3/27/07

QUALQUER UMA.


Que belas são as Árvores, qualquer uma. Quando entramos no mato, na floresta ou no bosque a energia que as Árvores nos dão é tão especial que nos faz escrever histórias de gnomos de feiticeiros e de magos. Quando entrei na floresta escandinava eram os Gnomos que corriam atrás de mim, ouvia-lhes os passos nas folhas mas não os via. As folhas crepitavam feitas brasas quase arrefecidas quando seus pézinhos tocavam nelas.
Subiam nas minhas calças largas e chegavam a pendurar-se no meu cabelo para se balouçar com seus risos e gritos alegres e afinados. Tão coloridos estavam vestidos que pareciam flores a abrir no tecido.
Gostei sempre de ir apanhar cogumelos nas florestas escandinavas, sei que albergam a Vida mais pura e bela naquele Norte frio. É ali que as Árvores nos falam e nos segredam aos ouvidos os mistérios da Vida.
Estes segredos quem os alberga são as Árvores, quantos terão para contar a quem nestas florestas entrar.
Inez Andrade Paes
27 de Março de 2007
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Inez Andrade Paes, natural de Pemba - Moçambique e residente em Portugal, é também, além de poetisa de sensibilidade invulgar, artista plástica e escritora. Alguns de seus trabalhos podem ser apreciados na net, aqui:

Assim vai África: Os protetores de Mugabe...


Liga dos Direitos Humanos (LDH) acusa os estados africanos de darem `protecção´ ao Governo do Zimbabwe, por se "manterem calados e prosseguirem uma diplomacia corporativista" em relação àquele país.
Num comunicado segunda-feira divulgado em Maputo, assinado pela presidente da LDH, Alice Mabota, a organização condena `a diplomacia silenciosa´ com que os Estados africanos acompanham os acontecimentos no Zimbabwe.
`Ao manterem-se calados e protegendo o regime de Robert Mugabe, os Estados africanos estão simplesmente afirmando que podem a qualquer momento optar pelas mesmas vias a fim de protegerem seus interesses e não querem interferências de algum outro país. Isso faz perigar a democracia e cria precedentes para a criação e sobrevivência de Estados, com fundamentos e filosofias na tirania e na demagogia´, realça o documento.
Aludindo especificamente à postura dos países da África Austral, a LDH salienta que `o regime zimbabweano está a desestabilizar a região´, pois os problemas neste país estão a causar `o crescimento do número de refugiados em Moçambique, África do Sul, Malawi, Tanzânia e outros´.
Com esse fenómeno, recrudesceu também a criminalidade, a prostituição, a vadiagem, a mendicidade e o tráfico na África Austral, considera ainda a LDH.
O ex-chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, é alvo de censura na declaração, devido à sua posição pública de apoio a Mugabe, que estende a sua preocupação a um acordo de cooperação no sector policial entre os Governos zimbabweanos e angolano.
`Os governos africanos têm a responsabilidade de remeter comunicações à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e inclusive de condenarem pública e expressamente o comportamento do governo do Zimbabwe pela flagrante violação dos direitos humanos´, enfatiza a declaração da LDH.
Na mesma ocasião, falou também Tafadzwa Ralph Mugabe, advogado de Grace Kwinge e Sekai Holland, as duas mulheres que as forças de segurança zimbabweanas impediram de viajar para África do Sul, onde iriam receber tratamento médico a ferimentos provocados por agressões da polícia nos incidentes de 11 de Março último.
Tafadzwa também repudiou a `diplomacia silenciosa´ dos governos africanos, ressalvando que `a crise zimbabweana é também regional, pois milhões de compatriotas estão a emigrar e a pressionar os parcos recursos económicos da zona´.
fonte: LUSA - Via Imensis de 27/03/07

3/26/07

Diversificando - Salazar volta a estar na moda ?


