4/03/07

Casa de Moçambique - Lisboa - (Comunicado)

Transcrevemos:

Ex.mo(a) Senhor(a)
No âmbito da campanha de solidariedade, “Um Grito por Moçambique”, a Casa de Moçambique, solicita a V. Ex.a, a cobertura/divulgação do Jantar /Gala de Fados, para angariação de fundos, a realizar no dia 4 de Maio pelas 20,30 horas no restaurante a Catedral da Cerveja (Estádio da Luz).
A Gala de fados a decorrer durante o jantar terá a participação de conceituados fadistas:
António Pinto Bastos, João Ferreira Rosa, João Braga, José da Câmara, Teresa Tarouca, Margarida Bessa, Maria João Quadros, Carlos Guedes D!Amorim, Nuno da Câmara Pereira, Gonçalo da Câmara Pereira, Rui Neiva Correia, João Maria Tudela.
O jantar já conta com a presença confirmada de Luís Filipe Vieira, Presidente do Benfica; Ricardo Chibanga, Toureiro Moçambicano; Hilário da Conceição, ex., Jogador do Sporting; João Malheiro, Jornalista da SIC; Júlio Isidro e Marta Castro Leite, Apresentadores de Televisão; Comandante Homem Gouveia, Assessor da Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.
O preço do Bilhete por pessoa é de 25€ e poderá ser adquirido/reservado através dos seguintes números de Telefone: Estádio da Luz 217125180 ou Deputado Manuel Jerónimo 218851608.
Gratos pela atenção que esta vos merecer, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,
Atentamente,
Enoque João (Dr.)
Presidente da Casa de Moçambique
Lisboa, 30 de Março de 2007
Rua da Beneficiência, 111- 2º Andar, 1600-018 Lisboa
* Fax:21 8135559
* Telemóvel: 965748827
Site:
www.casa-de-mocambique.pt
* E- mail: casa.mocambique@gmail.com
Nº Contribuinte: 502522429

3/30/07

Tragédias de Março na aviação de Cabo Delgado.


DESASTRE DE AVIAÇÃO DE ALUA:
Aconteceu a 25 Kms. do posto administrativo de ALUA.
O avião, pilotado pelo saudoso ELISEU FERREIRA, um Piper Cherokee 235 do Aero Clube de C. Delgado caiu perto de Alua em 30 de Março de 1970 e nele viajavam e faleceram, além do piloto, MARIA EMILIA J. RAMOS DA COSTA (37 ANOS), o filho ANTÓNIO MANUEL DA COSTA (13 anos), o professor AMÉRICO DE ALMEIDA ROLO (26 anos) e sua noiva MARIA JOÃO VIEIRA (18 anos).
Todos se dirigiam a Nampula para resolver assuntos vários.
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Carlos Fernando Machado da Cruz - PACHANCHO:
Em 28 de Março de 1974, Carlos Fernando Machado da Cruz (Pachancho) piloto do CR-AOC ETAPA, durante a aproximação nocturna à pista de Mueda com teto e visibilidade reduzidos, para evacuação de um militar, supôe-se que (entre outras hipóteses como a de ter sido alvejado pelos terroristas da Frelimo e atingido, foram aventadas mas não confirmadas na época) entrou em perda antes da cabeceira da pista (lado da povoação) e acabou por embater na copa de uma árvore.
Avião e piloto ficaram carbonizados pelo fogo consequente ao acidente.
Nesse dia estava de folga. No dia seguinte faria o ultimo voo para a Etapa e sairia para ingressar na TAP. Foi chamado pelas 18:30 (estava em casa da "Avózinha" ao lado do cinema velho de Porto Amélia na parte baixa da cidade) para ir fazer a evacuaçao de um militar de Mueda para Nampula por não haver mais nenhum piloto disponivel.
O acidente foi a 28 de Março à noite, os destroços localizados e o corpo transladado de Mueda para Porto Amélia a 29 de Março e o funeral a 30 de Março, dia do aniversário de seu Pai, Sr. Machado da Cruz.
Ainda recordo o imenso cortejo de carros que se formou nesse final de tarde de 29 de Março de 1974, para acompanhar os restos mortais do Pachancho desde o aeroporto de Porto Amélia até à cidade.
Arrepiava e emocionava ver aquele imenso cordel de luzes ao longo da estrada do aeroporto...
Mencionado também em:
*Alterações ao texto acima efetuadas em 30/03/07 às 23h16 para correção de informações obtidas junto a Amigos que vivenciaram este drama no já distante ano de 1974.

Cabo Delgado - Camponeses ameaçam abandonar algodão.

