. Fê-lo produzindo uma lei.
O facto de ainda não termos tido nenhuma informação sobre alguma casa de pastos ou discoteca que tenha sido penalizada por admitir o ingresso de menores, nem sobre os menores envolvidos, nos engana como sendo o cumprimento integral daquele dispositivo legal. Mas só nos engana!
A partir daqui nos parece que o proibido é muito assediado pela sociedade. Há tanta gente a querer ver menores nas discotecas, vestidas a como se vestem, namorando a como namoram, participando nas orgias lideradas pelos mais velhos.
Atropelos.
Diz-se que não há como evitar porque é hipocrisia proibir que os menores vão às discotecas, seja com que pretexto, se o mesmo que lá acontece e se pretendia evitar, encontramos nas praias, portanto homens e mulheres, incluindo crianças com vestes prenhes de sugestões várias. As pessoas gostam do pudor e lá estão a “curtir”, ainda que isso signifique uma sucessão de atropelos.
Atropelo há-de ser também (de novo) a discoteca “Shiva”, pertença da Associação Desportiva de Pemba, a produzir um som insuportável, porque aberta, para infestar em todo o seu perímetro residencial, incluindo as enfermarias do Hospital Provincial de Cabo Delgado.
A poluição sonora e nos termos em que acontece nos dias reservados ao barulho, atinge as raias do imperdoável, mas isso só soube porque num fim-de-semana calhou que fomos ao hospital a acompanhar um acidentado. Sentimos o incómodo e evitamos cismar em relação aos doentes, ou à maternidade, relativamente mais próxima do epicentro do som, comparada com o local onde nos encontrávamos, o Banco de Socorros.
Foi necessário ir ao hospital para nos apercebermos do quanto contribuímos para a violação de uma série de regras, porque na verdade, às vezes estamos lá, com os companheiros de diferentes afazeres, viaturas protocolares, portanto com aqueles que deviam fazer cumprir as normas.
Estamos, enfim, todos (?) culpados, razão porque para tirar a culpa temos que ser todos a condenar o que está a acontecer no “Shiva”. Está dito, ele já antes foi discoteca, mas sem produzir o barulho violento que agora está a fabricar.
Para os vizinhos colados à discoteca, nada se pode dizer! Devem se ter acostumado de modo que no dia em que se exigir que ela tenha que estar, como antes, à porta fechada (não ao ar livre), com paredes impermeáveis ao som, talvez signifique o mesmo que violentá-los. As pessoas gostam do anormal, ilegal. Trata-se de mais uma afronta a quem se deu o direito e poder que não exerce.
Pedro Nacuo - Maputo, Sábado, 10 de Março de 2007:: Notícias

3/09/07

Dia Internacional da Mulher...


Para todas as MULHERES, para todas as Amigas, para todas as MÃES, para minha MÃE NAIR:

GRAVURA

Aqui estou inteira:
de memória ausente,
sem fisionomia
-como uma medalha.

Aqui estou inteira
para ser guardada
no fundo do tempo
onde não há nada.

Glória de Sant'Anna - Amaranto, pag. 51.

3/05/07

Aumento das exportações de Moçambique com a venda de recursos naturais.


Maputo, Moçambique, 28 Fev - Cinco províncias de Moçambique registaram em 2006 um crescimento significativo das suas exportações com o maior contributo para essa evolução sido a venda de recursos naturais, de acordo com o jornal Notícias, de Maputo.
A lista é liderada por Tete com apenas a Hidroeléctrica de Cahora Bassa a ter exportado energia eléctrica no valor de 150 milhões de dólares e o tabaco, o outro grande produto da província, a ter proporcionado receitas de 72 milhões.
No segundo lugar aparece a província da Zambézia cujas exportações cresceram 92 por cento para 98 milhões de dólares com a venda de produtos como madeira, camarão, amêndoa de cajú, fibra de algodão e chá.
Sofala, Manica e Nampula são as outras províncias que registaram em 2006 uma subida das suas exportações.
Do lado contrário surge, por exemplo, a província de Cabo Delgado teve uma queda nas suas vendas ao exterior de 66 por cento, ao ter passado de 70 milhões de dólares em 2005 para 24 milhões em 2006.
O jornal diz que a explicação para o fenómeno tem a ver com a entrada em vigor de legislação proibindo a exportação de alguns tipos de madeira em toro exigindo a sua prévia transformação no país.
(macauhub)