De: zinhopemba
Numa outra discussão sobre o tema eu já havia comentado:
....mais do que voto de apoio a Salazar, é um voto de protesto pela situação politica, económica e social que nos vão ministrando......
Numa análise a frio, há que refletir sobre o facto de Salazar e Cunhal encabeçarem os votos (não ouso dizer "escolha"). Poderemos ser levados a pensar que os portugueses gostam da canga, de mão forte e rude à frente dos nossos destinos, que ainda vivem na miragem do sebastianismo, da vinda de um salvador.
Mas creio bem não entroncar aí esta votação que, antes de se iniciar o programa, já contava com mais de 200.000 telefonemas. E sendo pelo telefone que os portugueses manifestavam o seu voto, não é legítimo pensar, como alguns já esboçam defender, que foram os "portuguezinhos" atrasados, os tais "rurais do Norte", os "provincianos" quem mais votaram. É que, sendo o voto telefónico, não estou a ver esse "pessoal" (que não é menos avisado, como muitos querem fazer crer), em maioria, a correrem aos postos telefónicos das aldeias ou a servirem-se dos telemóveis, que os mais idosos não utilizam... o universo foi outro, assentou mais numa classe média baixa, vilipendiada e defraudada com as medidas penalizadoras duma classe política que não cumpre as promessas eleitorais e lhes atraiçoa o voto a cada passo.
Continuo, pois, a pensar que mais do que uma maifestação de apoio a Salazar, o que está em presença é um voto de protesto contra a classe política actual e todos os iluminados papagaios que a apoiam, lançando atoardas e falando de "coisas" que não conheceram ou, intencionalmente, deturpam.
Foi mesmo um VOTO DE PROTESTO.
(Mas a heroína da noite foi mesmo a Odete Santos).....
Como diria um notável lá do Norte:..... penso eu de que.....
esqueci-me de dizer que também não terá pesado pouco na votação o facto do "velho" morrer pobre e os novos políticos e gestores que gravitam na sua órbitra, depois de alguns anos (poucos) na "causa pública" se abotoarem com chorudas reformas, saltitando de cargo em cargo, como se andassem por Macau abanando a árvore das patacas..... enquanto as massa populares vão definhando e contando os trocos para pagar impostos....
Boa semana,
B.A.

3/23/07

Moçambique - O Paiol de Malhasine...


De um Amigo em Maputo:
Não é Irochima não ! ......É Maputo.
O saldo já anda em 72 mortos, cento e tal feridos e muitos mutilados...de guerra ?
Não ! De incompetência!!!!!

As Vítimas do pernicioso e racista Mugabe no Zimbabwe

http://www.youtube.com/watch?v=0QMlt4Pc5iI

3/22/07

O saque das florestas em Moçambique...


Florestas sagradas a saque.
As áreas madeireiras de conservação, consideradas sagradas, no país estão a ser ilegalmente exploradas na zona centro e norte, situação que está a contribuir, em larga medida, para a degradação do ambiente, disse a directora Executiva do Centro Terra Viva, Alda Salomão, abordada pela nossa Reportagem por ocasião do dia Internacional das Florestas, assinalado esta quarta-feira, 21 de Março de 2007.
A legislação moçambicana prevê, através do decreto número 10.99 de 7 de Julho a protecção das florestas e da fauna bravia, impondo multas e outras medidas coercivas aos que transgridem o preconizado na lei.
Em Moçambique existem cerca de 62 milhões de hectares de florestas, dos quais 30% está direccionada para a produção da madeira. 47% para áreas diversas e 11,5% para protecção.
Segundo dados obtidos no Centro Terra Viva a nossa floresta está a ser evadida e explorada a ritmos inconcebíveis por indivíduos desconhecidos. A associar com os dados desta organização, o relatório ambiental do Estado do Mundo 2005 refere que caso medidas não sejam tomadas, provavelmente até 2020 a província da Zambézia não tenha florestas.
Alda Salomão diz que é responsabilidade do Estado controlar este cenário, uma vez dispor de mecanismos próprios para o efeito.
Avançou, ainda, que o desflorestamento no país tem como diversas causas especificamente exploração florestal ilegal, queimadas descontroladas, agricultura não sustentável alterações climáticas e outras situações.
Outra causa mais seria ainda consiste na corrupção praticada por funcionários do Estado no sector, permitindo que grandes quantidades de madeira sejam cortadas e exportadas em forma de touros. Relativamente a exportação dados não confirmados indicam que existe na Zambézia touros prontos a serem exportados avaliados em vários milhões de dólares.
A fragilidade no sistema de fiscalização e a falta de consideração do dano ambiental também são outras causas que concorrem para o desmatamento das florestas.
O sector de florestas em Moçambique tem uma grande importância sócio-econmica e ambiental. Cerca de 80% da população vive em áreas rurais e depende da lenha para cozinhar. Entretanto, menos de 10% recorrem ao carvão.
A produção e utilização de todas as formas de energia tem associadas consequências ambientais. A combustão de lenha, por exemplo, contribui para o desflorestamento, a destruição das florestas reduz a capacidade da região de refrear as alterações climáticas, uma vez que as florestas actuam como colectores de dióxido de carbono.
Redacção de "O País" - 22/03/2007.