Na província de Cabo Delgado, camponeses filiados na União Nacional de Camponeses, UNAC, ameaçam abandonar a produção da cultura de algodão, devido à falta de mercado para a colocação do produto.
Diamantino Nhampossa, porta-voz da Assembleia Geral Ordinária Anual da UNAC, que decorre em Pemba, disse que ao invés do chamado “ouro branco”, os camponeses prometem produzir comida. Disse que a falta de fábricas têxteis para a absorção do algodão concorre igualmente para o eventual abandono da produção daquela cultura de rendimento.
Maputo, Sexta-Feira, 30 de Março de 2007:: Notícias

Acidente aéreo de 1986.

A província de Cabo Delgado recorda hoje os 21 anos sobre o acidente de aviação que na mesma data, em 1986, vitimou cerca de 50 compatriotas, nas cercanias do aeroporto de Pemba, quando um avião da Força Aérea moçambicana se despenhou depois de pegar fogo minutos depois da descolagem com destino a Mueda.
No acidente, o mais fatídico conhecido em Moçambique, pelo número de pessoas perecidas, perderam a vida a esposa do então ministro da Defesa Nacional, Alberto Chipande, administradores de alguns distritos do norte da província, outros quadros e crianças. A Frelimo e a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional agendaram para hoje cerimónias de deposição de flores em todos os distritos da província, em memória dos compatriotas perecidos naquela data num “Antonov”.
Maputo, Sexta-Feira, 30 de Março de 2007:: Notícias

3/27/07

QUALQUER UMA.


Que belas são as Árvores, qualquer uma. Quando entramos no mato, na floresta ou no bosque a energia que as Árvores nos dão é tão especial que nos faz escrever histórias de gnomos de feiticeiros e de magos. Quando entrei na floresta escandinava eram os Gnomos que corriam atrás de mim, ouvia-lhes os passos nas folhas mas não os via. As folhas crepitavam feitas brasas quase arrefecidas quando seus pézinhos tocavam nelas.
Subiam nas minhas calças largas e chegavam a pendurar-se no meu cabelo para se balouçar com seus risos e gritos alegres e afinados. Tão coloridos estavam vestidos que pareciam flores a abrir no tecido.
Gostei sempre de ir apanhar cogumelos nas florestas escandinavas, sei que albergam a Vida mais pura e bela naquele Norte frio. É ali que as Árvores nos falam e nos segredam aos ouvidos os mistérios da Vida.
Estes segredos quem os alberga são as Árvores, quantos terão para contar a quem nestas florestas entrar.
Inez Andrade Paes
27 de Março de 2007
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Inez Andrade Paes, natural de Pemba - Moçambique e residente em Portugal, é também, além de poetisa de sensibilidade invulgar, artista plástica e escritora. Alguns de seus trabalhos podem ser apreciados na net, aqui:

Assim vai África: Os protetores de Mugabe...


Liga dos Direitos Humanos (LDH) acusa os estados africanos de darem `protecção´ ao Governo do Zimbabwe, por se "manterem calados e prosseguirem uma diplomacia corporativista" em relação àquele país.
Num comunicado segunda-feira divulgado em Maputo, assinado pela presidente da LDH, Alice Mabota, a organização condena `a diplomacia silenciosa´ com que os Estados africanos acompanham os acontecimentos no Zimbabwe.
`Ao manterem-se calados e protegendo o regime de Robert Mugabe, os Estados africanos estão simplesmente afirmando que podem a qualquer momento optar pelas mesmas vias a fim de protegerem seus interesses e não querem interferências de algum outro país. Isso faz perigar a democracia e cria precedentes para a criação e sobrevivência de Estados, com fundamentos e filosofias na tirania e na demagogia´, realça o documento.
Aludindo especificamente à postura dos países da África Austral, a LDH salienta que `o regime zimbabweano está a desestabilizar a região´, pois os problemas neste país estão a causar `o crescimento do número de refugiados em Moçambique, África do Sul, Malawi, Tanzânia e outros´.
Com esse fenómeno, recrudesceu também a criminalidade, a prostituição, a vadiagem, a mendicidade e o tráfico na África Austral, considera ainda a LDH.
O ex-chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, é alvo de censura na declaração, devido à sua posição pública de apoio a Mugabe, que estende a sua preocupação a um acordo de cooperação no sector policial entre os Governos zimbabweanos e angolano.
`Os governos africanos têm a responsabilidade de remeter comunicações à Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos e inclusive de condenarem pública e expressamente o comportamento do governo do Zimbabwe pela flagrante violação dos direitos humanos´, enfatiza a declaração da LDH.
Na mesma ocasião, falou também Tafadzwa Ralph Mugabe, advogado de Grace Kwinge e Sekai Holland, as duas mulheres que as forças de segurança zimbabweanas impediram de viajar para África do Sul, onde iriam receber tratamento médico a ferimentos provocados por agressões da polícia nos incidentes de 11 de Março último.
Tafadzwa também repudiou a `diplomacia silenciosa´ dos governos africanos, ressalvando que `a crise zimbabweana é também regional, pois milhões de compatriotas estão a emigrar e a pressionar os parcos recursos económicos da zona´.
fonte: LUSA - Via Imensis de 27/03/07